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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Tire suas dúvidas sobre dose única para febre amarela

mudançavacinaA estratégia do Ministério da Saúde para a prevenção da febre amarela no país mudou. Seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o esquema vacinal passa a ser de uma única dose. A medida é segura e garante proteção durante toda a vida

Por causa da mudança no número de doses necessárias para a imunização, algumas dúvidas podem surgir entre a população, mas é importante buscar a fonte oficial para entender o que permanece e o que muda nesse momento. A vacina contra febre amarela é altamente eficaz e segura para o uso. Confira algumas respostas para a mudança no o esquema vacinal da febre amarela que passa a valer em todo o território nacional:

Qual é a principal mudança no número de vacinas que as pessoas devem tomar para prevenir a febre amarela?
A população não precisará mais tomar duas doses da vacina de febre amarela para ficar imunizada para toda a vida contra a doença. Uma única dose da vacina será suficiente para isso.

Se já tomei uma dose da vacina anterior à mudança, preciso tomar outra dose agora?
Não. O que muda é que antes a população era orientada tomar um reforço da vacina. Agora, o Ministério da Saúde recomenda apenas uma dose ao longo da vida.

Tomei a primeira dose que estava no esquema anterior, estou imunizado ou preciso completar o esquema vacinal anterior que era de duas doses?
O que foi retirado do esquema vacinal anterior é justamente a segunda dose, considerada como reforço para a imunização. Se você tomou apenas uma dose da vacina, passará a estar com o esquema completo e não precisa mais tomar essa segunda dose.

A vacina mudou? Como saber se estou tomando é a nova dose ou a que estava no esquema anterior?
A vacina não mudou. É importante entender que a vacina do esquema anterior é exatamente a mesma que está disponível agora. Apenas mudou o número de doses necessárias para garantir a imunização contra a febre amarela. O Ministério da Saúde adotou a recomendação da OMS que indica que apenas uma dose da vacina é necessária para prevenir contra a febre amarela.

A nova recomendação é temporária?
A partir de agora, o Ministério da Saúde adota a recomendação da Organização Mundial da Saúde de uma dose para a febre amarela e esse será o esquema vacinal do país. Quem já tomou uma dose, em qualquer época da vida, está imunizado.

Além da mudança na dose, mudou também o público-alvo da vacina? Quem deve se vacinar contra a febre amarela?
Não há mudança no público-alvo. Devem se vacinar contra a febre amarela pessoas que moram nas áreas de recomendação da vacina ou que viajam para essas localidades que não tomaram nenhuma dose da vacina. Quem já tomou uma ou mais doses não precisa ser vacinado.

Quais são as áreas de recomendação para a vacinação contra a febre amarela?
A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização.

Na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada de forma escalonada a população do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Todas as pessoas que vivem nos locais chamados de área de recomendação devem tomar uma dose da vacina ao longo da vida.

Qual a orientação para turistas estrangeiros que visitam as áreas de recomendação de vacina no Brasil com as mudanças?
Tanto para turista quanto para a população, o novo esquema é o mesmo. É necessária apenas uma dose da vacina contra a febre amarela para a imunização.

Atualização
O Ministério da Saúde continua a comprometido com o enfrentamento da doença no país. Até 29 de março, 1.987 casos suspeitos de febre amarela foram notificados. Desses, 487 (24,5%) continuam em investigação, 574 (28,9%) foram confirmados e 926 (46,6%) descartados. Do total, 282 evoluíram para óbito, sendo 187 (66,3%) confirmados, 71 (25,2%) em investigação e 24 (8,5%) descartados. Vale lembrar que esses casos citados são de febre amarela silvestre, que é quando a doença é transmitida pela picada dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.Nesse ciclo os principais hospedeiros são os primatas não humanos (macacos) que habitam as florestas tropicais. Seres humanos podem adquirir o vírus esporadicamente quando residem ou adentram na mata para trabalho ou turismo e são picados por um mosquito silvestre infectado.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre de início súbito calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. No aparecimento dos sintomas, vá até a unidade de saúde mais próxima da sua casa.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Alerta: Cateter Intravenoso Periférico TKL: Ruptura do Cateter

Resumo: Alerta 2249 (Tecnovigilância) – TKL – Cateter Intravenoso Periférico – Ruptura do cateter.

