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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Mais de onze milhões de brasileiros têm depressão

A doença representa quase um quarto dos atendimentos ambulatoriais e hospitalares em saúde mental no SUS

Uma tristeza profunda que faz o corpo doer com os efeitos de uma doença que é invisível e dificulta ações cotidianas simples como levantar da cama, comer, trabalhar ou estudar. Essa é a depressão, que já é conhecida como o mal do século por ter estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que até 2020 será a doença mais incapacitante do mundo.

Por isso, a depressão foi o tema eleito pela OMS para o Dia Mundial da Saúde, comemorado neste último 07 de abril. A proposta é chamar atenção para a doença e incitar os debates a esse respeito.

Segundo o recente relatório da OMS, a prevalência da depressão no Brasil já é a segunda maior carga de incapacidade, sendo o maior índice na América Latina. São mais de onze milhões de brasileiros diagnosticados com a doença, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). A prevalência registrada é maior entre as mulheres (10,9%) do que nos homens (3,9%).

“Há três anos fui diagnosticada, depois de conviver alguns anos com sintomas como a completa falta de vontade de sair de casa, de ver os amigos, de levantar da cama e ter problemas dentro de casa com minha família pela incompreensão da minha ansiedade e falta de ânimo”, relata a barista, Aline de Sousa Bastos.

A depressão representa quase um quarto (23%) dos atendimentos ambulatoriais e hospitalares em saúde mental no Sistema Único de Saúde. A principal porta de entrada são as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que correspondem a 69% dos atendimentos e diagnósticos realizados no Brasil.

Os casos menos graves da doença recebem o acompanhamento de profissionais como psicólogos e psiquiatras, mas não requerem cuidados mais extremos. “Esse é um cenário bastante importante porque a Atenção Básica é a área ideal para acompanhar os casos leves e moderados, pois tem equipes constantemente capacitadas para desempenhar este atendimento”, explica o coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro.


As ocorrências de maior gravidade, como a falta de interesse no convívio social, ou que estão associadas a outras doenças como bipolaridade, esquizofrenia entre outras, são encaminhadas aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Confira aqui, na reportagem especial da TV Saúde.

Uma das principais formas de tratamento da depressão é a psicoterapia, com sessões de acordo com a necessidade do paciente. Segundo a psicóloga Cecília Frota, essa terapia busca “mexer com o emocional para encontrar a causa do que gerou essa tristeza, para tentar ajudar o paciente a chegar em um nível de autoconhecimento que seja um caminho para a solução dos problemas”.

Apesar de os dados da Pesquisa Nacional de Saúde revelar que a frequência de pessoas com depressão aumenta de acordo com o avanço da idade, as crianças também são vítimas dessa doença e precisam de acompanhamento específico.

Pessoas que sofrem com a depressão e não conseguem buscar ajuda de profissional de saúde ou, mesmo aquelas com risco de suicídio, podem buscar apoio em conversas com os voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 141. Em breve, essa ligação passará a ser gratuita pelo telefone 188, graças a um acordo do Ministério da Saúde com o CVV.

“É um trabalho importante e muito efetivo, com resultados positivos para a sociedade e, por isso, continuaremos apoiando o CVV, que é tão necessário em momentos de angústia, em momentos em que as pessoas estão com um dilema sobre a vida para retomar o dia a dia”, declarou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Janary Damacena para o Blog da Saúde

domingo, 9 de abril de 2017

Células tumorais expostas à 'Quinta Sinfonia', de Beethoven, perderam tamanho ou morreram

Mesmo quem não costuma escutar música clássica já ouviu, numerosas vezes, o primeiro movimento da "Quinta Sinfonia" de Ludwig van Beethoven

O "pam-pam-pam-pam" que abre uma das mais famosas composições da História, descobriu-se agora, seria capaz de matar células tumorais - em testes de laboratório. Uma pesquisa do Programa de Oncobiologia da UFRJ expôs uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, à meia hora da obra. Um em cada cinco delas morreu, numa experiência que abre um nova frente contra a doença, por meio de timbres e frequências.

A estratégia, que parece estranha à primeira vista, busca encontrar formas mais eficientes e menos tóxicas de combater o câncer: em vez de radioterapia, um dia seria possível pensar no uso de frequências sonoras. O estudo inovou ao usar a musicoterapia fora do tratamento de distúrbios emocionais.

- Esta terapia costuma ser adotada em doenças ligadas a problemas psicológicos, situações que envolvam um componente emocional. Mostramos que, além disso, a música produz um efeito direto sobre as células do nosso organismo - ressalta Márcia Capella, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, coordenadora do estudo.


Como as MCF-7 duplicam-se a cada 30 horas, Márcia esperou dois dias entre a sessão musical e o teste dos seus efeitos. Neste prazo, 20% da amostragem morreu. Entre as células sobreviventes, muitas perderam tamanho e granulosidade.

