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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Evento Gratuito: Segurança no uso de medicamentos é tema do webinar Proqualis

Medicacao webinarNo dia 27 de junho, às 14h, o Proqualis realizará o webinar “Medicação sem danos: Terceiro Desafio Global de Segurança do Paciente da Organização Mundial de Saúde”, com a presença do Farmacêutico Mario Borges Rosa

Mario é presidente do Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP-Brasil) e Farmacêutico da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais - Fhemig. É Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Representante do Brasil na International Medication Safety Network.

O desafio global tem a finalidade de reduzir em 50% os danos graves evitáveis associados a medicamentos em todos os países no prazo de cinco anos. Segundo dados da OMS, erros de medicação causam pelo menos uma morte todos os dias e provocam danos a saúde em aproximadamente 1,3 milhões de pessoas anualmente apenas nos Estados Unidos. Mundialmente, o custo associado aos erros de medicação foi estimado em US$ 42 bilhões por ano ou quase 1% do total das despesas de saúde globais.

Mario Borges irá apresentar os objetivos específicos para que as instituições de saúde alcancem a meta. Importante ressaltar que em sua apresentação, serão abordadas as fragilidades nos sistemas de saúde que levam a erros de medicação e os graves danos que isso pode causar. Além disso, serão mostradas e discutidas as principais medidas para prevenir os erros de medicação.

Para ter acesso ao webinar, acesse o Portal Proqualis (proqualis.net), onde será disponibilizado o link para participação, na data e horário do evento, ou assista pela transmissão ao vivo do no Facebook . Participe!

Fonte: Assessoria Proqualis

Saiba como funciona a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para HIV

banner 245 x145pxJá imaginou tomar um comprimido por dia e diminuir de maneira significativa as chances de contrair o HIV em caso de uma exposição?É basicamente assim que funciona o novo método de prevenção ao HIV oferecido pelo Ministério da Saúde

A Profilaxia Pré-Exposição, ou PrEP, como é mais conhecida, é um dos componentes da abordagem adotada pelo Ministério para combater o HIV, chamada de prevenção combinada, onde a pessoa tem a opção de usar um método de prevenção ou combinar vários que se ajustem às suas necessidades, características individuais ou momentos de vida.

É dentro desse contexto que o SUS passa a oferecer a pílula que combina o medicamento tenofovir e o entricitabina. Um único medicamento por dia é tomado regularmente, mesmo que não haja suspeita de exposição, pois o objetivo é que ela funcione como uma barreira para o HIV antes da pessoa ter contato com o vírus. Diferente da, Profilaxia Pós-exposição (PeP), um outro método de prevenção que é utilizado no pós exposição ao vírus. A PEP deve ser iniciada até 72 horas após a relação sexual sem camisinha ou acidente com algum objeto perfuro-cortante onde possa ter havido contato com o vírus. O tratamento é feito com três medicamentos e dura 28 dias. A PEP também está disponível no SUS.

Após o início do uso da PrEP o efeito protetivo só começa após o sétimo dia de uso diário do medicamento para as relações envolvendo sexo anal. Já para as relações envolvendo sexo vaginal, a proteção só começa após 20 dias de uso diário. É preciso frisar que o remédio, evidentemente, só tem esse efeito protetivo para quem não tem o vírus. Quem já tem o vírus, não deve tomar a PrEP, porque o esquema para tratar é diferente do esquema para a profilaxia.

A coordenadora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, explica que o medicamento funciona como uma forma de bloqueio para que o HIV não infecte o organismo. “Ao tomar o comprimido diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se espalhe pelo corpo. Ela de fato coloca o Brasil alinhado com o que há de mais avançado em termos de prevenção”.

Mas não são todas as pessoas que podem fazer o uso do medicamento na rede pública no Brasil. Por enquanto a PrEP só será ofertada para as pessoas mais vulneráveis ao risco de infecção pelo HIV que são os homens que fazem sexo com homens (HSH), gays, população trans, trabalhadores e trabalhadoras do sexo e casais sorodiferentes (quando um já tem o vírus e o outro não). Além disso, este não é o único critério que será utilizado pelo Ministério da Saúde: os profissionais de saúde vão prescrever a PrEP para pessoas que tenham uma maior chance de entrar em contato com o HIV, principalmente por não usarem preservativos nas relações sexuais.

