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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Bipolar: do positivo ao negativo

O transtorno bipolar afetivo é essencialmente caracterizado por períodos emocionais intensos e inconstantes. Os portadores do distúrbio oscilam entre a mania e depressão, e freqüentemente, não reconhecem que estão doentes

A fase de mania é assinalada por sensações de extrema alegria e euforia, por isso, seus sintomas são bastante negligenciados pelos próprios portadores da doença. Neste período, o comportamento inquieto e destemido toma uma magnitude tão grande que chega a atrapalhar a vida em sociedade.

Já durante a depressão ocorre o inverso. Tristeza, lentidão e dificuldades em geral são aspectos vigentes neste estado. Nesta fase, o bipolar não tratado adequadamente sofre grande risco de cometer suicídio.

Ambas podem durar dias ou até mesmo anos e não precisam acontecer de maneira intercalada, onde a noção do universo fica distorcida pelo descontrole e variação do humor.

A psicóloga portadora da doença, Kay Jamison acredita que o controle de suas crises, através de medicamentos, resultou na melhora de seu desempenho, tanto na vida profissional como na vida pessoal. Já o grande pintor norueguês, Edvard Munch, que também era psicótico, temia que o tratamento pudesse reduzir ou suprimir seu potencial. Hoje, sabemos que o tratamento com medicamentos e acompanhamento especializado é imprescindível.

Embora as causas ainda sejam pouco definidas, a maior parte dos bipolares possui parentes com o mesmo distúrbio. Por isso, a doença é de origem genética, mas desencadeada por aspectos externos, como traumas, decepções, etc. Deve-se, porém, tomar bastante cuidado, pois seu diagnóstico é muitas vezes confundido com esquizofrenia, déficit de atenção, ou simplesmente, depressão.

São Lucas promove evento internacional sobre cirurgia robótica

Em cinco meses, o hospital de Copacabana realizou mais de cem cirurgias, atingindo o maior volume mensal do estado


Já estão abertas as inscrições para o Evento de Cirurgia Robótica do Hospital São Lucas Copacabana, que será realizado no dia 16 de setembro próximo, das 8h às 17h30, em parceria com o Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), em Botafogo, também zona sul do Rio de Janeiro. Na oportunidade, cirurgias robóticas do São Lucas serão transmitidas ao vivo do centro cirúrgico do hospital para os participantes do encontro.

O São Lucas inaugurou, em março deste ano, o Serviço de Cirurgia Robótica com o sistema mais moderno do país, o modelo Da Vinci Si (que contém pinça selante robótica e o sistema FireFly Fluorescence Imaging), que ampliou o acesso à cirurgia minimamente invasiva. Em cinco meses, o hospital ultrapassou a marca de cem cirurgias robóticas realizadas – a maior parte urológicas, seguidas das cirurgias do aparelho digestivo – e hoje é a instituição com o maior volume mensal no estado.

Os bons resultados obtidos com o uso dos robôs reafirmam o método como definitivo no futuro da medicina. “Nossos resultados estão em conformidade com outros serviços de cirurgia robótica do mundo, que elegem a robótica como uma técnica inovadora e que veio para ficar, pois apresenta muitos benefícios para o paciente, tais como, menor sangramento e tempo cirúrgico; menos traumas, além de ampliar as habilidades do cirurgião de vídeo laparoscopia”, explica Fernando de Barros, coordenador do Serviço de Cirurgia Robótica do São Lucas, que complementa dizendo que o sucesso das cirurgias se deve aos esforços de uma equipe multidisciplinar altamente capacitada.

O diretor executivo do hospital, Lincoln Bittencourt, enfatiza que o investimento em cirurgia robótica aumenta a qualidade e a segurança assistencial: “É importante que o hospital se mantenha atualizado sobre os avanços tecnológicos do setor.”.

Entre os especialistas que vão palestrar durante o evento estão dois convidados de peso do cenário internacional: Dr. Matthew Walsh, cirurgião geral em Cleveland Clinc, Ohio, EUA e Dr. Carlos Vaz, Coordenador do Centro de Cirurgia Robótica e Minimamente Invasiva, Hospital da Luz, em Lisboa, Portugal. Ambos especialistas irão falar sobre o panorama da cirurgia robótica nos EUA e na Europa, além de outros temas de extrema relevância da área. Para conferir a programação científica completa acesse: http://www.saolucascopacabana. com.br/.