O resultado da pesquisa é enigmático até mesmo para Márcia. A composição "Atmosphères", do húngaro György Ligeti, provocou efeitos semelhantes àqueles registrados com Beethoven. Mas a "Sonata para 2 pianos em ré maior", de Wolfgang Amadeus Mozart, uma das mais populares em musicoterapia, não teve efeito.

- Foi estranho, porque esta sonata provoca algo conhecido como o "efeito Mozart", um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal - pondera a pesquisadora. - Mas ficamos felizes com o resultado. Acreditávamos que as sinfonias provocariam apenas alterações metabólicas, não a morte de células cancerígenas.

"Atmosphères", diferentemente da "Quinta Sinfonia", é uma composição contemporânea, caracterizada pela ausência de uma linha melódica. Por que, então, duas músicas tão diferentes provocaram o mesmo efeito?

Aliada a uma equipe que inclui um professor da Escola de Música Villa-Lobos, Márcia, agora, procura esta resposta dividindo as músicas em partes. Pode ser que o efeito tenha vindo não do conjunto da obra, mas especificamente de um ritmo, um timbre ou intensidade.

Quando conseguir identificar o que matou as células, o passo seguinte será a construção de uma sequência sonora especial para o tratamento de tumores. O caminho até esta melodia passará por outros gêneros musicais. A partir do mês que vem, os pesquisadores testarão o efeito do samba e do funk sobre as células tumorais.

- Ainda não sabemos que música e qual compositor vamos usar. A quantidade de combinações sonoras que podemos estudar é imensa - diz a pesquisadora.

Outra via de pesquisa é investigar se as sinfonias provocaram outro tipo de efeito no organismo. Por enquanto, apenas células renais e tumorais foram expostas à música. Só no segundo grupo foi registrada alguma alteração.

A pesquisa também possibilitou uma conclusão alheia às culturas de células. Como ficou provado que o efeito das músicas extrapola o componente emocional, é possível que haja uma diferença entre ouví-la com som ambiente ou fone de ouvido.

- Os resultados parciais sugerem que, com o fone de ouvido, estamos nos beneficiando dos efeitos emocionais e desprezando as consequências diretas, como estas observadas com o experimento - revela Márcia.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Guia Alimentar: 10 passos simples para uma alimentação saudável

Em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Universidade de São Paulo (USP), o Ministério da Saúde elaborou o Guia Alimentar para a População Brasileira

A publicação apresenta dez passos simples para uma alimentação saudável, além de oferecer sugestões de refeições que respeitam as diferenças regionais e que indicam comidas e bebidas de fácil acesso para os brasileiros.

Confira abaixo as dez recomendações:
  • Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados.
  • Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades.
  • Limite o consumo de alimentos processados.
  • Evite alimentos ultraprocessados, que são aqueles que sofrem muitas alterações em seu preparo e contêm ingredientes que você não conhece.
  • Coma regularmente e com atenção.Prefira alimentar-se em lugares tranquilos e limpos e na companhia de outras pessoas.
  • Faça suas compras em locais que tenham uma grande variedade de alimentos in natura.Quando possível, prefira os alimentos orgânicos e agroecológicos.
  • Desenvolva suas habilidades culinárias.Coloque a mão na massa, aprenda e compartilhe receitas.
  • Planeje seu tempo. Distribua as responsabilidades com a alimentação na sua casa. Comer bem é tarefa de todos.
  • Ao comer fora, prefira locais que façam a comida na hora.
  • Seja crítico. Existem muitos mitos e publicidade enganosa em torno da alimentação. Avalie as informações que chegam até você e aconselhe seus amigos e familiares a fazerem o mesmo.
O Guia Alimentar para a População Brasileira está disponível online.

Para acessá-lo, clique aqui.

Fonte: Portal Nações Unidas

Tire suas dúvidas sobre dose única para febre amarela

mudançavacinaA estratégia do Ministério da Saúde para a prevenção da febre amarela no país mudou. Seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o esquema vacinal passa a ser de uma única dose. A medida é segura e garante proteção durante toda a vida

Por causa da mudança no número de doses necessárias para a imunização, algumas dúvidas podem surgir entre a população, mas é importante buscar a fonte oficial para entender o que permanece e o que muda nesse momento. A vacina contra febre amarela é altamente eficaz e segura para o uso. Confira algumas respostas para a mudança no o esquema vacinal da febre amarela que passa a valer em todo o território nacional:

Qual é a principal mudança no número de vacinas que as pessoas devem tomar para prevenir a febre amarela?
A população não precisará mais tomar duas doses da vacina de febre amarela para ficar imunizada para toda a vida contra a doença. Uma única dose da vacina será suficiente para isso.

Se já tomei uma dose da vacina anterior à mudança, preciso tomar outra dose agora?
Não. O que muda é que antes a população era orientada tomar um reforço da vacina. Agora, o Ministério da Saúde recomenda apenas uma dose ao longo da vida.

