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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Instituto desenvolve remédio inédito contra veneno de abelha

O Instituto Vital Brazil, está desenvolvendo um medicamento inédito contra veneno de abelha. Testes já realizados mostraram que o produto é seguro

Imagens do dia - Abelha carrega pólen na Alemanha
Duas ampolas do soro antiapílico são suficientes para combater 200 picadas de abelha. A expectativa é que 
o produto seja liberado para consumo no segundo semestre de 2019. (Frank Rumpenhorst/DPA/AP)

O Instituto Vital Brazil (IVB), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, está desenvolvendo um medicamento inédito contra veneno de abelhas, em parceria com o Centro de Estudos e Venenos de Animais Peçonhentos da Universidade Estadual Paulista de Botucatu (Cevap/Unesp).

Há um ano, o soro antiapílico vem sendo testado em dez pacientes que tiveram múltiplas picadas de abelha. Segundo Luís Eduardo Cunha, assessor da diretoria científica do IVB e doutorando em medicina tropical pela Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), os resultados foram muito bons. “Nesta fase de testes, a gente vê segurança. Nesses dez pacientes em que foi aplicado o soro, correu tudo bem, na medida do esperado.”

No mês de julho, o Instituto solicitará à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a extensão, por mais um ano, da atual fase de testes, chamados estudos clínicos, com o objetivo de testar o soro em mais 10 pacientes.”Até julho do ano que vem, a gente tem que totalizar 20 pacientes, que é o número que estabelecemos para esse estudo. Como a gente não pode inocular o veneno nas pessoas e depois o soro para testar, e tem que esperar acontecer os casos, isso dificulta um pouco o processo. A gente necessita que os casos aconteçam naturalmente e que sejam perto de onde a gente tem soro”, indicou Cunha.

Podem participar dos estudos clínicos pessoas com idade entre 18 e 60 anos que tenham sofrido acima de cinco picadas de abelha e, no caso das mulheres, que não estejam grávidas. O tratamento consiste na utilização de duas a dez ampolas de soro, dependendo da carga de veneno que as pessoas acidentadas receberam. Duas ampolas são suficientes para combater 200 picadas de abelha.

Registro
As duas unidades de pesquisa clínica credenciadas e autorizadas pela Anvisa para fazer esse teste estão nas cidades de Botucatu (SP) e Tubarão (SC). Em julho de 2018, alcançando o total de até 20 pacientes, o IVB fechará o relatório de segurança, que será enviado à Anvisa, para que possa liberar o registro. O Instituto passará então a produzir o medicamento para fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde, que vai disponibilizar para o Brasil inteiro. A expectativa é que o medicamento possa ser liberado para consumo no segundo semestre de 2019. A tecnologia de produção e o próprio soro também poderão ser exportados para outras nações. Países asiáticos já têm manifestado interesse nesse sentido, afirmou Cunha, que também é médico veterinário.

Acidentes
Os últimos dados disponíveis no Ministério da Saúde, embora ainda provisórios, segundo observou Cunha, mostram que em 2014 ocorreram 14.062 casos de picadas de abelha no Brasil; em 2015, o número recuou para 13.708 registros, caindo ainda mais em 2016 (11.991 casos). Nos últimos três anos, a incidência por 100 mil habitantes revela sete óbitos por veneno de abelha em 2014, 12 em 2015 e 25 em 2016. A média é 30 mortes por ano para 10 mil a 12 mil acidentes, disse o assessor do IVB. A maior prevalência é entre crianças e idosos. Cunha salientou que, proporcionalmente, o resultado é muito parecido ao que acontece com os casos de mortes com picadas de serpentes, em que são registrados atualmente 110 óbitos para cerca de 30 mil envenenamentos.

