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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Conscientização da Esclerose Múltipla ressalta a importância do diagnóstico

escleroseHospitais da Rede Ebserh oferecem tratamento para doença e são referência na área

No primeiro semestre de 2016, o estudante de fisioterapia Manoel Feitosa Neto, então com 21 anos, começou apresentar problemas de visão depois de uma cirurgia no maxilar. Após alguns exames, foi diagnosticado com esclerose múltipla no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE), filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). “Após o início do tratamento, passei a levar uma vida normal”, enfatiza.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica inflamatória crônica. Desde 2006, comemora-se o Agosto Laranja, por conta do Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla, no penúltimo dia do mês. Segundo o chefe do Serviço de Neurologia do HC-UFPE, Márcio Andrade, “esta é uma doença complexa e de diagnóstico difícil. Oferecer um tratamento e acompanhamento especializado para os pacientes com essa doença é, com certeza, muito importante”.

No tratamento, há os medicamentos imunossupressores, que reduzem a eficiência do sistema imunológico, impedindo o ataque ao sistema nervoso. Há ainda os imunomoduladores, como o tomado por Manoel Neto. Ele recebeu treinamento da equipe do HC-UFPE e aplica em si próprio, semanalmente, o medicamento distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Tomo o medicamento e a cada cinco meses vou ao HC para acompanhamento. Fiquei internado cinco dias no HC e minha vista direita está estabilizada, reduzida em apenas 30%”, completa.

É importante também tratar dos sintomas, como os urinários e a fadiga. A neurorreabilitação, por exemplo, colabora na adaptação e recuperação e na prevenção ao longo do tempo de deformidades físicas. Entre as terapias de neurorreabilitação, estão: psicologia, neuropsicologia, fisioterapia, arteterapia, fonoaudiologia, fisioterapia, neurovisão e terapia ocupacional. “Por orientação médica, comecei a praticar atletismo, minha vida hoje é melhor do que antes da doença”, afirma Manoel.

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), outra unidade filiada à Ebserh, possui um serviço especializado na área. O Centro de Investigação em Esclerose Múltipla (Ciem) atende a cerca de 26 pessoas por semana. De acordo com o coordenador do Ciem, Marco Aurélio Lana, o Centro tornou-se referência internacional devido à “abordagem multidisciplinar e ao emprego das mais avançadas estratégias terapêuticas, além de sua estrutura de funcionamento, integrando profissionais da saúde de diversas áreas, seus protocolos de tratamento e suas pesquisas científicas”.

Saiba mais
De causa desconhecida, a esclerose múltipla não tem cura. Os pacientes podem apresentar sintomas como fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga.

Há cerca de 35 mil portadores da doença no país, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). A maior quantidade de casos se dá no Hemisfério Norte e em países escandinavos. A doença pode provocar lesões cerebrais e medulares, e acometem “predominante mulheres, pessoas brancas, de 20 a 40 anos e que vivem em regiões frias, distantes da Linha do Equador”, esclarece Rosana Scola, chefe do Serviço de Doenças Neuromusculares e Desmielinizantes da Unidade de Neurologia e Psiquiatria do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), também filiado à Ebserh.

A forma mais comum da doença é a Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR), cuja evolução se dá em surtos nos quais os sintomas ocorrem subitamente, deixando sequelas ou não. Essa forma é diferente do que ocorre na Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP), que evolui sem surtos, mas com sintomas progressivos acumulados. Já a Esclerose Múltipla Secundaria Progressiva (EMRR) evolui com sintomas lentos e progressivos.

“Os pacientes com surtos são atendidos inicialmente pelo atendimento de emergência e posteriormente na especialidade, para dar continuidade as orientações. Atendemos também as intercorrências de pacientes, como os surtos na forma remitente recorrente”, relata Rosana Scola. O CHC-UFPR é referência no tratamento da doença no estado, por onde passam cerca de 20 pessoas por semana.

Percebendo os sintomas, deve-se procurar um médico neurologista, para se buscar um diagnóstico já que há uma série de doenças inflamatórias e infecciosas com alguns sintomas semelhantes. “O diagnóstico é realizado por meio de um exame neurológico detalhado realizado por um especialista e auxiliado com exames de Imagem e do líquido cefalorraquidiano”, ressalta Franciluz Bispo, neurologista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), unidade da Rede Ebserh que também é referência no estado em Neurologia, atendendo portadores de esclerose múltipla do meio-norte do Brasil.

