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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Diabetes é responsável por amputações

diabetes 2Cuidados com membros inferiores ajudam a evitar problema

Grande parte (70%) das amputações feitas no Brasil são decorrentes do diabetes e 85% de feridas nos membros inferiores, o que representa em torno de 55 mil amputações por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Este problema pode ser minimizado com medidas preventivas, até mesmo para aqueles que ainda não são acometidos pela doença. É importante ressaltar que a cada minuto, três pessoas são amputadas no mundo decorrente do diabetes.

“As pessoas com diabetes precisam ter atenção dobrada. Complicações, como o pé diabético, podem ser evitadas com prevenção. O diabetes é uma doença complexa, que a sociedade precisa se conscientizar sobre seus sintomas e consequências”, explica o ortopedista especializado em pés diabéticos, Dr. Fábio Batista.

Alguns cuidados para evitar fungos e, consequentemente infecções que possam se tornar feridas profundas, são essenciais para os cuidados dos membros inferiores. Por isso, é preciso estar sempre com os pés limpos, hidratados, protegidos por calçados apropriados e nunca andar descalço.

Manter os pés secos durante os dias mais quentes e com chuva pode evitar micoses. “Os pés sempre são verificados durante consultas em pacientes com diabetes e o tratamento só será eficiente com um diagnóstico precoce e, também, pelo estado clínico do paciente”, finaliza o médico.

Foto: Shutterstock

Fonte: Assessoria de Imprensa do Dr. Fábio Batista 

Guia da Pharmacia

Custo de cuidados hospitalares influenciam nas taxas de mortalidade

Investir mais em cuidados hospitalares em relação às instalações de enfermagem, a longo prazo pode ajudar a reduzir as taxas de mortalidade, de acordo com um estudo publicado no Journal of Health Economics


Investigadores do Massachusetts Institute of Technology em Cambridge compararam o desperdício de sistemas de saúde dos EUA em pacientes semelhantes tratados em diferentes hospitais usando dados da atribuição aleatória de pacientes a empresas de ambulância.

A equipe analisou dados de contas do Medicare de internações hospitalares de 2002 a 2011.

A amostra final do estudo apresentou 1.575.273 pacientes com pelo menos 66 anos de idade.

Os pesquisadores descobriram que os resultados de sobrevivência foram modestamente melhores com a atribuição de hospitais cujos pacientes recebem grandes quantidades de cuidados ao longo dos três meses após uma emergência em saúde em comparação com hospitais cujos pacientes receberam menos cuidados. Houve correlação para resultados com diferentes formas de gastos.

A probabilidade de sobreviver a um ano foi aumentada para pacientes atendidos em hospitais com altos níveis de internação; a menor sobrevivência foi observada com altos níveis de gastos ambulatoriais.

Terra

CBA e MedPortal firmam parceria para atualização de profissionais de saúde no país

Lives, aplicativos e treinamentos online são algumas das plataformas ofertadas

O Brasil tem cerca de 6,5 mil hospitais e em torno de 208 milhões de habitantes em seus pouco mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Levantamento do Conselho Federal de Medicina mostra que há quase 450 mil médicos no Brasil, sendo que somente 243 mil médicos possuem título de especialista, segundo o Cadastro Nacional de Especialistas, do Ministério da Saúde. Há maior concentração desses profissionais nas regiões Sudeste e Sul e carência no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O mesmo contexto ocorre com os profissionais de Enfermagem, conforme dados do Conselho Federal de Enfermagem.

Esse é um cenário preocupante: há poucas de instituições e profissionais de saúde por habitantes no país, além de serem mal distribuídos regionalmente. Outra situação crítica diz respeito ao tempo que esses profissionais têm para se atualizarem em face às suas atividades laborais e ao avanço de novas técnicas e à incorporação de modernas tecnologias às práticas de saúde. Pensando nessa demanda o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) e o MedPortal celebram uma parceria para educação e atualização profissional em saúde à distância.

“Iniciamos nossa parceria há cerca de quatro anos disponibilizando apenas cinco cursos na plataforma do MedPortal. Posteriormente, lançamos a plataforma customizada de ensino online do CBA, utilizando a tecnologia MedPortal. Agora estamos ampliando o escopo de atuação em negócios digitais, visando democratizar o acesso ao conhecimento da acreditação, ou seja, na área de gestão, qualidade e segurança”, diz a superintendente do CBA, Maria Manuela Alves dos Santos. Para isso, o CBA conta agora com a força técnica e criativa do MedPortal para os desenhos e ofertas de produtos de ensino do CBA.

