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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Agora é lei! Faltar no trabalho para levar o filho ao médico é direito dos pais

Quem tem filho ou alguma criança pequena na família sabe que as consultas médicas normalmente são marcadas no período comercial. Porém, é justamente nesse período que os pais estão ausentes trabalhando

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Mas quando um funcionário se ausenta demais de uma empresa por esse motivo, acaba recebendo desconto salarial e até mesmo demissão. Porém, uma nova lei, que foi aprovada em 2016, garante que os pais com filhos até seis anos possam faltar no trabalho – sem diferença no salário – para levar as crianças no médico.

Além disso, a Lei 13.257/2016 assegura o direito do pai acompanhar a gestante por até dois dias em consultas e exames pré-natal. Os pais também receberão aumento da licença-paternidade de cinco para vinte dias e da licença-maternidade de cento e vinte dias para seis meses – se enquadrando no período mínimo indicado para a amamentação do bebê. Porém essas mudanças são válidas apenas para funcionários das empresas que fazem parte do programa Empresa Cidadã.

Essas mudanças são importantes para pais, mães e filhos, já que possibilita o acompanhamento do pai nas primeiras consultas, pré-natal e anos de vida. Além disso, o programa garante que a criança tenha um tempo maior de amamentação, prevenindo assim, futuras doenças.

O que a maioria das pessoas não sabe é que poucas empresas brasileiras fazem parte do programa, já que ele influencia na forma de tributação. Na maioria dos casos, só as grandes empresas que declaram imposto sobre o lucro é que participam do programa Empresa Cidadã, infelizmente.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Área da Saúde inova com check-in online

card prevencao 0Estão abertas as inscrições para a nova oferta do curso Prevenção e Manejo de Pacientes Oncológicos na Atenção Primária à Saúde, oferecido pela UNA-SUS/UFCSPA, integrante da Rede Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)

O curso é voltado para médicos, enfermeiros e dentistas atuantes no SUS. As matrículas podem ser realizadas até o dia 12/01 ou enquanto durarem as vagas, pelo link e têm início imediato.

Os conteúdos abordados têm como objetivo desenvolver uma atitude receptiva dos médicos para com os diversos tipos de pacientes oncológicos, sejam aqueles que tiveram diagnóstico de câncer e estão em remissão completa após o término de seu tratamento, um paciente que tem risco de desenvolver efeitos tardios dos tratamentos oncológicos, ou ainda aqueles com risco de recidiva, segundo tumor primário ou com alto risco de desenvolver a doença.

Para isso, o curso traz uma revisão de conhecimentos básicos sobre o tema, buscando embasar a assistência e a análise de dados clínicos e epidemiológicos para oferecer uma atenção mais individualizada a cada paciente.

Dividido em 8 unidades, o módulo possibilita que o aluno aprofunde e reforce os conhecimentos sobre a biologia do Câncer, história familiar, níveis de intervenção preventiva, prevenção primordial e primária, secundária, terciária, quaternária e complicações do tratamento oncológico.

Apesar de ser um módulo integrante da capacitação dos Programas de Valorização da Atenção Básica (PROVAB) e Mais Médicos, o curso é livre para profissionais que não estão vinculados aos Programas.

Fonte: UNA-SUS UFCSPA

Classe do Omeprazol dobra risco de câncer de estômago, diz estudo

Um novo estudo mostrou que o uso frequente e de longo prazo de antiácidos como Omeprazol, Pantoprazol e lansoprazol aumentam o risco de câncer de estômago

Você é daqueles que sente um desconforto no estômago e já recorre a medicamentos como Omeprazol, Pantoprazol e lansoprazol? Se sim, você deveria rever seus hábitos. Um estudo publicado na terça-feira no periódico científico Gut mostrou que o uso desses medicamentos, classificados como inibidores de bomba de próton (IBP), aumenta em até 2,4 vezes o risco de câncer de estômago.

Esse tipo de medicamento é comumente utilizado para tratar refluxo e úlceras estomacais e estudos anteriores já haviam associado seu uso com câncer de estômago. Mas essa foi a primeira vez que essa associação foi confirmada após a eliminação de outras possíveis causas que poderia contribuir para o desenvolvimento da doença, como a bactéria Helicobacter pylori, suspeita pelo desenvolvimento da doença.

Na nova análise, segundo os autores, da Universidade de Hong Kong, em Hong Kong, e da Universidade College London, na Inglaterra, depois de a bactéria ser removida com o uso de antibióticos, o risco de câncer de estômago aumentou na mesma dosagem e duração do tratamento com os medicamentos anti-refluxo. Apesar dessa preocupação e dos autores estarem convictos da conclusão, é preciso ressaltar que esse foi apenas um estudo observacional que não comprova uma associação de causa e efeito.

O estudo
No estudo, realizado por pesquisadores, da Universidade de Hong Kong, em Hong Kong, e da Universidade College London, na Inglaterra, 63.000 adultos foram divididos em dois grupos: o primeiro, composto por 3.271 pessoas tomou um medicamento da classe IBP, e o segundo, com 21.729 participantes, foi tratado com um remédio conhecido como H2, que também limita a produção de ácido estomacal, durante três anos.

Os voluntários foram acompanhados entre 2003 e 2015, tempo de duração do estudo. Nesse período, 153 participantes desenvolveram câncer de estômago. As análises mostraram que nenhum deles apresentou a bactéria H Pyloru, mas todos tiveram inflamação estomacal de longo prazo.

