Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ferimentos diurnos cicatrizam mais rápido que os noturnos, mostra pesquisa

Estudo observou pacientes com queimaduras; em média, as ocorridas à noite levaram 28 dias para cicatrizar, 11 a mais do que as sofridas de dia; descoberta poderá ajudar na hora de marcar cirurgias

Ferimentos causados durante o dia cicatrizam mais rápido que os noturnos, segundo uma pesquisa. O trabalho, do Laboratório de Biologia Molecular MRC, do Reino Unido, mostra que queimaduras ocorridas à noite demoram uma média de 28 dias para cicatrizar, enquanto as ocorridas durante o dia levam 17. Os pesquisadores se disseram espantados com a diferença, observada em 118 pacientes avaliados em unidades de queimaduras do sistema público de saúde britânico, o NHS.

Esse resultado é explicado pela influência do relógio biológico sobre as células humanas em um ciclo de 24 horas. O estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, mostrou que os fibroblastos, células do tecido conjuntivo acionadas para a cicatrização, mudavam sua capacidade de atuação durante períodos de 24 horas – à noite, perdiam em capacidade de reação. John O’Neill, um dos pesquisadores, disse à BBC: “É como em uma corrida de 100 m. O atleta que parte dos blocos de largada, em posição e pronto para sair correndo, sempre vai bater o corredor que parte parado em pé”.

Ajuda em cirurgias
Os pesquisadores acreditam que essa descoberta poderá ser aproveitada para melhorar cirurgias. Algumas drogas, como o hormônio cortisol, podem reajustar o relógio biológico das células e ser úteis em procedimentos noturnos. E o relógio biológico de todo mundo funciona de uma maneira ligeiramente diferente, cada um tem um cronotipo. Então, pode fazer sentido agendar uma operação que esteja em sintonia com o ciclo circadiano do paciente. Mas tudo isso ainda não foi testado.

Segundo John Blaikley, médico cientista da Universidade de Manchester, há uma carência, nos sistemas de saúde, de terapias eficazes para cicatrização. “Levando em conta esses fatores do ciclo circadiano, não apenas novas drogas podem ser identificadas, como poderá ser aumentada a eficácia de terapias existentes mudando a hora do dia em que elas são aplicadas”, diz ele.

G1

Vida longa e saudável é uma realidade para os brasileiros

Conheça dicas de como manter a vitalidade e melhorar o bem-estar ao longo dos anos

Rio de Janeiro, 13 de novembro de 2017 – Envelhecer é inevitável, e a população brasileira nunca viveu essa realidade de uma forma tão intensa: segundo estimativas e previsões divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas acima de 65 anos deve quadruplicar até 2060, chegando à marca dos 58,4 milhões de idosos morando no Brasil. Porém, contar com uns anos a mais na bagagem não é motivo para não viver a vida ao máximo, e cada vez mais pessoas estão priorizando o envelhecimento saudável.

“Os avanços tecnológicos e na medicina, que erradicaram doenças ao longo do tempo e estimularam maior conscientização sobre cuidados pessoais e prevenção de doenças, são os principais motivos para a população do país conseguir viver por um período maior”, afirma a endocrinologista Emanuela Cavalari, integrante do corpo clínico do laboratório Bronstein.

Nunca é tarde para começar a se cuidar e se preparar para viver bastante. Confira as dicas para uma vida longa e saudável.

Priorize uma dieta com bons alimentos
Muitos alimentos podem ser bons adjuvantes no processo de envelhecimento. Alimentos ricos em ômega 3, como salmão, atum e castanhas, têm efeito benéfico no colesterol e protegem as células do cérebro. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais e laticínios com baixo teor de gordura, fornece cálcio, que contribui para a prevenção de fraturas, bem como numerosos nutrientes necessários para uma boa saúde. Por outro lado, exagerar na ingestão de carboidratos pobres em fibras, como o pão e arroz brancos, de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas pode aumentar as chances de desenvolver doenças ao longo da vida.