O especialista acredita que a quantidade de acidentes pode estar relacionada ao aumento da atividade apícola no país, nos últimos anos, sobretudo a partir das décadas de 1950 e 1960, quando foram introduzidas no Brasil abelhas europeias e africanas, venenosas, uma vez que as abelhas nacionais não têm veneno de importância médica. A importação desses insetos objetivou melhorar o desempenho da produção de mel no mercado interno. Houve também uma aproximação da população com apicultores, além do crescimento do volume de notificações de acidentes de picadas de abelhas, que é muito maior hoje do que antigamente, “porque as pessoas sabem que podem ter alguma ajuda a mais em termos de tratamento”, lembrou.

Tradição
Cunha recordou ainda que o Brasil tem uma tradição na produção de soros contra venenos de animais há cerca de 120 anos. A produção de soros é destinada a venenos de aranhas, escorpiões, serpentes e abelhas. “É um programa admirado no mundo inteiro. Não tem semelhança em nenhum lugar do mundo”, explicou. O IVB é um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros, um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos, e produtor de medicamentos estratégicos para o Ministério da Saúde.

Veja

O que é a droga ‘champanhe rosado’ que causa alarme no Reino Unido

No último fim de semana de junho, o “champanhe rosado” causou a morte de uma pessoa e deixou outras dez no hospital, quatro delas em estado grave, na cidade inglesa de ManchesteR

Pessoa pegando um comprimido de ecstasy
Getty Images 

Este é o nome de um novo tipo de ecstasy que tem se popularizado em festas britânicas e preocupa as autoridades. A Polícia de Manchester afirmou que a nova versão da anfetamina é “particularmente forte”. O ecstasy é um tipo de anfetamina modificada, também conhecido como MDMA (metilenodioximetanfetamina), que se popularizou nos anos 1970. A posse da droga, no entanto, é proibida na maioria dos países do mundo.

Enquanto o ecstasy, que se popularizou nos anos 1990, é vendido na forma de comprimidos coloridos, o “champanhe rosado” (ou pink champagne em inglês) vem na forma de cristais, o que torna mais difícil para o usuário medir a dose que está consumindo. O último relatório do Escritório da ONU contra as Drogas e o Crime afirma que, em 2016, pelo menos 20 milhões de pessoas consumiram alguma variedade de MDMA. Junto com a República Tcheca, o Reino Unido é um dos países com a maior taxa de consumo de ecstasy na Europa.

Popularidade
Após o incidente em Manchester, as autoridades britânicas abriram uma investigação sobre a droga, mas elas acreditam que sua popularidade repentina está relacionada com os efeitos potentes. O “champanhe rosado” é um poderoso desinibidor que proporciona aos usuários horas de euforia, sensação de felicidade e extroversão. No entanto, a “ressaca” destas horas costuma se manifestar com esgotamento físico e mental extremo, sensação de vazio e lentidão de raciocínio.

“Quando o MDMA é absorvido pela corrente sanguínea, ele atinge o cérebro, causando a liberação de diversos compostos químicos”, disse à BBC o psiquiatra Adam Winstock, fundador da organização Global Drug Survey, que realiza pesquisas sobre o uso de drogas em todo o mundo. “O cérebro libera principalmente serotonina, mas também noradrenalina e dopamina. Isso é o que dá a sensação de prazer.”

Riscos
No entanto, Winstock diz que uma dose muito alta da droga pode causar um efeito adverso, com resultados muito desagradáveis para o usuário. “Se você toma ecstasy demais, estes mesmos componentes químicos liberados pelo cérebro podem fazer com que seu coração comece a bater rápido demais e acabar com a euforia e a energia. Você começa a se sentir ansioso, nervoso e agitado”. Algumas pessoas conseguem superar os efeitos simplesmente esperando que eles passem, mas outros chegam a precisar de assistência médica. Músculos muito rígidos, respiração acelerada, pulso rápido, convulsões, espuma na boca e inconsciência são alguns dos sintomas de que o usuário de “champanhe rosado” precisa ser levado a um hospital.

