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quinta-feira, 30 de março de 2017

Saiba mais sobre a importância da vacinação oferecida pelo SUS

29640534355 544b5ffb04 zOlhar seu filho levar aquela picadinha nos primeiros dias de vida parece ser algo nada agradável, não é mesmo?

Apesar da angústia dos pais, é importante reforçar que essa é a melhor maneira de prevenir seus filhos contra doenças. E essa proteção está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde – SUS. São oferecidas à população 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, criado em 1973, disponibiliza mais de 300 milhões de doses de vacinas por ano para os estados e municípios visando à imunização de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

A vacina serve para defender dos vírus e bactérias que provocam doenças. Hoje, o Brasil conta com técnicas modernas para produzi-las em sete laboratórios públicos, atendendo a todo o processo de qualidade de produção exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As vacinas podem ser produzidas a partir de organismos enfraquecidos, mortos ou alguns derivados, podendo ser aplicadas por meio de injeção ou por via oral.

Quando a pessoa é vacinada, seu corpo detecta a substância e produz uma defesa, os anticorpos, e são esses anticorpos que permanecem no organismo e evitam que a doença ocorra no futuro, que nós chamamos de imunidade.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, destaca que o Calendário Nacional de Vacinação beneficia a todos e ressalta a importância de procurar um posto de saúde. "Nos postos de saúde os profissionais poderão avaliar quais são as vacinas que estão faltando para completar esquema vacinal e podermos garantir mais saúde para população”, explica. Carla Domingues esclarece também que as pessoas devem ficar atentas à mudança do calendário de vacinação para diminuir a circulação de doenças na população. “É preciso que a população fique atenta às mudanças. Adolescentes e adultos também precisam manter esse documento de vacinação atualizada e em dia", comenta.

Além disso, hoje o Brasil tem 47 Centros de Referências de Imunobiológicos Especiais (Crie). Nesses centros são oferecidas vacinas para pessoas vulneráveis e com condições clínicas especiais, que por motivos imunológicos necessitam ter acesso às vacinas ou esquemas que não são disponibilizados nos postos de saúde, na rotina do PNI. “Esses centros atendem pessoas que necessitam de alguma vacina ou que tenham condições clínicas especiais. Essas pessoas devem receber essas doses nesses centros e não nos postos comuns”, destaca Carla Domingues. Entre essas pessoas estão infectados pelo HIV, imunodepressão, asplenia, transplante, ou por motivo de convívio com pessoas imunodeprimidas, como profissionais de saúde e parentes de imunodeprimidos.

Para aumentar e garantir uma maior proteção aos brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar a vacinação em crianças e adolescentes. As escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para atualizar a caderneta dos estudantes. “Vacinando esses adolescentes nós vamos evitar que doenças aconteçam e estaremos protegendo nossa população”, fala.

Em 2016, o investimento do Ministério da Saúde na oferta de vacinas foi de R$ 3,9 bilhões um crescimento de 225% na comparação com o ano de 2010, quando foi investido R$ 1,2 bilhão. Para 2017 está previsto um investimento de R$ 3,9 bilhões.

Conheça abaixo as vacinas disponíveis e não deixe passar nenhuma vacina!

HEPATITE A – A vacina hepatite A passa a ser disponibilizada para crianças de 15 meses a menores de 5 anos de idade. Antes, a idade máxima era até 2 anos.

TETRA VIRAL (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – Em 2017, para as crianças, há ampliação da oferta da vacina tetra viral, passando a ser administrada de 15 meses até quatro anos de idade. Antes era administrada na faixa etária de 15 meses a menor de dois anos de idade. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação das crianças com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade (primeira dose) e aos 15 meses com a tetra viral (segunda dose com a varicela). Vale reforçar que em países que adotaram esquema de uma dose contra varicela (semelhante ao do Brasil) houve queda acentuada do número total de casos da doença, de hospitalizações e de óbitos a ela relacionados.

HPV – Também será ofertada, a partir de 2017, a vacina HPV para meninos. Desde 2014, a vacina é oferecida para meninas de 9 a 13 anos. Agora, o público-alvo incluirá também meninas de 14 anos. Ainda para este ano, além dos meninos, a vacina também será oferecida para homens de 9 a 26 anos de idade vivendo com HIV e aids, e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos. Desde 2015, as mulheres (9 a 26 anos) que vivem com HIV/Aids recebem a vacina

MENINGOCÓCICA C – O Ministério da Saúde também passou a disponibilizar a vacina meningocócica C (conjugada) para adolescentes de 12 a 13 anos de idade. A faixa etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes de 9 até 13 anos. A meta é vacinar 80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes.

dTpa ADULTO – A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) tipo adulto passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana de gestação. As mulheres que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação, devem receber uma dose de dTpa no puerpério, o mais precoce possível.