Para Evaldo Amorim, do Grupo Elos LGBT DF e integrante do Fórum ONG Aids DF e Centro oeste, a implementação da PrEP, mesmo que apenas para grupos prioritários, é muito bem-vinda. “Eu particularmente acho que vai ajudar por que são grupos que em algum momento possuem mais dificuldade, e estão de certa maneira mais vulneráveis ao contágio”. Adele Benzaken, ainda reforça que mesmo as pessoas que fazem parte deste grupo, mas que têm uma prática sexual segura, não se expõem ao risco de infecção e realizam seus testes e exames com regularidade, não têm necessidade de tomar a PrEP.Para essas pessoas, em caso de uma eventual exposição há a possibilidade de fazer o uso da PeP.

Mas mesmo com outros métodos de prevenção surgindo no SUS, e com a oferta da PrEP, há um reforço necessário a ser feito: utilizar o preservativo nas relações sexuais, e como um dos métodos a serem utilizados. “Só a camisinha previne das outras infecções sexualmente transmissíveis – como a sífilis, gonorreia, clamídia etc. além de evitar a gravidez. Por essa razão é importante o uso da camisinha”, defende Adele Benzaken, diretora do Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Ela também destaca que fazer testes para o HIV também é uma forma importante a proteção contra o vírus. Eles são ofertados gratuitamente no SUS.

Você pode conseguir camisinhas – tanto masculinas quanto femininas - em qualquer posto de saúde gratuitamente, já a PrEP ainda não está sendo ofertada, mas a previsão é que ocorra ainda este ano para aqueles grupos definidos, já que o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da PrEP foi publicado no final de maio, e a incorporação deve ser feita dentro do prazo de 180 dias.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cade investigará cartel de fabricantes de marca-passo e cateter

Conselho abriu dois processos para apurar combinação de preço no mercado de órteses, próteses e materiais médicos especiais

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu dois processos para investigar a prática de cartel no mercado de órteses, próteses e materiais médicos especiais. As informações estão em comunicado do Cade divulgado nesta quarta-feira (21).

O primeiro processo investiga a prática no mercado de estimuladores cardíacos implantáveis – desfibrilador implantável, ressincronizador, marca-passo e cateteres.

A investigação envolve quatro empresas, 29 pessoas físicas e duas associações: Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo) e Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed). A ação contou com um acordo de leniência parcial da empresa Medtronic.

Segundo o Cade, o parecer aponta que existem “fortes indícios de troca de informações sobre preços, vantagens em licitações, direcionamento de pregões, alocação de clientes entre os concorrentes e acordo sobre fornecimento e preços a serem praticados”.

Também há indícios de que havia mecanismos de monitoramento e retaliação contra quem descumprissem o que foi combinado, de acordo com o Cade. Os casos teriam ocorrido entre 2004 e 2015.

O segundo processo investiga 46 empresas, 80 pessoas físicas e a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (Abraidi).

“Foram encontradas evidências robustas de celebração de acordos entre os participantes do suposto conluio com a finalidade de fixar preços e outras variáveis mercantis relevantes, dividir parcelas do mercado e ajustar condições e vantagens em licitações públicas de dispositivos médicos”, informou o órgão de defesa da concorrência.

Com os processos os citados serão notificados para apresentarem defesa e a superintendência-geral poderá propor a condenação, o arquivamento e o envio dos processos ao Tribunal do Cade.

Em nota, a Abraidi disse que foi "surpreendida com a abertura de um processo administrativo no CADE e, assim que for notificada pelo órgão, dará os esclarecimentos solicitados" e que "das 46 empresas citadas na investigação do processo administrativo somente 13 são associadas à entidade"(veja nota na íntegra no fim da reportagem).

O G1 procurou as outras associações citadas e aguarda resposta.

Nota da Abraidi na íntegra:
"A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde – ABRAIDI – foi surpreendida com a abertura de um processo administrativo no CADE e, assim que for notificada pelo órgão, dará os esclarecimentos solicitados.

A ABRAIDI lembra que das 46 empresas citadas na investigação do processo administrativo somente 13 são associadas da entidade. A ABRAIDI tem mais de 320 associadas, não fazendo qualquer distinção entre elas.

