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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

ANS anuncia novos procedimentos

Nesta terça-feira (7) a Agência Nacional de Saúde divulgou uma nova lista de procedimentos que deverão ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde a partir do início do ano que vem. Serão incorporados 18 procedimentos à lista obrigatória, que compreendem exames, terapias e cirurgias

A cobertura será ampliada para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra câncer e um remédio para tratamento de esclerose múltipla que fará para da lista pela primeira vez.

A respeito dos custos, a ANS afirma que após a expansão dos procedimentos obrigatórios será realizada uma avaliação que dura um ano. Caso seja apontado um impacto financeiro depois desse período, será efetuada uma avaliação para o cálculo de reajuste no próximo ano, à vista disso, não haverá alta nos valores.

De acordo com a ANS, a nova cobertura atenderá cerca de 42,5 milhões de beneficiários que dispõem de planos de assistência médica e 22, 6 milhões que têm planos odontológicos.

Confira:
ROL DE PROCEDIMENTOS E EVENTOS EM SAÚDE 2018

Lista completa de incorporações

INCORPORAÇÃO DE NOVOS PROCEDIMENTOS

AMBULATORIAIS
1 ALK – Pesquisa de mutação (com DUT): Exame laboratorial para detecção de proteína que pode estar presente em pacientes com câncer de pulmão e que auxilia na definição do melhor tratamento a ser ofertado ao paciente.

2 Angio-RM arterial de membro inferior (com DUT): Exame de imagem não invasivo realizado em equipamento de ressonância magnética para análise das artérias dos membros inferiores.

3 Angiotomografia arterial de membro inferior (com DUT): Exame de imagem não invasivo realizado através de tomografia computadorizada para análise das artérias dos membros inferiores.

4 Aquaporina 4 (Aqp4) - pesquisa e/ou dosagem (com DUT): Exame laboratorial para detecção de anticorpos antiaquaporina que auxilia na diferenciação entre a neuromielite óptica e a esclerose múltipla.

5 Elastografia Hepática Ultrassônica (com DUT): Exame de imagem para diagnóstico de fibrose hepática.

6 Radiação para cross linking corneano (com DUT): Procedimento para tratamento do ceratocone (doença que afeta a córnea).

7 Ressonância magnética (RM) fluxo liquórico (com DUT): Exame diagnóstico não invasivo para avaliação do fluxo do líquido cefalorraquidiano (LCR).

8 Terapia imunoprofilática com Palivizumabe para o vírus sincicial respiratório – VSR (com DUT): O Palivizumabe é um anticorpo específico que atua na prevenção da infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

9 Toxoplasmose - Pesquisa em Líquido Amniótico por PCR (com DUT): Exame laboratorial para o diagnóstico da toxoplasmose gestacional.

10 Antígenos de Aspergillus Galactomannan: Exame laboratorial para o diagnóstico da aspergilose pulmonar.

11 Cadeias leves livres Kappa/Lambda, dosagem, sangue: Exame laboratorial para o diagnóstico e o acompanhamento de pacientes com mieloma múltiplo e gamopatias monoclonais.

12 Detecção/tipagem Herpes Vírus 1 e 2 no líquor: Exame laboratorial para o diagnóstico de meningite viral.

HOSPITALARES
13 Ablação percutânea por radiofrequência para tratamento do osteoma osteóide: Procedimento orientado por métodos de imagens que se utiliza de agulhas especiais para provocar dano celular por ação térmica a células de tumor ósseo benigno.

14 Cirurgia laparoscópica do prolapso de cúpula vaginal: Procedimento por via laparoscópica para restaurar o suporte pélvico. 

15 Neossalpingostomia distal laparoscópica (exceto para reversão de laqueadura tubária): Procedimento para desobstrução, por laparoscopia, das tubas uterinas.

16 Recanalização tubária laparoscópica (exceto para reversão de laqueadura tubária): Procedimento para restaurar, por laparoscopia, a permeabilidade das tubas uterinas.

17 Refluxo vésico-ureteral tratamento endoscópico: Tratamento endoscópico para correção do refluxo vesicoureteral em crianças.

18 Tratamento de câncer de ovário (debulking) via laparoscópica: Ressecção/debulking de massa tumoral maligna ovariana por via laparoscópica.