Serviço
Evento de Cirurgia Robótica do Hospital São Lucas Copacabana.
Data: 16 de setembro, sábado.
Horário: das 8h às 17h30.
Local: Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC).
Endereço: Rua Visconde Silva, 52/2º andar – Botafogo. 
Inscrições: devem ser feitas através do e-mail: cirurgiarobotica@ nytyeventos.com.br ou pelo telefone: (21) 2717-2990.

O evento é gratuito, exclusivo para cirurgiões, mas as vagas são limitadas.

Foto: Reprodução

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

Efeito do uso de maconha na mortalidade cardiovascular e cerebrovascular

O uso da maconha aumenta em três vezes o risco de mortalidade relacionada à hipertensão, de acordo com um estudo publicado na revista European Journal of Preventive Cardiolog

Pesquisadores da Georgia State University em Atlanta, Georgia, Estados Unidos, estabeleceram ligações entre os participantes (≥20 anos) que responderam a perguntas sobre o uso de maconha durante o Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição de 2005, aos dados do arquivo de mortalidade vinculado ao uso público de 2011 do Centro Nacional de Estatísticas de saúde.

Os pesquisadores descobriram que dos 1.213 participantes elegíveis, 72,5% estavam presumidamente vivos. Dentre 19.569 anos-pessoa de seguimento, os índices de risco ajustados para a morte por hipertensão entre os usuários de maconha foram de 3,42 (intervalo de confiança de 95%, 1,20 a 9,79), em comparação aos não usuários de maconha, com taxa de risco ajustada de 1,04 para cada ano de uso de maconha (intervalo de confiança de 95%, 1,00 a 1,07).

Assim, foram encontrados maiores riscos cardiovasculares estimados associados ao uso de maconha do que ao tabagismo. Isso indica que o uso de maconha pode ter consequências ainda mais pesadas no sistema cardiovascular do que o já estabelecido para o tabagismo.

Terra

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Por que é preciso ler o rótulo dos alimentos?

erika rotuloConhecer a composição dos alimentos que consumimos é passo importante rumo à alimentação saudável

Edulcorantes, maltitol, aspartame e umectante. Você sabe o que são estas substâncias? São ingredientes de um produto industrializado. Um número elevado de ingredientes e, sobretudo, a presença de ingredientes com nomes pouco familiares, que não usados em preparações culinárias, indicam que o produto pertence à categoria de alimentos ultraprocessados. Por isso é muito importante aprender a ler o rótulo daquilo que consumimos. Saber desde a composição e as informações nutricionais até os avisos dos fabricantes.

A relações públicas, Patrícia Marques, já fez disso um hábito. Aprendeu a ler minuciosamente as embalagens antes de comer qualquer produto. E o que ela ganha com isso? “Tem muito alimento que parece ser saudável e na verdade não tem nada de saudável. Eles escondem isso com a embalagem. Têm produtos que você acha que não têm açúcar, gordura hidrogenada e na verdade é uma bomba calórica. Eles se disfarçam.”, destaca.

Depois que começou a conhecer os ingredientes dos produtos, a Patrícia retirou alguns alimentos da dieta dela, principalmente os que têm sódio em excesso. “Veio por cuidado mesmo, pra saber o que estou consumindo. Quem não tem a curiosidade de saber o que são esses nomes acaba consumindo algo ruim pra saúde. Tem que ler o rótulo dos alimentos! Você cria esse hábito e te ajuda a fazer as escolhas certas. Se comer errado, tem consciência do que está consumindo”, ressalta.

Conhecer a origem dos alimentos
Conhecer a composição daquilo que comemos é ainda mais importante para quem tem algum tipo de alergia alimentar. É o caso do fotógrafo Maurício Zanin, que não pode comer arroz ou derivados. Para evitar transtornos, há anos ele passou a ler os rótulos antes de comer qualquer coisa. “Tem uma quantidade de ingredientes colossal que pode te fazer mal e você não percebe. E você só vai saber quando tem uma reação alérgica forte.

A partir de então, eu, minha mãe, minha esposa, antes de comer, lemos o rótulo”, conta. Zanin lembra que há alguns anos os rótulos eram pouco interessantes e não traziam tantas informações como hoje. A legislação trouxe exigências para a indústria alimentícia. “Ainda têm aqueles mais claros e com letras pequenas. Ai se eu não consigo ler o rótulo eu não como o alimento. Imagine antes, quando não tínhamos o rótulo, quantas crianças não morreram de alergia sem saber o motivo”, lembra o fotógrafo.