Sobre a Ebserh
Estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh

Startup promete exame de sangue preciso com picada no dedo

O analisador de sangue portátil pode realizar uma contagem completa de células sanguíneas a partir de um teste feito em casa

Um desistente da Universidade de Stanford quer mudar os exames de sangue com um aparelho que promete resultados precisos por meio de uma picada no dedo. Esta não é a história da Theranos de Elizabeth Holmes — que ganhou fama e em seguida, de forma igualmente espetacular, entrou em queda, dois anos atrás. Com esta nova startup, acreditam alguns investidores, as coisas serão diferentes.

Tanay Tandon e a cofundadora Deepika Bodapati, que abandonou a Universidade do Sul da Califórnia, arrecadaram US$ 3,7 milhões com investidores, encabeçados pela firma de capital de risco Sequoia Capital, para lançar sua empresa, a Athelas, batizada com o nome da planta curativa de “O Senhor dos Anéis”.

Os fundadores, que têm 20 e 22 anos, respectivamente, afirmam que seu analisador de sangue portátil, um cilindro preto muito parecido com o aparelho Echo, da Amazon, pode realizar uma contagem completa de células sanguíneas a partir de um teste feito em casa por meio de uma picada no dedo.

Tandon conta que aprendeu com o colapso da Theranos, que alcançou uma avaliação de US$ 9 bilhões e teve cobertura elogiosa da imprensa apesar de pouco revelar sobre o funcionamento real de sua tecnologia. Quando as inovações da Theranos se mostraram ilusórias, o valor da empresa despencou e os investidores foram embora. “A Theranos provou que havia um claro interesse no espaço — teria sido uma ótima empresa se tivesse funcionado”, disse ele. “Agora os investidores dizem que precisam de provas antes que possamos captar recursos.”

Buscando aprovação
A Athelas publicou dados iniciais comparando os resultados laboratoriais tradicionais com sua tecnologia, que captura imagens de alta resolução de uma amostra de sangue e, em seguida, utiliza um computador para classificar e contar células. O processo depende de aprendizagem de máquina. Tandon reuniu milhares de imagens de células sanguíneas rotuladas por patologistas e as inseriu em computadores para treiná-los para que pudessem distinguir diferentes tipos de células. Segundo ele, o processo será mais preciso do que o teste padrão.

A empresa apresentou dados à Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) e espera receber autorização neste ano confirmando que sua tecnologia produz resultados equivalentes ao sangue extraído de uma veia e testado em um equipamento padrão do setor. Por enquanto, seu dispositivo pode ser usado pelos pacientes para decisões médicas, desde que um patologista comprove os resultados dos testes realizados. Uma autorização da FDA permitiria a venda irrestrita do dispositivo da Athelas, segundo Tandon.

Entre os primeiros apoiadores estão duas grandes empresas farmacêuticas que assinaram acordos para analisar o aparelho da Athelas como forma de teste para ajudar a encontrar mais pacientes para seus medicamentos para aumento de glóbulos brancos, disse Tandon, que preferiu não revelar quais são as empresas. Alfred Lin, sócio da Sequoia que assessora a Athelas, prevê que o produto será usado em salas de emergência e se tornará tão onipresente quanto o termômetro. “Nossa tese é que ele será adotado porque reduzirá custos e proporcionará uma experiência melhor para o cliente”, disse Lin. “O tempo dirá.”

Exame

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Nutracêuticos, suplementos e alimentos funcionais: prática clínica baseada em evidências

O segmento de nutracêuticos, suplementos e alimentos tem demonstrado um crescimento constante e cada vez maior no Brasil. Um relatório da MarketsandMarkets revelou que o mercado de nutracêuticos atingirá U$33,6 bilhões em 2018, com taxa estimada de crescimento de 7,2% ao ano (de 2013 a 2018)

Esta impressionante expansão reflete também no mercado de trabalho para os farmacêuticos que atuam nessa área. Para compartilhar conhecimento com profissionais que já atuam ou que desejam ingressar nesse setor, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) realizará o II Simpósio Farmacêutico de Nutracêuticos, evento que acontece dentro da programação do I Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas, de 15 a 18 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR).

