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terça-feira, 25 de abril de 2017

Acromegalia ganha tratamento inédito no país

Doença que provoca crescimento excessivo de partes do corpo teve um tratamento inédito aprovado pela Anvisa nesta segunda-feira

O medicamento Signifor® LP (pamoato de pasireotida) recebeu, nesta segunda-feira (24/4), o registro da Anvisa. O produto é inédito no país e é indicado para o tratamento da acromegalia. A acromegalia é uma doença que provoca o crescimento exagerado de algumas partes do corpo como as mãos e pés. A doença também pode causar mudanças no rosto das pessoas com a projeção da mandíbula, alargamento do nariz e espaçamento exagerado dos dentes.

Isso ocorre quando a glândula pituitária produz o hormônio do crescimento (GH) de forma irregular e em excesso. Além do crescimento de mãos e pés, outros sintomas da acromegalia são dores de cabeça e alteração da visão, rouquidão, entre outros.

A acromegalia é uma doença rara, séria e debilitante que, em 95% dos pacientes, se origina de um adenoma hipofisário secretor de GH, ou seja, um tumor benigno na glândula pituitária.

A acromegalia é semelhante ao gigantismo. A principal diferença é que o gigantismo ocorre durante a infância e a acromegalia surge em pessoas já adultas.

Funcionamento e indicação do Signifor
O princípio ativo do Signifor é o pamoato de pasireotida. O medicamento foi registrado na forma farmacêutica de pó para suspensão injetável, nas concentrações de 20 mg, 40 mg e 60 mg.

O medicamento é indicado para o tratamento de pacientes adultos com nos casos em que a cirurgia do tumor hipofisário foi ineficaz ou não é uma opção viável. O produto é indicado também para pacientes que não estão adequadamente controlados com outros tratamentos disponíveis, como os análogos da somatostatina.

O SIGNIFOR® LP (pamoato de pasireotida) será fabricado pelas empresas Novartis Pharma AG e Synergy Health Däniken AG localizadas na Suíça, e a dona do registro do medicamento no Brasil é a empresa Novartis Biociencias S.A., localizada em São Paulo-SP.

ANVISA

Proibida a venda de equipamentos para área médica

Na última quarta-feira (19/4), a Anvisa determinou a proibição das propagandas das empresas OKI Data Brasil Informática LTDA, S.V.C Laser Comercial LTDA e Distrifilm comercial LTDA de equipamentos de tecnologia para área médica, que comercializam impressoras de diagnósticos por imagens

As empresas não possuem Autorização de Funcionamento (AFE) e nem cadastro na Anvisa.

Diante do exposto, as empresas OKI Data Brasil Informática LTDA, S.V.C Laser Comercial LTDA e Distrifilm comercial LTDA, estão proibidas de divulgar e comercializar, em todo território nacional, equipamentos para área médica, de acordo com as resoluções RE nº 1.047, 1.048 e 1.049, de 19 de abril de 2017 publicada no Diário Oficial da União (DOU).


ANVISA

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Inscrições abertas para o curso de Atenção à Saúde das Mulheres na Atenção Básica

mulheresunasusProfissionais de saúde interessados em aprofundar os seus conhecimentos sobre a saúde da mulher, já podem se inscrever no mais novo curso Saúde das mulheres na Atenção Básica: protocolo clínico para enfermagem, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), integrante da Rede UNA-SUS

Fruto da parceria com o Departamento de Atenção Básica (DAB) e Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, o curso é composto por três módulos independentes, com carga horária de 15h cada, que trazem diferentes contextos de saúde vividos por uma mulher. As inscrições podem ser realizadas até 17 de maio, pelo site.

Segundo o médico, consultor técnico e editor científico da UNA-SUS, Paulo Biancardi Coury, este modulo de Atenção a Saúde das Mulheres apresenta os protocolos de abordagem sob o ponto de vista da enfermagem. “O curso tem como objetivo consolidar o estado da arte do acolhimento, diagnostico, tratamento e seguimento dos agravos mais comuns que motivam a procura das usuárias do SUS para resolução de seus problemas de saúde”, explica.

O primeiro módulo trata da saúde sexual e reprodutiva e da atenção às mulheres em situação de violência; o segundo aborda a atenção às mulheres no pré-natal de baixo risco, puerpério e promoção do aleitamento materno; e o terceiro e último módulo tem como enfoque atenção ginecológica, climatério e prevenção dos cânceres de colo de útero e mama. Todos os módulos têm como enfoque os protocolos referentes à Atenção Básica.

