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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Inscrições abertas para curso de Especialização em Vigilância em Saúde Ambiental

shutterstock 1370300O Laboratório de Ensino a Distância do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LABEAD/IESC/UFRJ), torna pública a abertura do processo de Seleção de Alunos para o Curso de Especialização em Vigilância em Saúde Ambiental, na modalidade semipresencial com carga horária de 430 horas

Inscrições até 31 de janeiro de 2017 para concorrer uma das 330 vagas.

A seleção de alunos é regida pelo edital que se encontra disponível na íntegra no portal do LABEAD. Para efetuar a inscrição, exclusivamente via internet, é imprescindível realizar o cadastro no portal, efetuar a inscrição online e enviar a documentação, exigida em edital, via correios.

Podem concorrer às vagas candidatos brasileiros natos ou naturalizados e candidatos estrangeiros. O candidato estrangeiro deverá ter visto permanente ou visto temporário de estudante obtido perante o Consulado do Brasil em seu País

➔ Clique aqui para acessar o edital.

Texto: Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS)

Edição: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Perguntas e respostas sobre a vacinação contra o #HPV para meninos

Hpvfoto
Foto: Prefeitura de Campos
A vacina contra HPV, oferecida no Brasil, pode prevenir os cânceres do colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, refletindo diretamente na redução dos casos de HPV, e também nas mortes provocadas pelo vírus

Até o ano passado, a vacinação era feita apenas em meninas, sendo agora ampliada a imunização para os meninos na faixa etária de 12 a 13 anos. *

A cozinheira Divina Rabelo é uma das mães que levarão o filho para vacinar nos próximos dias. O filho dela, Carlos Emanuel, tem 12 anos. Divina acredita que a iniciativa do governo de ampliar a faixa etária da vacinação é fundamental para promover saúde. “ Emanuel vacinar e não ter um problema no futuro é ótimo. Claro que acho importante o governo fazer isso. É muito importante! Isso é uma prevenção em todos os sentidos. Para mim, é bom pensar que tem um efeito na saúde do meu filho daqui para frente”. Porém, a cozinheira afirma que tem algumas dúvidas sobre os efeitos da vacina. “ Agora eu não sei se ele vai passar mal depois que tomar e se provavelmente vai ter alguma reação, como febre, depois”, desabafa Divina.

Diante das dúvidas da Divina Rabelo e de vários pais sobre o assunto, o Ministério da Saúde esclareceu alguns questionamentos frequentes das famílias, adolescentes e público em geral para entenderem a importância da vacinação.

1. Qual é o público alvo de vacinação contra HPV definido pelo Ministério da Saúde? Meninos: Em 2017, a vacina HPV será disponibilizada para a faixa etária de 12 a 13 anos *, considerando o intervalo de seis meses entre as doses. Mas até 2020, a faixa etária masculina será ampliada gradativamente para meninos a partir de nove anos de idade. Meninos e homens vivendo com HIV/Aids: Em 2017 todos os homens vivendo com HIV/Aids entre nove e 26 anos, deverão receber a vacina, sendo o esquema de 3 doses (0, 2 e 6 meses). Nesses casos, é necessária a prescrição médica.

*a vacina para os meninos de 13 anos está disponível até um pouco antes de completarem 14 anos, ou seja: 13 anos, 11 meses e 29 dias.

2. Qual é o numero de doses que os meninos terão que tomar?
Para os meninos está disponível a vacina HPV quadrivalente, em 2 doses. A primeira dose deve ser tomada entre 12 a 13 anos * e a segunda 6 meses depois da primeira . Para a segunda dose, é importante entender que se a criança foi vacinada dentro do limite da faixa etária estipulada até 13 anos *, ela terá que tomar a segunda dose ainda que já tenha completado os 14 anos.

Já para os meninos e homens vivendo com HIV/Aids é diferente. Estão disponíveis 3 doses, com intervalo de 2 e 6 meses.

3. A vacina é por via oral ou é injeção?
É por via intramuscular, ou seja, injeção de apenas 0,5 ml em cada dose.

4. Quem já teve diagnóstico de HPV pode vacinar?
Pode, desde que esteja na faixa etária estipulada. Existem estudos com evidências promissoras de que a vacina previne a reinfecção ou a reativação da doença.

5. Por que a vacina HPV não é introduzida para todas as faixas etárias no país?
A vacina é potencialmente mais eficaz para adolescentes vacinados antes do seu primeiro contato sexual, uma vez que a contaminação por HPV ocorre juntamente ao início da atividade sexual.