TRIPLICE VIRAL (sarampo, caxumba e rubéola) - Outra alteração se deu para a vacina tríplice viral, com a introdução da segunda dose para a população de 20 a 29 anos de idade. Anteriormente, a segunda dose era administrada até os 19 anos de idade.

Confira outras vacinas oferecidas no calendário abaixo:
TABELA VACINA

Luiza Tiné, para o Blog da Saúde

Anvisa permite pelo de rato e fragmento de inseto na comida

Arroz
Anvisa mandou recolher lotes de extrato de tomate, paçoca,
 arroz e palmito
Resolução de 2014 estabelece limite máximo para presença de corpos estranhos em alimento

Imagine achar um pelo de rato ou uma pata de barata na sua comida? Seja qual corpo estranho for, se estiver dentro do limite máximo permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está liberado. Pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 14) de 2014, um fragmento de pelo de roedor pode ser encontrado a cada 100 g de chocolate ou a cada 10 g de molho de tomate. Já no caso de pedacinhos de insetos, são permitidos até 75 a cada 50 g de farinha. Se for no chá de menta ou hortelã, pode ser até 300 fragmentos a cada 25 g.

Para a engenheira de alimentos Pryscilla Casagrande, coordenadora do centro de competência de alimentação e saúde da Proteste, a legislação estabelece os limites aceitáveis para não provocar danos à saúde, entretanto, mesmo sendo apenas um único pelo de rato encontrado em um alimento, trata-se de um desrespeito ao consumidor. “Dói o coração saber que você pode encontrar fragmentos de roedores ou insetos em um chocolate, por exemplo. E a resolução não deixa claro a dimensão disso, meia barata já é um fragmento. Mas a questão não é simplesmente se faz mal à saúde, mas sim a credibilidade. É muito ruim saber que a indústria não teve todos os cuidados de higiene para o controle da qualidade”, afirma.

Pryscilla explica que nem sempre o impacto é estritamente sanitário. “Também é comum vermos fraudes econômicas. Neste ano, realizamos testes com azeite e várias marcas misturavam óleo. A pessoa paga por propriedades nutritivas que não vai ter”, explica. Das 24 marcas testadas, oito estavam fraudadas. Em média, a Proteste realiza entre dez e 12 testes por ano e encaminha os resultados para a Anvisa, para o Ministério da Agricultura e para o Ministério Público.

“De nove marcas de peixe Polaca do Alasca que pesquisamos, em cinco encontramos tripolifosfato, que faz o produto absorver mais água e parecer maior. Em tapiocas, também encontramos aditivos irregulares em cinco de nove marcas. O consumidor tem que desconfiar de grandes diferenças de preço. A responsabilidade é da indústria e é totalmente possível fazer bem feito, pois, das nove marcas, quatro estavam corretas”, explica.

Só neste ano, a Anvisa mandou recolher lotes de extrato de tomate, paçoca, arroz e palmito, após detectar presença de pelos de roedores acima do tolerado e substâncias cancerígenas.

Alguns casos se tornaram clássicos, como barata em um pacote de batatinha frita, leite com soda cáustica e água oxigenada, e pelo de rato no ketchup. Segundo a Anvisa, além de recolher os lotes e proibir a venda, há aplicação de multas que podem chegar a R$ 1 milhão.

Anvisa: Sem dados
A reportagem solicitou um balanço de lotes de alimentos recolhidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e total de multas aplicadas e pagas. A agência não retornou até o fechamento da edição.

Justiça: Consumidor tem direito à reparação
Se o consumidor encontrar qualquer corpo estranho em um alimento, tem direito à troca do produto, devolução do dinheiro e ressarcimento integral de despesas para cobrir tratamentos, em caso de danos à saúde. “O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece que os produtos não podem oferecer risco à saúde. Quem passa por isso pode entrar na Justiça com ação de danos patrimoniais e morais”, afirma a advogada da Proteste, Sonia Amaro.

A advogada explica que o primeiro passo sempre é procurar o fornecedor. Mas, se ele negar apoio, a reparação será garantida pela Justiça. “Além procurar a empresa, é muito importante que o consumidor denuncie aos órgãos da vigilância sanitária, para evitar que outras pessoas passem pelo mesmo”, afirma.

Continentes unem-se contra resistência antimicrobiana

União Europeia e América do Sul traçam plano contra ameaça em escala mundial

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, participou, nesta quarta-feira (29/3), da reunião “União Europeia e América do Sul: trabalhando juntas na Resistência Antimicrobiana (Anti-Microbial Resistance - AMR)”, no Hotel Royal Golden Tulip, em Brasília. Ao lado dos ministros da Saúde, Ricardo Barros, e da Agricultura, Blairo Maggi, Barbosa ciceroneou o comissário da União Europeia para Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, que falou sobre a AMR como um desafio maior não só para a Europa, mas para todo o mundo.