Entre as atividades do segundo dia do II Simpósio Farmacêutico de Nutracêuticos (16/11), uma mesa redonda, mediada pelo farmacêutico Henry Okigami tratará da prática clínica de nutracêuticos, suplementos e alimentos funcionais, baseada em evidências. Henry é especialista em farmácia hospitalar, homeopatia, fitoterapia e consultor em pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos na indústria farmacêutica, alimentícia e cosmética.

Os nutracêuticos, suplementos e alimentos funcionais também são utilizados como terapêuticos, ou seja, podem prevenir ou tratar doenças. São produtos administrados para auxiliar na nutrição humana, com efeitos na saúde e na cosmética dos pacientes, e podem ser tanto de uso tópico como ingeridos por via oral.

De acordo com o moderador, a abordagem ao tema dos nutracêuticos e suplementos será feita a partir do produto. Será demonstrada a origem, o efeito no metabolismo, para então os participantes da mesa junto aos congressistas explorarem artigos científicos que já testaram esses produtos, tanto para verificar se tratam-se de placebo como para avaliar a eficácia de seus princípios ativos.

Os alimentos funcionais serão analisados a partir das suas características nutritivas, já que conforme Henry, são produtos que demonstram efeito na saúde, seja para a prevenção ou para o tratamento de doenças. “Os alimentos funcionais são muito estudados no mundo todo, e há uma tendência de revistas científicas de várias áreas publicarem artigos sobre alimentos funcionais. Abordaremos o tema alimentos funcionais na mesma metodologia dos suplementos”.

A prática clínica baseada em evidências com nutracêuticos, suplementos e alimentos funcionais se dá da mesma forma que com medicamentos, estudando os produtos, conhecendo o campo metabólico ou patológico deles. “O profissional de saúde capacitado avalia o risco-benefício ao paciente e indica produtos que foram pesquisados para a finalidade, usando para tanto publicações em revistas de impacto, nacionais e internacionais”, explica o moderador.


CFF

Longevidade e impactos na saúde

A expectativa de vida no Brasil vai crescer dois anos só na próxima década e a taxa de natalidade, que já é baixa, deve cair 40% no mesmo período, de acordo com dados do IBGE


Não é necessário ser matemático para perceber que a já deficitária conta da Previdência Social continuará não fechando caso não haja mudanças urgentes no sistema.

A Reforma da Previdência ganhou, ao lado da Trabalhista, a atenção de todos. Mas existe outra discussão fundamental, impactada pelos mesmos dados sobre envelhecimento que não tem sido vista como relevante para o governo, empresários e mesmo para a população: o sistema de saúde nacional.

Existe, é bem verdade, a identificação de piora nos serviços e de aumento nos preços, mas não há, principalmente por parte das empresas, uma percepção do tsunami que está por vir. E o que vem pela frente é uma tragédia anunciada. A grande maioria da população ainda depende do sobrecarregado Sistema Único de Saúde (SUS) e apenas 25% tem algum tipo de convênio ou plano, a maior parte deles provida por empresas.

O cenário atual, portanto, se desdobra em dois grandes problemas: o aumento no número de desassistidos por conta da crise (mais de 2 milhões de brasileiros) e o constante aumento nos preços de serviços médicos.

A “inflação médica” chegou a 19,7% em 2016, ritmo mais acelerado desde que a série histórica se iniciou, em 2007, e bem acima da inflação. Como consequência, os gastos com planos de saúde se tornou a principal linha de custo para as empresas, atrás do salário dos empregados.

A Constituição garante que a Saúde é “d i re i t o de todos e dever do Estado”, sendo que a configuração institucional do sistema permite a participação da iniciativa privada, de forma complementar ao SUS. Assim, os estabelecimentos privados de saúde também fazem parte de toda a rede de atendimento do SUS, de forma suplementar e complementar.