6. A proteção dura à vida toda?
Até o momento, se sabe com convicção que a vacina pode proteger por 9 anos, mas a imunidade relacionada à vacina ainda não foi determinada, principalmente pelo pouco tempo em que é comercializada no mundo, que é desde 2007.

Embora se trate da mais importante novidade que surgiu na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso aguardar o resultado de estudos em andamento para fornecer mais dados sobre a duração da proteção e necessidade de doses de reforço.

7. Os meninos e meninas que recebem a vacina iniciam a vida sexual mais precocemente?
Não foram observadas evidências deste comportamento. Um número crescente de estudos quantitativos mostra, na verdade, que a vacinação não está associada com a diminuição da idade do início das relações sexuais, assim como não foi observado aumento do número de parceiros sexuais em pessoas sexualmente ativas.

8. A vacina HPV pode ser administrada concomitantemente com outra vacina?
A vacina HPV quadrivalente pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação (PNI), sem interferências na resposta de anticorpos a qualquer uma das vacinas. Quando a vacinação simultânea for necessária, devem ser utilizadas agulhas, seringas e regiões anatômicas distintas.

9. A vacina HPV provoca algum efeito colateral? 
A vacina contra o HPV é uma vacina segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Já é utilizada como estratégia de saúde pública em quase 100 países que realizaram a aplicação de mais de 175 milhões de doses desde 2006, sem registros de evidências que pudessem pôr em dúvida a segurança dessa imunização.

Os eventos adversos mais comuns relacionados à vacina HPV são os mesmos relacionados às outras vacinas, como reações locais (dor, inchaço, e vermelhidão), dor de cabeça e febre, em menor incidência. Eventualmente podem ocorrer desmaios, formigamento nas pernas, fatos que podem ser observados ao se aplicar medicações injetáveis em adolescentes e não relacionado especificamente à vacina HPV, mas ao medo de tomar injeção.

10. O que fazer se sentir alguns desses sintomas após ser vacinado?
Recomenda-se que a pessoa permaneça sentada por 15 a 20 minutos, imediatamente após receber a vacina sem fazer esforços para prevenir possíveis reações.

No caso da aparição de sintomas durante os dias posteriores a vacinação se recomenda procurar uma unidade de saúde mais próxima relatando o que sentiu ou o que está sentindo.

11. Em quais situações a vacina contra o HPV não deve ser administrada em meninos/homens
A vacina HPV é contraindicada e, portanto, não deve ser administrada em meninos/homens com:
  • hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos excipientes da vacina;
  • história de hipersensibilidade imediata grave a levedura;
  • ou, que desenvolveram sintomas indicativos de hipersensibilidade grave após receber uma dose da vacina HPV;
Vanguarda
O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos* . *a vacina para os meninos de 13 anos está disponível até um pouco antes de completarem 14 anos, ou seja: 13 anos, 11 meses e 29 dias

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Instituto Sírio-Libanês oferece bolsas para profissionais do SUS

uftmO Cuidado Paliativo tem crescido expressivamente na medicina do Brasil e do mundo, e é definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o atendimento focado no sofrimento de pacientes que enfrentam doenças graves 

Dada à complexidade da atividade, o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP/HSL) oferece programas de especialização e aperfeiçoamento na área de Cuidados Paliativos, ajudando na formação de profissionais da saúde para cuidar do sofrimento de forma profissional e humanizada.

Dentre os fundamentos e principais objetivos do programa estão a comunicação e o cuidado, com atitudes baseadas no respeito à vida humana e na solidariedade, de forma a favorecer a autonomia, e aprender a enxergar e a cuidar do sofrimento do paciente. O Prof. Dr. Daniel Neves Forte, um dos coordenadores, explica que, para isso, é necessário aprender a controlar sintomas como dor, náuseas ou insônia, e a lidar com o medo ou a esperança do paciente e dos familiares, se comunicando de forma empática. “São competências essenciais que, em geral, não são ensinadas ou estudadas na formação médica habitual.”

Os cuidados paliativos constituem uma área multidisciplinar, na qual cada profissional precisa ter uma visão estratégica, integrada, multidimensional e humana do paciente. Além de conhecer e aplicar diferentes abordagens e formas de tratar e cuidar dos sintomas de sofrimento físico, psíquico, social e espiritual, é necessário ter habilidade para trabalhar em equipe e utilizar estratégias de comunicação para fazer um atendimento à família e intermediar conflitos.

