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sexta-feira, 26 de maio de 2017

SUS oferece em até 180 dias antirretrovirais para "bloquear" infecção por HIV

Acesso será restrito a grupos de risco. Brasil é o primeiro país da América Latina a adotar a profilaxia


Brasília - O Sistema Único de Saúde (SUS) vai passar a ofertar para pessoas consideradas de comportamento de alto risco para HIV o uso preventivo de antirretrovirais. Os remédios hoje são indicados para tratar a infecção ou, em casos de acidente, para evitar a contaminação depois da exposição a uma situação de risco. Essa terceira estratégia, conhecida como Profilaxia Pré-Exposição (PrEp), é feita a partir do uso diário do remédio. O antirretroviral serviria, portanto, como um “bloqueador” da infecção.

O protocolo sobre a forma do uso do medicamento deverá ser publicado no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira. No mesmo dia, será publicada a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que o antirretroviral, o truvada, possa ser usado também na pré-exposição. A oferta do medicamento, no entanto, não será imediata. Serviços de referência começam a distribuir o remédio para pacientes selecionados em 180 dias. No primeiro momento, a distribuição dos antirretrovirais para PrEP será feita em 11 capitais e também em Ribeirão Preto (SP). A expectativa é de que, decorrido um ano do início do programa, a oferta já esteja em todas as capitais.

“A PrEP não é uma pílula mágica”, alertou a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken. “Pessoas que iniciarem a estratégia devem manter o uso da camisinha.” O Brasil é o primeiro país da América Latina a incorporar a estratégia. Desde 2013, cinco estudos foram conduzidos no país para avaliar a eficácia da medida. O objetivo principal é reduzir o número de pessoas infectadas e, com isso, de circulação do vírus.

A indicação da PrEP não é para a população em geral. Seu uso será permitido para pessoas com mais de 18 anos que sejam consideradas de maior risco, como profissionais do sexo, transexuais, homens que fazem sexo com homens e casais sorodiscordantes – quando um é HIV positivo e o outro não. O uso também não será automático. Pessoas que se encaixam nesse perfil devem fazer exames para verificar se já não são portadoras do vírus e, sobretudo, se estão dispostas a manter o uso do medicamento por um período de tempo.

“A proteção contra o HIV não é imediata. As pessoas que vão fazer uso da terapia precisam tomar o remédio todos os dias. A proteção começa a partir do 7º dia para exposição por relação anal e a partir do 20º dia para exposição por relação vaginal”, disse Adele.

Custo
A estimativa é de que 7 mil pessoas façam o tratamento por PrEP por ano. O custo anual do tratamento é estimado em US$ 275 por paciente. O investimento inicial será de US$ 1,9 milhão na aquisição de 2,5 milhões de comprimidos.

Adele disse que a população atendida não é pequena. “Nem todos se encaixam nesse perfil. Além disso, com o acompanhamento, algumas pessoas podem reduzir o número de parceiros e considerar que já não é mais necessária a prevenção por meio de antirretrovirais”, completou.

As primeiras cidades que vão receber o medicamento são: Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Rio, São Paulo, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto (SP). Esses municípios foram escolhidos porque já participaram dos cinco projetos desenvolvidos com PrEP no Brasil ao longo dos últimos anos. “Os profissionais já estão capacitados”, disse Adele.

HIV no Brasil
Dados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde revelam que 827 mil pessoas vivem com HIV/Aids no Brasil atualmente. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, sendo que 260 mil já sabem que estão infectadas e 112 mil não sabem que têm o vírus. A Aids, no país, é considerada uma doença estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda assim, o número representa cerca de 40 mil novos casos ao ano.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Heinz faz recall molho de tomate por fragmentos de pelo de roedor

Convocação abrange 22 mil produtos produzidos em janeiro e com vencimento em 25 de julho de 2017

Heinz faz recall molho de tomate por fragmentos de pelo de roedor (Foto: Reprodução)

A empresa de alimentos Heinz Brasil anunciou um recall de mais de 22 mil unidades de molho de tomate devido a "identificação de não conformidade" com as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (24), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Heinz informou ter sido constatada a "existência de fragmentos de pelo de roedor acima do limite máximo de tolerância".

A convocação envolve 22.008 unidades do "Molho de tomate com pedaços" na embalagem sachê com conteúdo líquido de 340g, produzidos em 25 de janeiro de 2016, com vencimento em 25 de julho de 2017. Os produtos foram colocados no mercado de consumo com numeração de lote L25 20:54 M3-1.

