Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

ONU defende mais investimentos na prevenção de infecções hospitalares

onu hospitalaresA Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) defendeu na segunda-feira (7) mais investimentos em segurança do paciente, ainda vulneráveis a infecções que ocorrem durante o atendimento

A Agência participou de seminário internacional sobre o tema em Brasília. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% dos pacientes internados são acometidos por infecções relacionadas à assistência médica. Metade dos casos pode ser evitada com medidas como higiene das mãos e vigilância adequada.

“A adoção dessas ações representa uma ótima relação custo-benefício. Com elas, reduzimos danos, salvamos vidas e temos mais recursos disponíveis para melhorar a saúde da população”, afirmou o coordenador da Unidade de Medicamentos e Tecnologia em Saúde da OPAS no Brasil, Tomás Pippo, durante a abertura do “V Seminário Internacional: redução do risco para a segurança do paciente e qualidade em serviço de saúde”.

Os estudos reunidos pela OMS estimam que 7 bilhões de euros deixariam de ser gastos na Europa e 6,5 bilhões nos Estados Unidos, caso fosse implementadas iniciativas de controle das infecções associadas à assistência de saúde.

Durante o evento, Claire Kilpatrick, consultora e oficial técnica da área de prevenção e controle de infecções da OMS, apresentou os materiais, treinamentos, prioridades e recomendações do organismo internacional para ajudar a reduzir essas complicações em todo o mundo. A especialista também falou sobre os novos documentos orientadores que ainda estão em processo de elaboração.

“Uma das novas guias diz respeito ao desenvolvimento de procedimentos padrão para prevenir a propagação de patógenos multi-droga resistentes (resistentes a múltiplos medicamentos) em estabelecimentos de saúde com recursos limitados”, explicou.

Também participaram do seminário o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Hospital Moinhos de Vento e delegações de 22 países da América Latina e do Caribe, dos estados e municípios.

OPAS prevenindo infecções no Brasil
A OPAS tem trabalhado com o Brasil, por meio de termos de cooperação firmados com o Ministério da Saúde brasileiro e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para qualificar a assistência prestada no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos diversos serviços de atendimento do país.

Com as parcerias, a agência regional da ONU espera promover a segurança dos pacientes e estimular o uso racional de medicamentos e de outras tecnologias sanitárias.

O organismo lembra que as infecções relacionadas à assistência de saúde, conhecidas pela sigla IRAS entre especialistas, geram dor e sofrimento para pacientes e familiares, além de possuírem um alto potencial de causar sequelas permanentes e mortes. Essas complicações aumentam significativamente o tempo de internação dos pacientes hospitalizados, onerando os sistemas e serviços de atendimento.

Fonte: OPAS/OMS

Nova tecnologia tem potencial para curar o diabetes tipo 1

Pesquisadores americanos desenvolveram uma nova tecnologia que seria capaz de superar os limites atuais da terapia celular do diabetes tipo I

O diabetes tipo 1 ocorre quando as células beta do pâncreas, que são as únicas capazes de produzir insulina, são destruídas por um ataque do sistema imunológico. Estes pacientes então necessitam receber injeções de insulina por toda a vida para sobreviver. As únicas alternativas existentes a esse tratamentosão o transplante de pâncreas ou o implante das ilhotas de Langherans, que contém as células beta, procedimentos que necessitam de tratamento imunossupressor para evitar a rejeição.

Além disso, a carência de órgãos disponíveis para os transplantes impossibilita que sejam usados em larga escala , sendo reservados para situações muito específicas, como para pacientes que não conseguem controlar os níveis de glicose no sangue, mesmo com o uso adequado das insulinas

Limitações da ciência
A ciência tem enfrentado estes obstáculos tentando multiplicar as células beta em laboratório, mas verificou-se que à medida que a expansão desta células é induzida, estas se desdiferenciam perdendo a capacidade de produzir insulina. Por outro lado, as tentativas de encapsular as ilhotas de modo a protegê-las da rejeição, permitindo transplanta-las sem o uso de imunossupressores não tem tido êxito devido ao curto tempo de sobrevida das ilhotas encapsuladas.

Nova tecnologia abre espaço para a cura
Pesquisadores da universidade de Utah nos Estados Unidos, liderados pelo Dr. Christof Westenfelder publicaram uma nova tecnologia que seria capaz de superar os limites atuais da terapia celular do diabetes tipo 1.

