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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Classe do Omeprazol dobra risco de câncer de estômago, diz estudo

Um novo estudo mostrou que o uso frequente e de longo prazo de antiácidos como Omeprazol, Pantoprazol e lansoprazol aumentam o risco de câncer de estômago

Você é daqueles que sente um desconforto no estômago e já recorre a medicamentos como Omeprazol, Pantoprazol e lansoprazol? Se sim, você deveria rever seus hábitos. Um estudo publicado na terça-feira no periódico científico Gut mostrou que o uso desses medicamentos, classificados como inibidores de bomba de próton (IBP), aumenta em até 2,4 vezes o risco de câncer de estômago.

Esse tipo de medicamento é comumente utilizado para tratar refluxo e úlceras estomacais e estudos anteriores já haviam associado seu uso com câncer de estômago. Mas essa foi a primeira vez que essa associação foi confirmada após a eliminação de outras possíveis causas que poderia contribuir para o desenvolvimento da doença, como a bactéria Helicobacter pylori, suspeita pelo desenvolvimento da doença.

Na nova análise, segundo os autores, da Universidade de Hong Kong, em Hong Kong, e da Universidade College London, na Inglaterra, depois de a bactéria ser removida com o uso de antibióticos, o risco de câncer de estômago aumentou na mesma dosagem e duração do tratamento com os medicamentos anti-refluxo. Apesar dessa preocupação e dos autores estarem convictos da conclusão, é preciso ressaltar que esse foi apenas um estudo observacional que não comprova uma associação de causa e efeito.

O estudo
No estudo, realizado por pesquisadores, da Universidade de Hong Kong, em Hong Kong, e da Universidade College London, na Inglaterra, 63.000 adultos foram divididos em dois grupos: o primeiro, composto por 3.271 pessoas tomou um medicamento da classe IBP, e o segundo, com 21.729 participantes, foi tratado com um remédio conhecido como H2, que também limita a produção de ácido estomacal, durante três anos.

Os voluntários foram acompanhados entre 2003 e 2015, tempo de duração do estudo. Nesse período, 153 participantes desenvolveram câncer de estômago. As análises mostraram que nenhum deles apresentou a bactéria H Pyloru, mas todos tiveram inflamação estomacal de longo prazo.

Aumento do risco x frequência do uso
Os resultados mostraram que enquanto os bloqueadores de H2 não aumentam o risco de câncer de estômago, os IBPs mais que dobraram a probabilidade da doença. Nas pessoas que tomavam diariamente algum medicamento IBP, o risco foi 4,55 vezes maior do que aqueles que ingeriam o medicamento apenas uma vez por semana. Após um ano de uso de um medicamento como Omeoprazol, Pantoprazol ou lansoprazol, a probabilidade do paciente desenvolver câncer de estômago aumentou cinco vezes. Após três anos ou mais de uso contínuo, o risco aumentou para oito vezes.

“A explicação mais plausível para a totalidade de evidência sobre isso é que aqueles que recebem IBPs, e especialmente os que continuam a longo prazo, tendem a estar mais doentes de várias maneiras do que aqueles para quem esses remédios não foram prescritos”, disse Stephen Evans, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, na Inglaterra, ao jornal britânico The Guardian.

Não há motivo para pânico
Apesar dos resultados, segundo Wai Keung Leung, da Universidade de Hong Kong e líder do estudo, o risco absoluto de desenvolver câncer de estômago após tomar algum desses anti-ácidos é pequeno. Portanto, Não há motivo para pânico. “Algumas pessoas têm um grande benefício com o uso desses medicamentos e não quero desencorajá-las”, disse ao jornal americano The New York Times.

Veja

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

UNA-SUS lança nova oferta do módulo Gestão do Cuidado na Atenção Domiciliar

card gestaoGestores e profissionais de saúde já podem se inscrever na nova oferta do curso Gestão do Cuidado na Atenção Domiciliar, desenvolvido pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), integrante do Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)

A iniciativa faz parte do Programa Multicêntrico de Qualificação em Atenção Domiciliar e tem como objetivo qualificar a gestão do cuidado centrado no indivíduo, realizado por médicos e enfermeiros.