O resultado dessa associação pode ser percebido na dinâmica de ofertas de treinamentos online, no modelo tradicional e de novos produtos de relacionamento em tempo real, inclusive in company. “Iniciamos com o Live CBA, evento com transmissão ao vivo comandado pelo coordenador de acreditação do CBA, Dr. Valverde, cujo conteúdo foi sobre o novo manual de acreditação para hospitais acreditados da Joint Commission International, parceiro associado ao CBA no Brasil”, diz Thiago Constancio, CEO do MedPortal. A live contou com a participação de cerca de 150 pessoas de quatro hospitais.

“A aceitação foi tamanha, que já temos outro programado neste mês, sobre o mesmo tema, e um sobre cirurgia segura previsto para novembro”, ressalta.

“A relevância dessa metodologia está no fato de facilitar a reunião de pessoas de um mesmo hospital para um treinamento online, sem que precisem se deslocar para fazer o treinamento presencial”, complementa. Outra vantagem apontada por ele está no custo.

“Esse modelo está ganhando cada vez mais adeptos, até mesmo porque gera uma economia na casa de 70%”, observa. Constancio adianta que a plataforma de ensino do CBA permite utilizar outras ferramentas para a área de ensino da acreditadora.

“Em breve, teremos o Insight CBA, bate-papo temático gratuito com a participação de dois ou três especialistas”.

De acordo com o CEO do MedPortal, o material integrará a biblioteca digital do CBA e será disponibilizado para pesquisas remotas.

Outra novidade a caminho é o QTracer, aplicativo holandês que facilitará a manutenção dos processos de acreditação nos hospitais. Com ele, é possível medir e avaliar a conformidade e o desempenho, de acordo com os padrões de acreditação da JCI/CBA.

“Brevemente, entraremos na fase de validação dessa ferramenta, com a testagem dessa plataforma em dois hospitais”, adianta o CEO do MedPortal, que está assessorando o CBA no campo de negócios digitais voltado para a acreditação.

Congresso 2.0
A tecnologia aplicada a saúde não está somente no investimento interno da direção do CBA na área tecnológica de ensino. Tecnologias emergentes e a qualidade do cuidado é a temática central do IV Congresso Internacional do CBA, que será realizado em setembro no Rio de Janeiro.

Além das conferências e paineis abordando conteúdos como Dispositivos e sistemas de monitoramento remoto de pacientes, Análise de dados e modelagem preditiva na estratificação do risco e Medicina Digital e as Fronteiras do mundo digital: da assistência à pesquisa clínica, entre outros, o CBA e o MedPortal trazem para o Congresso uma metodologia que já é sucesso nos Estados Unidos, e também no Brasil, exibida pela Sony Channel: o Shark Tank. “Startups apresentarão suas soluções tecnológicas para a saúde no palco do Congresso. E, em seguida, serão avaliadas por especialistas, os ‘tubarões’. A vencedora receberá um programa de mentoria desses experts”, conta Thiago Constancio.

Para saber mais sobre o IV Congresso Internacional CBA acesse: http://eventos.cbacred.org.br/congresso-internacional-2017/.

Imagem: Reprodução

Nathália VIncentis
Jornalismo
www.sbcomunicacao.com.br

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Falta de informação sobre leucemia ainda é grande entre brasileiros

Hereditariedade, diagnóstico, tratamento e diferenciação estão entre algumas questões que ainda causam dúvidas sobre essa doença que acomete mais de 10 mil pessoas por ano

Rio de Janeiro, 11 de agosto – Apesar de termos um número bastante elevado de informações de confiança acessíveis à população, seja através do rádio, da TV ou da internet, algumas doenças ainda permanecem um mistério para a maioria das pessoas, como a leucemia. Em 2015, uma pesquisa do Ibope mostrou que metade dos brasileiros desconhecia que tipo de doença ela é e 20% dos entrevistados nem ao menos sabiam se tratar de uma patologia. Tomada erroneamente como uma única doença, o termo refere-se a um grupo de diversos tipos de câncer que atacam a medula óssea, que produz as células sanguíneas conhecidas como glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte de oxigênio; os glóbulos brancos, que combatem as infecções do organismo; e também as plaquetas, que ajudam na coagulação.

A doença, que está entre os 10 tipos de câncer mais incidentes nos homens e acomete mais de 10 mil pessoas por ano apenas no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), se origina quando algumas dessas células sofrem mutações e acabam se tornando células de leucemia, ou neoplásicas, que substituem as versões normais e saudáveis, dificultando o funcionamento correto do corpo. E o mais alarmante sobre as patologias? Mais de 6.300 pessoas morrem por ano por complicações decorrentes da doença.

Sendo patologias diferentes, elas apresentam sintomas que não coincidem uns com os outros e demandam tratamentos específicos, o que quebra o pensamento popular de que a leucemia é um único câncer. Segundo a Dra. Monika Conchon, onco-hematologista e integrante do corpo clínico do Alta Excelência Diagnóstica, são muitos os fatores que contribuem para que um tipo ou outro de leucemia seja identificado. No geral, elas são divididas em dois grandes grupos: as mieloides e as linfoides, diferenciadas pela origem celular. Também podem ser de caráter agudo ou crônico, baseando-se no tipo da célula. A leucemia linfoide aguda (LLA), por exemplo, corresponde a cerca de três quartos dos casos de leucemia entre crianças e adolescentes de 0 a 18 anos.