Na reunião, foram abordados os planos de ação dos continentes europeu e sul-americano na busca de soluções para a resistência antimicrobiana, já encarada como uma questão de saúde pública global: o uso excessivo e inadequado de medicamentos antimicrobianos (antibióticos) tem levado a um aumento na capacidade de resistência dos microrganismos com relação aos medicamentos.

Com isso, simples doenças, facilmente tratáveis, podem se tornar letais.

A iniciativa dos países da União Europeia e da América do Sul tem a finalidade de estabelecer formas eficazes de enfrentamento ao problema.

Em sua apresentação, o comissário Andriukaitis exibiu dados que colocam a AMR como uma séria ameaça à saúde pública:

- Nos EUA, 25 mil pacientes morrem, anualmente, de infecções provocadas por bactérias resistentes

- Em todo o mundo, este número pode chegar a 700 mil.

Para Jarbas Barbosa, as estratégias de combate à AMR chegaram a um novo patamar: “A abordagem integrada entre a Organização Mundial da Saúde e a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, junto com o setor de desenvolvimento científico-tecnológico, vai ser fundamental para que o mundo se prepare para uma resposta adequada”.

O diretor-presidente destacou que a Anvisa trabalha em parceria com o Ministério da Saúde neste tema. “Desde a década passada, o Brasil adotou várias iniciativas em relação ao enfrentamento da resistência antimicrobiana, com medidas como a obrigatoriedade da prescrição do uso de antibióticos, com protocolos para utilização adequada de antibióticos em uso hospitalar, e o fortalecimento das ações de vigilância, pois é importante que cada país saiba exatamente qual é sua carga de infecções antimicrobianas, para que tenhamos dados confiáveis e capazes de serem utilizados pelos tomadores de decisões”.

O Brasil elabora o seu Plano de Ação Nacional para a Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos, numa parceria entre Anvisa e ministérios da Saúde, Agricultura, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente. “Consideramos que a elaboração de Planos de Ação Nacionais, além de estabelecer o controle e a prevenção da resistência aos antimicrobianos, articula estratégias para acabar com o uso indevido desses medicamentos e possibilita maior compreensão do problema”, disse o ministro da Saúde.

Já o ministro Blairo Maggi afirmou que, no tocante ao combate à resistência antimicrobiana, o governo brasileiro sempre adotará decisões nesse tema baseadas em estudos científicos.

Grupo interagências
O diretor-presidente Jarbas Barbosa já havia conversado com Vytenis Andriukaitis na tarde de terça-feira (28/3), durante visita de cortesia que o comissário fez à sede da Anvisa. Na ocasião, Barbosa falou sobre a atuação da Agência no Plano de Ação Nacional para a Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos e do recém-formado grupo de coordenação interagências sobre resistência antimicrobiana da ONU, do qual é integrante.

O objetivo desse grupo internacional de especialistas é elaborar orientações práticas sobre as abordagens necessárias para assegurar uma ação global, eficaz e sustentável, para enfrentar a resistência aos antimicrobianos. A primeira reunião do grupo será em abril próximo.

Plano da vigilância Sanitária
Numa iniciativa complementar ao Plano de Ação Nacional, a Anvisa trabalha em seu Plano de Ação da Vigilância Sanitária em Resistência aos Antimicrobianos. O documento, que demarca o papel da vigilância sanitária nos esforços brasileiros de enfrentamento à resistência aos antimicrobianos, norteará a atuação da Agência frente a esse urgente desafio da saúde pública. Nele estão expostas estratégias de diferentes campos da vigilância sanitária, como alimentos, serviços de saúde e laboratórios, entre outros.

Seguindo recomendações da OMS, o Plano de Ação da Vigilância Sanitária está organizado em três partes: plano estratégico, plano operacional e plano de avaliação e monitoramento.

O Plano evidencia a consciência da Agência sobre seu papel e os potenciais caminhos para superar a disseminação da resistência aos antimicrobianos no Brasil.

Com informações dos ministérios da Saúde e da Agricultura.

ANVISA

quarta-feira, 29 de março de 2017

Estudo indica que café ajuda a prevenir o Alzheimer

Em ratos, a substância evita o acúmulo de proteínas que desencadeiam a demência e outras complicações neurodegenerativas. A descoberta poderá ajudar na criação de medicamentos com efeito preventivo

A demência é uma complicação capaz de prejudicar consideravelmente a qualidade de vida de idosos. No planeta, cerca de 46 milhões de pessoas são acometidas por ela. Um universo de pacientes que motiva cientistas a encontrar soluções para o problema. Em testes com ratos, um grupo dos Estados Unidos identificou a cafeína como substância promissora. A investigação, apresentada na semana passada na revista Scientific Reports, ainda é inicial, mas surge como uma esperança para a criação de medicamentos que possam proteger o cérebro de danos cognitivos.