Identificação do produto ou caso: Nome comercial: Cateter Intravenoso Periférico Nome técnico: Cateter Intravenoso Periférico Número de registro ANVISA: 80288090083 Classe de risco: II Modelo afetado: CIP01 - 24G - 0,7X19mm Números de lote/série afetados: 160386/103

Problema: Recebido notificação do cliente em 21/03/2017 sobre a ocorrencia de desvio pontual, identificado em única amostra, onde verificou-se uma fragilidade no cateter após punção do paciente, o que gerou uma ruptura na junção entre o cateter e o canhão dentro da veia. A avalição médica realizada após exame de raio-X , não identificou o cateter e o paciente foi liberado. Causa provável associada ao processo fabril.

Ação: Ação de Campo Código 001/17 desencadeada sob responsabilidade da empresa TKL Importação e Exportação de Produtos Médicos e Hospitalares Ltda. Empresa fará recolhimento

Histórico:Notificação feita pela empresa em atendimento à RDC 23/2012 (que dispõe sobre a obrigatoriedade de execução e notificação de ação de campo por parte do detentor do registro do produto para a saúde)

Empresa detentora do registro:TKL Importação e Exportação de Produtos Médicos e Hospitalares Ltda.
Endereço: Rua Engenheiro Júlio Cesar de Souza Araújo, 220 - Cidade Industrail - Curitiba - Paraná
Telefone: (41) 3022-0926 CNPJ: 07.415.627/0001-52

Fabricante: Disposafe Health and Lifecare Ltd.
Endereço: Plot nº 1e 2, fase II, setor -59, Ballabgarh - 121004
Telefone: 91 129 4170201 -4160201

Recomendações:
  • Suspender imediatamente o uso do produto.
  • Segregar a quantidade em estoque para recolhimento.
ANVISA

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Trombose venosa profunda e embolia pulmonar: o que devemos saber

Trombose venosa é a formação de trombos (coágulos) nas veias. Sua manifestação clínica depende da extensão do trombo e das veias acometidas, podendo ocorrer em qualquer veia do corpo, sendo os membros inferiores o local mais frequente


O diagnóstico precoce e a localização do trombo são muito importantes para o tratamento adequado, assim como para definir os riscos e as complicações mais comuns. Alguns sinais e sintomas que podem levar à suspeita de trombose venosa de membros inferiores são: dor, inchaço, endurecimento da musculatura do membro afetado e dificuldade para andar. Nesses casos, recomenda-se uma consulta imediata com um especialista.

Cirurgião vascular do corpo clínico do Biocor Instituto, Josualdo Euzébio da Silva (CRM 26.128) explica que alguns fatores aumentam o risco de trombose venosa sendo os mais comuns cirurgias de grande duração, fraturas com imobilizações prolongadas, viagens longas, câncer, predisposição genética, idade acima de 40 anos, obesidade e gravidez. “Em muitas dessas situações, temos medidas e medicamentos que podem prevenir uma trombose venosa profunda, sendo aconselhável um exame (check up) vascular”, diz.

“Hoje em dia, aplicamos uma escala de estratificação de risco de trombose em pacientes a serem internados ou submetidos a cirurgia, com o objetivo de rastrear os pacientes de maior risco e iniciar a prevenção nesses casos”, ressalta Josualdo Euzébio. Segundo ele, o especialista fará um exame clínico minucioso e utilizará alguns exames para definir o diagnóstico, podendo ser realizado através de equipamentos com alto índice de precisão – muitas vezes no próprio consultório ou em clínicas especializadas.

De acordo com o médico, a complicação mais temida é a embolia pulmonar, que consiste no deslocamento do trombo da veia acometida até o pulmão. A incidência nos Estados Unidos e Europa do tromboembolismo venoso e embolia pulmonar fica em torno de um a três casos por 1 mil habitantes por ano e uma mortalidade de 50 mil pessoas/ano, sendo a terceira doença cardiovascular mais comum.

“É importante ressaltar a insuficiência venosa crônica, outra grave complicação da trombose venosa, não mortal, que pode causar ulcerações nas pernas, dor crônica, inchaço, pigmentações e cicatrizes que levam à redução da mobilidade dos membros”, diz Josualdo Euzébio, acrescentando que o tratamento, dependendo do caso, poderá ser realizado em domicílio, com uso de medicamentos orais ou injetáveis, ou em casos mais graves exigindo internação hospitalar. “Existem hoje novos anticoagulantes modernos que minimizam os riscos de sangramento, apresentando menor interferência com outros medicamentos e facilitando o controle clínico.”

