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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Manual de Análise de Insumos Farmacêuticos disponível

Manual de Análise de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA) reúne legislação sanitária vigente no Brasil e principais referências do mundo para este tipo de produto

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Já está disponível o Manual de Análise de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA) para orientar interessados e fabricantes sobre o registro de insumos. O manual é eletrônico e tem como objetivo principal uniformizar a análise do DMF (Arquivo Mestre da Droga, na sigla em inglês), que é um documento base sobre o registro de insumos farmacêuticos. O insumo farmacêutico ativo é a substância que dá ao medicamento a sua característica farmacêutica. Ou seja o que faz com que um medicamento funcione.

Manual
A publicação traz um visual atraente, com estrutura em abas que facilitam a consulta. Para a sua elaboração foi considerada a legislação sanitária atual do país, o modelo de análise do International Generic Drug Regulators Programme (IGDRP), e a própria experiência acumulada pela Anvisa no Programa de Pré-Qualificação de Medicamentos da OMS.

O Manual de IFAs, também considera os guias das principais autoridades no mundo sobre o tema: International Council for Harmonisation of Technical Requirements for Pharmaceuticals for Human Use (ICH); Agência Europeia de Medicamentos (EMA); Organização Mundial da Saúde (OMS); Diretoria Europeia para Qualidade de Medicamentos (EDQM) e a Agência de Saúde do Canadá. O lançamento deste produto aconteceu no último dia 26 de julho pela Coordenação de Registro de Insumos Farmacêuticos Ativos (COIFA/GGMED).

Atualização contínua
Mesmo em processo contínuo de construção, o manual inova ao trazer ainda mais transparência ao procedimento de análise de registro de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), além de ser mais uma ferramenta para agilizar os processos de trabalho na Anvisa, reduzindo o número de exigências técnicas e, consequentemente, o prazo de análise dos dossiês.

O processo regulatório das IFAs é complexo e por isso é importante que os solicitantes de registro de IFAs e fabricantes atuem de forma pró-ativa, dando acesso a documentação completa dos seus produtos. O Manual de IFA está sujeito a atualização constante. Dúvidas, correções e sugestões podem ser enviada para o endereço coifa@anvisa.gov.br, por meio da associação que representa a empresa.

ANVISA

Projeto da ANS reúne informações sobre o uso correto de medicamentos

medicamentoscuidadoA Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou em seu portal na internet, na página do projeto Sua Saúde, novas orientações aos beneficiários de planos de saúde, desta vez sobre o uso adequado de medicamentos

O projeto tem por objetivo estimular uma participação mais proativa de pacientes em relação à tomada de decisão pertinente a tratamentos e cuidados essenciais em saúde, com base na informação de qualidade compartilhada com os responsáveis pelo seu cuidado - médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde.

O uso adequado de medicamentos é tema de preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que lançou este ano um desafio global pelo uso seguro. Segundo a OMS, mais de 50% de todos os medicamentos são incorretamente prescritos, dispensados e vendidos; e mais da metade dos pacientes que os utilizam o fazem incorretamente. Esses erros podem ser causados por diferentes fatores que interferem na prescrição, na dispensação, na administração, no consumo e no monitoramento de medicamentos, o que pode ocasionar sérios prejuízos para a saúde e até mesmo a morte. Portanto, a participação do paciente no processo de uso dos medicamentos é fundamental, a partir de conversas de qualidade com os profissionais de saúde esclarecendo dúvidas, riscos envolvidos e os benefícios dos medicamentos que venham a ser necessários.

Por meio do projeto, a ANS reforça os riscos do uso de medicamentos sem orientação de um profissional de saúde; entre eles estão: retardar o diagnóstico de uma doença grave, causar intoxicação, alergias e interações medicamentosas e provocar gastos desnecessários, com prejuízo para a saúde. Sendo assim, deve-se evitar ao máximo o uso de medicamentos indicados por outras pessoas, como amigos, vizinhos e parentes, lembrando sempre que doenças diferentes podem ter sintomas parecidos ou até iguais, mas não necessariamente o mesmo tratamento.

Em um vídeo disponível na página do projeto, são abordados pontos de atenção para o uso seguro de medicamentos, divididos em diferentes momentos. Confira:


Fonte: ANS

Blog da Saúde

Sua clínica está pronta para eliminar o registro em papel?

A pesquisa TIC Saúde 2015, divulgada no fim do ano passado, mostra o crescimento de uma tendência irreversível: a substituição das informações em papel pelos dados digitais

No total, 16% dos estabelecimentos de saúde do Brasil já utilizam registros de seus pacientes apenas no formato eletrônico. A expectativa é que esse número aumente ainda mais nos próximos anos, mas é preciso ter cuidado. Antes de contratar um prontuário eletrônico para eliminar o papel em seus consultórios, os médicos têm que saber se a solução atende os requisitos necessários.

Confira:
1 – Possui certificação do CFM?
Essa é a principal pergunta que o profissional de saúde precisa fazer antes de contratar um prontuário eletrônico. Para permitir que o consultório comece a migrar para o digital, a solução precisa atender os requisitos exigidos pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). Dessa forma, os dados dos pacientes estarão seguros e em conformidade com as boas práticas de gestão.