Em trabalhos anteriores, a equipe descobriu que a enzima NMNAT2 tem duas ações benéficas ao cérebro: protege os neurônios do estresse e realiza um fenômeno chamado chaperone, que é o combate ao acúmulo de proteínas tau, complicação ligada ao Alzheimer e a outras demências. “Ela é um fator-chave de manutenção neuronal. Um robusto sistema de manutenção é necessário para manter os neurônios saudáveis e protegê-los do estresse ao longo de nossa vida. Nosso estudo publicado no ano passado foi o primeiro a revelar a função chaperone na enzima”, detalha Hui-Chen Lu, líder da pesquisa e professora do Departamento de Ciências Psicológicas e Cérebro da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.

Em análises paralelas, os cientistas avaliaram o cérebro de 500 idosos submetidos a testes cognitivos frequentes até morrer. Os investigadores detectaram níveis mais elevados de NMNAT2 naqueles com maior resistência ao declínio cognitivo. “Vimos também que as pessoas com uma quantidade menor da enzima foram mais propensas a sofrer de demência, sugerindo que a NMNAT2 ajuda a preservar neurônios relacionados com a aprendizagem e a memória”, detalha a autora do estudo.

Hui-Chen Lu e a equipe saíram em busca de alguma substância que pudesse ajudar a aumentar a quantidade da enzima no cérebro. Testaram 1.280 compostos em ratos. Como resultado, a cafeína e outros 23 compostos mostraram o potencial almejado pelos pesquisadores, com a primeira sobressaindo. O rolipram também se mostrou promissor, mas esse antidepressivo parou de ser produzido na década de 90 devido aos efeitos colaterais.

Para confirmar o efeito da substância presente no café, os investigadores a administraram em camundongos modificados geneticamente para produzir níveis mais baixos de NMNAT2. “Os ratinhos que receberam a cafeína começaram a produzir os mesmos níveis da enzima que os ratinhos sem o problema”, resume a autora. “Esse trabalho poderia ajudar a avançar esforços para desenvolver medicamentos que aumentem os níveis dessa enzima no cérebro, criando um químico capaz de bloquear os efeitos debilitantes de diversas doenças neurodegenerativas.”

Fase inicial Para Amauri Araújo Godinho, neurologista e neurocirurgião do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN), o trabalho norte-americano é interessante, mesmo em uma etapa bastante inicial. “Esse mecanismo de acúmulo das células tau é conhecido, e uma substância que evite isso seria algo bastante valioso. Mas os resultados ainda são muito experimentais”, pondera. “Outro ponto que temos que ressaltar é que não podemos especificar que o mesmo efeito benéfico ocorra em todas as doenças. O Parkinson, por exemplo, não tem sintomas de demência. No caso da doença de Huntington os problemas também são outros”, ressalta.

O médico, que não participou do estudo, também destaca que a escolha da cafeína foi uma estratégia inteligente. “Sabemos que drogas clássicas, como os benzodiazepínicos – o Rivotril e o Lexotan, por exemplo –, prejudicam a formação da memória e que esse efeito é contrário em estimulantes, como a cafeína, a cocaína e a ritalina. Por isso, esse resultado era esperado, é um raciocínio bastante lógico”, ressalta. Godinho também aposta que o trabalho possa ajudar na criação de medicamentos. “Talvez não só a cafeína, mas também esse antidepressivo que se mostrou muito promissor, sirva como base para que os cientistas copiem seu efeito”, opina.

Os autores darão continuidade à pesquisa. Outro ponto importante a ser explorado, segundo eles, é entender por que a enzima NMNAT2 sofre diminuição no corpo humano. “Aumentar nosso conhecimento sobre os caminhos no cérebro que parecem naturalmente causar o declínio dessa molécula é tão necessário e tão importante quanto a identificação de compostos que poderiam desempenhar um papel no tratamento desses transtornos mentais debilitantes”, justifica a autora.

Saúde Plena

Saúde incorpora medicinas tradicionais e complementares ao SUS

Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta terça-feira (28) no Diário Oficial da União inclui na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares as seguintes práticas: arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e ioga


De acordo com o texto, a pasta levou em consideração o fato de a Organização Mundial da Saúde preconizar o reconhecimento e a incorporação das chamadas medicinas tradicionais e complementares nos sistemas nacionais de saúde de seus países-membro.

Outro aspecto importante, segundo o ministério, é que diversas categorias profissionais no país reconhecem as práticas integrativas e complementares como abordagem de cuidado.

Diversos estados e municípios, inclusive, já têm esse tipo de prática instituída em sua rede de saúde.

Agência Brasil/Saúde Plena