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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Como o Google vai engajar 10 mil “pacientes”?

Na última semana o mundo digital se alvoroçou com a notícia de uma nova iniciativa do Google 

Por Istvan Camargo 

É que o gigante do Vale do Silício revelou que durante os próximos anos irá engajar dez mil americanos num estudo inédito sobre saúde.

Não é um desafio pequeno. Muitos estudos clínicos menores que esse costumam dar com os burros na água – quer seja por falta de candidatos para participar do projeto ou devido à alta taxa de abandono que costuma acontecer no meio do caminho.

Para dar cabo dessa missão o Google (na verdade a Verily, braço de saúde do grupo e que antigamente se chamava Google Life Sciences) anunciou que irá contar com ajuda das equipes médicas das Universidades de Standfort e Duke. E também com um bocado de tecnologia. Toda a empreitada irá custar cerca de 100 milhões de dólares.

Mas afinal: para que o Google irá realizar um esforço tão grande num projeto cujo resultado não vai aumentar nosso engajamento em nenhum de seus tradicionais aplicativos – como o Waze, Youtube ou Gmail?

É que nesse caso ele pretende entender melhor nosso comportamento, não dentro, mas fora da internet, e com isso impulsionar – quem sabe – algumas descobertas nos campos da medicina e ciências da vida.

Para isso ele pretende colecionar dados de toda essa multidão de pessoas, durante 24 horas por dia, 365 dias por ano, por nada menos que 4 anos. É dado que não acaba mais. Mas enfim, essa é a especialidade do Google, certo? Para nós esse projeto irá servir adicionalmente como um rico benchmark de ações que podem e deverão ser repetidas por outras indústrias daqui adiante.

Em primeiro lugar, os participantes receberão de graça um relógio de pulso que irá monitorar dados como frequência cardíaca e atividade física diária e um sensor que irá acompanhar especificamente seus dados relativos ao sono. Junto com isso receberão um pequeno hub que irá transmitir as informações para o data center do Google.

Os participantes também deverão preencher a cada 3 meses um formulário online de cerca de 30 minutos que irá fazer perguntas sobre temas como alimentação, exercícios e bem-estar e também serão convidados a responder pequenas enquetes diárias sobre assuntos específicos, como seu estado de humor (se alguém quiser reportar informações adicionais, como medicamentos que está utilizando, também poderá fazê-lo).

Fora isso, a cada 4 meses será necessária uma visita (entre 1 e 2 horas cada) a um centro de pesquisa para uma consulta e uma vez por ano será necessário que sejam realizadas baterias de testes que devem durar entre 1 e 2 dias inteiros.

Trata-se de um modelo híbrido, como se vê. As intervenções presenciais não deixarão de existir, mas a utilização de recursos digitais será onipresente durante todo o projeto.

A fim de manter o engajamento dos participantes ativo durante todo esse processo, o Google irá oferecer a eles algumas vantagens como:
– Resultados de exames e dados;
– Atualização constante sobre o andamento do estudo e sobre quais insights estão sendo gerados a partir dos dados compartilhados;
– Acesso a uma comunidade online formada pelos participantes do projeto, bem como a eventos voltados para esse público;
– Compensação financeira pelo tempo dedicado nas visitas presenciais e benefícios adicionais pelo nível de engajamento.

Não se trata de uma fórmula totalmente nova.

O uso de recursos como comunidades online gamificadas, mobile apps e vestíveis já são amplamente utilizadas em outros cases de engajamento. Mas o interessante é que nesse caso, devido ao tamanho e ambição do projeto, poderemos ter uma amostra bastante representativa das taxas de sucesso que cada tecnologia obtém junto a cada um dos sub-grupos estudados.

Não deixa de ser curioso, mas em cases como esse o setor de saúde talvez aprenda a engajar pacientes com empresas que não são nativas do ramo, como é o caso do Google.

Vamos acompanhar de perto.