As matrículas podem ser realizadas até o dia 12/01, ou até as vagas se esgotarem, pelo link.

Dividido em 5 unidades, a capacitação apresenta os principais conceitos e competências para o cuidado domiciliar, preparando o aluno para o reconhecimento antecipatório das necessidades de cuidado, com destaque à importância da discussão de caso em equipe na gestão do cuidado domiciliar.

Com carga horária de 30 horas, o aluno irá aprender mais sobre a gestão da clínica na Atenção Domiciliar, compreendendo a abordagem centrada na pessoa como ferramenta de gestão deste cuidado, envolvendo a entrevista de família no cuidado domiciliar e a compreensão do processo saúde-doença-clínica de forma ampliada.

O Programa Multicêntrico de Qualificação em Atenção Domiciliar é uma parceria entre a Coordenação Geral de Atenção Domiciliar - CGAD/DAB/SAS/MS, a Secretaria e Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e diversas Universidades integrantes da Rede UNA-SUS: UFMA, UFMG, UFSC, UFPel, UFC, UFCSPA, UFPE e UERJ. Para conhecer os outros módulos de AD, clique aqui.

Fonte: UNA-SUS/UFCSPA

Novembro Azul reforça cuidado com a saúde do homem

novembro azulPor mais um ano, a Secretaria de Estado da Saúde reforça os cuidados com a saúde do homem em celebração ao Novembro Azul

A campanha tem o objetivo principal de combater o câncer de próstata por meio do incentivo à realização periódica dos exames em busca de diagnóstico precoce. O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens. Apenas no Paraná são estimados mais 5 mil casos para 2017.

De acordo com o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd, a única forma de aumentar as chances de cura do câncer de próstata é diagnosticando logo no início da doença. “Atualmente, cerca de 25% dos casos levam à morte pois são descobertos já em estágios avançados. A recomendação é fazer uma visita anual ao urologista a partir dos 50, ou a partir dos 45 se tiver fatores de risco”, destaca.

O histórico familiar de câncer de próstata, principalmente em parentes de primeiro grau (pai e irmão); a obesidade; o tabagismo; o consumo de álcool em excesso; e sedentarismo são fatores de risco para o desenvolvimento da doença. A incidência também é maior em homens da raça negra, que devem fazer os exames anualmente a partir dos 45 anos.

O coordenador estadual da Saúde do Homem, Rubens Bendlin, explica que a doença dificilmente vai apresentar sintomas quando ainda está na fase inicial, por isso é necessária a realização dos exames. “Vontade de urinar com frequência, dor ao urinar, sangue ou sêmen na urina e dor óssea são sintomas que surgem já na fase avançado do câncer”, fala.

Um dos principais exames para detecção é o PSA (antígeno prostático específico), que avalia a quantidade da proteína produzida pela próstata e, geralmente, quando a doença atinge essas glândulas essas níveis são aumentados. Cerca de 20% dos pacientes tem o câncer diagnosticado apenas com o exame do toque retal, que avalia o tamanho, a forma e a textura da próstata, o que permite detectar a presença de nódulos.

Os exames estão disponíveis na rede pública de saúde durante todo o ano. Para receber atendimento gratuito, é necessário buscar a unidade de saúde mais próxima da sua residência. “Além da consulta médica regular, o cuidado com a saúde começa com a prevenção. Por isso, incentivamos uma alimentação saudável, a prática de atividades físicas e a manutenção de uma boa saúde emocional”, ressalta Gevaerd.

Fonte: SES/PR

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Número de mortes por sarampo é inferior a 100 mil pela primeira vez

Desde os anos 2000, mortes devido à doença caíram 84%, de acordo com relatório da ONU


O número de mortes anuais em todo o mundo pelo sarampo ficou pela primeira vez abaixo da marca dos 100 mil em 2016, embora a vacinação siga estagnada, anunciou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (26). Segundo o relatório anual sobre esta doença feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 90 mil pessoas morreram pelo sarampo em 2016.

