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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Academia Americana de Pediatria divulga lista de exames muitas vezes desnecessários

Como parte da campanha Escolher Com Sabedoria, a Academia Americana de Pediatria (AAP) lançou uma nova lista de cinco exames e procedimentos comumente solicitados para sinais de puberdade precoce, baixa estatura e outros distúrbios relacionados ao sistema endócrino que os pais e os médicos devem questionar

A Seção da AAP de Endocrinologia compilou a lista de exames, que deve levar a uma discussão cuidadosa entre pais e médicos. Os exames podem não ser sempre necessários, especialmente se uma criança estiver saudável.

A lista inclui exames hormonais para crianças com cabelo púbico e/ou odor corporal sem outros sinais de puberdade; rastreio para detectar doenças crônicas ou distúrbios endócrinos em crianças saudáveis ​​que cresçam em ou acima do percentil 3 com uma taxa de crescimento normal; triagem de rotina de vitamina D para crianças saudáveis ​​(incluindo crianças com excesso de peso ou obesas); testes de função da tireoide e/ou níveis de insulina em crianças com obesidade; e exames de tireoide de rotina para crianças com bócio simples ou tireoidite autoimune.

Segundo a nota, há uma ampla gama de” normal “para o crescimento e o desenvolvimento da criança. Se uma criança é saudável e está seguindo sua própria curva, o que os pais muitas vezes precisam é garantir que seu filho está bem e não há faça exames além dos necessários.

Terra

Estudo identifica 23 mil fungos e bactérias em celulares; risco vai de micoses até infecções respiratórias

Pesquisa foi feita pela Devry Metrocamp, em Campinas. Especialista dá dicas para que usuários se previnam contra doenças após uso dos equipamentos

Um estudo feito com celulares identificou nos equipamentos a presença de até 23 mil fungos e bactérias que podem provocar doenças como micoses, conjuntivite, intoxicações alimentares, além de infecções respiratórias e urinárias.

A pesquisa da Devry Metrocamp, em Campinas (SP), alerta para a necessidade de limpeza dos produtos e indica quais são os grupos mais vulneráveis. “As crianças têm hábito de pegar os celulares dos pais, e principalmente as pessoas que já estão com sistema imunológico debilitado”, explica a biomédica e doutora em ciências de alimentos Rosana Siqueira, orientadora da pesquisa realizada pela aluna Claudia Tonetti.

Durante a análise, foram usados 20 celulares, cinco tablets e as capas de proteção dos aparelhos, além de 12 teclados e respectivos mouses. Entre as 74 amostras, diz o estudo, o microorganismo predominante foi a bactéria Staphylococcus aureus, presente em 43% dos objetos avaliados.

O micro-organismo costuma estar associado às infecções de pele, como furúnculo, além de abcessos e infecções das vias aéreas superiores, entre elas, otites e sinusites. Em alguns casos, pode causar até meningite. Além disso, foram constatadas as presenças de bolores e coliformes fecais nos telefones avaliados.

O que pode ser feito?
A especialista em biomedicina destaca que a contaminação não ocorre pelo uso do telefone e atribui o problema à falta de higienização das mãos após contato do usuário com o equipamento. “Às vezes você vai se alimentar, vai preparar um alimento, corre o risco de coçar os olhos com as mãos contaminadas, têm pessoas que têm hábito de roer as unhas, então isso acaba sendo prejudicial”, alerta Rosana.

Entre as outras formas de prevenção contra as enfermidades, diz a pesquisa, estão: uso do álcool em gel, limpar os acessórios com álcool isopropílico – que não danifica as partes elétricas – e mantê-los em local seco e arejado.

G1

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Agora é lei! Faltar no trabalho para levar o filho ao médico é direito dos pais

Quem tem filho ou alguma criança pequena na família sabe que as consultas médicas normalmente são marcadas no período comercial. Porém, é justamente nesse período que os pais estão ausentes trabalhando

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Mas quando um funcionário se ausenta demais de uma empresa por esse motivo, acaba recebendo desconto salarial e até mesmo demissão. Porém, uma nova lei, que foi aprovada em 2016, garante que os pais com filhos até seis anos possam faltar no trabalho – sem diferença no salário – para levar as crianças no médico.

Além disso, a Lei 13.257/2016 assegura o direito do pai acompanhar a gestante por até dois dias em consultas e exames pré-natal. Os pais também receberão aumento da licença-paternidade de cinco para vinte dias e da licença-maternidade de cento e vinte dias para seis meses – se enquadrando no período mínimo indicado para a amamentação do bebê. Porém essas mudanças são válidas apenas para funcionários das empresas que fazem parte do programa Empresa Cidadã.

Essas mudanças são importantes para pais, mães e filhos, já que possibilita o acompanhamento do pai nas primeiras consultas, pré-natal e anos de vida. Além disso, o programa garante que a criança tenha um tempo maior de amamentação, prevenindo assim, futuras doenças.