Winstock diz que, ainda que o MDMA seja uma droga “segura” em comparação com outras, o número de mortes ligadas à substância no Reino Unido está aumentando. A substância pode causar a morte de uma pessoa de três maneiras principais: ataque cardíaco, superaquecimento e excesso de água. Se o corpo receber serotonina, dopamina e noradrenalina em excesso, pode sofrer desidratação e superaquecimento. “Uma vez que a temperatura do corpo ultrapassa os 42º C, os órgãos param de funcionar e pode ser difícil que ela se recupere”, explica o psiquiatra.

O uso de MDMA costuma causar sede, e algumas pessoas morrem por beber água demais. Isso porque a droga também pode provocar a Síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH), o que inibe a liberação da urina, o que causa um desenquilíbrio metabólico. Em 2015, 57 pessoas morreram após tomar ecstasy no Reino Unido. Em 2011, foram 13 pessoas. Segundo Winstock, “o risco, em geral, é pequeno e até mesmo as pessoas que vão para a emergência hospitalar costumam voltar ao normal em dois ou três dias”. “Mas a única maneira de não correr nenhum risco é optar por não usar a droga”, afirma.

BBC Brasil

terça-feira, 4 de julho de 2017

Novo curso da UNA-SUS trata das Infecções Sexualmente Transmissíveis

card ufma ist prancheta 1As ações para Vigilância, Prevenção e Controle do HIV/Aids, da Sífilis, das Hepatites Virais e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são tema do mais novo curso oferecido pela Universidade Federal do Maranhão, integrante da Rede Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS/UFMA)

A capacitação integra a formação em Vigilância em Saúde e é voltada a profissionais atuantes no SUS, prioritariamente os vinculados à Vigilância em Saúde, assim como acadêmicos em geral. A ideia é promover conhecimentos sobre conceitos, transmissão, epidemiologia e aspetos sociais das ISTs mais prevalentes no Brasil, além dos princípios da Política Nacional de ISTs, HIV/Aids e hepatites virais.

Com carga horária de 30 horas, o curso é dividido em três unidades. Na primeira, denominada Epidemiologia das Infecções Sexualmente Transmissíveis mais prevalentes no Brasil, será possível reconhecer a magnitude do HIV/Aids, sífilis, hepatites virais e outras ISTs como problema de saúde pública e interpretar os dados epidemiológicos dessas enfermidades.

Em seguida, o aluno irá aprender mais sobre o contexto histórico de desenvolvimento das Políticas de ISTs, HIV/Aids e hepatites virais, ações de promoção e prevenção, bem como identificar os métodos de diagnóstico para tais doenças. Por fim, será possível conhecer melhor as ações integradas de Vigilância em Saúde e Atenção Básica e da Estratégia Saúde da Família voltadas para promoção, prevenção e controle da sífilis e outras ISTs.

A coordenadora do Núcleo Pedagógico da UNA-SUS/UFMA, Regimarina Reis, explica que o uso do preservativo segue como um dos principais instrumentos para as ações de prevenção dessas infecções. “No entanto, outras intervenções são comprovadamente eficazes e precisam ser incorporadas à proposta de prevenção combinada, que contempla diversas ações de prevenção e assistência, distribuídas em três áreas estratégicas com componentes específicos: prevenção individual e coletiva, diagnóstico e tratamento para ISTs assintomáticas (com laboratório) e Manejo de ISTs sintomáticas com uso de fluxogramas (com e sem laboratório)”. Entre as intervenções, a busca adequada e acesso a serviços de saúde, triagem para as doenças, tratamento das infecções identificadas e processos de aconselhamento e atendimento também são abordados como possibilidades na prevenção das ISTs, por exemplo.

Além disso, reconhecendo o espaço escolar como espaço privilegiado para práticas promotoras da saúde, preventivas e de educação para saúde, o curso aborda a temática “Programa Saúde na Escola com ênfase em sífilis e outras ISTs”.