*Istvan Camargo é especialista em engajamento de pacientes. Foi membro do Comitê Científico da Health 2.0 Latam e residente digital do Centro de Mídias Sociais da Mayo Clinic / USA. Atuou como Chief Innovation Officer do Grupo Notredame Intermédica. Realizou palestras sobre o tema em conferências como Social Media Week, Campus Party e HIS. Em 2012 fundou a primeira rede social de saúde do país, tendo realizado projetos para ABQV, Virada da Saúde SP, EPM e USP. Atualmente realiza projetos de engajamento para diversas empresas do segmento de saúde, atuando em variadas patologias e classes terapêuticas.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Diagnóstico e tratamento são essenciais para o combate à Malária

18118562 1582693678415909 7479272245765351101 nO dia 25 de abril é lembrado como Dia Mundial da Malária. Por ser uma data importante, que remete a uma doença infecciosa, o Ministério da Saúde lançou campanha para incentivar as pessoas a procurem o diagnóstico o mais rápido possível em uma unidade de saúde e, caso o resultado seja positivo, aderir ao tratamento. A malária quando não é tratada adequadamente, pode se tornar grave

Dados mostram que os casos de malária vêm diminuindo no país a cada ano e o número de notificações em 2016 é o menor dos últimos 37 anos (129.195 casos - dados preliminares). Assim como o número de casos, as mortes por malária no Brasil vêm reduzindo anualmente, onde, ano passado, ocorreram 34 óbitos, uma redução de mais de 67% comparado com os dados de 2006, quando ocorreram 105 óbitos.

Em entrevista ao Blog da Saúde, o Assessor Técnico do Programa Nacional de Prevenção e Controle da malária do Ministério da Saúde (MS), Cássio Peterka, explica qual a importância da adesão ao tratamento, como ele funciona e por que é tão importante obter o diagnóstico o mais rápido possível

Confira:

Blog da Saúde: Como ocorre a transmissão da malária?
Cássio Peterka: A transmissão ocorre através da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles, conhecido como muriçoca, sovela, carapanã, mosquito prego... ATENÇÃO: A malária não é uma doença contagiosa!

Blog: Quais são os principais sintomas da malária?
Cássio: os principais sintomas são febre, dor de cabeça, dor no corpo, náuseas, calafrio e sudorese. Ao sentir qualquer um desses sintomas ou mais de um ao mesmo tempo, a pessoa deve procurar uma Unidade de Saúde e fazer o exame de malária.

Blog: Depois que uma pessoa é picada, em quanto tempo os sintomas começam a aparecer
Cássio: Em torno de 15 dias. Pode variar de acordo com o tipo de malária, mas no geral leva esse tempo. Em pessoas que já tiveram outras ocorrências da doença, os sintomas podem diminuir e a pessoa pode praticamente não ter sintomas.

ATENÇÃO: Ao sentir os sintomas, procure uma Unidade de Saúde em até 48h.

Blog: E como é feito o diagnóstico?
Cássio: A gota espessa é o método diagnóstico da malária considerado padrão-ouro. Ela é feita a partir da coleta de uma gota de sangue do dedo da pessoa, colocada em uma lâmina, e esta lâmina é analisada no microscópio. No mesmo dia já é identificado qual espécie de plasmódio está infectando a pessoa, e, a partir deste resultado é atribuído o tratamento adequado. O Ministério da Saúde recomenda que o diagnóstico e o início do tratamento sejam feitos em até 48 horas do aparecimento dos sintomas, para que não se agrave o quadro de saúde do doente e que o ciclo de transmissão possa ser interrompido.

Na região Amazônica (Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) é onde há a maior quantidade de postos de notificação, pois é a região com maior incidência da doença. Na região extra-Amazônica, mesmo com menos casos, existem unidades de atendimento onde o diagnóstico e tratamento são feitos gratuitamente.

Em locais de difícil acesso, onde não há a presença do microscopista, que é quem faz o diagnóstico de gosta espessa, o programa de malária capacita os agentes para realizarem teste rápido. Desta forma, locais de acesso remoto, como áreas indígenas, garimpo e localidades ribeirinhas, esta ferramenta é utilizada. Assim, conseguimos uma cobertura de diagnóstico de grande parte da população da Amazônia brasileira.

