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quarta-feira, 29 de março de 2017

Conheça alguns mitos que podem atrapalhar o aleitamento materno

Amamentar é muito mais do que nutrir uma criança. É um processo de interação profunda entre mãe e filho. A mulher que amamenta protege seu bebê contra infecções

Amamentar contribui para o desenvolvimento cognitivo e emocional do bebê. Mesmo estando provados os benefícios do leite materno e do aleitamento para mãe e bebê, existem muitos mitos que envolvem esse momento da vida e que podem ser um empecilho para que as mães amamentem. O Blog da Saúde selecionou algumas afirmações equivocadas, constantemente reproduzidas pelas pessoas, para serem esclarecidas pela Coordenação de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde.

Confira as respostas e ajude-nos a divulgar informações oficiais sobre amamentação para que mais e mais famílias consigam garantir a saúde de crianças e das mulheres durante o período inicial de vida do bebê.

Mito ou Verdade: O leite materno pode ser fraco para nutrir o bebê.

Mito. Não há leite materno fraco. O leite materno apresenta composição semelhante para todas as mulheres que amamentam e é o alimento ideal para o bebê, sendo recomendado até os dois anos de vida ou mais, sendo exclusivamente até o 6º mês de vida.

Mito ou Verdade: Preciso dar os dois peitos a cada mamada.
Mito. O tempo de cada mamada não deve ser fixado, pois o esvaziamento da mama pode variar conforme a fome do bebê, do intervalo entre uma mamada e outra, do volume de leite armazenado na mama, entre outros. O importante é que a mãe dê tempo suficiente para o bebê esvaziar adequadamente seu seio, caso esvazie uma mama por completo e a criança ainda deseje mamar, a mãe pode oferecer a outra mama. Na próxima mamada, recomenda-se que a mãe dê o seio que não foi oferecido na mamada anterior ou ofereça o que o bebê mamou por último. caso tenha sido ofertado as duas mamas.

Mito ou Verdade: Canjica e caldo de cana aumentam a produção de leite.
Mito. A produção do leite materno depende principalmente da sucção do bebê e do esvaziamento da mama. Portanto, quanto mais o bebê mamar e esvaziar adequadamente as mamas, mais leite a mãe irá produzir.

Mito ou Verdade: O leite congelado, mesmo que retirado das mamas, não tem os mesmos nutrientes.
Mito. O leite pode ser congelado por até quinze dias sem perder suas características e qualidade nutricional, desde que armazenado adequadamente.

Mito ou Verdade: Quem fez redução mamária ou colocou silicone não poderá amamentar.
Mito. A cirurgia nos seios não impede a mulher de amamentar, desde que durante a cirurgia sejam preservadas as estruturas das mamas.

Mito ou Verdade: Seios muito pequenos não produzem leite na quantidade suficiente para o bebê.
Mito. O tamanho da mama não tem relação com a produção do leite. Tanto as mamas grandes quanto as pequenas possuem capacidade de produzir o mesmo volume de leite em uma dia.

Mito ou Verdade: Os mamilos devem ser higienizados a cada vez que o bebê for mamar.
Mito. Não é necessário higienizar as mamas sempre que for amamentar, no entanto é importante que a mãe tenha hábitos de higiene adequados como banho diário, lavando a mama com água e sabonete e esteja sempre com o sutiã limpo e seco. Não é recomendado o uso de absorventes de seios e nem utilização de conchas protetoras, pois podem deixar as mamas úmidas, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias.

Mito ou Verdade: O bebê pode ficar mal acostumado se não tiver horários para mamar.
Mito. A orientação do Ministério da Saúde é a amamentação sob livre demanda, ou seja: o bebê deve mamar sempre que desejar.

Mito ou Verdade: Amamentar durante uma segunda gestação pode prejudicar o desenvolvimento do bebê no útero.
Mito. É possível manter a amamentação em uma nova gravidez se for o desejo da mulher e se não houver intercorrências na gravidez. Já quando houver ameaça de parto prematuro é indicado interromper a amamentação. O hormônio que controla a ejeção do leite, a ocitocina, também estimula o útero a contrair. A estimulação do mamilo pode intensificar o trabalho de parto. Porém, esse hormônio sozinho não é capaz de iniciar o trabalho de parto. O útero está na fase de carregar o bebê, bem protegido contra um trabalho de parto precoce.

Mito ou Verdade: Quando o bebê começa a comer, o leite materno pode prejudicar a absorção de ferro.
Mito. Quase 70% do ferro do leite materno é absorvido adequadamente pelo bebê. O leite materno possui bactérias benéficas que atuam no fortalecimento da imunidade, assim como em outros fatores de proteção que otimizam toda a capacidade de absorção de ferro e outros nutrientes. O ferro presente no leite materno é de mais fácil absorção pelo organismo do bebê. Outros alimentos, mesmo tendo bastante ferro, nem sempre são bem absorvidos pelas crianças durante a fase de amamentação.

Foto: Reprodução

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Tratamento para Diabetes tipo 2 ganha genérico inédito

Medicamento genérico dapagliflozina é indicado para controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2

A Anvisa aprovou o registro do genérico dapagliflozina, inédito para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 2. O registro do medicamento, publicado nesta segunda-feira (27/3), será uma nova opção para melhorar o controle glicêmico dos pacientes diabéticos.

A dapagliflozina, cuja referência farmacêutica é o Forxiga, é indicado junto a exercícios físicos e à dieta alimentar para melhorar o controle dos níveis de açúcar no sangue em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. O medicamento genérico foi registrado pela empresa Astrazeneca do Brasil Ltda.

