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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Produtos para leucemia e antibiótico têm lotes restritos

Medicamentos Norfloxacino e Trisenox tiveram lotes suspensos e interditados por problemas no processo produtivo. Produtos disponíveis no mercado devem ser recolhidos

A Anvisa publicou nesta sexta-feira a interdição e a suspensão de dois medicamentos. A primeira medida foi contra o medicamento genérico Norfloxacino 400mg, da empresa Cimed Indústria de Medicamentos Ltda. O lote interditado é o de número 1615200, com validade até 10/2018.

O Norfloxacino é indicado para infecções do trato urinário, febre tifoide, gastroenterites, entre outros problemas. A interdição foi motivada porque o lote em questão apresentou resultado insatisfatório no teste de dissolução. A análise foi feita pelo Laboratório de Saúde Pública de Goiás, “Dr. Giovanni Cysneiros”. Os demais lotes do produto estão liberados para uso.

No caso da interdição, Norfloxacino, a medida é preventiva e tem validade por até 90 dias. Durante este período o produto não pode ser comercializado ou utilizado.

Suspensão definitiva
A outra medida foi a suspensão do medicamento Trisenox (trióxido de arsênio), 1mg/ml, solução injetável, indicado para o tratamento de leucemia promielocítica aguda (câncer do sangue e medula óssea). da empresa Zodiac Produtos Farmacêuticos S/A. 

Neste caso, foram suspensos dois lotes, o PP40286-1 e o PP40286-1A. A própria empresa percebeu uma contaminação microbiológica no produto e comunicou o recolhimento voluntário para a Anvisa. 

A Resolução proíbe de forma definitiva os dois lotes de Trisenox, os quais deverão ser recolhidos do mercado.

ANVISA

Haldol tem lotes suspensos por erro no rótulo

Medicamento Haldol (haloperidol), utilizado para esquizofrenia saiu com rotulagem incorreta que trazia indicação pediátrica

Vinte e dois lotes do medicamento Haldol (haloperidol) foram suspensos nesta segunda-feira (22/5) por erro na rotulagem. Os lotes suspensos traziam no rótulo a indicação pediátrica, o que está incorreto. O medicamento Haldol injetável tem indicação somente para adultos.

O produto é utilizado para tratamento de casos psicóticos em pacients com esquizofrenia. O erro foi identificado pelo fabricante, Janssen-Cilag Farmacêutica, e comunicado à Anvisa. A suspensão atinge o Haldol (haloperidol) injetável, 5mg/mL. Agora cabe ao fabricante fazer o recolhimento do produto no mercado.

Confira os lotes suspensos:


MedicamentoLotes Suspensos
Haldol (haloperidol) infetável, 5mg/mL6003 (val. 01/2021), 6004 (val. 01/2021), 5012 (val. 08/2020), 5015AA (val. 09/2020), 5014 (val. 09/2020), 5015A (val. 09/2020), 5015 (val. 09/2020), 5013 (val. 09/2020), 5006A (val. 03/2020), 5005B (val. 03/2020), 5006 (val. 03/2020), 5005A (val. 03/2020), 5003A (val. 01/2020), 5004 (val. 01/2020), 5001 (val. 01/2020), 5002 (val. 01/2020), 4017 (val. 10/2019), 4015 (val. 08/2019), 4011 (val. 06/2019), 4006 (val. 02/2019), 3011 (val. 09/2018) e 2011 (val. 10/2017)

ANVISA

terça-feira, 23 de maio de 2017

Vigilância sanitária suspende 52 lotes de medicamentos

Produtos da Cosmed também são fabricados pela Brainfarma, responsável pela linha de produção
Produtos da Cosmed também são fabricados pela Brainfarma,
responsável pela linha de produção.
Foram interditados dois produtos da Brainfarma Indústria Química e um da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, nesta segunda-feira (22), 52 lotes de medicamentos das empresas Brainfarma Indústria Química, que teve dois produtos suspensos, e da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamento, responsável por um medicamento proibido pela agência.

Os produtos interditados da Cosmed também são fabricados pela Brainfarma, responsável pela linha de produção dos medicamentos.

Os produtos interditados são Colírio Neo Brasil (38 lotes), Gastrol TC suspensão oral (9 lotes), Bisuisan pó oral (4 lotes) e Bisuisan granulado simples (1 lote).

Os lotes foram suspensos por conta de avaliação da própria Brainfarma, que identificou desvio em inspeção para investigar boas práticas do laboratório de controle de qualidade.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Anvisa

Mulheres estão usando pasta de dente para fazer testes de gravidez

Fazer um teste de gravidez de farmácia é a forma típica de confirmar se uma mulher está ou não esperando um bebê, mas algumas mulheres estão usando outro método – pasta de dente

O “teste da pasta de dentes” está ganhando popularidade rapidamente na internet e não é tão maluco quanto parece.

