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terça-feira, 25 de abril de 2017

Proibida a venda de equipamentos para área médica

Na última quarta-feira (19/4), a Anvisa determinou a proibição das propagandas das empresas OKI Data Brasil Informática LTDA, S.V.C Laser Comercial LTDA e Distrifilm comercial LTDA de equipamentos de tecnologia para área médica, que comercializam impressoras de diagnósticos por imagens

As empresas não possuem Autorização de Funcionamento (AFE) e nem cadastro na Anvisa.

Diante do exposto, as empresas OKI Data Brasil Informática LTDA, S.V.C Laser Comercial LTDA e Distrifilm comercial LTDA, estão proibidas de divulgar e comercializar, em todo território nacional, equipamentos para área médica, de acordo com as resoluções RE nº 1.047, 1.048 e 1.049, de 19 de abril de 2017 publicada no Diário Oficial da União (DOU).


ANVISA

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Inscrições abertas para o curso de Atenção à Saúde das Mulheres na Atenção Básica

mulheresunasusProfissionais de saúde interessados em aprofundar os seus conhecimentos sobre a saúde da mulher, já podem se inscrever no mais novo curso Saúde das mulheres na Atenção Básica: protocolo clínico para enfermagem, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), integrante da Rede UNA-SUS

Fruto da parceria com o Departamento de Atenção Básica (DAB) e Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, o curso é composto por três módulos independentes, com carga horária de 15h cada, que trazem diferentes contextos de saúde vividos por uma mulher. As inscrições podem ser realizadas até 17 de maio, pelo site.

Segundo o médico, consultor técnico e editor científico da UNA-SUS, Paulo Biancardi Coury, este modulo de Atenção a Saúde das Mulheres apresenta os protocolos de abordagem sob o ponto de vista da enfermagem. “O curso tem como objetivo consolidar o estado da arte do acolhimento, diagnostico, tratamento e seguimento dos agravos mais comuns que motivam a procura das usuárias do SUS para resolução de seus problemas de saúde”, explica.

O primeiro módulo trata da saúde sexual e reprodutiva e da atenção às mulheres em situação de violência; o segundo aborda a atenção às mulheres no pré-natal de baixo risco, puerpério e promoção do aleitamento materno; e o terceiro e último módulo tem como enfoque atenção ginecológica, climatério e prevenção dos cânceres de colo de útero e mama. Todos os módulos têm como enfoque os protocolos referentes à Atenção Básica.

Para Cury, a uniformização de abordagem de mulheres em situação de risco é um dos temas que merecem destaque. “Hoje sabemos que uma das grandes frustações do setor é a dificuldade de verbalização por parte das mulheres, vítimas dos assédios e violências a que estão submetidas, tanto no lar, como em seus ambientes de trabalho, entre outros. Desta maneira, o curso aborda o acolhimento dessas mulheres, atendendo às suas queixas e fortalecendo a autoestima para ajudá-las a superar suas dificuldades”, analisa.

O médico acredita que o curso vai ainda mais além ao propor uma configuração do trabalho em saúde de forma parceira. “As mulheres passam a ser sujeitos de sua própria saúde e não objeto da atenção como em tempos pretéritos. Os temas abordados pretendem consolidar os conhecimentos técnicos de enfermagem que se completam com as competências dos demais membros das equipes de saúde, mas destaca o exercício da enfermagem com seu protagonismo na Atenção à Saúde, neste caso especifico das mulheres”, destaca.

Com carga total de 45h, a oferta é dividida em três módulos que podem ser realizados separadamente e segundo a ordem escolhida pelo aluno, que poderá obter certificação pela oferta educacional completa, se concluir todos os três módulos, ou por cada módulo concluído individualmente.

Apesar do público alvo do curso serem os enfermeiros, Cury crê que os demais membros da equipe de saúde devem fazer o módulo para conhecerem os procedimentos de enfermagem e para que o diálogo entre os diversos profissionais equipes seja mais transparente e produtivo “Esta é uma grande oportunidade para que os profissionais se apropriem dos conhecimentos oferecidos, que dará a eles a atualização cientifica, instrumentação prática e, principalmente, uniformização de linguagem necessária para abordar de maneira segura aos agravos das mulheres”, incentiva.

Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse o link www.unasus.gov.br/cursos.

Fonte: UNA-SUS

sábado, 22 de abril de 2017

Consumo diário de refrigerante diet pode triplicar risco de demência ou derrame

Pessoas que consomem refrigerante diet têm três vezes mais chances de sofrer demência ou derrame
shutterstock
Pesquisadores concluem que é necessário um estudo mais aprofundado, mas aconselham a troca de bebidas adoçadas artificialmente pela água

Pessoas que consomem refrigerantes diet todos os dias têm quase três vezes mais chances de sofrer derrame ou demência, segundo uma nova pesquisa, que também mostra que, quando o consumo é diminuído para uma vez por semana, esse risco já diminui.

O estudo é observacional e baseado em questionários alimentares. Por isso, ainda são necessários estudos mais profundos para que se comprove a relação entre as doenças e o consumo do refrigerante diet . Segundo as informações do “The Independent”, a pesquisa foi publicada no jornal “Stroke”, da Associação Americana do Coração. Os dados são baseados na entrevista de 4,3 mil pessoas.

Todos os participantes preencheram questionários sobre sua ingestão de alimentos e bebidas em três pontos separados durante a década de 1990. Os pesquisadores seguiram o grupo por 10 anos, observando 97 casos de AVC durante esse período, e 81 casos de demência (63 casos foram especificamente a doença de Alzheimer).

Depois de ajustar os fatores que poderiam influenciar os resultados, como idade, sexo, educação, consumo de calorias, exercício e tabagismo, as pessoas que tomavam pelo menos uma bebida dietética por dia apresentavam risco quase três vezes maior de demência ou de acidente vascular cerebral.