ATENÇÃO: Todo diagnóstico da malária é gratuito pelo SUS e o tratamento também.

Blog: Mas como funciona o tratamento?
Cássio: No mundo existem cinco tipos de protozoário que transmitem a malária, mas no Brasil são identificados apenas três. São eles: Plasmodium vivax, P. falciparum e P. malariae. O tratamento e sua duração vão depender da espécie que for identificada e de cada paciente.

Uma orientação do Programa é que onde for possível fazer o tratamento supervisionado, ele seja feito. Nesse caso o profissional de saúde, muitas vezes o agente comunitário de saúde, acompanha o tratamento do paciente todos os dias, nos horários certos, para que ele tome a medicação corretamente e completamente. Nesses casos é possível ver que há maior resultado na adesão do tratamento pelo paciente. Em casos onde este acompanhamento não é possível, o paciente é orientado a tomar o medicamento nos horários e dias, conforme indicado pelo Ministério da Saúde.

ATENÇÃO: Em algumas regiões, o paciente recebe a visita do agente de saúde que ajuda na adesão ao tratamento.

Blog: Se o paciente não procurar o tratamento em até 48h, o que acontece?
Cássio: Quanto mais tempo o paciente demora a buscar o tratamento, mais protozoários surgem na corrente sanguínea, e isso faz com que a carga parasitária aumente, agravando o quadro clínico do paciente. Ainda podem ocorrer anemia, problemas hepáticos, renais, entre outros, tudo isto pelo atraso do tratamento.

Blog: O tratamento cura?
Cássio: Sim. Se o tratamento for adequado ao diagnóstico e for tomado direitinho, a malária tem cura. O tratamento é eficaz.

Blog: A malária mata?
Cássio: Mata. Se o tempo em que a pessoa está apresentando sintomas é prolongado, ou seja, não é feito logo o diagnóstico e dado o tratamento adequado, a malária pode matar. O Ministério da Saúde vem trabalhando em conjunto com os estados e municípios para diminuir o número de casos da doença a cada ano, e um dos nossos principais objetivos é não ter mortes por malária. Geralmente, os casos mais graves acontecem em áreas de baixa transmissão, pois os profissionais de saúde não suspeitam imediatamente de malária. Isso acontece porque outras doenças possuem sintomas muito parecidos. Uma das recomendações é: se a pessoa viajou para áreas, dentro ou fora do Brasil, que têm transmissão de malária, sempre avisar o profissional de saúde que pode ser malária.

Blog: Existe alguma maneira de prevenir?
Cássio: Sim. São medidas de proteção individual para evitar a picada do mosquito, como uso de camisa com manga longa e calça comprida nos horários de maior atividade do mosquito (início da manhã e final da tarde), usar repelente. É importante lembrar que o mosquito pica a noite toda, por esta razão o Ministério da Saúde também recomenda que se utilize mosquiteiros que ficam em cima da cama ou da rede. Outra ação é a borrifação residual intradomiciliar, que é a aplicação de inseticidas nas paredes das casas, mas esta ação somente deve ser realizada pelos agentes de combate as endemias capacitados.

Serviço Se você vai viajar para alguma região com risco de transmissão de malária, o Ministério da Saúde oferece uma série de recomendações que você pode acessar aqui. Já a lista de municípios pertencentes às áreas de risco ou endêmicos para malária você encontra aqui.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Controle da hipertensão arterial ainda é negligenciado no País

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares, com a possibilidade de ser “controlado ou modificado”

“Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, a hipertensão arterial é responsável por 50% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e 25% dos casos de insuficiência renal”, destaca o Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês.

Em um estudo da American Heart Association, publicado em 2015, sobre o número de mortes causadas por hipertensão arterial, o Brasil ocupa o sexto lugar, entre os 190 países analisados. O tratamento adequado da hipertensão arterial reduz a morbi-mortalidade por doenças cardiovasculares. 