“É a primeira vez que o número anual de mortes provocadas pelo sarampo fica abaixo de 100.000”, assinalou a OMS em comunicado conjunto com outras agências de saúde, entre elas a aliança de vacinas Gavi, o Centro americano para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Assim, desde o ano 2000, as mortes por sarampo caíram 84%, recorda o comunicado.

A distribuição de 5,5 bilhões de doses de vacinas desde o início do século foi fundamental para reduzir essa quantidade, mas a OMS considera que as campanhas de vacinação devem se intensificar ainda mais. “O mundo está longe de ter alcançado os objetivos regionais de eliminação do sarampo”, advertiu.

“A aplicação da primeira dose de vacinas necessárias está estagnada em cerca de 85% desde 2009, distante dos 95% necessários para deter a infecção. E a cobertura da segunda dose, apesar de uma recente alta, era apenas de 64% em 2016”, lamentaram os autores do estudo. Nigéria, Índia e Paquistão são os países com maior quantidade de crianças não vacinadas.

G1

Fundador de farmacêutica é acusado de pagar propina para médicos receitarem opioides nos EUA

Foto: U.S. Attorney's Office for the Southern District of Alabama/via REUTERS
Caso foi divulgado nesta quinta-feira em meio à declaração de emergência de saúde pública por Donald Trump devido ao abuso no uso dessas drogas

Os promotores dos Estados Unidos acusaram John Kapoor, fundador da empresa Insys Therapeutics, uma das maiores farmacêuticas do país, de pagar propina para que medicamentos opioides fossem prescritos por médicos. O caso foi divulgado nesta quinta-feira (26), mesmo dia em que o presidente Donald Trump declarou a crise dos opioides como uma emergência de saúde pública.

A alegação dos promotores à Justiça é que o ex-CEO e outros executivos pagavam para que os médicos receitassem um remédio chamado Subsys, feito com a substância fentanil, potente analgésico com ação rápida e usado apenas para pacientes com câncer e dor intensa. A maior parte das pessoas que receberam as prescrições investigadas não tinham a doença.

“No meio de uma epidemia nacional de opioides que atingiu proporções de crise, o senhor Kapoor e sua empresa são acusados de subornar médicos para preescrever um opioide potente e cometer fraudes em companhias de seguros para fins lucrativos”, disse o promotor William Weinred, em Boston. “A prisão e as acusações de hoje refletem os nossos esforços para atacar a crise dos opioides de todos os ângulos”, completou.

Kapoor foi preso na cidade de Phoenix, no estado do Arizona, e deve comparecer ao tribunal ainda nesta quinta. Ele é representado pelo advogado Brian T. Kelly, ex-procurador federal conhecido pelo caso do gângster James “Whitey” Bugler. A Associated Press entrou em contato com o escritório de Kelly, que informou que o advogado estava fora da cidade e não estava disponível para comentar o caso.

Outros ex-funcionários da Insys e especialistas da área da saúde, incluindo médicos, se declararam culpados pelos crimes ocorridos também no Alabama e em Connecticut. Um médico de Rhode Island se declarou culpado nesta quarta-feira (25) por aceitar propinas para prescrever um spray de fentanil.

O que diz a empresa
Um porta-voz da empresa, com sede no Arizona, disse que a farmacêutica está sob nova administração. “Nós tomamos as medidas necessárias e apropriadas para evitar que os erros do passado voltem a acontecer no futuro e que comprometam a condução dos negócios de acordo com altos padrões éticos e com os interesses dos nossos pacientes”, disse o comunicado oficial. “Nós também continuamos trabalhando com as autoridades para resolver problemas relacionados às más ações dos antigos funcionários”.

Marketing
A Insys também é processada por suas práticas de marketing. A companhia atua na área política dos Estados Unidos e doou US$ 500 mil para uma campanha do Arizona derrubar uma votação para legalização da maconha. As ações da empresa tiveram uma grande queda nos últimos meses devido às denúncias – mais de 10% no início das negociações, apenas nesta quinta-feira.

G1