
terça-feira, 8 de agosto de 2017
21% acham que exame de toque “não é coisa de homem”, diz pesquisa
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido da Sociedade Brasileira de Urologia, o Instituto Oncoguia e a Bayer, revelou que 76% dos torcedores brasileiros identificam o exame de toque retal importante para o diagnóstico de câncer de próstata. Porém, 21% deles acham que o exame “não é coisa de homem”.
O estudo, feito em estádios de futebol, queria saber a preocupação dos torcedores brasileiros com relação à saúde, na tentativa de identificar os motivos que impedem os brasileiros de se cuidar de forma adequada.A pesquisa aponta que os eles temem mais o câncer em geral (29%) e as doenças cardiovasculares (20%), mas pouco se atentam ao câncer de próstata (10%), mesmo sendo o segundo tipo de câncer mais prevalente na população masculina – atrás apenas do câncer de pele não-melanoma – e que, até o final deste ano, atingirá mais de 60 mil homens, de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer).
A pesquisa ainda mostra que cerca de 48% dos entrevistados afirmam acreditar que o machismo é o principal motivo pelo qual os homens não fazem o exame de toque. Já outros 12% apontam a vergonha e o constrangimento como impeditivos, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Archimedes Nardozza.
— Tais dados confirmam a necessidade de trabalhar a conscientização da população a fim de promover a prevenção e o cuidado com a saúde. O brasileiro precisa entender que o exame de toque é um procedimento simples, indolor e rápido, e que acima de tudo é essencial para o diagnóstico de qualquer alteração da próstata.
Cuidados primários, como consultas e check-ups periódicos, são medidas responsáveis por prevenir e identificar doenças comuns ao envelhecimento da população masculina. Os resultados mostram que, embora 62% dos entrevistados afirmem já ter ido ao urologista, 34% não fazem o acompanhamento recomendado pelos médicos, pois se consideram saudáveis. E um dado que preocupa: entre os entrevistados com mais de 60 anos, cerca de 27% nunca fizeram o exame de toque.
A falta de periodicidade nas visitas ao urologista contribui para uma detecção tardia do câncer de próstata, já que muitas vezes a doença é silenciosa não apresentando sinais ou sintomas, ressalta o médico. Apesar de reconhecerem a importância do exame, apenas 51% daqueles que se consultaram com o especialista de fato fizeram o exame de toque retal, afirma Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia que presta suporte e auxílio aos pacientes com câncer.
— O câncer de próstata é um dos tipos mais prevalentes e, assim como em outros tipos de neoplasias, pode ser combatido mais facilmente quando detectado precocemente. Por isso, fazer a prevenção é essencial. A pesquisa foi realizada nas sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Recife) com maior incidência da doença segundo o INCA, e entrevistou 1.062 homens acima dos 40 anos.
R7
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Cresce resistência do vírus HIV aos medicamentos
Mais de 10% dos pacientes que começaram o tratamento com antirretrovirais apresentaram uma cepa de vírus resistente a remédios que hoje são usados no controle da síndrome
Paris - A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para uma tendência crescente de resistência do vírus HIV às drogas disponíveis. O órgão divulgou um novo relatório com base em estudos, ontem, em Paris, que erá sede, a partir de domingo, de uma conferência internacional sobre a Aids. O texto destaca que em seis dos 11 países pesquisados na África, Ásia e América Latina (Brasil, México, Argentina, Guatemala, Nicarágua, Colômbia, Camarões, Namíbia, Myanmar, Uganda e Zimbábue) mais de 10% das pessoas que começaram o tratamento antirretroviral tinham uma cepa do vírus resistente a medicamentos do mercado.
O Brasil está na lista dos países com registro de resistência do vírus em novos pacientes, mas com índice menor que 10% – por enquanto, foram reportados 1.391 casos. A organização diz que o crescimento dessas taxas, mesmo que ainda lento, poderia minar o progresso internacional no tratamento e prevenção da doença.
A resistência do HIV é causada por uma mutação em sua estrutura genética, o que impede o bloqueio da replicação do vírus pelo remédio e o tratamento se torna ineficaz. Todos os medicamentos existentes contra o vírus hoje correm o risco de se tornar parcialmente ou totalmente insuficientes contra a doença.
O médico especialista Esper Kallas, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP, diz que ter uma versão resistente do vírus é um alerta, mas não é motivo para pânico: o HIV pode se tornar resistente a um tipo de remédio, mas resta uma cartela grande disponível. Segundo ele, são mais de 20 tipos de pílulas contra a doença.
De acordo com a OMS e com Kallas, a resistência ao HIV se desenvolve quando as pessoas não seguem o tratamento prescrito - esquecem de tomar no dia e horário certo e/ou pulam etapas, como também ocorre com o combate às bactérias. A organização diz que esses pacientes podem transmitir os vírus resistentes para outras pessoas.