Estes cientistas criaram uma metodologia de cultivo das ilhotas pancreáticas que permite uma expansão do número de células, de tal modo que, ao invés de necessitarmos de dois a cinco pâncreas para obter a quantidade de células beta necessárias para transplantar um paciente, segundo os autores, um único órgão seria suficiente para fornecer as células para tratar 80 pacientes.

Em conjunto com as ilhotas, os pesquisadores cultivaram células tronco mesenquimais adultas formando estruturas tridimensionais que contém 50% de células-tronco mesenquimais e 50% de células de ilhotas pancreáticas. Estas estruturas chamadas de ilhotas novas (“new islets”) foram utilizadas para o implante em modelo animal.

O papel dessas células-tronco é proteger as células da ilhota da rejeição. De fato, sabe-se que as células-tronco mesenquimais adultas têm capacidade imunomoduladora e anti-inflamatória. Entre outros mecanismos, são capazes de secretar Indoleamina, substância que “paralisa” as células imunológicas que se aproximam para atacar, deste modo, funcionam como um escudo, evitando a rejeição das células pancreáticas. Além disso, promoveriam a rediferenciação das células das ilhotas, restaurando a capacidade de secretar a insulina perdida durante o processo de cultivo.

Estudos em animais mostraram-se promissores
A eficácia desta nova tecnologia em curar o diabetes tipo 1 foi testada em camundongos diabéticos através da injeção das “new islets ” no omento (que é uma camada de tecido que recobre os intestinos). Nesses modelos experimentais, o procedimento foi capaz de reverter o diabetes e a retirada do omento que continha as “new islets” provocou o reaparecimento do diabetes provando que a reversão do mesmo foi devida a capacidade de secretar insulina das “new islets”

O exame das “new islets” existentes no omento retirado mostrou a presença de células beta diferenciadas e a presença de uma microcirculação recém-formada capaz de nutrir as células implantadas. O implante das “new islets ” em cãesnormais não provocou o aparecimento de hipoglicemia (queda dos níveis de glicose no sangue) provando assim que a secreção de insulina pelas “new islets” era fisiologicamente regulada.

Os desenvolvedores desta nova tecnologia criaram uma empresa (Symbiocell Tech) e pediram autorização aos órgãos regulatórios para iniciar os testes clínicos em seres humanos no início de 2018.

Veja

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Qual o significado das tarjas dos medicamentos?

Relembre os significados das tarjas que classificam os medicamentos conforme o grau de risco que podem oferecer à saúde do paciente


Os medicamentos atuam e provocam alterações em diversos sistemas no organismo, desde os mais simples até os mais complexos. Portanto, são classificados conforme o grau de risco que o seu uso pode oferecer à saúde do paciente. Para essa classificação, foi adotado o critério de tarjas (faixas), que são facilmente identificadas nas embalagens dos medicamentos.

Veja abaixo o significado de cada uma delas:

Tarja vermelha – sem retenção da receita
Representa os medicamentos vendidos mediante a apresentação da receita, que não fica retida na farmácia. Esses medicamentos têm contra-indicações e podem provocar efeitos colaterais graves. Na tarja vermelha está impressa a mensagem “venda sob prescrição médica”.

Tarja vermelha – com retenção da receita
Representa os medicamentos que necessitam de retenção da receita, conhecidos como medicamentos psicotrópicos. Por isso, na tarja vermelha está impresso “venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção de receita”. Só podem ser vendidos com receituário especial de cor branca.

Tarja preta – com retenção da receita
Representa os medicamentos que exercem ação sedativa ou que ativam o sistema nervoso central e que, portanto, também fazem parte dos chamados psicotrópicos. Por isso, a tarja preta vem com a inscrição “venda sob prescrição médica – o abuso deste medicamento pode causar dependência”. Tais medicamentos apenas podem ser vendidos com receituário especial de cor azul.

Tarja amarela
Representa os medicamentos genéricos e deve conter a inscrição “Medicamento Genérico”, na cor azul.