AMPLIAÇÃO DE COBERTURAS, COM ALTERAÇÃO DE DUT* JÁ EXISTENTES

I. DUT de Oxigenoterapia Hiperbárica 1. Lesões actínicas (decorrentes da realização de radioterapia): osteorradionecrose de mandíbula, cistite actínica e retite/proctite avançadas ou refratárias ao tratamento clínico

II. DUT de PET-CT 1. PET/CT oncológico com análogos de somatostatina para pacientes portadores de tumores neuroendócrinos

III. DUT de Terapia antineoplásica oral para tratamento do câncer 1. Afatinibe - câncer de pulmão avançado ou metastático 2. Crizotinibe - câncer de pulmão avançado 3. Dabrafenibe - melanoma metastático ou irressecável 4. Enzalutamida - câncer de próstata metastático resistente 5. Everolimo - tumores neuroendócrinos avançados 6. Ruxolitinibe - mielofibrose de risco intermediário ou alto 7. Ibrutinibe -  Leucemia Linfocítica crônica com deleção 17p 8. Tramatinibe - Melanoma não ressecável ou metastático com mutação BRAF V600

IV. DUT de Terapia imunobiológica endovenosa ou subcutânea 1. Natalizumabe - esclerose múltipla

V. DUT de Tratamento ocular quimioterápico com antiangiogênico 1. Edema macular secundário à retinopatia diabética 2. Edema macular secundário a oclusão de veia central da retina (OVC) 3. Edema macular secundário a oclusão de ramo de veia central da retina (ORVC)

VI. DUT de Acilcarnitinas, perfil qualitativo e/ou quantitativo com espectrometria de massa em tandem. 1. Pacientes assintomáticos com história familiar sugestiva

VII. DUT de Tomografia De Coerência Óptica (Com Diretriz De Utilização) 1. Pacientes em tratamento ocular quimioterápico com retinopatia diabética, oclusão de veia central da retina (OVC) e oclusão de ramo de veia central da retina (ORVC)

ALTERAÇÃO DE DUT 
1 DUT de Fator V Leiden, análise de mutação
2 DUT de Protrombina, pesquisa de mutação
3 DUT de Análise molecular de DNA

INCLUSÃO DE DUT 
1 Focalização isoelétrica de transferrina
2 Cintilografia de perfusão cerebral para avaliação de transportadores de dopamina

(*) Diretrizes de Utilização (DUT): estabelecem os critérios, baseados nas melhores evidências científicas disponíveis, a serem observados para que sejam asseguradas as coberturas de alguns procedimentos e eventos especificamente indicados no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.

Saúde Business /ANS

Infecções no centro cirúrgico aumentam em pacientes com relato de alergia à penicilina

Os pacientes com alergia à penicilina aumentaram as probabilidades de infecção no sítio cirúrgico (SSI), de acordo com um estudo publicado na revista em Clinical Infectious Diseases para coincidir com a apresentação na IDWeek, a reunião anual combinada da Sociedade de Doenças Infecciosas da América, a Sociedade para Epidemiologia da Saúde da América, da Associação de Medicina do HIV, e da Sociedade de Doenças Infecciosas Pediátricas, realizada de 4 a 8 de outubro de 2017 em San Diego

Investigadores do Hospital Geral de Massachusetts em Boston, e colegas realizaram um estudo de coorte retrospectivo envolvendo 8.385 pacientes que passaram por 9.004 procedimentos de 2010 a 2014. Um total de 11% dos pacientes relatou uma alergia à penicilina, e 2,7% tiveram uma SSI.

Os pesquisadores descobriram que os pacientes que relatavam uma alergia à penicilina haviam aumentado as probabilidades de SSI na regressão logística multivariável (odds ratio ajustado, 1,51). Em comparação com pacientes sem alergia à penicilina relatada, aqueles que relataram alergia à penicilina receberam menos cefazolina e mais clindamicina, vancomicina e gentamicina.

O risco aumentado de SSI foi mediado inteiramente pelo recebimento do paciente de um antibiótico perioperatório alternativo.

Para prevenir uma SSI, um número entre 112 e 124 pacientes com relato de alergia a penicilina precisariam de avaliação se esta alergia realmente existiria. Portanto, pacientes com uma alergia à penicilina relatada tiveram chances de aumento de 50% de SSI, atribuíveis ao recebimento de antibióticos perioperatórios de segunda linha, segundo os autores.