A escolha dos alimentos
A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa, aconselha que criemos o hábito de ler as embalagens dos produtos. “O rótulo nos permite identificar entre os alimentos, qual deles têm menos sódio, menos açúcar, menos gordura. Quais têm ou não conservantes, de preferência os que não tenham. Se têm ou não glúten, para aquelas pessoas quem têm doença celíaca. O rótulo nos permite identificar se o produto está vencido ou não, quando observamos o prazo de validade do alimento”.

Outra dica da Michele é evitar alimentos com aditivos, edulcorantes e conservantes. “Quanto mais dessas substâncias que têm nomes esquisitos, pouco familiares, que não temos em casa, menos saudável o alimento é. Por isso precisamos optar por produtos orgânicos e preferir alimentos in natura ou minimamente processados. Além de limitar o consumo de alimentos processados e evitar os ultraprocessados”, ressalta.

Como ler os rótulos


Cabem às empresas que produzem alimentos se adequarem às normas de rotulagem dos produtos. É possível denunciar embalagens que não seguem a legislação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br, para a Vigilância Sanitária mais próxima, ao Procon ou Ministério Público.

Acesse aqui conteúdo da Anvisa sobre a rotulagem de produtos

Fique atento à lista de ingredientes dos alimentos industrializados! Para saber mais sobre esse assunto, leia o Guia Alimentar para a População Brasileira .

Erika Braz, para o Blog da Saúde

Seleção natural está eliminando Alzheimer, colesterol alto e asma, diz estudo

Mal de Alzheimer, colesterol alta e asma estão sendo constantemente eliminadas do grupo genético humano pela seleção natural, revelou o primeiro grande estudo deste tipo

A análise dos planos genéticos de 150 mil britânicos e 60 mil americanos descobriu que as variações associadas às doenças diminuíram visivelmente no espaço de apenas duas gerações. Os pesquisadores acreditam que os homens com doença de Alzheimer tendem a ter menos filhos e que tanto os homens quanto as mulheres com a condição são menos capazes de cuidar de seus netos. Isso afeta a sobrevivência e limita a proliferação desses genes defeituosos.

Ao mesmo tempo, os traços genéticos associados à boa saúde e ao aumento das chances de sobrevivência são mais propensos a serem transmitidos, tornando-se cada vez mais comuns no grupo genético humano. Isso significa que, em teoria, doenças comuns devastadoras, como o mal de Alzheimer, podem ser efetivamente eliminadas da espécie humana dentro de alguns mil anos.

A equipe de pesquisa, das Universidades de Cambridge e Columbia, disse que seu novo estudo mostrou como a atual “revolução” genômica agora lhes permite ver a teoria evolutiva darwiniana na prática. “É um sinal sutil, mas encontramos evidências genéticas de que a seleção natural está ocorrendo nas populações humanas modernas”, disse Joseph Pickrell, geneticista evolucionista da Universidade de Columbia e um dos autores do estudo.

Os pesquisadores analisaram a completa composição genética de 210 mil pessoas do UK Biobank e do Kaiser Permanente, na Califórnia, usando a idade dos pais dos participantes quando estes morreram para explicar a falta relativa de pessoas idosas no estudo. Eles perceberam que as pessoas com uma variação no gene ApoE4, ligado à doença de Alzheimer, tendiam a morrer bem antes das pessoas sem ela.

Outra tendência significativa captada pelo estudo foi uma queda, começando na meia idade, na frequência de uma mutação no gene CHRNA3, associado ao tabagismo pesado em homens, indicando uma maior taxa de mortalidade nesse grupo. O estudo descreveu como “surpreendente” que apenas duas mutações genéticas comuns poderiam desempenhar um papel tão importante para influenciar a sobrevivência, e que o fato de que não existiam mais mutações indicava que haviam sido naturalmente “selecionados”.

“Os homens podem ter filhos até na velhice, e mesmo que uma pequena fração deles o faça, ao longo do tempo, isso pode ser um efeito para a seleção agir”, disse Hakhamenesh Mostafavi, que liderou a pesquisa. “Por exemplo, se os homens com ApoE4 tiverem 0,1% menos filhos em média do que os homens sem ele, isso seria suficiente para que essas variantes sejam removidas rapidamente pela seleção natural”.

R7