Foque nas vitaminas
Segundo o dra. Emanuela, a vitamina D está relacionada com a saúde óssea e muscular, contribuindo para a prevenção de distúrbios como a osteoporose. Recomenda-se que todas as mulheres após a menopausa e homens acima de 50 anos devem ter os níveis de vitamina D avaliados caso encontrem-se baixos. Outros grupos de vitaminas que oferecem muitos benefícios são: vitamina C (encontradas na acerola, no caju, na goiaba e na laranja), que atua como antioxidante e participa da produção e manutenção do colágeno; vitamina B12 (carnes, frutos do mar, ovos e laticínios), que é importante para a produção dos glóbulos vermelhos do sangue e prevenção da anemia, bem como para a prevenção de distúrbios neurológicos; e a vitamina A (cenoura, espinafre, couve), que é essencial para a o sistema inume e para visão, podendo ocasionar até cegueira nos casos de deficiência grave dessa vitamina.

Exercite o cérebro e cultive amizades
Manter o cérebro funcionando o máximo possível, com exercícios mentais, leitura e jogos, ativa a comunicação cerebral, preservando as capacidades intelectuais ao longo da vida. Além disso, um estudo conduzido na Suécia mostrou que pessoas solitárias têm 60% a mais de chances de desenvolver demência na velhice. E para prevenir esse mal, basta manter uma rede de amizades ativa e de qualidade ao longo da vida.

Saúde do corpo
Outra boa dica para manter a saúde do corpo é caminhar todos os dias; além de combater o ganho de peso, também ajuda a relaxar e a fortalecer os músculos. O cuidado com a postura também deve ser lembrado: o corpo sente mais os efeitos da gravidade depois dos 40 anos e pode acabar sentindo esses efeitos mais rápido e de forma mais intensa. Além disso, recomendam-se exercícios regulares de fortalecimento muscular para melhorar a agilidade, a força, a postura e o equilíbrio e reduzir o risco de quedas e fraturas.

Exames essenciais e vacinas que salvam
Além de atividades físicas, a saúde do corpo também precisa ser checada periodicamente através de exames. Sabe-se que as doenças cardiovasculares são as que mais matam no Brasil, então, cuidar do colesterol e fazer os exames indicados é essencial para manter o coração saudável. Faça também exames regulares de urina, fezes e sangue, que indicam sinais de anemia, diabetes, problema nos rins e no fígado.

No caso das vacinas, é bom ficar atento às que precisam de reaplicação da dose depois de alguns anos, como a vacina do tétano – que deve ser tomada a cada dez anos. Com a chegada da terceira idade, algumas doenças, como a gripe, causada pelo vírus influenza, podem ser uma ameaça, então, é importante tomar as vacinas sazonais também. A partir dos 60 anos, são indicadas as vacinas contra o pneumococo e contra o herpes zóster, que acometem principalmente idosos.

Foto: Reprodução

Informações para a imprensa
Saúde em Pauta Paula Borges
E-mail: paula@saudeempauta.com.br

Superbactérias: de onde vêm, como vivem e se reproduzem

A resistência aos antimicrobianos é real e já é uma das principais preocupações das autoridades de saúde

Bactérias que se tornam mais fortes por causa do uso de antibióticos de forma errada. O que pode parecer uma profecia alarmista é na verdade uma realidade nos sistemas de saúde de todo o mundo. A resistência aos antimicrobianos, especialmente a resistência aos antibióticos, é um tema que preocupa tanto os países desenvolvidos como países em desenvolvimento. O problema é mais sério em locais onde o consumo de antibióticos não é bem controlado nem orientado.

A explicação para o surgimento de bactérias mais resistentes está na teoria da seleção natural das espécies elaborada por Charles Darwin. Quando são expostas aos antibióticos, um grupo pequeno de bactérias mais fortes pode sobreviver e posteriormente se reproduzir. Isso significa que, a cada geração, as bactérias mais resistentes dão origem a outras bactérias que também são resistentes.