Terra

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Consumidor pode pedir bula de remédios que não são vendidos em caixa

Basta pedir ao atendente da farmácia. O consumidor pode até levar um exemplar para casa junto com o medicamento

Muita gente não sabe, mas é possível pedir na farmácia, a bula de remédios que não têm caixinhas, aqueles que são vendidos de maneira fracionada. Basta pedir ao atendente. O consumidor pode até levar um exemplar para casa junto com o medicamento.

Ler a bula dos medicamentos não é um hábito para muita gente, mas é necessário. “A bula é importante porque nela se pode tirar todas as dúvidas, como usar, como esse medicamento deve ser armazenado, se o medicamento deve ser ingerido com alimento ou sem. As vezes em uma consulta médica passa desapercebida alguma coisa. Então é forma de conhecer o medicamento. Também é possível tirar as dúvidas com o farmacêutico na hora da compra”, orienta a presidente do Conselho Regional de Farmácia, Martha Franco.

A dentista Renata Pessoa só passou a se importar com essa necessidade quando a Ana Sofia chegou. “Quando é para mim, não costumo ler, mas depois que tive a Ana, passei a ler para tomar os devidos cuidados, até porque é diferente”, afirma.

Entendendo a bula
O que assusta as pessoas, geralmente, são as palavras complicadas. E olha que a redação das bulas melhorou depois que uma lei de 2009 determinou que os textos fossem simplificados.

Com a ajuda do Conselho Regional de Farmácia do Tocantins, traduzimos alguns termos: a posologia, nada mais é do que o modo de usar; a interação medicamentosa, é quando o efeito de um medicamento pode interferir no efeito de outro remédio; a reação adversa, é o famoso efeito colateral; contra-indicação, é a explicação sobre quem não pode tomar o remédio; já a superdosagem, é quando a pessoa toma uma quantidade de remédio maior do que a recomendada.

G1

Vacina evitaria mais de 100.000 abortos espontâneos e mortes de recém-nascidos

Mais de 100.000 abortos espontâneos e mortes de recém-nascidos poderiam ser evitados em todo o mundo com uma vacina contra uma infecção comum em mulheres grávidas, sugerem estudos publicados nesta segunda-feira

O risco de doenças apresentado pela bactéria estreptococo B foi subestimado durante muito tempo, segundo os autores, cujo trabalho foi publicado na revista médica Clinical Infectious Diseases, e também foram apresentados na conferência anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene realizada em Baltimore, Maryland.

Mais de 21 milhões de mulheres grávidas no mundo todo são portadoras desta bactéria considerada inofensiva, calculam pesquisadores da escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM). Hoje se sabe que este estreptococo é responsável por casos de septicemia e meningite potencialmente mortais em recém-nascidos, e que este agente patogênico é também uma causa importante de aborto espontâneo.

No entanto, ainda não há vacinas disponíveis, lamentam os pesquisadores, cujos estudos foram financiados pela Fundação Bill & Melinda Gates. A análise mostra pela primeira vez que uma vacina com 80% de eficácia administrada em 90% das mulheres no mundo todo poderia evitar 231.000 casos de infecção em mulheres grávidas e recém-nascidos.

Naturalmente presente e inofensivo no trato digestivo, o estreptococo B se torna patogênico quando migra para outros órgãos e causa apenas infecções leves, exceto em grávidas e seus fetos. Antes destes estudos, os dados reunidos sobre infecções em recém-nascidos com este estreptococo se limitavam aos países ricos. Estes últimos estudos determinaram que a infecção está presente em grávidas no mundo todo.

Em média, 18% das mulheres que esperam um filho estão colonizadas por esta bactéria, com taxas que vão de 11% no leste da Ásia a 35% no Caribe. Os cinco países com os maiores números de mulheres grávidas infectadas são Índia (2,4 milhões), China (1,9 milhões), Nigéria (1,06 milhão), Estados Unidos (942.800) e Indonésia (799.100). A África, que conta com apenas 13% da população mundial, representa 65% de todos os abortos espontâneos e mortes de recém-nascidos como resultado desta infecção por estreptococos, revela o estudo.

Atualmente, a única prevenção é administrar antibióticos às mulheres no momento do parto para reduzir o risco para o bebê, o que evita 29.000 casos por ano, principalmente nos países ricos. Esta abordagem pode ser difícil em países em desenvolvimento, onde muitos partos são feitos em casa.