2 – Permite assinatura digital?
Para eliminar o papel por completo, o prontuário eletrônico precisa ter integração com o certificado digital – permitindo que os documentos sejam registrados, assinados e armazenados no meio eletrônico. Essa é uma determinação da resolução 1821/07 do CFM. Somente soluções que atendam aos requisitos da Certificação SBIS-CFM, com Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS-2), podem substituir o papel na área médica.

3 –É em nuvem?
Descubra se a solução é cloud computing. Assim, os documentos podem ser acessados pelo médico em qualquer dispositivo que tenha acesso à Internet, garantindo a mobilidade, a segurança e a comodidade necessárias para o profissional da saúde. Com a nuvem, ele pode conferir os documentos mesmo quando estiver ausente do consultório.

4 – Tem acesso pelo celular?
Não adianta estar na nuvem e não ter layout responsivo, ou seja, adaptado à tela do smartphone. Atualmente, o celular é um item imprescindível para a rotina médica, permitindo que ele marque e desmarque reuniões, acompanhe as novidades de sua área e até para acessar as informações de seus pacientes.

5 – É fácil cancelar o contrato?
Evite contratos com período mínimo de duração e busque soluções que permitem um cancelamento rápido caso resolva encerrar a prestação de serviços. Além disso, exija que o contrato estabeleça que todos os dados armazenados no período sejam entregues à clínica – garantindo a privacidade das informações dos pacientes.

Thiago Delgado

Saúde Business

domingo, 2 de julho de 2017

4 detalhes assustadores de como eram as feitas as cirurgias dois séculos atrás

Ir ao hospital no início do século 19 era quase uma sentença de morte

A sala foi construída no topo de uma igreja e tinha acesso direto à ala feminina do hospital St. Thomas, em Londres (Foto: BBC)
A sala foi construída no topo de uma igreja e tinha acesso direto à ala feminina do hospital St. Thomas, em Londres 
(Foto: BBC)

Aqueles que tinham dinheiro eram tratados e operados em suas casas. Por isso, quem tinha a má sorte de acabar na sala de cirurgia de um hospital como o St. Thomas, um dos mais antigos de Londres, tinha uma alta probabilidade de morrer vítima de uma infecção.

Neste hospital fica a Old Operating Theatre ("antiga sala de operações", em inglês), a mais antiga conservada em toda a Europa, que acaba de ser reaberta para visitação após três meses de reformas.

Em 1822, o local era um centro cirúrgico para mulheres. Hoje, ela funciona como museu de uma época em que ainda não se usava anestesia nem antissépticos e quando se acreditava que era o "miasma" - odor fétido dos solos e águas impuras - que causava as doenças.

Semanalmente, um funcionário do museu ocupa a antiga sala e explica aos visitantes, em detalhes, como as cirurgias eram feitas há 200 anos.

1. Operações-relâmpago
Dois a cada três pacientes que passavam pela sala de cirurgia nos anos 1800 morriam, de acordo com Miles.

O mais comum era que morressem por causa de infecções contraídas no pós-operatório, mas, para minimizar as possibilidades de morte por hemorragia, os cirurgiões da época operavam o mais rápido que conseguiam.

Uma cirurgia, do princípio ao fim, durava cerca de 10 a 15 minutos. Serrar um osso durante uma amputação podia tomar dois ou três minutos do tempo dos médicos - que ficavam mais famosos de acordo com a rapidez de seus procedimentos.

Amputações de membros usando torniquete eram algumas das operações mais frequentes, mas também se faziam outros procedimentos, como a extração de pedras na bexiga.

2. Sem anestesia
Em 1822 os pacientes sentiam uma dor inimaginável durante as operações, que eram feitas em uma pequena maca de madeira.

As pacientes eram colocadas em uma maca pequena, que geralmente não apoiava todo o seu corpo (Foto: BBC)
As pacientes eram colocadas em uma maca pequena, que geralmente não apoiava todo o seu corpo (Foto: BBC)

Naquela época, os pacientes mais ricos, atendidos pelos médicos em suas casas, tomavam álcool para diminuir a dor nos procedimentos. No entanto, as mulheres que passavam pela Old Operating Theatre só recebiam um bastão revestido de couro para morder durante a cirurgia. Em alguns casos, os pacientes tinham os olhos vendados, mas, de modo geral, assistiam a tudo.

O éter só começou a ser usado como anestésico nos hospitais do Reino Unido em 1846. No ano seguinte, o clorofórmio também passou a ser usado para deixar os pacientes inconscientes.

3. Público de 200 pessoas
Assim como outras salas de cirurgia e de dissecação anatômica que existiam na época na Europa, esta tinha uma espécie de arquibancada e grades semicirculares para facilitar a visibilidade do público, que era composto principalmente por estudantes de medicina, aprendizes e assistentes dos cirurgiões.

Cerca de 200 pessoas se amontoavam para presenciar cada operação.