Josualdo Euzébio, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular e membro da Society for Vascular Surgery, esteve em um congresso na cidade de Leipzig, na Alemanha, no início deste ano. Ele conta que no evento foi muito discutido novas técnicas para remoção do trombo através de cateteres específicos, visando uma recuperação mais rápida e minimizando as sequelas que podem advir de uma trombose, sendo algumas vezes realizado o implante de stent para manter a veia aberta e com seu calibre normal.

“Em casos selecionados, em que não é possível o tratamento com anticoagulantes, quando apresenta alto risco de embolia pulmonar, embolia pulmonar com o tratamento adequado, ou mesmo durante a extração de trombos, pode ser usado um dispositivo metálico (filtro de veia cava). O filtro de veia cava é implantado através de um cateter e posicionado em uma veia de grande calibre para evitar que o trombo se desloque até o pulmão.”

Anvisa adiciona mais 28 itens à lista nacional de substâncias entorpecentes

fotocomprimidopbA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adicionou, na segunda-feira (20), 28 itens nas Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial

Dentre os itens aprovados há a inclusão de 12 substâncias controladas, 13 adendos quanto à regulação dessas substâncias e três novos sinônimos dos controlados.

As listas completas e atualizadas das substâncias foram publicadas na resolução RDC 143/17 no Diário Oficial da União (DOU) da segunda.

Substâncias controladas
As chamadas substâncias controladas ou sujeitas a controle especial são substâncias com ação no sistema nervoso central e que podem causar dependência física ou psíquica, motivo pelo qual necessitam de um controle mais rígido do que o controle das substâncias comuns.

Também se enquadram na classificação de medicamentos controlados, segundo a Portaria SVS/MS n. 344/1998:
  • substâncias anabolizantes;
  • substâncias abortivas ou que causam má-formação fetal;
  • substâncias que podem originar psicotrópicos;
  • insumos utilizados na fabricação de entorpecentes e psicotrópicos;
  • plantas utilizadas na fabricação de entorpecentes,
  • bem como os entorpecentes;
  • substâncias químicas de uso das forças armadas;
  • substâncias de uso proibido no Brasil.
Fonte: Portal Brasil

Anvisa divulga boletins sobre bancos de sangue

Uma das publicações trata da avaliação sanitária dos serviços de hemoterapia. E há o boletim sobre o perfil do doador

O 8º Boletim Anual da Avaliação Sanitária dos Serviços de Hemoterapia, elaborado pela Anvisa, apresenta e discute os dados referentes às inspeções sanitárias realizadas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) nos serviços de hemoterapia brasileiros durante o ano de 2015.

A área da Anvisa responsável pela elaboração do 8º Boletim Anual da Avaliação Sanitária dos Serviços de Hemoterapia é a Gerência de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos.

Perfil
Conforme o perfil de risco sanitário nacional apresentado, foi constatado que 90% dos Serviços de Hemoterapia (SH) encontram-se em situação considerada satisfatória, ou seja, entre baixo e médio risco potencial.

A comparação entre os perfis de distribuição do risco sanitário potencial no período de 2011 a 2015, comparando ano a ano, confirma a redução do risco revelada ao longo dos anos pela diminuição dos percentuais de estabelecimentos categorizados nas categorias de médio, médio alto e alto risco potencial.

Doadores
A mesma área técnica da Anvisa, Gerência de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos, preparou o   4º Boletim de dados de Produção Hemoterápica Brasileira (Hemoprod) de 2014 e 2015, com as informações a respeito do perfil do doador de sangue brasileiro e sobre a produção, a transfusão e o descarte de hemocomponentes nos serviços hemoterápicos brasileiros.

A divulgação dos dados apresentados nestes documentos busca aperfeiçoar a comunicação entre os entes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), os serviços de hemoterapia e a sociedade em geral, com a disseminação das informações na área de sangue e componentes.

As informações dos dois boletins podem apoiar a formulação de estratégias e de políticas públicas relacionadas à área de sangue, bem como fornecer subsídios à construção de indicadores para o monitoramento da segurança e qualidade do serviço de hemoterapia e dos produtos por ele ofertados.

ANVISA