G1

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

OMS premia Brasil, Haiti e República Dominicana por eliminação da malária

malaria2017-campeoes2A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e suas agências parceiras reconheceram na sexta-feira (3) novos Campeões Contra a Malária no Brasil, Haiti e República Dominicana

Dois projetos, um em uma área remota da Amazônia brasileira e outro na República Dominicana e no Haiti, foram premiados pelo excelente trabalho em interromper a transmissão da malária e desenvolver sistemas locais para acessar o diagnóstico e o tratamento da doença.

O projeto no Município de Eirunepé, no Amazonas, Brasil, foi reconhecido pela redução da carga da malária em grupos populacionais isolados que vivem em áreas logisticamente desafiadoras. Devido ao seu trabalho, os casos de malária caíram de 8.000 em 2013 para 126 casos em outubro de 2017. O projeto foi citado como um excelente exemplo de um sistema de saúde e comunitário que deu alta prioridade à malária e superou os desafios da descentralização ao envolver vários setores, múltiplos stakeholders (partes interessadas) e do fortalecimento da capacidade das instituições locais.

Na República Dominicana e no Haiti, um projeto binacional para eliminar a malária em Hispaniola, abrangendo as comunidades fronteiriças de Ouanaminthe e Dajabon, recebeu o Prêmio Campeão Contra a Malária por suas “realizações notáveis” e resposta criativa usando tecnologias inovadoras que envolvem o setor privado e a comunidade, bem como trabalhadores de saúde tradicionais para melhorar a vigilância, diagnóstico e tratamento da malária em ambos os países.

Outro projeto do Brasil no remoto Parque Nacional do Jaú foi citado por treinar profissionais comunitários de saúde e interromper a transmissão local da malária, em colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz.

O subdiretor da OPAS/OMS, Francisco Becerra, saudou os participantes no evento do Dia da Malária na OPAS, observando que “o aumento dos casos de malária sugere que seja necessário fazer muito mais. O ressurgimento de casos em alguns países demonstra que nossas conquistas continuam frágeis”.

A malária, enfermidade transmitida por mosquitos, ainda é endêmica em 21 países das Américas, com a maioria dos casos concentrados na sub-região da Amazônia. Continua sendo uma séria ameaça nas Américas, com mais de 100 milhões de pessoas em risco de contrair a doença.

Na Região das Américas, os casos de malária diminuíram 62% e as mortes relacionadas à malária diminuíram 61% entre 2000 e 2015; 19 dos 21 países endêmicos da região alcançaram reduções significativas na morbidade e mortalidade da malária e se comprometeram a eliminá-la.

No entanto, o aumento dos casos de malária relatados em vários países em 2016 e 2017 mostrou que ainda há grandes desafios para diagnosticar, tratar e investigar casos da doença, especialmente em áreas remotas. Isso exige uma estreita colaboração entre os governos, setor privado, comunidades locais e cooperação internacional.

No evento do Dia da Malária, a OPAS exibiu três curtas-metragens ilustrando o trabalho dos campeões contra a malária deste ano e realizou um fórum sobre o fim das lacunas locais no caminho para a eliminação da malária.

Entre os participantes da cerimônia estavam Francisco Becerra, subdiretor da OPAS/OMS; James Tielsch, professor e coordenador do Departamento de Saúde Global GWU-MISPH, bem como do Secretariado do Dia da Malária e Campeões Contra a Malária das Américas; Ellen J. MacKenzie, reitora da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health; Patty Sanchez official de comunicações e advocacy da Global Health, Fundação das Nações Unidas; Carlos Espinal, diretor do Global Health Consortium, Robert Stempel College of Public Health & Social Work, Florida international University; Julie Wallace, diretora da Divisão de Malária, Bureau of Global Health, USAID; Annelise Hirschmann, Gerente Regional para América Latina e Caribe, Fundo Global e pessoas representando Brasil, Haiti e República Dominicana.

O Dia da Malária nas Américas ocorre a cada 6 de novembro para reforçar o compromisso da Região da Américas em evoluir na eliminação da malária e a prevenção do restabelecimento. A busca anual por Campeões Contra a Malária das Américas visa reconhecer esforços inovadores com sucesso demonstrado na prevenção, controle, eliminação ou prevenção da reintrodução da doença, que contribuíram significativamente para superar os desafios da malária nas comunidades, nos países ou nas Américas como um todo. Atualmente, o evento está no 11º ano.

A OPAS trabalha com os países das Américas para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população. Fundada em 1902, é a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo. Atua como escritório regional da OMS para as Américas e é a agência especializada em saúde do sistema interamericano.

OMS