No entanto, embora mais de 35,5 milhões de brasileiros apresentem quadro de hipertensão arterial, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o controle da doença, que varia de acordo com a região, precisa ser aprimorado no País. Estima-se que somente 20% dos pacientes hipertensos em tratamento medicamentoso apresentam valores de pressão arterial dentro das metas estabelecidas.

Como resultado, dados de 2015 apontam que as doenças cardiovasculares corresponderam a cerca de 33% dos óbitos e 13,4% das internações de adultos com idade igual ou superior a 20 anos.

Em países como Canadá e Finlândia, que desenvolveram programas específicos de prevenção e controle da hipertensão arterial, a taxa de controle da doença atingiu 70% e foi associada a significativa redução da mortalidade por doenças cardiovasculares. Nesses programas, além do envolvimento de instituições de saúde, sociedades científicas e entidades governamentais, a participação de cada indivíduo é fundamental.

“A necessidade de alertar a população a respeito da importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado é urgente”, ressalta Kalil.

Além disso, entre 12% e 15% do total dos pacientes hipertensos brasileiros poderão apresentar quadros mais graves, denominados Hipertensão Arterial Resistente (HAR), quando não há resposta ao tratamento, mesmo após o uso de três medicamentos diferentes.

Outro aspecto que tem alertado os especialistas é o crescimento entre a população mais jovem, revelado por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, nos Estados Unidos. O estudo mostra que aproximadamente 20% dos indivíduos entre 24 e 32 anos têm hipertensão arterial – e metade deles não sabe disso.

No Brasil, dados iniciais também sugerem haver crescimento da população de hipertensos, quando avaliada a faixa da população com menos de 35 anos. Entre os fatores possivelmente associados a este cenário estão a hereditariedade, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e obesidade.

A hipertensão arterial é mais prevalente e causa mais lesão em órgãos alvo na raça negra. Este fato deve ser considerado como relevante pelas autoridades de saúde no Brasil, visto que os negros representam 54% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por WN&P Comunicação - Gabriela Marinho

terça-feira, 25 de abril de 2017

Novo curso de Vigilância e Controle de Vetores abre inscrições

O curso de Mestrado Profissional Stricto sensu em Vigilância e Controle de Vetores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), aprovado recentemente pela coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), estará com inscrições para a primeira turma de 15 a 26 de maio


Serão oferecidas 20 vagas para graduados em veterinária, biologia, biomedicina e áreas afins interessados em ampliar o leque de conhecimento no controle e vigilância de insetos, moluscos e carrapatos. Credenciado com conceito 3 na categoria de Mestrado Profissional (numa grade de conceitos entre 1 e 5) pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), o curso está alocado na área Saúde Coletiva da Capes. O Programa é voltado para profissionais de nível superior interessados no estudo integrado de vetores de doenças humanas e veterinárias no âmbito da saúde única ('One Health'). O Programa apresenta duas áreas de concentração: Biologia de vetores de doenças e interação parasito-hospedeiro e Epidemiologia e controle de vetores de doenças.

Metodologia de trabalho científico, Taxonomia clássica, Ecologia da transmissão, Biologia de vetores e interação com patógenos, Sistemática molecular, Diagnóstico parasitológico e microbiológico, Vigilância entomológica e malacológica e Controle de vetores I e II são as nove disciplinas que comporão a grade curricular do novo curso. Cada uma terá carga horária de 40h. Com este formato, será possível estabelecer uma boa ponte com agentes e gestores de secretarias estaduais de saúde, e auxiliar na solução de problemas e no desenvolvimento de produtos que contribuam para o controle de vetores locais. 

Assim como nos outros Programas de Pós-graduação do Instituto, as inscrições para o novo curso serão realizadas online, por meio da Plataforma SIGA, no prazo preestabelecido pela Chamada de Seleção Pública.