Tomei a primeira dose que estava no esquema anterior, estou imunizado ou preciso completar o esquema vacinal anterior que era de duas doses?
O que foi retirado do esquema vacinal anterior é justamente a segunda dose, considerada como reforço para a imunização. Se você tomou apenas uma dose da vacina, passará a estar com o esquema completo e não precisa mais tomar essa segunda dose.

A vacina mudou? Como saber se estou tomando é a nova dose ou a que estava no esquema anterior?
A vacina não mudou. É importante entender que a vacina do esquema anterior é exatamente a mesma que está disponível agora. Apenas mudou o número de doses necessárias para garantir a imunização contra a febre amarela. O Ministério da Saúde adotou a recomendação da OMS que indica que apenas uma dose da vacina é necessária para prevenir contra a febre amarela.

A nova recomendação é temporária?
A partir de agora, o Ministério da Saúde adota a recomendação da Organização Mundial da Saúde de uma dose para a febre amarela e esse será o esquema vacinal do país. Quem já tomou uma dose, em qualquer época da vida, está imunizado.

Além da mudança na dose, mudou também o público-alvo da vacina? Quem deve se vacinar contra a febre amarela?
Não há mudança no público-alvo. Devem se vacinar contra a febre amarela pessoas que moram nas áreas de recomendação da vacina ou que viajam para essas localidades que não tomaram nenhuma dose da vacina. Quem já tomou uma ou mais doses não precisa ser vacinado.

Quais são as áreas de recomendação para a vacinação contra a febre amarela?
A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização.

Na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada de forma escalonada a população do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Todas as pessoas que vivem nos locais chamados de área de recomendação devem tomar uma dose da vacina ao longo da vida.

Qual a orientação para turistas estrangeiros que visitam as áreas de recomendação de vacina no Brasil com as mudanças?
Tanto para turista quanto para a população, o novo esquema é o mesmo. É necessária apenas uma dose da vacina contra a febre amarela para a imunização.

Atualização
O Ministério da Saúde continua a comprometido com o enfrentamento da doença no país. Até 29 de março, 1.987 casos suspeitos de febre amarela foram notificados. Desses, 487 (24,5%) continuam em investigação, 574 (28,9%) foram confirmados e 926 (46,6%) descartados. Do total, 282 evoluíram para óbito, sendo 187 (66,3%) confirmados, 71 (25,2%) em investigação e 24 (8,5%) descartados. Vale lembrar que esses casos citados são de febre amarela silvestre, que é quando a doença é transmitida pela picada dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.Nesse ciclo os principais hospedeiros são os primatas não humanos (macacos) que habitam as florestas tropicais. Seres humanos podem adquirir o vírus esporadicamente quando residem ou adentram na mata para trabalho ou turismo e são picados por um mosquito silvestre infectado.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre de início súbito calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. No aparecimento dos sintomas, vá até a unidade de saúde mais próxima da sua casa.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Alerta: Cateter Intravenoso Periférico TKL: Ruptura do Cateter

Resumo: Alerta 2249 (Tecnovigilância) – TKL – Cateter Intravenoso Periférico – Ruptura do cateter.

Identificação do produto ou caso: Nome comercial: Cateter Intravenoso Periférico Nome técnico: Cateter Intravenoso Periférico Número de registro ANVISA: 80288090083 Classe de risco: II Modelo afetado: CIP01 - 24G - 0,7X19mm Números de lote/série afetados: 160386/103

Problema: Recebido notificação do cliente em 21/03/2017 sobre a ocorrencia de desvio pontual, identificado em única amostra, onde verificou-se uma fragilidade no cateter após punção do paciente, o que gerou uma ruptura na junção entre o cateter e o canhão dentro da veia. A avalição médica realizada após exame de raio-X , não identificou o cateter e o paciente foi liberado. Causa provável associada ao processo fabril.

Ação: Ação de Campo Código 001/17 desencadeada sob responsabilidade da empresa TKL Importação e Exportação de Produtos Médicos e Hospitalares Ltda. Empresa fará recolhimento

Histórico:Notificação feita pela empresa em atendimento à RDC 23/2012 (que dispõe sobre a obrigatoriedade de execução e notificação de ação de campo por parte do detentor do registro do produto para a saúde)

Empresa detentora do registro:TKL Importação e Exportação de Produtos Médicos e Hospitalares Ltda.
Endereço: Rua Engenheiro Júlio Cesar de Souza Araújo, 220 - Cidade Industrail - Curitiba - Paraná
Telefone: (41) 3022-0926 CNPJ: 07.415.627/0001-52

Fabricante: Disposafe Health and Lifecare Ltd.
Endereço: Plot nº 1e 2, fase II, setor -59, Ballabgarh - 121004
Telefone: 91 129 4170201 -4160201

Recomendações:
  • Suspender imediatamente o uso do produto.
  • Segregar a quantidade em estoque para recolhimento.
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