O curso foi planejado em articulação com a área técnica da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), e com ênfase nas ações da Atenção Básica. “Os estudantes contarão com um rico material, elaborado e validado por especialistas da área técnica e pedagógica, capaz de subsidiar as ações de prevenção, controle, assistência e monitoramento das ISTs”, afirma.

Fonte: Claudia - SE/UNA-SUS

Projeto de chupeta conectada é finalista em prêmio da Microsoft

Projeto brasileiro combate mortalidade infantil com chupeta capaz de identificar febre, hipotermia e problemas de hidratação

Protótipos do "Bubu Digital", projeto vencedor da HackBrazil (Foto: Divulgação)

Um projeto brasileiro batizado de Bubu Digital chegou à final do concurso Imagine Cup, da Microsoft, que premia ideias inovadoras e de grande impacto. O projeto propõe o uso de sensores em uma chupeta para identificar eventuais problemas de saúde de uma criança em estágio bastante inicial. O objetivo do projeto é diminuir a mortalidade infantil no Brasil e no mundo, explica a EXAME.com Rychard Guedes, um dos membros do time. Toda a criação foi realizada por estudantes de engenharia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba.

Captando informações de temperatura e umidade, a chupeta se conecta a smartphones e tablets para enviar os dados. Qualquer mudança é compreendida pelo app que pode notar sinais de febre, hipotermia ou desidratação e enviar um aviso aos pais ou responsáveis. Guedes explica que além de servir para diminuir índices de mortalidade, a chupeta conectada pode trazer tranquilidade aos pais que ficam em dúvida quanto à saúde de seus filhos. O projeto foi um dos vencedores da etapa brasileira e está competindo pelo prêmio global na Imagine Cup, competição de inovação da Microsoft.

Ao todo, são 54 finalistas competindo por um prêmio de 100 mil dólares, além de mentoria com Satya Nadella, CEO da Microsoft, 120 mil dólares para serem gastos dentro da plataforma de nuvem Azure e uma viagem paga para a edição 2018 da conferência Build, para desenvolvedores. Outro projeto brasileiro chegou às finais, o UpFish, um sistema de monitoramento para criação de peixes. Além dele, o projeto da Associação de Estudantes Brasileiros da universidade Stanford também foi finalista. Eles criaram um aplicativo que permite que brasileiros acessem informações políticas e entrem em contato com seus representantes.

Exame

Envio de insulina é adicionado à Apple HealthKit

Aproximadamente uma em cada onze pessoas adultas no mundo têm diabetes, que ocasiona a elevação do açúcar no sangue. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2030 a doença seja a sétima maior causa de morte

A Apple atualizou a sua estrutura de aplicativos da HealthKit e passa a fornecer mais opções de rastreamento para pessoas com diabetes. Além disso, a empresa promoveu outras atualizações para os frameworks HealthKit e ResearchKit.

A ideia é que cada vez mais os usuários possam gerenciar suas condições, ou seja, o HealthKit conta com suporte para monitorar amostras de glicose no sangue, monitorar os carboidratos e rastrear os tipos de dados de atividade, o que contribui no gerenciamento de diabetes. Os novos recursos contemplam a capacidade de rastrear a hora relativa das refeições para uma amostra de glicose no sangue. Na sequência foi incorporado a capacidade de controlar a entrega de insulina.

A entrega de insulina pode ser considerada uma importante adição e sinaliza o interesse da Apple em estar envolvida em intervenções de diabetes em “circuito fechado” que englobam rastreamento de glicose e dosagem de insulina.

A redução do diabetes está intrinsecamente relacionada ao ato de repensarmos nossas atitudes cotidianas, isto é comer saudável, ser ativo e evitar ganho de peso. Sendo assim os aplicativos e wearables se apresentam como importantes aliados na escolha de hábitos saudáveis, além de colaborar com o tratamento para os diabéticos.

Saúde Business