Aumento do risco x frequência do uso
Os resultados mostraram que enquanto os bloqueadores de H2 não aumentam o risco de câncer de estômago, os IBPs mais que dobraram a probabilidade da doença. Nas pessoas que tomavam diariamente algum medicamento IBP, o risco foi 4,55 vezes maior do que aqueles que ingeriam o medicamento apenas uma vez por semana. Após um ano de uso de um medicamento como Omeoprazol, Pantoprazol ou lansoprazol, a probabilidade do paciente desenvolver câncer de estômago aumentou cinco vezes. Após três anos ou mais de uso contínuo, o risco aumentou para oito vezes.

“A explicação mais plausível para a totalidade de evidência sobre isso é que aqueles que recebem IBPs, e especialmente os que continuam a longo prazo, tendem a estar mais doentes de várias maneiras do que aqueles para quem esses remédios não foram prescritos”, disse Stephen Evans, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, na Inglaterra, ao jornal britânico The Guardian.

Não há motivo para pânico
Apesar dos resultados, segundo Wai Keung Leung, da Universidade de Hong Kong e líder do estudo, o risco absoluto de desenvolver câncer de estômago após tomar algum desses anti-ácidos é pequeno. Portanto, Não há motivo para pânico. “Algumas pessoas têm um grande benefício com o uso desses medicamentos e não quero desencorajá-las”, disse ao jornal americano The New York Times.

Veja

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

UNA-SUS lança nova oferta do módulo Gestão do Cuidado na Atenção Domiciliar

card gestaoGestores e profissionais de saúde já podem se inscrever na nova oferta do curso Gestão do Cuidado na Atenção Domiciliar, desenvolvido pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), integrante do Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)

A iniciativa faz parte do Programa Multicêntrico de Qualificação em Atenção Domiciliar e tem como objetivo qualificar a gestão do cuidado centrado no indivíduo, realizado por médicos e enfermeiros.

As matrículas podem ser realizadas até o dia 12/01, ou até as vagas se esgotarem, pelo link.

Dividido em 5 unidades, a capacitação apresenta os principais conceitos e competências para o cuidado domiciliar, preparando o aluno para o reconhecimento antecipatório das necessidades de cuidado, com destaque à importância da discussão de caso em equipe na gestão do cuidado domiciliar.

Com carga horária de 30 horas, o aluno irá aprender mais sobre a gestão da clínica na Atenção Domiciliar, compreendendo a abordagem centrada na pessoa como ferramenta de gestão deste cuidado, envolvendo a entrevista de família no cuidado domiciliar e a compreensão do processo saúde-doença-clínica de forma ampliada.

O Programa Multicêntrico de Qualificação em Atenção Domiciliar é uma parceria entre a Coordenação Geral de Atenção Domiciliar - CGAD/DAB/SAS/MS, a Secretaria e Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e diversas Universidades integrantes da Rede UNA-SUS: UFMA, UFMG, UFSC, UFPel, UFC, UFCSPA, UFPE e UERJ. Para conhecer os outros módulos de AD, clique aqui.

Fonte: UNA-SUS/UFCSPA

Novembro Azul reforça cuidado com a saúde do homem

novembro azulPor mais um ano, a Secretaria de Estado da Saúde reforça os cuidados com a saúde do homem em celebração ao Novembro Azul

A campanha tem o objetivo principal de combater o câncer de próstata por meio do incentivo à realização periódica dos exames em busca de diagnóstico precoce. O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens. Apenas no Paraná são estimados mais 5 mil casos para 2017.

De acordo com o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd, a única forma de aumentar as chances de cura do câncer de próstata é diagnosticando logo no início da doença. “Atualmente, cerca de 25% dos casos levam à morte pois são descobertos já em estágios avançados. A recomendação é fazer uma visita anual ao urologista a partir dos 50, ou a partir dos 45 se tiver fatores de risco”, destaca.

O histórico familiar de câncer de próstata, principalmente em parentes de primeiro grau (pai e irmão); a obesidade; o tabagismo; o consumo de álcool em excesso; e sedentarismo são fatores de risco para o desenvolvimento da doença. A incidência também é maior em homens da raça negra, que devem fazer os exames anualmente a partir dos 45 anos.

O coordenador estadual da Saúde do Homem, Rubens Bendlin, explica que a doença dificilmente vai apresentar sintomas quando ainda está na fase inicial, por isso é necessária a realização dos exames. “Vontade de urinar com frequência, dor ao urinar, sangue ou sêmen na urina e dor óssea são sintomas que surgem já na fase avançado do câncer”, fala.

Um dos principais exames para detecção é o PSA (antígeno prostático específico), que avalia a quantidade da proteína produzida pela próstata e, geralmente, quando a doença atinge essas glândulas essas níveis são aumentados. Cerca de 20% dos pacientes tem o câncer diagnosticado apenas com o exame do toque retal, que avalia o tamanho, a forma e a textura da próstata, o que permite detectar a presença de nódulos.

Os exames estão disponíveis na rede pública de saúde durante todo o ano. Para receber atendimento gratuito, é necessário buscar a unidade de saúde mais próxima da sua residência. “Além da consulta médica regular, o cuidado com a saúde começa com a prevenção. Por isso, incentivamos uma alimentação saudável, a prática de atividades físicas e a manutenção de uma boa saúde emocional”, ressalta Gevaerd.

Fonte: SES/PR