Das 36,7 milhões de pessoas que convivem com o HIV em todo o mundo, 19,5 milhões têm acesso a algum tipo de terapia antirretroviral. Uma tendência crescente de resistência às drogas da doença pode levar a mais infecções e mortes. Um modelo matemático da OMS prevê um adicional de 135 mil óbitos e 105 mil novas infecções nos próximos cinco anos caso novas medidas não sejam tomadas. O custo adicional pode chegar a US$ 650 milhões.
Número de casos
Os casos de infecção por HIV cresceram 3% no Brasil desde 2010 até o ano passado, de acordo com o novo relatório da Unaids, programa das Nações Unidas sobre a Aids. Em média, o número anual de novas infecções na América Latina se manteve estável - em 2010, foram 96 mil novos registros; em 2016, 94 mil. A maioria dos casos na Venezuela, no Brasil e na Guatemala.
No mundo, o vírus da Aids levou à morte 1 milhão de pessoas em 2016, quase metade do 1,9 milhão registrado em 2005. Mais da metade das pessoas infectadas no mundo recebe tratamento, e o número de novas infecções pelo vírus HIV está em queda, ainda que a um ritmo muito lento para conseguir conter a epidemia, de acordo com dados divulgados ontem.
Ao todo, 1,8 milhão de pessoas foram infectadas no ano passado, o que equivale a uma contaminação a cada 17 segundos, em média. Esse número, porém, registra uma queda constante ano após ano, excetuando-se um ligeiro aumento em 2014. Em 1997, alcançou o recorde de 2,5 milhões de novas infecções. Apesar disso, o ritmo segue sendo muito lento para erradicar a epidemia e chegar ao objetivo marcado pela ONU para 2020 de 550 mil novas contaminações. Desde o início da epidemia, no começo dos anos 1990, cerca de 76,1 milhões de pessoas contraíram o HIV e 35 milhões morreram, o equivalente à população do Canadá.
Saúde Plena
Ministério da Saúde sugere que empresas ampliem a licença-paternidade de 5 para 20 dias
O Ministério da Saúde lançou na última sexta-feira (4) a Campanha Nacional de Amamentação. Neste ano, o enfoque é orientar pais e empresas sobre o benefício da licença-paternidade estendida. Pelo novo Marco Legal da Primeira Infância, os pais podem prorrogar o período de cinco para 20 dias o período, desde comprovado o seu envolvimento com o desenvolvimento do bebê.
O documento elaborado pelo ministério recomenda às empresas dentro do Programa Empresa Cidadã que concedam o benefício aos pais que entregarem os seguintes comprovantes: declaração do profissional de saúde informando a participação do pai no pré-natal, em atividades educativas durante a gestação, ou visita à maternidade. Também poderá ser entregue comprovante do curso online “Pai presente: cuidado e compromisso” promovido pela pasta. Em Curitiba, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou a ampliação da licença-paternidade.
— Quanto mais tempo as crianças são amamentadas, mais elas adquirem resistência às doenças e intensificam sua relação afetiva com a mãe. Este ano, estamos envolvendo também os pais nesta fase. Por isso, estamos apoiando a ampliação da licença-paternidade daqueles pais que são envolvidos com os cuidados das crianças, para que possam cada vez mais auxiliar as mães, criando um ambiente de conforto e condições adequadas para esta prática tão importante, que é a amamentação.
A Campanha Nacional de Aleitamento Materno de 2017 foi lançada na semana mundial de amamentação, lembrada entre os dias 1º e 7 de agosto em mais de 170 países. Com o slogan “Amamentar: ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer junto com você”, a campanha tem como objetivo fortalecer a participação e o cuidado de pais, familiares, empresas, educadores e toda a sociedade no processo de aleitamento, garantindo a alimentação exclusiva com leite materno até os seis meses de vida.
R7
Soprar vela de aniversário aumenta bactérias do bolo em 1.400%
Soprar as velas de um bolo de aniversário pode ser mais nojento do que você imagina. De acordo com um estudo da Universidade de Clemson, da Carolina do Sul (EUA), o ato aumenta em 1.400% a quantidade de bactérias presentes na cobertura do bolo.
A pesquisa, publicada no periódico científico Food Research, em maio deste ano, envolveu a análise bacteriana de bolos de aniversário que tiveram e que não tiveram velas sopradas.
No entanto, as bactérias e microrganismos do sistema respiratório em questão não são prejudiciais, segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo.
“Se alguém soprar 100.000 vezes uma vela, aí a chance de você ficar doente ao comer o bolo provavelmente seria muito mínima”, disse Paul Dawnson, professor de segurança alimentícia e coautor do estudo, em entrevista ao The Atlantic.
Vale notar que algumas doenças se espalham pelo ar, como a gripe, e comer o bolo de aniversário soprado por uma pessoa gripada provavelmente aumentará a chance de contágio pelo vírus. Fora casos como esse, apesar do aumento de bactérias, não tem problema soprar a vela de aniversário.
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