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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Estudo revela que milhões de pessoas sofrem por falta de acesso à morfina

Cerca de 25 milhões de pessoas morrem anualmente no mundo com fortes dores que poderiam ser aliviadas, afirmam pesquisadores. Maioria dos casos ocorre nos países mais pobres

Cerca de 25 milhões de pessoas, entre eles 2,5 milhões de crianças, morrem anualmente no mundo com fortes dores que poderiam ser aliviadas com morfina, revelou um estudo publicado nesta sexta-feira (13/10) na revista médica The Lancet. O alívio da dor é negado a cerca de metade do número total de pessoas que morrem por ano.

De acordo com os pesquisadores, a grande maioria destes casos ocorre em países de baixa e média renda, que recebem menos de 4% das 299 toneladas de morfina oral distribuída no mundo. Por outro lado, a pesquisa revelou que, em nações mais ricas, é comum o abuso de analgésicos à base de ópio, principalmente nos Estados Unidos. “A desigualdade da dor é uma faca de dois gumes com muito pouco acesso a opiáceos baratos para nações pobres e abuso nas ricas”, afirmou o coautor do estudo Julio Frenk, da Universidade de Miami.

Já, em 2015, 35 milhões de doentes no mundo poderiam ter suas dores crônicas aliviadas se tivessem acesso à morfina, acrescentou o estudo. A morfina não é somente difícil de ser encontrada em países mais carentes, mas também é mais cara do que nos países desenvolvidos. Segundo o estudo, enquanto nas regiões mais pobres o valor para 10 miligramas deste tipo de substância é de cerca de 16 centavos de dólar, nas mais ricas esse preço cai para 3 centavos de dólar.

“Se todos os países tivessem acesso ao preço pago nos desenvolvidos, estimamos que o custo para enfrentar o déficit global de morfina seria de cerca de 145 milhões de dólares por ano”, afirmou o estudo. Mas o custo não é o maior impasse para o acesso a esse tipo de analgésico. Os pesquisadores constaram que o maior problema é o sistema de saúde deficitário de vários países que não oferece cuidados paliativos suficientes.

Segundo os pesquisadores, um pacote essencial de cuidados paliativos inclui medicamentos para aliviar problemas respiratórios, espasmos musculares, insuficiência hepática, complicações cardíacas, depressão e sofrimento psicológico. O estudo foi realizado por uma comissão internacional que passou três anos observando as disparidades no alívio da dor.

Terra

Mortes por trombose aumentam no Paraná, anticoncepcional é uma das causas

Entre 2014 e 2016, o número de mortes no estado por trombose aumentou 11,6%. De causas multifatoriais, a trombose exige atenção

De 2014 a 2016, o estado do Paraná registrou um aumento de 11,6% no número de mortes causadas pela trombose venosa profunda. Foram, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, 241 óbitos registrados nos últimos três anos e as causas para esse número vão do sedentarismo ao uso do anticoncepcional associado a maus hábitos.

Quando a mulher, uma das principais vítimas, associa o anticoncepcional ao cigarro, o risco para que a trombose ocorra aumenta. Sozinho, o medicamento não causa o mesmo efeito deletério, visto que boa parte dos anticoncepcionais vendidos atualmente é de baixa dosagem hormonal.

“Outro fator que aumenta o risco da trombose é o sobrepeso. Em pacientes jovens com sobrepeso, que não fazem qualquer exercício físico e nem têm hábitos de vida saudáveis, esses estão mais propensos a ter a condição, mas também a desenvolver varizes, hipertensão, diabetes, entre outras doenças crônicas”, explica José Fernando Macedo, médico especialista em angiologia, cirurgia vascular e endovascular do Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular de Curitiba.

Sem cuidados médicos, a trombose, dependendo da extensão, pode levar a uma embolia pulmonar – e, então, à morte. “Esse é o maior risco. Por isso é importante procurar o quanto antes o médico, especialmente entre quem sente dor nas pernas ou tem edemas nos membros inferiores”, reforça Macedo. Mesmo meninas que, ainda jovens, descobrem varizes nas pernas ou têm esses sintomas, é essencial que se procure o especialista. A partir da consulta, é comum que se faça uma série de exames de imagem, como ecografia e ressonâncias a fim de identificar o risco.