O que devo saber antes de tomar a dapagliflozina
A dapagliflozina é indicada para o tratamento de diabetes tipo 2 e não deve ser usada no tratamento de pessoas com diabetes mellitus tipo 1. O genérico não deve ser usado, ainda, no tratamento de cetoacidose diabética ou caso o paciente tenha problemas renais ou doenças cardiovasculares.

Como a dapagliflozina funciona
A dapagliflozina funciona como bloqueio do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2), uma proteína responsável pela reabsorção da glicose (açúcar) no rim. Este bloqueio leva à eliminação do excesso de glicose na urina, o que melhora o controle do diabetes mellitus tipo 2,

ANVISA

terça-feira, 28 de março de 2017

Opine na formulação do novo Protocolo Clínico para Dependência à Nicotina

Profissionais de saúde, gestores e a sociedade em geral têm até o dia 11 de abril para manifestar sua opinião, fazer críticas e dar sugestões para a Proposta de Escopo de Revisão e Atualização do Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica para Dependência à Nicotina


A participação deve ser feita por meio da enquete no site da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia ao SUS (Conitec) ou pelo aplicativo nas versões disponíveis para download nas versões Android e IOS.

As ações para promover a cessação do tabagismo têm como objetivo motivar fumantes a deixarem de fumar e aumentar o acesso dos tabagistas a métodos eficazes para tratamento da dependência à nicotina. Essas ações são parte integrante do Programa Nacional de Controle do Tabagismo desde 1996.

Em 2016, o INCA assumiu o compromisso de elaboração de um novo protocolo que desse suporte ao tratamento do tabagismo no País, junto à Subcomissão Técnica de Avaliação de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, da Conitec.

Foi constituído um Comitê para elaboração do Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica para Dependência à Nicotina, por representantes de diferentes órgãos governamentais e não-governamentais envolvidos diretamente com o controle do tabaco e mais especificamente com o tratamento do tabagismo.

Este grupo fez uma proposta de escopo do PCDT, a primeira etapa no processo de elaboração de um protocolo clínico baseado em evidências científicas. É esse escopo que está sendo submetido à enquete.

As enquetes da Conitec visam a dar maior publicidade e transparência ao trabalho de elaboração de PCDT desenvolvido pela Comissão.

Fonte: INCA

Proibida bebida energética

Agência descobriu que bebidas necessitavam avaliação sanitária por conter o aminoácido tirosina na formulação

A Anvisa determinou a proibição da fabricação, distribuição e comercialização de todos os lotes da bebida D Dopamina Mindful Drink, 269 mL.

A bebida energética a base de tirosina, taurina e cafeína, fabricada e envasada sob licença de Cervejaria Cidade Imperial Petropolis Ltda, por conter tirosina, necessitava uma avaliação sanitária.

Além da proibição, a Agência determinou que a empresa, Newage Indústria de Bebidas Ltda, promova o recolhimento do estoque existente no mercado dos produtos em questão.

Liberação de produto Let Me Be
A Anvisa recebeu um Ofício que revoga a RE 3002/16, que proibiu a fabricação do produto cosmético LET ME BE.

A revogação foi feita pela 1° Vara Cível da Comarca de Marília, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Confira esta e demais resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (27/03).

ANVISA

Novo medicamento para tratamento da obesidade é liberado para comercialização pela Anvisa

De acordo com dados de pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o número de adultos obesos, entre os anos de 2006 e 2015, aumentou em 60% no Brasil

Por Jennifer Fernandes-Baronesa Relações Públicas

No ranking mundial, entre os homens, o país encontra-se atrás apenas dos Estados Unidos e China. Já entre as mulheres, ocupa o quinto lugar. Tais índices demonstram um alerta de que a população está se tornando cada vez menos saudável, uma vez que a obesidade pode acarretar diversos riscos à saúde como problemas cardíacos, hipertensão e diabetes.

Diante desse cenário, se torna fundamental adotar medidas que auxiliem na manutenção do peso. “Infelizmente, observamos que a maioria da população se alimenta muito mal. Mas existem pessoas que não conseguem realizar a manutenção do peso apenas com a reeducação alimentar. A Lorcaserina (Belviq®) atua diretamente nos receptores de serotonina, no cérebro, e age como um supressor de apetite e acelerador do metabolismo, auxiliando na perda de peso”, explica Juliana Ponce, farmacêutica responsável da Meta Manipulação.

Assim como qualquer medicamento, deve ser utilizado apenas sob orientação do médico e não se deve exceder a quantidade recomendada de 10mg, duas vezes ao dia. “A ânsia por alcançar logo o objetivo de emagrecer, faz com que algumas pessoas se tornem irresponsáveis e queiram se automedicar. Isso não deve ser feito em hipótese alguma”, ressalta Juliana. Além disso, o uso da substância não exclui a prática de exercícios ou a reeducação alimentar, por exemplo, para o tratamento da obesidade.

A Lorcaserina (Belviq®) é indicada para adultos obesos, que apresentam Índice de Massa Corporal (IMC) de 30 ou mais. E para adultos com excesso de peso, IMC a partir de 27, que já possuam problemas de saúde decorrentes da obesidade. “Entre os benefícios do remédio, além do auxílio na redução de peso, destacamos o controle do colesterol total, promove a sensação de saciedade, elimina toxinas prejudiciais ao organismo, controle da pressão arterial e reduz os riscos de ataques cardíacos”, salienta a profissional.

É preciso, ainda, estar atento às reações adversas e observar qualquer mudança associada ao uso do medicamento. “Vale sempre ressaltar que o uso deve ser orientado por um profissional de confiança, para que o tratamento seja eficaz e não acarrete nenhum dano à saúde”, finaliza Juliana.

Saúde Business