Quando o microrganismo é resistente a mais de um tipo de medicamento dizemos que ele é multirresistente aos antimicrobianos.  Essa resistência pode surgir por uma mutação que dá ao microrganismo condições de resistir ao medicamento. Também pode acontecer pela troca de material genético entre microrganismos comuns com microrganismos resistentes.

O problema é mais frequente com antibióticos, mas também afeta antivirais, antifúngicos e antiparasitários. Antimicrobiano é o nome comum para todos estes medicamentos.

Por isso, o uso de antibióticos adequados para o tipo de infecção, no tempo correto e na dosagem correta é fundamental para evitar a sobrevivência de bactérias mais resistentes.

Além disso, outros fatores também contribuem para o surgimento de superbactérias.Conheça os principais:
  • Tratamento maior ou menor que o recomendado pelo médico
  • Uso de antibiótico para tratar doenças que não são infecções bacterianas, exemplo, gripe
  • Uso de antibiótico não indicado para o tipo de bactéria que está causando a infecção
  • Uso inadequado de antibióticos na área veterinária, especialmente em animais utilizados para o consumo humano
  • Falta de um bom controle de infecções nos serviços de saúde
Os serviços de saúde são locais de preocupação das autoridades de saúde quando o assunto é resistência aos antibióticos. Isso porque são locais com alta concentração de microrganismos que causam doenças e também de antibióticos de diferentes tipos.

Vai faltar antibiótico?
O principal problema da resistência é a redução das opções de antibióticos para tratar infecções por bactérias mais fortes. Cada vez que uma pessoa adoece por causa de uma bactéria resistente, o tratamento se torna mais difícil. Se esta pessoa estiver infectada por uma bactéria multirresistente, ou seja, resistente a diferentes antibióticos, é possível que não se encontre um tratamento adequado.

Quem se torna resistente? A bactéria ou a pessoa?
Quem se torna resistente é a bactéria. Se uma pessoa contrai uma bactéria resistente, o seu tratamento será mais difícil.

O que posso fazer?
As medidas para conter a resistência aos antibióticos dependem tanto dos pacientes como dos profissionais que prescrevem os medicamentos e dos outros profissionais de saúde.


ANVISA

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Oficina prepara os profissionais para a implementação de PrEP no SUS

banner 245 x145pxOnze estados estão incluídos nesta primeira fase, que terá início em dezembro

Oficina de capacitação em Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) prepara setenta profissionais de saúde -que já atuam nos serviços especializados da rede pública- para trabalhar na implementação desta profilaxia. Eles fazem parte dos onze estados que estão incluídos nesta primeira fase da implementação da PrEP no SUS, que terá início em dezembro nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minais Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A oferta desta profilaxia estará disponível em trinta e cinco postos de serviços do SUS nesses estados.

A oficina de capacitação, que ocorreu nesta quarta e quinta-feira (8 e 9) em Brasília, foi ministrada por pesquisadores da FIOCRUZ e técnicos-especialistas do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

Os objetivos desta oficina concentraram-se em expor as principais orientações do “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de Risco à Infecção pelo HIV”. Conhecer as fichas de monitoramento e seguimento clínico da PrEP, que estará disponível no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos - SICLOM. E debater os fluxos e organização para a oferta desta profilaxia nos serviços de saúde.

Confira o protocolo clínico aqui.

A implementação da Profilaxia Pré-exposição de risco ao HIV (PrEP) no SUS vai ocorrer de forma gradual, focando as populações com risco substancial à infecção pelo HIV.

Em 2018, no primeiro semestre, será ampliado para outros dezesseis estados: Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins. A meta para 2018 é ter pelo menos um serviço de referência em cada estado ao longo do primeiro semestre. No primeiro ano de implementação da PrEP serão oferecidas 7 mil profilaxias.

A nova estratégia de prevenção, a PrEP, consiste no uso preventivo dos medicamentos tenofovir e entricitabina, combinados num único comprimido. A nova medicação antirretroviral só pode ser usada por pessoa que não seja portadora do vírus HIV. É um comprimido de uso diário.