Gazeta do Povo

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Sorrir faz bem para sua saúde e pode te proteger contra gripe, diz estudo

Entenda como o simples fato de estar de bom humor pode ajudar a fazer com que o sistema imunolLeia também: Atitudes que melhoram a saúde em até um minutoógico humano tenha uma resposta mais efetiva

Sorria, isso pode salvar a sua vida. Essa pode parecer mais uma frase clichê de livros de autoajuda, mas, agora, dizer que "sorrir faz bem para a saúde" tem respaldo científico. De acordo com um novo estudo britânico, o bom humor pode ter influência direta no sistema imunológico do ser humano e ajudar a combater doenças, como a gripe.

A pesquisa mostrou que pessoas que estão felizes no dia em que recebem a vacina anual contra a gripe desenvolvem defesas de anticorpos mais fortes do que pacientes que simplesmente se sentem bem. Segundo os pesquisadores da Universidade de Nottingham, que chegaram à conclusão de que sorrir pode ter efeito positivo, é preciso que a pessoaLeia também: Felicidade reduz em 50% doença cardíaca se sinta felizes no dia em que recebeu a vacina e não apenas no momento em que ela foi aplicada.

Em outras análises anteriores, os cientistas já avaliaram quais os danos que as emoções negativas provocam no organismo humano. Estar chateado ou deprimido pode aumentar significativamente o risco de hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, por exemplo.

Nesse trabalho, os hábitos de vida positivos foram largamente ignorados nas comparações. Mas, evidências emergentes sugerem que ser positivo pode aumentar a qualidade de vida e saúde de várias maneiras.

Sorrir pode combater a gripe
Kavita Vedhara, professora de psicologia da saúde que liderou o estudo da Universidade de Nottingham, examinou anteriormente como o estresse pode prejudicar o sistema de defesa, especificamente em pessoas que estão sob estresse significativo pelo fato de cuidar bem de seus entes queridos.

"Descobrimos que eles ficaram piores do que o normal quando receberam vacinas contra a gripe, produzindo menos anticorpos contra o vírus", declarou ela.

A explicação é porque as vacinas contêm uma versão inativa de um vírus que treina o sistema imunológico para reconhecer o vírus vivo e atacá-lo. Quanto mais anticorpos são produzidos, mais poderosa será a defesa contra a infecção.

Para realizar essa pesquisa, a equipe de pesquisadores examinou um grupo de 138 adultos entre 65 e 85 anos, e mediu seus estados emocionais durante um período de seis semanas.

Os resultados vieram como uma completa surpresa. "Esperávamos encontrar vários fatores capazes de melhorar a resposta dos anticorpos humanos à vacinação. Só não achávamos que seria apenas um único fator, o de ter um humor positivo", disse a professora.

iG

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Transtornos mentais são a 3ª principal causa de afastamentos de trabalho

Dia Mundial da Saúde MentalCerca de 9% do total de auxílios-doença são decorrentes desse tipo de adoecimento. Empregadores e trabalhadores tem que reconhecer a importância da promoção da saúde do trabalhador

Mudanças de humor, tristeza, ansiedade, apatia, culpa, descontentamento geral, desesperança, perda de interesse, solidão, sofrimento emocional, automutilação, choro excessivo, irritabilidade e isolamento social. Esses são alguns dos sintomas de quem sofre de transtornos mentais e comportamentais.

As condições dos ambientes e dos processos de trabalho das pessoas podem desencadear esse tipo de adoecimento. Por isso, no Dia Mundial da Saúde Mental (10 de outubro), a Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe discussão global sobre saúde mental no ambiente de trabalho.

De acordo com coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro, várias situações relacionadas ao ambiente de trabalho podem acabar funcionando como um gatilho que, juntamente com outras situações, pode desencadear um transtorno mental. “Por exemplo, situações de grande estresse no ambiente de trabalho com carga horária elevada, com um ambiente de trabalho que exige do trabalhador um desempenho além do que é possível, situações de assédio moral, de assédio sexual, são situações que comprovadamente estão relacionados com o aumento da prevalência de transtornos mentais”, destaca Cordeiro.

Auxílio-doença
No Brasil, transtornos mentais e comportamentais são a terceira causa de incapacidade para o trabalho, correspondendo a 9% da concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, de acordo com dados do 1º Boletim Quadrimestral sobre Benefícios por Incapacidade (Secretaria de Previdência/Ministério da Fazenda/2017).

Ainda de acordo com o levantamento, episódios depressivos são a principal causa de pagamento de auxílio-doença não relacionado a acidentes de trabalho, correspondendo a 30,67% do total, seguido de outros transtornos ansiosos (17,9%).