Não tarjados
Os não tarjados ou Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) apresentam poucos efeitos colaterais ou contra-indicações, desde que usados corretamente e sem abusos, por isso podem ser dispensados sem a prescrição médica. Os MIPs são utilizados para o tratamento de sintomas ou males menores (resfriados, azia, má digestão, dor de dente, etc.).

É importante ressaltar que esses produtos estão isentos de prescrição médica, porque a instância sanitária reguladora federal considerou que suas características de toxicidade apontam para inocuidade ou são significativamente pequenas. Porém, a utilização deve ser feita dentro de um conceito de automedicação responsável.

Guia da Pharmácia

Aprovado tratamento para pacientes com hemofilia A

Medicamento é destinado para o tratamento e a profilaxia de hemorragias em pacientes com hemofilia A

A Anvisa aprovou nesta segunda-feira (7/8) o registro inédito do medicamento Zonovate (alfaturoctocogue). O produto biológico novo é indicado para o tratamento e profilaxia de hemorragias em pacientes com hemofilia A. O registro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU)l.

Para que serve o Zonovate?
O medicamento Zonovate é usado para o tratamento e prevenção de episódios de hemorragias em pacientes com hemofilia tipo A. Apresentado no formato de solução para injeções, o Zonovate (alfaturoctocogue) contém o fator de coagulação VIII recombinante humano, que está ausente ou não funciona em doentes com hemofilia A.

Como funciona o Zonovate?
O Zonovate contém como substância ativa o fator de coagulação VIII, que no sangue é necessário para formar coágulos e parar sangramentos. Tal medicamento substitui o fator VIII ausente e é utilizado para o tratamento e prevenção de hemorragia em pacientes com hemofilia A; podendo inclusive ser utilizado em todas as faixas etárias. Além disso, o Zonovate é preparado sem a utilização de componentes derivados de humanos ou animais.

ANVISA

Composto da maconha usado para tratar convulsões muda níveis de outras drogas

Regularizado no Brasil em 2015 para terapias experimentais, canabidiol interage com outros medicamentos antiepiléticos e pode alterar função hepática, aponta estudo publicado no ‘Epilepsia’

Estudo publicado nesta segunda-feira (7) no “Epilepsia”, revista científica do League Against Epilepsy, mostrou que o derivado da maconha canabidiol altera os níveis de outras drogas antiepiléticas no sangue. O composto é usado experimentalmente para o tratamento de convulsões ligadas a epilepsias resistentes a tratamentos. O achado é uma observação de estudo em andamento da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, que está testando a eficácia do canabidiol em convulsões ligadas à epilepsia. No Brasil, testes estão sendo conduzidos na USP em Ribeirão Preto.

O grupo do Alabama incluiu 39 adultos e 42 crianças. Como a maioria delas usa outras drogas, pesquisadores começaram a observar também como o CBD mudava o nível de medicamentos antiepiléticos no sangue. Eles observaram mudanças significativas em drogas como clobazam, topiramato e rufinamida em adultos e crianças — todas usadas também para o controle de convulsões. Em relação ao clobazam, adultos registraram maior sensação de “sedação”.

Os pesquisadores também mostraram que os participantes que tomavam valproato e CBD apresentaram função hepática alterada temporariamente. Exames indicaram níveis elevados de ALT e AST, testes que indicam função anormal do fígado. No entanto, elevação considerada significativa ocorreu apenas em um pequeno número de pacientes (4 crianças e 1 adulto).

Com os achados, cientistas chamam a atenção para a importância da observação de como o canabidiol interage com outras drogas, bem como a necessidade de se acompanhar a função do fígado nesses usuários. O uso do canabidiol foi regularizado no Brasil em 2015 para epilepsias resistentes a outras formas tratamento. A importação é concedida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mediante laudo médico. Há, no entanto, ainda muitas dúvidas quanto à interação do composto com outros medicamentos – já que a maioria dos usuários usa a substância combinada com outras drogas.

Gel sintético falha em estudo
Uma outra linha de pesquisa sobre o canabidiol é a tentativa da fabricação sintética com os mesmos efeitos anticonvulsivos observados experimentalmente. Atualmente, o composto é extraído da cannabis. Nesta segunda-feira (7), no entanto, a Zynerba Pharmaceuticals informou à Reuters que seu gel sintético não apresentou redução significativa das convulsões em estudo. A empresa testava o gel sintético em adultos.

G1