"O Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina - LACEN/SC informou que a perícia, realizada nos produtos "apresentou resultado insatisfatório ao detectar matéria estranha indicativa de risco à saúde humana (pelo de roedor) acima do limite máximo de tolerância estabelecido", informou a Senacom, em comunicado, acrescentando que a campanha de recall foi apresentada em 12 de maior de 2017.

No aviso de recall estampado em sua página, a Heinz Brasil "reafirma seu foco total na rigidez do controle de qualidade em toda a sua cadeia produtiva".

A empresa pede que os consumidores que tiverem produtos deste lote entrem em contato pelo telefone 0800 773 7737 ou pelo site www.heinzbrasil.com.br para "substituição das unidades sem custos".

Em nota enviada por sua assessoria de imprensa após a publicação desta reportagem, a Heinz Brasil informou que "se trata do mesmo caso já amplamente divulgado no início do mês, quando a companhia anunciou voluntariamente o recolhimento do lote" e reiterou "seu rigor com o mais alto padrão de qualidade em todo o seu processo produtivo".

Os limites para a presença de "matérias estranhas macroscópicas e microscópicas em alimentos e bebidas", incluindo limites de tolerância para roedores e insetos, são definidos por resolução da Anvisa de 28 de março de 2014. Para fragmentos de pelos de roedor, o limite de tolerância estabelecido é de 1 em 100 g para produtos de tomate.

No ano passado, a Anvisa interditou um lote de extrato de tomate da Heinz após encontrar pelo de roedor em amostras do produto. Na ocasião, a empresa informou que todos os produtos foram recolhidos, "não havendo qualquer contraindicação ao consumo dos lotes presentes nos mercados".

G1

Condicionador da marca Cocoricó é proibido pela Anvisa

O condicionador Cabelos Normais da marca Cocoricó não possui registro ou notificação da Anvisa 

O condicionador Cabelos Normais, da marca Cocoricó foi suspenso pela Anvisa.

De acordo com o Laudo de Análise Fiscal da Fundação Ezequiel Dias (FUNED/MG), o condicionador trazia em seu rótulo o número de processo de autorização de outro produto.

O problema foi identificado no rótulo do lote 92307, mas na prática o produto é considerado clandestino.

Com isso, fica proibida a distribuição, divulgação, comercialização e uso do produto, em território nacional.

A empresa deverá recolher o condicionador Cabelos Normais, da marca Cocoricó do mercado.

ANVISA

Inscrições abertas para o curso Regulação das Urgências

Profissionais de saúde interessados em ampliar os seus conhecimentos sobre processos regulatórios dos serviços de saúde já podem se inscrever no mais novo curso Regulação das Urgências desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco, integrante da Rede UNA-SUS (UNA-SUS/UFPE), em parceria com a Coordenação Geral de Regulação e Avaliação do Ministério da Saúde. As inscrições podem ser realizadas até 21 de julho, pelo site

Voltado para os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente àqueles que exercem atividades operacionais de regulação nas unidades de regulação das gestões municipais e estaduais, o curso, que integra o Programa de Qualificação para Profissionais de Regulação do Sistema Único de Saúde, tem carga horária de 45h.

A versão com certificação da capacitação é direcionada aos trabalhadores previamente indicados por gestores estaduais, mas os demais interessados podem se matricular e acessar os conteúdos como visitantes pelo site do programa.

Segundo o médico Paulo Abrahão, que colaborou na construção dos conteúdos do curso, a relevância desse Programa de Qualificação está na possibilidade de muitos profissionais terem o conhecimento técnico do processo regulatório e de sua importância no acesso equânime e humanizado aos serviços de saúde de nosso país.

Abrahão explica que o curso tem como objetivo mostrar que o processo de trabalho da regulação desponta com enorme potencial de organização dos fluxos de atenção às urgências e, mais do que isso, como poderosa ferramenta de inclusão, de defesa dos direitos dos pacientes e garantia de acesso equânime aos acometidos por agravos agudos, de qualquer natureza.

“O curso destaca a necessidade de se ter profissionais qualificados para a determinação e orientação do atendimento, com o encaminhamento adequado dos casos agudos e agudizados para os serviços disponíveis na região, ponderando questões como gravidade, valência social, disponibilidade, complexidade e localização dos recursos. Sendo assim, sensibiliza os profissionais para o conceito imperativo das necessidades humanas como agudização de processos, e não somente com o conceito de urgência e emergência”, enfatiza o médico.