O material cirúrgico só era lavado após as operações - assim como as mãos dos cirurgiões e assistentes (Foto: BBC)
O material cirúrgico só era lavado após as operações - assim como as mãos dos cirurgiões e assistentes (Foto: BBC)

De acordo com as descrições de procedimentos cirúrgicos da época, havia muito barulhos e empurrões nas arquibancadas. Do fundo era possível ouvir gritos de "cabeças, cabeças!" para que os mais próximos da mesa de operações abrissem espaço.

Fumaça de tabaco também era comum no ambiente, explica Gareth Miles.

A presença e o posicionamento dos membros do público era regulamentado e era comum em todas as salas de operações da época - no centro, ficavam o cirurgião e seus ajudantes, que seguravam o paciente para que não se movesse durante a cirurgia.

Ao redor da maca também ficavam outros cirurgiões do hospital e seus aprendizes, assim como quaisquer visitantes que o cirurgião principal permitisse.

Durante o século 19, na Old Operating Theatre, as mulheres só podiam ocupar a maca cirúrgica, como pacientes. Sua presença no público não era permitida, porque se considerava que elas não eram fortes o suficiente para suportar as cenas.

Nas arquibancadas ficavam sentados, além dos estudantes, os aprendizes de outros hospitais, que iam observar novas técnicas e procedimentos, ou apenas o trabalho dos cirurgiões mais famosos.

4. Os instrumentos e as mãos eram lavados após as operações
Na época, médicos e cientistas acreditavam que as doenças contagiosas eram causadas pelo miasma - mau cheiro das ruas e dos rios, que se dissipava pelo ar -, e não por micro-organismos. Por isso, não se usava nenhum método antisséptico na sala de cirurgia.

Caixotes de madeira eram usados para recolher o sangue, e médicos tinham que operar rápido para minimizar hemorragias (Foto: BBC)
Caixotes de madeira eram usados para recolher o sangue, e médicos tinham que operar rápido para minimizar hemorragias (Foto: BBC)

O sangue das operações era recolhido em uma caixa de madeira com serragem ou areia, e os cirurgiões e seus assistentes só lavavam as mãos depois das operações, e não antes.

Da mesma forma, segundo Gareth Miles, os instrumentos cirúrgicos não eram limpos ou esterilizados antes de um procedimento, como são hoje. E as vendas eram reutilizadas nos pacientes.

Os jalecos manchados de sangue eram considerados uma espécie de medalha de honra para os cirurgiões, que, além de tudo, chegavam à sala de cirurgia vestindo as roupas com as quais tinham vindo das ruas. As mesmas ruas por onde, teoricamente, se espalhava o miasma.

G1

sábado, 1 de julho de 2017

Hospital é condenado após médicos operarem pé errado de paciente em SP: 'Sofri muito'

Decisão, contra a Santa Casa de Santos, ainda cabe recurso

Após três anos, Francisco desabafa: 'Não desejo ao meu pior inimigo' (Foto: Reprodução/TV Tribuna)
Após três anos, Francisco desabafa: 'Não desejo ao meu pior inimigo' (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

A Santa Casa de Misericórdia de Santos, no litoral de São Paulo, foi condenada pela Justiça a pagar indenização a um paciente que teve o pé errado operado por um médico do hospital. A decisão ainda cabe recurso.

A cirurgia ocorreu em 2013. Francisco Ferreira de Melo Junior, hoje com 53 anos, teve o pé esquerdo operado quando, na verdade, estava com o dedão do outro pé quebrado.

Foi o próprio paciente quem notou o erro médico, após sair do centro cirúrgico e acordar do efeito da anestesia. Ele reclamou com a equipe e ficou com medo de como foi tratado.

"O médico se aproximou com uma seringa para me aplicar uma nova sedação. Eu disse que só voltaria para a cirurgia quando algum familiar meu estivesse no hospital", lembra.

Após o ocorrido, e com os dois pés operados, ele registrou um boletim de ocorrência e resolveu processar o hospital. Em primeira instância, perdeu o pedido de indenização.

"Enquanto isso, entramos com um recurso na Justiça e aceitamos um acordo com o médico, que também estava envolvido no processo", explica o advogado do paciente, Felipe Vieira.

Sem acordo com a Santa Casa, o processo continuou. Na sexta-feira (30), ele foi informado da decisão do desembargador Eduardo Sá Pinto Sandeville, que condenou o hospital.

A indenização quantificada é de R$ 8 mil. Segundo a decisão, o "montante se mostra adequado para as circunstâncias da causa, reparando adequadamente os danos sofridos pelo autor".

"O valor é mínimo, mas tudo bem, a justiça está sendo feita. Não tem dinheiro no mundo que pague o que eu passei. Fiquei deprimido e sofri muito", desabafa Junior.

Na época, Francisco tinha dois comércios, que fecharam após ele não ter condições de continuar com os negócios. Hoje, ele trabalha como segurança em um estabelecimento.

"O que eu passei, não desejo para o meu pior inimigo. Lembro do médico vindo com a seringa na minha direção. Fui tratado como um lixo e a Santa Casa nunca se preocupou comigo ", afirma.

Por meio de nota, a Santa Casa de Santos informou que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão. O hospital limitou-se a dizer que tomará as medidas cabíveis assim que notificado.

G1