O que a maioria das pessoas não sabe é que poucas empresas brasileiras fazem parte do programa, já que ele influencia na forma de tributação. Na maioria dos casos, só as grandes empresas que declaram imposto sobre o lucro é que participam do programa Empresa Cidadã, infelizmente.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Área da Saúde inova com check-in online

card prevencao 0Estão abertas as inscrições para a nova oferta do curso Prevenção e Manejo de Pacientes Oncológicos na Atenção Primária à Saúde, oferecido pela UNA-SUS/UFCSPA, integrante da Rede Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)

O curso é voltado para médicos, enfermeiros e dentistas atuantes no SUS. As matrículas podem ser realizadas até o dia 12/01 ou enquanto durarem as vagas, pelo link e têm início imediato.

Os conteúdos abordados têm como objetivo desenvolver uma atitude receptiva dos médicos para com os diversos tipos de pacientes oncológicos, sejam aqueles que tiveram diagnóstico de câncer e estão em remissão completa após o término de seu tratamento, um paciente que tem risco de desenvolver efeitos tardios dos tratamentos oncológicos, ou ainda aqueles com risco de recidiva, segundo tumor primário ou com alto risco de desenvolver a doença.

Para isso, o curso traz uma revisão de conhecimentos básicos sobre o tema, buscando embasar a assistência e a análise de dados clínicos e epidemiológicos para oferecer uma atenção mais individualizada a cada paciente.

Dividido em 8 unidades, o módulo possibilita que o aluno aprofunde e reforce os conhecimentos sobre a biologia do Câncer, história familiar, níveis de intervenção preventiva, prevenção primordial e primária, secundária, terciária, quaternária e complicações do tratamento oncológico.

Apesar de ser um módulo integrante da capacitação dos Programas de Valorização da Atenção Básica (PROVAB) e Mais Médicos, o curso é livre para profissionais que não estão vinculados aos Programas.

Fonte: UNA-SUS UFCSPA

Classe do Omeprazol dobra risco de câncer de estômago, diz estudo

Um novo estudo mostrou que o uso frequente e de longo prazo de antiácidos como Omeprazol, Pantoprazol e lansoprazol aumentam o risco de câncer de estômago

Você é daqueles que sente um desconforto no estômago e já recorre a medicamentos como Omeprazol, Pantoprazol e lansoprazol? Se sim, você deveria rever seus hábitos. Um estudo publicado na terça-feira no periódico científico Gut mostrou que o uso desses medicamentos, classificados como inibidores de bomba de próton (IBP), aumenta em até 2,4 vezes o risco de câncer de estômago.

Esse tipo de medicamento é comumente utilizado para tratar refluxo e úlceras estomacais e estudos anteriores já haviam associado seu uso com câncer de estômago. Mas essa foi a primeira vez que essa associação foi confirmada após a eliminação de outras possíveis causas que poderia contribuir para o desenvolvimento da doença, como a bactéria Helicobacter pylori, suspeita pelo desenvolvimento da doença.

Na nova análise, segundo os autores, da Universidade de Hong Kong, em Hong Kong, e da Universidade College London, na Inglaterra, depois de a bactéria ser removida com o uso de antibióticos, o risco de câncer de estômago aumentou na mesma dosagem e duração do tratamento com os medicamentos anti-refluxo. Apesar dessa preocupação e dos autores estarem convictos da conclusão, é preciso ressaltar que esse foi apenas um estudo observacional que não comprova uma associação de causa e efeito.

O estudo
No estudo, realizado por pesquisadores, da Universidade de Hong Kong, em Hong Kong, e da Universidade College London, na Inglaterra, 63.000 adultos foram divididos em dois grupos: o primeiro, composto por 3.271 pessoas tomou um medicamento da classe IBP, e o segundo, com 21.729 participantes, foi tratado com um remédio conhecido como H2, que também limita a produção de ácido estomacal, durante três anos.

Os voluntários foram acompanhados entre 2003 e 2015, tempo de duração do estudo. Nesse período, 153 participantes desenvolveram câncer de estômago. As análises mostraram que nenhum deles apresentou a bactéria H Pyloru, mas todos tiveram inflamação estomacal de longo prazo.

Aumento do risco x frequência do uso
Os resultados mostraram que enquanto os bloqueadores de H2 não aumentam o risco de câncer de estômago, os IBPs mais que dobraram a probabilidade da doença. Nas pessoas que tomavam diariamente algum medicamento IBP, o risco foi 4,55 vezes maior do que aqueles que ingeriam o medicamento apenas uma vez por semana. Após um ano de uso de um medicamento como Omeoprazol, Pantoprazol ou lansoprazol, a probabilidade do paciente desenvolver câncer de estômago aumentou cinco vezes. Após três anos ou mais de uso contínuo, o risco aumentou para oito vezes.

“A explicação mais plausível para a totalidade de evidência sobre isso é que aqueles que recebem IBPs, e especialmente os que continuam a longo prazo, tendem a estar mais doentes de várias maneiras do que aqueles para quem esses remédios não foram prescritos”, disse Stephen Evans, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, na Inglaterra, ao jornal britânico The Guardian.

Não há motivo para pânico
Apesar dos resultados, segundo Wai Keung Leung, da Universidade de Hong Kong e líder do estudo, o risco absoluto de desenvolver câncer de estômago após tomar algum desses anti-ácidos é pequeno. Portanto, Não há motivo para pânico. “Algumas pessoas têm um grande benefício com o uso desses medicamentos e não quero desencorajá-las”, disse ao jornal americano The New York Times.

Veja