Quando se olha para o quadro de auxílios pagos relacionado ao trabalho, os números são ainda mais expressivos. Reações ao “stress” grave e transtornos de adaptação, episódios depressivos e outros transtornos ansiosos causaram 79% dos afastamentos no período de 2012 a 2016.

“Esses números mostram a importância da saúde mental no ambiente de trabalho. E como esse local pode, se não for um ambiente bem organizado e que leve em consideração a saúde do trabalhador, ser danoso para o funcionário. Daí a importância de trabalhadores, empresas e a sociedade como um todo, atentar para essa situação”, conclui o coordenador de Saúde Mental.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), os cinco grupos de atividades mais vulneráveis a transtornos mentais são transporte coletivo urbano (motoristas e cobradores), atividade bancária (gerente de contas e agências), educação fundamental (professor da1° a 4° serie) e vigilância e segurança (armada e desarmada).

A coordenadora de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Karla Baêta, explica que os riscos à saúde mental devem ser identificados e geridos da mesma forma lógica e sistemática que outros riscos de saúde e segurança no local de trabalho. “O reconhecimento por parte dos empregadores e dos trabalhadores da relação entre o trabalho e o adoecimento mental é o primeiro passo para a melhoria dos ambientes e processos, resultando na prevenção destes agravos e na promoção da saúde do trabalhador”, ressalta Baêta.

Na Europa
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Europa, o estresse ocupa a segunda posição entre os problemas de saúde relacionados ao trabalho, afetando cerca de 40 milhões de pessoas. Ainda de acordo com a organização, entre 50 e 60% de todos os dias de trabalho perdidos no continente estariam ligados a esta condição.

A OIT entende que a prevenção de acidentes e de danos à saúde do trabalhador vai muito além da identificação e eliminação de ameaças visíveis, alcançando a percepção dos chamados riscos psicossociais, capazes de afetar a saúde mental do indivíduo. Ainda contribuem para o cenário de agravamento do adoecimento mental no âmbito do trabalho as situações de banalização da violência, como o assédio moral institucionalizado, as relações interpessoais norteadas por autoritarismo e competitividade, a demanda constante por produtividade e a desvalorização das potencialidades e subjetividades dos trabalhadores.

Fique alerta
Várias condições de trabalho podem conduzir a riscos psicossociais. Empregadores e trabalhadores devem ficar atentos aos primeiros sinais e, quando for o caso, apoiar e indicar ajuda a quem precisa. Por isso, é preciso ficar alerta em situações como:
  • Cargas de trabalho excessivas;
  • Exigências contraditórias e falta de clareza na definição das funções;
  • Falta de participação na tomada de decisões que afetam o trabalhador e falta de controle sobre a forma como executa o trabalho;
  • Má gestão de mudanças organizacionais, insegurança laboral;
  • Comunicação ineficaz, falta de apoio da parte de chefias e colegas;
  • Assédio psicológico ou sexual e violência de terceiros.
Esses tópicos têm sido observados em diversas atividades pela inspeção do trabalho, tornando-se uma preocupação e um desafio para os órgãos que atuam na segurança e saúde do trabalhador.

Luiz Philipe Leite para o Blog da Saúde

Variações na economia influenciam o risco cardiometabólico

O risco cardiometabólico em negros jovens é influenciado por grande variações nas condições econômicas, de acordo com um estudo publicado no Journal of the American Heart Association 

Investigadores da Universidade Northwestern seguiram 328 jovens negros da Geórgia rural, com 16 a 17 anos, quando começou a Grande Recessão. A prevalência da síndrome metabólica foi avaliada usando as diretrizes da Federação Internacional de Diabetes quando os jovens atingiram os 25 anos de idade.

Os pesquisadores descobriram que a prevalência da síndrome metabólica era menor (10,4%) entre os jovens cujas famílias mantiveram condições estáveis ​​e de baixa renda durante a recessão. Foi intermediário (21,8%) entre jovens cujas famílias eram de renda mais baixa antes da recessão, mas caíram na pobreza, enquanto as maiores taxas de síndrome metabólica (27,5%) estavam entre jovens cujas famílias começaram a recessão na pobreza e depois pioraram em condições mais escassas. Padrões similares foram observados para as três definições alternativas da síndrome metabólica.

Esses padrões sugerem que variações econômicas mais amplas alteram o risco cardiometabólico em jovens negros e podem exacerbar as disparidades já presentes nesta comunidade.

Terra