Entretanto, pesquisadores não descobriram relação entre as bebidas açucaradas e o aumento do risco de sofrer derrame e demência, embora eles alertem que, ainda assim, estas não poderiam ser consideradas “saudáveis”.

Desse modo, os cientistas disseram que os estudos futuros devem observar o efeito direto desses refrigerantes aos fatores conhecidos no aumento do risco de acidente vascular cerebral e demência, como a pressão arterial elevada, por exemplo.

"Como o consumo de refrigerantes artificialmente adoçados está aumentando, juntamente com a prevalência de AVC e demência, pesquisas futuras são necessárias", acrescentaram. "Recomendamos que as pessoas bebam água regularmente, em vez de bebidas açucaradas ou artificialmente adoçadas”, pontuaram os autores do estudo.

O Chefe de Pesquisa na Sociedade de Alzheimer, Dr. James Pickett, disse que “a pesquisa não mostra que os refrigerantes diet causam demência. Mas revela uma associação preocupante que requer mais investigação".

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Brasil tem 59 mil farmácias que vendem controlados

Comprimidos com tarja pretaAo todo são 59.162 farmácias e drogarias que vendem medicamentos controlados e antibióticos. Números são do SNGPC, sistema que controla a venda desses medicamentos

Os medicamentos controlados são aqueles que só podem ser comprados se você apresentar uma receita especial em duas vias. Essa categoria inclui medicamentos com tarja preta e os de tarja vermelha.

O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), criado pela Anvisa em 2007, tem hoje o cadastro de 59 mil farmácias e drogarias autorizadas a vender esse tipo de produto. No Brasil, qualquer farmácia ou drogaria que comercialize medicamentos que precisam de prescrição médica têm de enviar relatórios semanais para a Anvisa.

O controle de medicamentos via SNGPC é obrigatório desde 2007 para os medicamentos de tarja preta e desde 2013 para os antibióticos (antimicrobianos) - tarja vermelha. O envio de informações pelo sistema é obrigatório tanto para farmácias que vendem produtos industrializados, como para aquelas que fazem medicamentos manipulados.

Melhor controle de medicamentos
O objetivo do SNGPC é melhorar as ações da vigilância sanitária relacionadas ao monitoramento sanitário e farmacoepidemiológico dos medicamentos envolvidos. Uma das principais vantagens é ter todos os registros em meio eletrônico.

Isso permite que os órgãos municipais e estaduais da vigilância sanitária acompanhem dados de sua região e monitorar as vendas de medicamentos à distância.

Com a adoção dessa prática, os órgãos de vigilância sanitária locais conseguem economizar tempo e recursos financeiros e priorizar o deslocamento até os estabelecimentos farmacêuticos com problemas de escrituração.

O sistema também permite maior acesso às farmácias e drogarias localizadas em lugares remotos onde a distância e o tempo são fatores que dificultam a fiscalização.

Receita para comprar antibióticos
A venda de antibióticos passou a exigir receita especial para conter o uso indevido, especialmente por automedicação e o aumento da resistência microbiana (quando as bactérias se tornam mais fortes por conta do uso incorreto de antibióticos).

Número do SNGPC
Em 2016, o SNGPC recebeu mais de 14 mil arquivos eletrônicos de movimentação de compras e vendas de medicamentos por dia. A taxa de crescimento dos arquivos eletrônicos em 2016 comparada a 2009 foi de 207%. No mesmo período, a taxa de crescimento de farmácias e drogarias cadastradas foi de 69%.

Dados nacionais, de 2016, apontam uma média nacional de 27 estabelecimentos farmacêuticos cadastrados no SNGPC para cada 100 mil habitantes. A menor taxa foi no estado do Amazonas com 7 farmácias para cada 100 mil habitantes, a maior foi no estado de Goiás, com 52 para cada 100 mil.

Nesses 10 anos, a equipe responsável pelo SNGPC promoveu capacitações sobre o uso do sistema para mais de 18 mil profissionais de vigilância sanitária e do setor regulado, com uma média de 1.800 profissionais treinados por ano.

Vantagens do SNGPC
O SNGPC melhorou a eficiência e segurança no processo de escrituração dos registros de movimentação de compras e vendas de medicamentos comercializados em farmácias e drogarias privadas do país e, também, tem promovido:
  • Melhorias no acesso qualificado dos antimicrobianos no país;
  • Facilidade no planejamento de ações de fiscalização das vigilâncias sanitárias locais;
  • Economia de recursos financeiros do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
  • Melhorias no controle de medicamentos pelas farmácias e drogarias privadas;
  • Maior segurança contra manipulações fraudulentas;
  • Mais agilidade na elaboração de relatórios sobre consumo de medicamentos;
  • Produção de informações, em tempo oportuno, para os tomadores de decisões;
  • Práticas seguras de armazenamento e backup, em caso de extravio/ perda dos dados.
Conheça o sistema e saiba mais sobre a atuação da Anvisa na área de medicamentos.

Veja o ranking da concentração de farmácias e drogarias por estado:


Estado
Estabelecimento por 100 mil/hab
1
GO
              52
2
RS
              42
3
SC
              42
4
PR
              41
5
MG
              39
6
ES
              39
7
MT
              38
8
RO
              34
9
MS
              33
10
DF
              33
11
SP
              30
12
RN
              29
13
PB
              27
14
TO
              27
15
AC
              24
16
RJ
              24
17
SE
              22
18
AL
              21
19
PI
              20
20
PE
              18
21
BA
              18
22
RR
              17
23
CE
              15
24
AP
              13
25
PA
              12
26
MA
              11
27
AM
                7
- Fonte: SNGPC – 2016
ANVISA