Clique aqui e confira todas as informações sobre o novo Programa de Pós do IOC/Fiocruz.

Fonte: IOC/Fiocruz

Projeto Paciente Seguro reforça importância das boas práticas em saúde

pacienteseguroPara garantir que os pacientes não sofram eventos indesejados, o Ministério da Saúde publicou, em 1º de Abril de 2013, a Portaria GM/MS nº 529/2013 que é responsável pelo lançamento do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP)

A coordenadora do PNSP, Ana Maria Costa Cândido Lacerda, reforça a importância do Programa para aumentar a segurança da prestação dos cuidados de saúde. “Segurança do paciente são ações promovidas pelas instituições de saúde, profissionais e pacientes com objetivo de evitar que os riscos e perigos inerentes à complexidade dos serviços de saúde atinjam o paciente, cause algum dano ou agrave seu estado de saúde ou doença.

Segurança do Paciente relaciona-se com o bem estar do paciente. Além de evitar que o paciente sofra algum dano, essas ações tem o potencial de reduzir desperdícios e retrabalho, e acima de tudo, proteger pacientes e trabalhadores", explica Ana Maria.

Como uma das estratégias de implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente, o Ministério da Saúde em parceria com hospitais de excelência, por meio do PROADI-SUS desenvolve projetos de melhoria, qualificação e capacitação nos hospitais públicos com objetivo de qualificar a assistência à saúde, com promoção de boas práticas em saúde. O projeto Paciente Seguro, desenvolvido com Hospital Moinhos de Vento propõe processos de trabalhos fundamentados em boas práticas em saúde para a promoção da cultura de segurança do paciente.

De forma prática, o projeto Paciente Seguro assegura que o profissional saiba o que fazer dentro da unidade de saúde para garantir a segurança das pessoas que irão passar por algum tipo de atendimento. Como exemplo, identificar o paciente no momento da internação, na hora de fazer um exame e verificar se a recomendação médica está indo para a pessoa que foi prescrita. Do mesmo modo, verificar a dosagem e via de administração de um medicamento.

Atualmente, 15 hospitais no país receberam treinamento profissional para adotarem mecanismos que melhorem o atendimento ao paciente, dentro do Projeto Paciente Seguro. Da mesma forma, outros projetos são executados em objetivos de promover a segurança do paciente em parceria com Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e Hospital do Coração(HCOR). Os hospitais são referência em segurança do paciente e no cuidado centrado no paciente. Atualmente temos mais de 45 hospitais com projetos que objetivam a implantação/qualificação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) para melhoria dos processos e desenvolvimento e aperfeiçoamento de ferramentas e estratégias para apoiar este processo.

Todos podem contribuir para a segurança do paciente.

Entenda como você pode contribuir
Quando uma unidade de saúde recebe um paciente, a principal preocupação é que ele não sofra nenhum dano durante o processo de cuidado da instituição, mas o próprio paciente, acompanhante ou familiar também podem adotar medidas simples para reduzir riscos e perigos:

• Faça a higienização das mãos antes e após tocar o paciente. Isso evita infecções e outras complicações.
• Ajude no cuidado para evitar queda do paciente. Manter a grade do leito levantada é uma ação que pode evitar queda.
• Peça que o profissional confirme o nome do paciente toda vez que for fazer algum procedimento.
• Faça uso do álcool gel no ambiente hospitalar sempre para limpar as mãos. Evite tocar nas superfícies e o consumir alimentos neste ambiente.
• Peça, gentilmente, explicações ao profissional sobre a medicação que será administrada. Para que serve? De quanto em quanto tempo será administrado? Quais são os efeitos esperados?
• Sempre tire suas dúvidas com o médico ou outro profissional de saúde e informe o uso de outros medicamentos e alergias a substâncias, como látex e alimentos.
• Comunique ao profissional de saúde se sentir mal com uma medicação.

Cada um fazendo a sua parte, todos ficam mais seguros. A Segurança do Paciente está nas mãos de todos.

Gabi Kopko, para o Blog da saúde