No caso da saúde suplementar, oferecida por operadoras de planos de saúde privados individuais e coletivos e com atendimento realizado por uma rede de prestadoras privadas de serviços de saúde, há, atualmente, quase 48 milhões de usuários de planos coletivos privados de assistência médica no Brasil e pouco mais de 22 milhões de usuários de planos coletivos privados exclusivamente odontológicos.

A conta está chegando antes para os grandes empregadores, que começam a perceber a importância e gravidade da questão dos planos de saúde. A saúde do trabalhador é fundamental para que a empresa tenha um time engajado, produtivo e que possa servir e atender bem os clientes. Ainda assim, é necessário encontrar uma forma de lidar com o custo dos planos, que aumenta muito acima da inflação. Algo, que é insustentável num cenário de crise como o que vivemos. Não há fórmula mágica para solucionar a questão, mas alguns fatores são importantes.

A prevenção, como diz o ditado popular, é melhor que remediar. É, também, mais barata. Programas complementares ao plano de saúde, como campanhas educacionais estimulando a prática de esportes e cuidados com a saúde e parcerias com academias, contribuem para que o plano seja menos acessado, reduzindo custos no agregado. Como as reformas trabalhista e previdenciária, o tema da saúde suplementar merece um debate sério, envolvendo governo, empresários, sindicatos, redes de hospitais e operadoras de planos de saúde. Com saúde, é bom lembrar, não se brinca.

DCI

Anvisa suspende Paracetamol e outros medicamentos

Resultado de imagem para alerta anvisaA Anvisa suspendeu lotes de três medicamentos de diferentes laboratórios por problemas de qualidade e fabricação

Lotes de três medicamentos foram suspensos pela Anvisa nesta quarta-feira (30/8) após a identificação de problema de qualidade e no processo de fabricação. A medida vale somente para os produtos e laboratórios citados na resolução da Agência.

A ação é preventiva e tem como objetivo evitar prejuízos ao consumidor.

Confira os medicamentos com suspensão publicada ontem
  • Paracetamol solução oral, 200mg/mL – lote 0130/16 (validade 03/2018) – Fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda
  • Amoxil BD (amoxicilina tri-idratada) 200 MG/5 ML Pó e 400 MG/5 ML Pó – Fabricante Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S/A – Vendido pela Glaxosmithkline Brasil Ltda
  • Sulfametoxazol + Trimetoprima 800 + 160 mg – Fabricante Prati Donadduzzi & Cia Ltda
Entenda as suspensões

Paracetamol - Hipolabor
Farmacêutica Somente o lote 0130/16 do laboratório Hipolabor Farmacêutica Ltda está suspenso.

Todos os demais lotes dessa empresa e de outros fabricantes estão liberados e podem continuar a ser utilizados.

Por que?
O medicamento foi suspenso depois que o Laboratório Central de Saúde do Governo de Santa Catarina identificou um material sólido na solução que deveria ser totalmente líquida.

O caso foi classificado como de baixo risco e a ação é preventiva.

Se você tem este medicamento em casa não utilize.

Para saber como ser ressarcido, entre em contato com o SAC do fabricante e, se necessário, procure o Procon.

Amoxil BD (amoxicilina tri-idratada) - GlaxosmithklineBrasil 
A suspensão vale para todos os lotes do medicamento que está em nome da Glaxosmithkline Brasil nas embalagens de 200mg/5mL Pó suspensão oral X 100ML e 400mg/5 ML Pó Suspensão Oral x 100ml.

Por que?
O fabricante mudou a forma de fabricação do princípio ativo do medicamento.

Quando isso acontece, é necessário que a Anvisa faça uma autorização prévia para garantir que a mudança não altere o funcionamento do medicamento no organismo e o tratamento dos pacientes.

Sulfametoxazol + Trimetoprima 800 + 160 mg - Fabricante Prati Donaduzzi & Cia Ltda
A suspensão vale para o lote 15L20A do medicamento fabricado pela Prati Donaduzzi & Cia Ltda.

Por que?
Uma análise do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, identificou problemas no ensaio de aspecto do produto.

O ensaio de aspecto faz uma análise visual do produto para identificar que a forma, cor, textura e aspecto geral do produto estão de acordo com o padrão do medicamento em questão.

Confira a íntegra das resoluções publicadas no Diário Oficial da União.

ANVISA