“É mito achar que as leucemias são hereditárias. Elas não são passadas de pais para filhos; todos os casos dessas patologias se desenvolvem de forma adquirida, e os melhores exames de análises clínicas para diagnosticar a doença são: o mielograma, que avalia a medula óssea; a imunofenotipagem, que analisa as células de determinado tecido; o cariótipo, que percebe a quantidade e a estrutura dos cromossomos de uma célula; e os marcadores moleculares”, explica a Dra. Monika.

No início, os sintomas de um paciente com algum tipo de leucemia são bem gerais, podendo ser confundidos com uma virose simples. Na maioria dos casos, são observados tontura, fadiga, fraqueza, febre, dor de cabeça, perda de peso e outros indícios da mesma natureza. Em pouco tempo, alguns sintomas tornam-se mais característicos dessas patologias, como dor nos ossos e nas articulações, infecções frequentes, sangramento da gengiva e aparecimento de hematomas. Uma vez identificado, o câncer em questão será tratado de acordo com seu tipo e intensidade, podendo ser erradicado com radioterapia, quimioterapia, transplante de medula óssea ou terapia dirigida.

“Tratando-se de um grupo heterogêneo de doenças, cada uma delas tem seus sintomas e tratamentos distintos, então, é essencial que o caso seja observado de perto por um especialista qualificado, de maneira que a abordagem mais eficaz para cada tipo de leucemia e sua duração seja discutida com o paciente”, conta a médica. Como apenas uma pequena fração das leucemias é associada à exposição a irradiações ou algumas substâncias tóxicas, não é possível prevenir o desenvolvimento desse tipo de câncer de maneira direta.

Informações para a imprensa:
Saúde em Pauta
Paula Borges – (21) 99789-7643
E-mail: paula@saudeempauta.com.br

Alimentos ‘diet’ podem engordar mais que as versões originais

Produtos pouco calóricos, mas com quantidade de adoçante elevada, podem confundir o cérebro – aumentando o ganho de peso e o risco de diabetes

Ao contrário do que se acredita, bebidas e alimentos diet podem promover o ganho de peso e servir de gatilho para o diabetes. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Current Biology, quando os produtos são doces demais para as calorias que contêm, eles podem confundir o cérebro e desacelerar o metabolismo.

Pesquisadores da da Escola de Medicina da Universidade Yale, nos Estados Unidos, descobriram que, ao ingerir um alimento adoçado artificialmente no qual a doçura continua igual a da versão original, mas com uma quantidade de calorias bem menor, o metabolismo desacelera e não registra a dose ingerida.

Cérebro confuso
Ao longo da nossa evolução, o cérebro aprendeu que doçura sinaliza energia. Portanto, quanto mais doce, maior energia ou calorias um alimento fornece. Quando esses dois fatores não estão juntos, o cérebro fica confuso, achando que tem menos calorias para queimar do que o que foi ingerido de fato. 

“Uma caloria não é uma caloria. Ela é apenas metade da equação. Nossos corpos evoluíram para usar eficientemente as fontes de energia disponíveis na natureza. A dieta moderna, entretanto, é caracterizada por fontes de energia que nossos corpos nunca viram antes.”, disse Dana Small, professora de psiquiatria da instituição e principal autora do estudo.

Cérebro e metabolismo
No estudo, os pesquisadores analisaram, por meio de imagens de ressonância magnética, o cérebro de 15 participantes enquanto tomavam bebidas diet e a versão normal. Também foi monitorada a quantidade de energia gasta pelo corpo após esses eventos.

Os resultados mostraram que há um ‘desencontro’ entre doçura e quantidade de calorias, o que geralmente acontece em bebidas e alimentos diet, as calorias falham ao desencadear o metabolismo do corpo. Observou-se também que os circuitos de recompensa do cérebro não registraram o consumo de calorias, o que poderia levar a pessoa a comer mais do que o necessário. Para os autores, o novo achado ajuda a explicar estudos anteriores, nos quais os níveis de glicose no sangue dos pacientes se mostraram maiores, mesmo em dietas restritas a adoçantes artificias, elevando o risco de diabetes.

Segundo Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade, do Reino Unido, os ingredientes artificiais, sejam eles em alimentos ou bebidas, podem prejudicar a saúde, mesmo parecendo saudáveis. “Eles podem estar livres de calorias, mas não de consequências. O diabetes é apenas um deles”, disse o porta-voz ao Daily Mail. “Muitos alimentos processados contêm incompatibilidades semelhantes, inclusive iogurtes pouco calóricos.”

Veja