A pós-graduação em Cuidados Paliativos dá ênfase ao aprofundamento do conhecimento teórico-científico e ao desenvolvimento de competências e habilidades práticas, integrando a atividade ao cuidado que busca a cura ou o controle das doenças. Todos os módulos têm oficinas de treinamento em comunicação e discussões e capacitação sobre metodologia científica para ensinar os alunos a lerem artigos científicos de forma crítica.

O curso é destinado a médicos e profissionais de saúde. Tem a coordenação geral do Prof. Dr. Daniel Neves Forte e da Enfermeira Valéria Delponte, além da comissão científica composta pelos médicos Luis Alberto Saporetti, Tânia Vaz Guimarães, Cesar Biselli Ferreira e as psicólogas Mia Olsen de Almeida e Daniela Achette.

Para a turma de 2017 serão oferecidas duas bolsas do Sistema Único de Saúde (SUS), uma para um médico e outra para um não médico. Ambos precisam atuar na mesma instituição do SUS e terem o propósito de implantar equipes de cuidados paliativos.

Serviço
Evento: Pós-graduação em Cuidados Paliativos
Inscrições: Até 16/01/2017
Local: Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa
Endereço: Rua Professor Daher Cutait, 69 – São Paulo-SP
Informações: https://iep.hospitalsiriolibanes.org.br/web/iep/home

Blog da Saúde com Informações do Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa

Consórcio Brasileiro de Acreditação promove curso de Prevenção e Controle de Infecção Hospitalar em São Paulo e no Rio de Janeiro

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), associado da Joint Comission International (JCI) no Brasil, está com inscrições abertas para o curso Prevenção e Controle de Infecções, que acontece este mês em São Paulo e no Rio de Janeiro

Com aulas teóricas e práticas, o curso é voltado para profissionais da área de saúde e visa oferecer conhecimentos sobre conceitos básicos de um programa de controle de infecção hospitalar, discutindo práticas profissionais para obtenção de melhores resultados.

Em São Paulo, as aulas acontecem nos próximos dias 13 e 14 de janeiro e serão ministradas pelo médico infectologista Francisco Ivanildo. No Rio de Janeiro, o curso acontece nos dias 26 e 27 de janeiro e será aplicado pela enfermeira Irene Rêgo Haddad, especialista em controle de infecção e educadora do CBA.

Entre os assuntos que serão abordados, estão a história e a legislação brasileira sobre o tema, a vigilância e os desafios para a prevenção e o controle de infecção hospitalar; o uso de antibióticos, a tecnologia e os germes multirresistentes. A atuação da equipe profissional, o manejo de resíduos de serviços de saúde, a higienização das mãos, a importância da educação e da integração com o programa de qualidade e segurança do paciente também fazem parte do conteúdo teórico.

Ao final do curso, os participantes deverão estar aptos para elaborar, implantar e monitorar um programa de controle de infecções em suas diversas e específicas áreas.

Mais informações e inscrições pelo site: http://www.cbacred.org.br/eventos/2016/

SERVIÇO

São Paulo
Prevenção e Controle de Infecções
Carga horária: 16 horas
Data: 13 e 14 de janeiro
Local: Rua João Julião, 245/ 1º andar, Paraíso, São Paulo
Instrutor: Francisco Ivanildo

Rio de Janeiro
Prevenção e Controle de Infecções
Carga horária: 16 horas
Data: 26 e 27 de janeiro
Local: Rua São Bento, 13/4º andar, Centro, Rio de Janeiro
Instrutora: Irene Rêgo Haddad

Nathália Vincentis
Jornalismo
www.sbcomunicacao.com.br

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Beber mais água é uma ótima meta para ser cumprida em 2017

banneraguaA maioria das pessoas sabe que manter o corpo hidratado é fundamental para a saúde. O problema é que mesmo sabendo da importância da hidratação, muitos esquecem de beber água durante o dia

Mas a boa notícia é que existe uma forma simples para não correr o risco de esquecer de beber água: basta levar uma garrafa de água com você, conforme orienta o nutricionista Daniel Novaes: “A dica que eu dou para todos pacientes aqui no consultório é que andem com uma garrafinha de água na bolsa ou sempre por perto. Se você ficar nessa de esperar alguém te servir ou você ir buscar água, acaba que você não vai beber mesmo”.