Populações Prioritárias
No Brasil, a prevalência da infecção pelo HIV encontra-se em 0,4% na população geral. Porém, alguns segmentos populacionais mostram uma prevalência de HIV mais elevada, como homens que fazem sexo com homens (HSH), gays, pessoas transexuais, transgêneros, travestis e trabalhadoras do sexo. Casais que sejam sorodiferentes – que é quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não – também estão incluídos no projeto da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), em razão de aumentar as opções de prevenção dessas pessoas.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais Conheça também a página do DIAHV no Facebook:
https://www.facebook.com/ISTAidsHV

Maioria dos brasileiros adultos não está com a vacinação em dia; veja as necessárias

Estudo mostra que 64% da população não está com a caderneta de vacinação em dia. O principal motivo é falta de conhecimentos das vacinas necessárias na fase adulta

A grande maioria dos brasileiros adultos (64%) não está com a caderneta de vacinação em dia. Embora 89% da população reconheça a importância da imunização na prevenção de doenças, um terço (33%) diz que “não sabe” ou “não sabe muito bem” quais vacinas estão disponíveis para a sua faixa etária. Esse porcentual aumenta entre os que não têm filhos: 45%.

A vacinação de maiores de 18 anos, na verdade, é negligenciada em todo o mundo, como mostra o levantamento feito em cinco países (Brasil, Alemanha, Índia, Itália e Estados Unidos) com 6 mil pessoas, por encomenda do laboratório farmacêutico GSK. A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, 7, revela que 53% não priorizam a imunização como uma forma eficaz de prevenção de doenças e 29% acham que a prática se torna menos importante à medida que envelhecemos.

“A vacinação de crianças é algo que está na alma do povo; é muito mais fácil, faz parte da consulta médica, os pediatras sabem que as crianças precisam de vacinas”, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Regional RJ, Flávia Bravo, lembrando que o Brasil tem uma das melhores coberturas do mundo de vacinação infantil. “Mas uma das áreas da medicina que mais evolui é a das vacinas; a população está cada vez mais velha, daí esse movimento universal para chamar a atenção para a importância da vacinação do adulto: não se trata apenas de interesse de laboratório.

Nos últimos 5 anos, 58% dos adultos acima dos 18 anos se vacinaram contra a gripe no Brasil, seguidos de 41% contra a febre amarela e 27% contra a hepatite B. Outras doenças, no entanto, tiveram uma adesão vacinal muito baixa, como sarampo, caxumba e rubéola (10%), meningite C (7%), meningite B (7%) e meningite ACWY (6%). Quase a metade dos adultos (46%) afirmou que nenhum profissional de saúde jamais mencionou a importância da vacinação na vida adulta.

Por que adultos precisam se vacinar?
“A vacinação de adultos serve para proteger os adultos, claro, mas também tem um papel importante na redução da transmissão das doenças em geral”, diz Flávia Bravo. “Por exemplo, tivemos agora um surto de sarampo no Ceará que levamos um ano para controlar: temos uma cobertura maravilhosa no que diz respeito às crianças, mas tem muitos adultos que não são vacinados contra sarampo.”

O levantamento mostrou, no entanto, que, no que diz respeito à prevenção de doenças, os brasileiros preferem adotar outras práticas, como não fumar (81%) e se alimentar bem (78%). Segundo Bárbara Emoingt Furtado, gerente médica de vacinas da GSK, a falta de conhecimento sobre os imunizantes disponíveis, a ausência de uma cultura de vacinação de adultos são motivos para a baixa cobertura. Uma outra razão seria econômica.

“Quando falamos em saúde pública, sabemos que as crianças são mais suscetíveis e podem ter complicações mais graves do que um adulto saudável; então o foco costuma ficar nos menores, não criamos a cultura de vacinar adultos”, afirma. “O custo econômico também pode ser impeditivo”. Principais vacinas que todo adulto deveria tomar: HPV; Difteria e tétano; Sarampo, caxumba e rubéola; Hepatites A e B; Varicela (Catapora); Influenza (Gripe); Meningocócica ACWY e B; Dengue.

Gazeta do Povo