Para tanto, o curso orienta a aplicação de conceitos e ferramentas apresentados na Política Nacional de Atenção às Urgências; capacita os trabalhadores de saúde na utilização de dispositivos da Rede de Atenção à Saúde no processo de trabalho da regulação das urgências e também no gerenciamento das centrais de regulação das urgências em conformidade com a Política Nacional de Humanização.

Na visão de Paulo Abrahão, esses conteúdos são importantes para os profissionais de saúde porque “regular é ter um olhar ininterrupto das necessidades e das potencialidades imediatas e futuras, em um determinado território e para uma determinada população. Nas urgências, além disso, ainda tem a importância de acolher 100 % das demandas dos usuários e dar uma resposta sempre”.

De acordo com o consultor técnico do Ministério da Saúde e, também, conteudista do curso, Antonio Onimaro, os conteúdos trazem um conhecimento aprofundado da regulação no âmbito do SUS, contemplando todos os profissionais que fazem parte das centrais de regulação, que trabalham com internações, vagas, alta complexidades, centrais de acesso de maneira geral.

“O Brasil é muito grande, as pessoas vivem realidades muito diferentes e há que se considerar isso. A decisão do médico tem que ser bem tomada. Ele decide a vida do paciente e em uma regulação, ele pode minimizar os erros de tomada de decisão inadequada para o bem da população, melhorar o fluxo dos pacientes dentro do SUS”, reflete.

Para atender aos diferentes estilos de aprendizado dos trabalhadores-estudantes, os conteúdos são apresentados em formatos variados: vídeos, textos, hiperlinks, materiais para aprofundamentos dos estudos, infográficos e ilustrações. Além disso, para estimular a colaboração entre os participantes, no fórum de discussões são disponibilizadas uma série de questões para debate acerca dos temas tratados no curso e que têm relação direta com o dia a dia de quem atua na regulação das urgências.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)

Hospital São Lucas cria um novo serviço especializado em atendimento às vítimas de traumas

Equipe multidisciplinar com mais de 15 especialidades para atendimento de traumas penetrantes, contusos, queimaduras e afogamentos; atendimento integral e ágil com equipamentos de diagnóstico por imagem de ponta; cirurgias de emergência 24 horas; suporte de monitoramento intensivo e profissionais atualizados nas mais recentes técnicas e protocolos do país e do exterior são alguns dos diferenciais do primeiro centro privado de trauma da zona sul do Rio de Janeiro, criado pelo Hospital São Lucas, em Copacabana

O cirurgião Paulo Silveira, coordenador do serviço, destaca: “Num centro de trauma, conseguimos ter uma visão global do paciente, ou seja, atendê-lo em sua totalidade, pois além de cirurgiões gerais, contamos com ortopedistas, cirurgiões torácicos, vasculares, plásticos, neurocirurgiões e toda a estrutura de um hospital de grande porte para atendimento de forma integral às vitimas de politraumas”, enfatiza.

Com capacidade de acolher o paciente durante toda a cadeia de atendimento ao trauma – emergência; diagnóstico; cirurgias e internações -, o hospital implantou protocolos internacionais de qualidade para atuar desde o atendimento, com acompanhamento multidisciplinar em todas as etapas até a alta hospitalar.

O Centro de Trauma já está em funcionamento 24 horas por dia e habilitado a receber as vítimas de politraumatismo que procuram diretamente o hospital ou as transferidas de outras unidades de saúde.

A médica Teresa Navarro Vannucci, chefe da Emergência do São Lucas, destaca que o novo Centro de Trauma está inserido na maior emergência da região: “Nosso pronto-socorro tem infraestrutura moderna e um fluxo de atendimento pensado para dar mais agilidade a procedimentos médicos. Nosso espaço conta com oito consultórios médicos, 14 boxes de repouso, salas cirúrgicas emergenciais com equipamentos de alta tecnologia e integração com o serviço de diagnóstico por imagem e a UTI do hospital”, explica a médica.

“O trauma é considerado uma doença que afeta todos os sistemas do corpo e uma epidemia mundial, no nosso país é a terceira causa de morte em geral e na faixa etária mais jovem, abaixo de 40 anos, ocupa, destacadamente, o primeiro lugar” relata o cirurgião Paulo Silveira.

Foto: Divulgação

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br