O Google Trends revelou que o termo “teste de gravidez com pasta de dentes” tem sido cada vez mais pesquisado, e vários tutoriais no YouTube já demonstram o funcionamento da técnica.

De acordo com o site negativepregnancytest.com, as mulheres estão procurando alternativas para o teste tradicional, com o objetivo de economizar dinheiro.

Para realizar o teste, as mulheres precisam colocar uma quantidade moderada de pasta de dentes em um prato ou copo, adicionando algumas gotas de sua urina.

Caso a mulher esteja grávida, a pasta de dentes irá mudar de cor ou começar a espumar.

Se não for o caso, nada acontecerá. Mas uma discussão sobre o uso desse teste no Quora, revela que as pessoas têm um nível saudável de ceticismo com relação a sua eficiência.

“Independente de quantos sites digam que é possível confirmar uma gravidez com urina e pasta de dentes, é preciso lembrar que nem tudo que está na internet é verdade”, escreveu uma mulher.

“É melhor gastar o dinheiro em um teste de gravidez e usar a pasta para escovar os dentes”, disse outra usuária.

Anshu Bhimbat, farmacêutico da LloydsPharmacy, também acredita que o teste da pasta de dentes não deve ser levado muito a sério, pois não há quaisquer evidências científicas que o apoiem.

“O teste da pasta de dentes se baseia numa reação química entre a urina e o carbonato de cálcio na pasta”, ele explica. “No entanto, esta não é uma maneira exata ou científica de comprovar se uma mulher está grávida”.

“A forma mais segura de determinar uma gravidez é através das alterações hormonais, de testes que confirmem a presença de um hormônio chamado gonadotrofina coriônica”, Bhimbat continua.

“Este hormônio é utilizado após a fertilização do óvulo. A fertilização não ocorre sempre no mesmo dia da relação sexual. Fazer um teste de farmácia ou procurar um ginecologista são formas muito mais precisas de avaliar se uma mulher está grávida.

O teste da LloydsPharmacy é barato e conta com uma taxa de acerto de 99% quando usado a partir do primeiro dia de atraso da menstruação (o pacote com dois testes custa £6.19, o equivalente a quase R$25,00 na LloydsPharmacy)”.

Marie Claire Dorking
Yahoo Style UK

Estudo encontra problemas de segurança em um de cada três remédios nos EUA

Quase um de cada três novos fármacos aprovados nos Estados Unidos apresenta um problema de segurança após sua entrada no mercado ser autorizada, afirmaram pesquisadores americanos no último dia 9 deste mês

 Cerca de um terço dos medicamentos aprovados nos EUA têm problemas de segurança nos anos seguintes a sua entrada no mercado, segundo estudo (Foto: CDC/ Amanda Mills)
Cerca de um terço dos medicamentos aprovados nos EUA têm problemas de segurança nos anos seguintes 
a sua entrada no mercado, segundo estudo (Foto: CDC/ Amanda Mills)

Embora raramente esses problemas sejam graves o suficiente para determinar a retirada do medicamento do mercado, os pesquisadores avaliam que os novos produtos deveriam ser monitorados durante anos depois de serem disponibilizados ao público.

Essas são as conclusões de um estudo publicado na revista "Journal of the American Medical Association" (JAMA). Segundo a pesquisa, terapias inovadoras conhecidas -- como medicamentos biológicos, medicamentos psiquiátricos e remédios que foram aprovados pela via rápida da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), órgão equivalente à Anvisa -- são mais propensos a necessitar de advertências de segurança adicionais após sua aprovação.

Para o estudo, pesquisadores da Universidade Yale analisaram 222 novos medicamentos aprovados entre 2001 e 2010, acompanhando-os até fevereiro de 2017. No total, 32% (71) dos novos remédios tiveram algum resultado deficiente de segurança após a aprovação, segundo a pesquisa.

Três fármacos foram retirados do mercado por motivos de risco para a saúde: Valdecoxib, um anti-inflamatório; Tegaserod, utilizado para o tratamento da síndrome do intestino irritável; e Efalizumab, uma droga usada para tratar a psoríase.

"Muito raramente há uma retirada de drogas (do mercado), mas existe, mais comumente, uma caixa preta de advertência, ou um comunicado para avisar sobre a segurança de um fármaco emitido pela FDA", disse Joseph Ross, professor de medicina e saúde pública na Universidade de Yale.

Segundo os pesquisadores, os resultados do estudo indicam que a frequência de problemas de segurança encontrados após a aprovação de um medicamento apontam para a necessidade de monitorar com mais atenção os remédios depois que eles são lançados no mercado.

G1