Por fim, a ABRAIDI destaca que, desde 2006, possui um Código de Ética e Conduta que está na terceira edição e estabelece, em seu Capítulo V, artigo 8° que é vedado aos associados "promover, no âmbito da associação, por seu intermédio ou fora da ABRAIDI, ações para controle de preços do mercado ou que estimulem práticas de cartel, bem como trocar informações sensíveis com concorrentes", inclusive com punições que vão desde de uma advertência até a exclusão da Associação. A ABRAIDI ainda promove, regularmente, cursos de capacitação em compliance aos associados, tendo realizado 16 edições com a participação de 189 empresas."

Nota da Abimed na íntegra
"Tomamos conhecimento, pela imprensa, do ocorrido e estamos averiguando o teor das alegações. Não tivemos acesso ao conteúdo do processo.

A ABIMED, entidade fundada em 1996, está estruturada em um robusto modelo de governança que segue todos os princípios da transparência, da ética, da prestação de contas e da responsabilidade corporativa. Está pautada nos melhores fundamentos de formação de associação inclusive valendo-se dos preceitos preconizados pelo CADE.

A entidade defende os interesses da saúde brasileira não permitindo em absoluto qualquer discussão de natureza mercadológica e concorrencial no âmbito de suas atividades. A transparência move as relações da associação com outros elos da cadeia, bem como as interações, que ocorrem na entidade, entre as suas 230 empresas associadas

A ABIMED está à disposição para colaborar com as autoridades." 

*Colaborou Luis Ottoni, sob supervisão de Marina Gazzoni.

G1

Tire suas dúvidas sobre a Doação de Sangue

bannerdoacao1A doação de sangue ainda é um assunto que gera dúvidas. Muitas pessoas até questionam a segurança do processo. Bons exemplos envolvendo esse gesto de amor ao próximo podem ajudar a incentivar o ato e esclarecer dúvidas frequentes

É o caso da Isabel Benkler. A organizadora de casamentos, hoje com 45 anos, começou a doar sangue cedo, logo quando completou a maioridade, e não parou mais. Hoje, ela já soma 75 doações. Para se ter uma ideia da quantidade de pessoas ajudadas pela Isabel, saiba que em uma única doação de sangue é possível ajudar até 04 pessoas.

A espera da Isabel aconteceu porque entre 16 e 18 anos incompletos, a doação só poderá ser realizada mediante consentimento dos pais ou responsáveis legais. É possível ainda que o Hemocentro solicite a presença dos pais para a doação de sangue feita por um menor.

Para a organizadora de casamentos, a doação de sangue é uma ação tão simples e fácil de executar que todo mundo deveria praticar o ato também, independente de alguém da família precisar ou não.   “Doar sangue, pra mim, é vida! É uma maneira da gente salvar a vida através da própria vida. Eu sempre tive isso dentro de mim como algo muito importante”, afirma Isabel.

Quer saber mais sobre a doação de sangue e praticar esse ato como a Isabel? Tire suas dúvidas!
Doar sangue é seguro?

Doar sangue não oferece riscos ao doador porque nenhum material usado na coleta do sangue é reutilizado, eliminando assim qualquer possibilidade de contaminação de forma que a segurança na coleta de sangue é absoluta. 

Quanto tempo demora para doar sangue ?

O ato de doar sangue leva em torno de dez minutos e acontece após consulta prévia com profissional de saúde que vai dizer se você está apto ou não a doar. No Hemocentro de Brasília, por exemplo,  todo o processo dura em média 75 minutos. 

Quem doa sangue uma vez é obrigado a doar sempre?

Não, doar sangue não cria dependência no organismo da pessoa. É um ato voluntário e que só depende da pessoa voltar ao Hemocentro, dentro do prazo mínimo de espera previsto, para fazer isso mais uma doação.

Doar sangue engrossa ou afina o sangue ?

Ao doar, o seu sangue não sofre qualquer alteração.

Que quantidade de sangue é doado?

Uma pessoa adulta tem em média 5 litros de sangue. Em cada doação o máximo de sangue retirado é de 450 ml. 

Quantas vezes por ano uma pessoa pode doar sangue?

O homem pode doar de 2 em 2 meses, no máximo 4 vezes ao ano. Já a mulher somente de 3 em 3 meses, com no máximo 3 doações anuais. 

Qual é o tipo de sangue mais importante ?

Todos. Não há tipo de sangue mais importante do que outros. Todos são importantes para salvar vidas.

O que é um doador voluntário?

É aquele que doa espontânea, altruísta e voluntariamente. A doação do voluntário é anônima, não vinculada a quem virá a precisar receber sangue por qualquer razão.