Para reforçar o quanto a água é importante para todos, o Blog da Saúde elaborou uma lista rápida sobre a importância dessa bebida com informações do nutricionista Daniel Novaes e ainda, segundo informações do Guia Alimentar do Ministério da Saúde. Confira:

Seu corpo é composto de água
Sem água não sobrevivemos muitos dias. O total existente de água no corpo é de 75% na infância e mais da metade do corpo é água na vida adulta. Logo, não espere sentir sede para entender que o seu corpo precisa de água e a ingestão dela é fundamental para o equilíbrio do organismo.

A necessidade de água pode variar
Como qualquer alimento, a quantidade de água que você deve beber é variável, dependendo de uma série de fatores como idade, peso, atividade física que realiza e até mesmo clima e temperatura do ambiente onde vive.

Segundo o nutricionista, pessoas que fazem atividade física com frequência, devem consumir de 4 a 5 litros de água durante o dia. Isso porque já se perde água durante os exercícios e, por isso, é necessário repor os estoques de eletrólitos, itens fundamentais para dar energia imediata ao corpo.

Os atletas de altíssimo rendimento devem ingerir de 8 a 10 litros de água por dia.Já pessoas sedentárias, segundo recomendação da OMS, devem ingerir, em média de 2 e meio a 3 litros de água por dia.

É água mesmo
A quantidade de água recomendada para cada pessoa não deve ser diluída em outras bebidas. A quantidade recomendada de água não pode ser substituída por outro líquido, como sucos e bebidas açucaradas. Porém, pode vir “temperada” com algumas rodelas de limão ou folhas de hortelã.

Nem por isso, as outras bebidas que levam a água na composição não devem ainda fazer parte da ingestão diária de líquidos. Um chá de capim-santo ou mesmo o café, podem continuar a mesa, sempre usando o mínimo de açúcar possível.

Outros alimentos ajudam a hidratar
Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde, o leite e a maior parte das frutas contém 80% a 90% de água na composição e mesmo as verduras e legumes cozidos ou em forma de salada costumam ser compostos de mais de 90% em água. Já os alimentos após o cozimento, como macarrão, batata ou a mandioca, possuem cerca de 70% de água. Um prato de feijão e arroz é constituído por dois terços de água.

Diferente dos alimentos in natura ou minimamente processados (esses o Ministério da Saúde recomenda que sempre estejam a mesa), os alimentos ultraprecessados são escassos de água, exatamente para que durem nas prateleiras. Salgadinhos de pacote e biscoitos possuem menos de 5% de água.

Mantém a pressão arterial equilibrada
A pressão arterial é responsável por dar força ao sangue, para que ele percorra o caminho que precisa dentro do nosso corpo, levando oxigênio e nutrientes para os órgãos. Para manter a pressão arterial equilibrada, o nutricionista afirma que é fundamental beber água. “Isso porque a água é um componente importante do sangue, responsável por regular a pressão arterial. Além disso, é importante reduzir o consumo de sal”, detalha o nutricionista.

Previne contra outras doenças
Se manter hidratado pode ser fundamental para evitar outras doenças, além das relacionadas ao sistema circulatório. Sem água, os índices de uréia e ácido úrico no sangue podem ficar alterados sendo responsáveis por problemas como pedras nos rins ou complicações nas articulações.

Ajuda a emagrecer
Se você deseja emagrecer e já está adotando hábitos alimentares mais saudáveis e praticando atividade física regular, a água vai te ajudar. “Beber água auxilia na desinflamação da gordura. O excesso de gordura vem da célula inflamada e a água é fundamental para fazer essa célula voltar ao normal. Se a pessoa está em um processo de emagrecimento e não ingere a quantidade de água recomendada, terá dificuldade para emagrecer”, afirma o nutricionista Daniel.

Cuidado com os remédios que são usados apenas para desinchar
Na busca por um corpo mais magro, algumas pessoas costumam tomar certas medicações que “ajudam” a desinchar. O nutricionista faz um alerta. “É perigoso tomar esses remedinhos que são para desinchar, que tiram a água do corpo. Eles acabam causando cãibra, fadiga e tontura. Há uma grande chance desses sintomas estarem relacionados a falta de água, nesse caso. Também pode aparecer edemas e inchaço no corpo já que o organismo vai sentir a falta da água e vai querer reter o pouco que tem”, explica.

Agora que você já conseguiu saber mais sobre a importância da água para a saúde, que tal já começar 2017 levando, como indicou o nutricionista, uma garrafa sempre com você?

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde