Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Aprovado tratamento para pacientes com hemofilia A

Medicamento é destinado para o tratamento e a profilaxia de hemorragias em pacientes com hemofilia A

A Anvisa aprovou nesta segunda-feira (7/8) o registro inédito do medicamento Zonovate (alfaturoctocogue). O produto biológico novo é indicado para o tratamento e profilaxia de hemorragias em pacientes com hemofilia A. O registro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU)l.

Para que serve o Zonovate?
O medicamento Zonovate é usado para o tratamento e prevenção de episódios de hemorragias em pacientes com hemofilia tipo A. Apresentado no formato de solução para injeções, o Zonovate (alfaturoctocogue) contém o fator de coagulação VIII recombinante humano, que está ausente ou não funciona em doentes com hemofilia A.

Como funciona o Zonovate?
O Zonovate contém como substância ativa o fator de coagulação VIII, que no sangue é necessário para formar coágulos e parar sangramentos. Tal medicamento substitui o fator VIII ausente e é utilizado para o tratamento e prevenção de hemorragia em pacientes com hemofilia A; podendo inclusive ser utilizado em todas as faixas etárias. Além disso, o Zonovate é preparado sem a utilização de componentes derivados de humanos ou animais.

ANVISA

Composto da maconha usado para tratar convulsões muda níveis de outras drogas

Regularizado no Brasil em 2015 para terapias experimentais, canabidiol interage com outros medicamentos antiepiléticos e pode alterar função hepática, aponta estudo publicado no ‘Epilepsia’

Estudo publicado nesta segunda-feira (7) no “Epilepsia”, revista científica do League Against Epilepsy, mostrou que o derivado da maconha canabidiol altera os níveis de outras drogas antiepiléticas no sangue. O composto é usado experimentalmente para o tratamento de convulsões ligadas a epilepsias resistentes a tratamentos. O achado é uma observação de estudo em andamento da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, que está testando a eficácia do canabidiol em convulsões ligadas à epilepsia. No Brasil, testes estão sendo conduzidos na USP em Ribeirão Preto.

O grupo do Alabama incluiu 39 adultos e 42 crianças. Como a maioria delas usa outras drogas, pesquisadores começaram a observar também como o CBD mudava o nível de medicamentos antiepiléticos no sangue. Eles observaram mudanças significativas em drogas como clobazam, topiramato e rufinamida em adultos e crianças — todas usadas também para o controle de convulsões. Em relação ao clobazam, adultos registraram maior sensação de “sedação”.

Os pesquisadores também mostraram que os participantes que tomavam valproato e CBD apresentaram função hepática alterada temporariamente. Exames indicaram níveis elevados de ALT e AST, testes que indicam função anormal do fígado. No entanto, elevação considerada significativa ocorreu apenas em um pequeno número de pacientes (4 crianças e 1 adulto).

Com os achados, cientistas chamam a atenção para a importância da observação de como o canabidiol interage com outras drogas, bem como a necessidade de se acompanhar a função do fígado nesses usuários. O uso do canabidiol foi regularizado no Brasil em 2015 para epilepsias resistentes a outras formas tratamento. A importação é concedida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mediante laudo médico. Há, no entanto, ainda muitas dúvidas quanto à interação do composto com outros medicamentos – já que a maioria dos usuários usa a substância combinada com outras drogas.

Gel sintético falha em estudo
Uma outra linha de pesquisa sobre o canabidiol é a tentativa da fabricação sintética com os mesmos efeitos anticonvulsivos observados experimentalmente. Atualmente, o composto é extraído da cannabis. Nesta segunda-feira (7), no entanto, a Zynerba Pharmaceuticals informou à Reuters que seu gel sintético não apresentou redução significativa das convulsões em estudo. A empresa testava o gel sintético em adultos.

G1

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Laboratório recolhe Buscopan composto em gotas das farmácias

Segundo a Boehringer Ingelheim do Brasil, que produz o medicamento, o mesmo não apresentou resultado esperado e empresa optou pela medida

A Boehringer Ingelheim do Brasil, indústria farmacêutica responsável pelos medicamentos da marca Buscopan, informou nesta segunda-feira (7) a retirada do Buscopan composto em gotas do mercado. A empresa informou que a recolhimento dos mesmos ocorreu de forma voluntária e preventiva.

Segundo a farmacêutica, o Buscopan composto em gotas não representa risco à saúde das pessoas que utilizam o medicamento, e que o mesmo começou a ser retirado de circulação temporariamente em junho deste ano. A Boehringer afirmou que não há previsão para retorno do produto as prateleiras das farmácias.

A decisão de parar a produção e retirar os produtos do mercado veio após testes internos feito com o remédio – que tem em sua composição butilbrometo de escopolamina e dipirona sódica monoidratada e é indicado para cólicas intestinais, menstruais e urinárias – apresentar resultados “fora de especificação identificado durante estudo de estabilidade”.

Além do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela e Paraguai também interromperam a produção do remédio . A descontinuação do medicamento, que era vendido sem prescrição médica, já foi informada a agência reguladora do setor que é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ).

Os outros medicamentos da linha Buscopan continuam a venda e assim como o composto em gotas não trazem riscos à saúde de quem os consomem, ressaltou a farmacêutica. “A Boehringer Ingelheim reforça seu compromisso irrestrito com a garantia de qualidade de seus produtos e com a saúde de seus pacientes”, ressaltou a empresa em comunicado oficial.

Outros casos
Esse não é o primeiro medicamento que tem sua fórmula descontinuada. Os consumidores que quiser se informar sobre quais produtos não podem mais ser comercializados, seja por problemas encontrados pela Anvisa, seja por vontade da farmacêutica em descontinuar a venda e fabricação, pode ser consultado neste link .

Segundo o site do Governo Federal é de responsabilidade da indústria farmacêutica e importadora informar aos consumidores sobre a descontinuidade dos produtos. “A agência não pode obrigar os fabricantes a continuar oferecendo o produto. No entanto, as empresas precisam alertar os consumidores com pelo menos seis meses de antecedência que vai encerrar a produção”, segundo informações do site oficial.

Assim como a Boehringer Ingelheim do Brasil esclareceu a decisão referente ao Buscopan composto em gotas, as demais devem seguir o mesmo padrão.

iG

SUS inclui medicamento de alto custo para pacientes em metástase do câncer de mama

De acordo com mastologista, trastuzumabe dobra sobrevida de pacientes; dose do remédio custa cerca de R$ 10 mil

Em circulação há mais de 15 anos, o medicamento trastuzumabe é usado para o tratamento de um tipo específico de câncer de mama e pode dobrar a sobrevida de pessoas em metástase -- quando a doença já atinge outras áreas do corpo. O Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Ministério da Saúde, passou a abranger este público e irá fornecer a droga num prazo de 180 dias.

A decisão foi publicada pelo Diário Oficial da União na última quinta-feira (3). Em 2012, o governo havia liberado o uso para pacientes com o câncer, mas excluía os metastáticos. Hoje, mais de 3 mil pessoas com câncer de mama inicial e localmente avançado fazem o uso do trastuzumabe pelo SUS. Organizações como a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) reivindicavam a ampliação para acesso do medicamento a todos os tipos de pacientes.

No mercado, a droga custa cerca de R$ 10 mil a dose. Ela é usada no tratamento do câncer de mama do subtipo HER2+, o mais agressivo e que atinge um quinto das mulheres com tumor no seio. A célula cancerígena expressa o gene que leva o mesmo nome da doença, e o remédio bloqueia a ação desse gene, o que evita a proliferação.

"Estamos muito atrasados com essa aprovação. É uma droga fundamental para o tratamento deste tipo de câncer em qualquer fase e pode dobrar a sobrevida. O tratamento era feito com quimioterapia e sem ter alvo específico para o tipo da doença. Agora, vamos conseguir controlar melhor e por mais tempo", avaliou a mastologista e presidente da Femama, Maira Caleffi.

De acordo com a Femama, a droga "mudou a forma como o câncer é tratado no mundo". O trastuzumabe consta na lista básica para combater o câncer, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para guiar governos nas escolhas de oferta em suas políticas de saúde.

G1

Humor: Caos na Saúde Pública