Orientações para doadores de sangue  
O doador deve...
•    Levar o documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);

•    estar bem de saúde;
•    ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 69 anos, 11 meses e 29 dias;
•    pesar mais de 50 Kg;
•    não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários
•    Febre

•    Gripe ou resfriado
•    Gravidez
•    Pós-parto: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
•    Uso de alguns medicamentos
•    Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis

Cirurgias e prazos de impedimentos  
•    Extração dentária: 72 horas

•    Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: três meses
•    Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
•    Ingestão de bebida alcoólica nas últimas 12 horas 
•    Transfusão de sangue: 1 ano
•    Tatuagem: 1 ano
•    Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina

Impedimentos definitivos
•    Hepatite após os 11 anos de idade

•    Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
•    Uso de drogas ilícitas injetáveis
•    Malária 
Intervalos para doação

•    Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)

•    Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Cuidados pós-doação
•    Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas 

•    Aumentar a ingestão de líquidos 
•    Não fumar por cerca de 2 horas
•    Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas 
•    Manter o curativo no local da punção por pelo menos quatro horas
•    Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho
•    Faça um pequeno lanche e hidrate-se. É importante que  o doador continue se sentindo bem durante o dia em que efetuou a doação.

Doe sangue com responsabilidade
Você sabe o que é janela imunológica?
Janela imunológica é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus da aids e a produção de anticorpos anti-HIV no sangue. Esses anticorpos são produzidos pelo sistema de defesa do organismo em resposta ao HIV e os exames irão detectar a presença dos anticorpos, o que confirmará a infecção, caso ela tenha ocorrido.
Se um teste de HIV é feito durante o período da janela imunológica, há a possibilidade de apresentar um falso resultado negativo. Portanto, é recomendado esperar mais 30 dias e fazer o teste novamente. Entenda: Quando devo fazer o exame para detectar o HIV?
A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes que receberão o sangue doado.
Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para HIV/Aids. Nesse caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita. 
  • Informe-se pela Ouvidoria do SUS: 136 ou nos Centros de Testagem Anônima.
Gabi Kopko, com informações do Hemocentro Brasília e INCA, para o Blog da Saúde.

Ministério Público recomenda prescrição de remédios pelo nome de substância química

A recomendação será encaminhada a todas as unidades que prestam atendimento em saúde nos municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos

O recebimento de denúncias por conta da demora, ou não fornecimento dos medicamentos a pacientes pelas secretarias de Saúde dos municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos levaram a 8ª promotoria de justiça do Ministério Público de Santarém a emitir recomendação para que a prescrição seja feita pelo nome dos fármacos (substâncias químicas que compõem o medicamento), evitando nomes comerciais.

A recomendação assinada pela titular da 8ª promotoria de justiça de Direitos Constitucionais – Educação e Saúde, de Santarém, Lilian Braga, é direcionada a profissionais médicos e odontólogos do Sistema Único de Saúde (SUS). “O tema da dispensação de medicamentos precisa ser discutido, pois quando ingressamos com a ACP é porque todas as possibilidades de diálogo se esgotaram”, explicou Lilian Braga. Segundo a promotora, todos os dias ela recebe pessoas que vão ao MP em busca de medicamentos para o seu tratamento. Atualmente, tramitam 13 ações civis públicas com essa demanda, na 6ª Vara Cível.

A recomendação foi emitida considerando que a prescrição pelo nome comercial pode dificultar o acesso do usuário ao fármaco, além de sugerir a aquisição de produto de determinada marca, sem comprovação que seja superior ao fabricado por outros laboratórios. E se baseia na Lei 9.787/99 que estabelece que “as aquisições de medicamentos sob qualquer modalidade de compra, e as prescrições médicas e odontológicas de medicamentos no âmbito do SUS, adotarão, obrigatoriamente a Denominação Comum Brasileira (DCB), ou na sua falta, a Denominação Comum Internacional (DCI)”.

A Secretaria de Estado de Saúde do Pará, 9º CRS/Sespa, prefeituras e secretarias municipais de Saúde de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos devem adotar as providências administrativas de modo a cumprir a recomendação, advertindo os profissionais médicos e odontólogos que prestam serviço que procedam o tratamento das enfermidades obedecendo aos protocolos clínicos, diretrizes terapêuticas e listas de medicamentos do SUS. Quando não houver o medicamento na listagem do SUS, o profissional deverá fazer a justificativa da escolha terapêutica prescrita.

G1