Para Cury, a uniformização de abordagem de mulheres em situação de risco é um dos temas que merecem destaque. “Hoje sabemos que uma das grandes frustações do setor é a dificuldade de verbalização por parte das mulheres, vítimas dos assédios e violências a que estão submetidas, tanto no lar, como em seus ambientes de trabalho, entre outros. Desta maneira, o curso aborda o acolhimento dessas mulheres, atendendo às suas queixas e fortalecendo a autoestima para ajudá-las a superar suas dificuldades”, analisa.

O médico acredita que o curso vai ainda mais além ao propor uma configuração do trabalho em saúde de forma parceira. “As mulheres passam a ser sujeitos de sua própria saúde e não objeto da atenção como em tempos pretéritos. Os temas abordados pretendem consolidar os conhecimentos técnicos de enfermagem que se completam com as competências dos demais membros das equipes de saúde, mas destaca o exercício da enfermagem com seu protagonismo na Atenção à Saúde, neste caso especifico das mulheres”, destaca.

Com carga total de 45h, a oferta é dividida em três módulos que podem ser realizados separadamente e segundo a ordem escolhida pelo aluno, que poderá obter certificação pela oferta educacional completa, se concluir todos os três módulos, ou por cada módulo concluído individualmente.

Apesar do público alvo do curso serem os enfermeiros, Cury crê que os demais membros da equipe de saúde devem fazer o módulo para conhecerem os procedimentos de enfermagem e para que o diálogo entre os diversos profissionais equipes seja mais transparente e produtivo “Esta é uma grande oportunidade para que os profissionais se apropriem dos conhecimentos oferecidos, que dará a eles a atualização cientifica, instrumentação prática e, principalmente, uniformização de linguagem necessária para abordar de maneira segura aos agravos das mulheres”, incentiva.

Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse o link www.unasus.gov.br/cursos.

Fonte: UNA-SUS

sábado, 22 de abril de 2017

Consumo diário de refrigerante diet pode triplicar risco de demência ou derrame

Pessoas que consomem refrigerante diet têm três vezes mais chances de sofrer demência ou derrame
shutterstock
Pesquisadores concluem que é necessário um estudo mais aprofundado, mas aconselham a troca de bebidas adoçadas artificialmente pela água

Pessoas que consomem refrigerantes diet todos os dias têm quase três vezes mais chances de sofrer derrame ou demência, segundo uma nova pesquisa, que também mostra que, quando o consumo é diminuído para uma vez por semana, esse risco já diminui.

O estudo é observacional e baseado em questionários alimentares. Por isso, ainda são necessários estudos mais profundos para que se comprove a relação entre as doenças e o consumo do refrigerante diet . Segundo as informações do “The Independent”, a pesquisa foi publicada no jornal “Stroke”, da Associação Americana do Coração. Os dados são baseados na entrevista de 4,3 mil pessoas.

Todos os participantes preencheram questionários sobre sua ingestão de alimentos e bebidas em três pontos separados durante a década de 1990. Os pesquisadores seguiram o grupo por 10 anos, observando 97 casos de AVC durante esse período, e 81 casos de demência (63 casos foram especificamente a doença de Alzheimer).

Depois de ajustar os fatores que poderiam influenciar os resultados, como idade, sexo, educação, consumo de calorias, exercício e tabagismo, as pessoas que tomavam pelo menos uma bebida dietética por dia apresentavam risco quase três vezes maior de demência ou de acidente vascular cerebral.

Entretanto, pesquisadores não descobriram relação entre as bebidas açucaradas e o aumento do risco de sofrer derrame e demência, embora eles alertem que, ainda assim, estas não poderiam ser consideradas “saudáveis”.

Desse modo, os cientistas disseram que os estudos futuros devem observar o efeito direto desses refrigerantes aos fatores conhecidos no aumento do risco de acidente vascular cerebral e demência, como a pressão arterial elevada, por exemplo.

"Como o consumo de refrigerantes artificialmente adoçados está aumentando, juntamente com a prevalência de AVC e demência, pesquisas futuras são necessárias", acrescentaram. "Recomendamos que as pessoas bebam água regularmente, em vez de bebidas açucaradas ou artificialmente adoçadas”, pontuaram os autores do estudo.

O Chefe de Pesquisa na Sociedade de Alzheimer, Dr. James Pickett, disse que “a pesquisa não mostra que os refrigerantes diet causam demência. Mas revela uma associação preocupante que requer mais investigação".