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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Uso excessivo de celular pode comprometer funcionalidade de neurônios

Os jovens viciados no aparelho apresentaram ainda maior índice de depressão e ansiedade

Nunca se olhou tanto para baixo. Na fila, no parque, na escola, no trabalho, no museu, no ônibus e, perigosamente, no carro, as pessoas parecem só ter um interesse: a tela do smartphone. A ponto de, nos Estados Unidos, um estudo do Pew Research Center ter apontado que 46% da população diz não conseguir viver sem seu celular com acesso à internet. A dependência do gadget, usado menos para fazer ligações do que para ler notícias, interagir nas redes sociais, jogar e assistir a vídeos, tem até nome: nomofobia, o medo de ficar longe do aparelho.

Preocupados principalmente com o impacto disso entre os jovens, que, segundo estudos, são os usuários que passam mais tempo mexendo nos celulares, pesquisadores da Universidade da Coreia em Seul decidiram investigar como essa dependência se dá do ponto de vista da química cerebral. Para tanto, o neurorradiologista Hyung Suk Seo reuniu um grupo de 19 jovens, com média de idade de 15,5 anos e dependência em internet e/ou smartphones diagnosticada, e outro com 19 adolescentes da mesma faixa etária, mas que não sofriam do problema.

Doze dos 19 que não conseguiam viver longe dos aparelhos receberam nove semanas de terapia cognitivo-comportamental, adaptada de um programa desenhado para dependentes em jogos de azar, como parte do estudo. Os pesquisadores utilizaram testes padrão de adicção em tecnologia para medir a severidade do vício. As questões investigavam o quanto a internet e os celulares afetam a rotina diária, a vida social, a produtividade, os sentimentos e os padrões de sono dos jovens. Quanto maior o escore, maior no nível de adicção.

Um dos achados foi que os adolescentes dependentes de celular exibem níveis mais significativos de depressão, ansiedade, insônia e impulsividade, comparados aos que não sofrem do problema. Para medir como isso ocorre no cérebro do ponto de vista fisiológico, os pesquisadores fizeram o exame chamado espectroscopia por RNM, tipo de ressonância magnética que mede a composição química do órgão.

Os participantes foram submetidos a esse método não invasivo antes e depois da terapia cognitivo-comportamental. Já os jovens não adictos em tecnologia foram submetidos ao exame apenas uma vez para medir os níveis de GABA, um neurotransmissor que inibe ou retarda sinais no cérebro, e de Glx, neurotransmissor que torna os neurônios mais excitados eletricamente. Pesquisas anteriores constataram que o GABA está envolvido no controle da visão e da parte motora, além da regulagem de várias funções cerebrais, incluindo a ansiedade.

Os resultados da espectroscopia por RNM revelaram que, comparado aos jovens do grupo de controle, os dependentes apresentavam uma razão entre Gaba e Glx muito maior no córtex cingulado anterior, região que, entre outras coisas, regula as emoções. “Essa associação foi significativamente correlacionada às escalas clínicas de dependência em internet e smartphone, além de depressão e ansiedade”, diz Hyung Suk Seo, que apresentou um trabalho sobre o estudo, ainda não publicado, no congresso anual da Sociedade Radiológica da América do Norte. “Um excesso de GABA pode resultar em vários efeitos colaterais, incluindo ansiedade e sonolência” observa.

Reversão
Segundo o médico, são necessários mais estudos para que a descoberta tenha implicação clínica. “O que podemos deduzir, por ora, é que o aumento na produção de GABA no córtex cingulado anterior nos jovens com adicção pode estar relacionado à perda da integração funcional e da regulação do processamento dos neurônios na rede celular associada às emoções e à cognição”, adianta. Seo ressalta que o trabalho também revelou uma boa notícia: a razão entre Gaba e Glx diminuiu e, em alguns casos, normalizou, depois da terapia cognitivo-comportamental, indicando um potencial alvo terapêutico.

“Nossos smartphones se transformaram em uma ferramenta que fornece satisfação rápida e imediata. Nossos neurônios respondem a isso imediatamente, lançando dopamina. Ao longo do tempo, isso aumenta nosso desejo pelo feedback rápido e pela satisfação imediata. Esse processo também contribui para o desenvolvimento de intervalos de atenção mais curtos e torna as pessoas mais propensas ao tédio”, explica Isaac Vaghefi, professor da Universidade de Nova York que pesquisou a nomofobia entre 182 estudantes universitários.

Os estudantes tinham de reportar a rotina diária e o uso de smartphone. Baseado na análise das respostas, o pesquisador os classificou em quatro tipos: pensativo, regular, altamente engajado, fanático e adito. Sete por cento da amostra entrou na categoria da adicção e 12% foram identificados como fanáticos. Os universitários enquadrados nos dois grupos relataram ter passado por problemas pessoais, sociais e profissionais devido à necessidade compulsiva de estar com os smartphones. De forma geral, eles exibiram sinais que poderiam indicar depressão, isolamento social, timidez, impulsividade e baixa autoestima. As mulheres mostram-se mais propensas ao comportamento aditivo.

“A dependência tecnológica não é um transtorno mental oficial, mas esse termo se refere a um comportamento de adicção em relação a mídias sociais, mandar mensagens em excesso, carregar muita informação, fazer muitas compras on-line, jogar, acessar pornografia on-line, enfim, o uso excessivo do smartphone”, diz Vaghefi. “Enquanto que a minoria se identificou como dependente, acredito que a adicção tecnológica vai aumentar à medida que a própria tecnologia continua a avançar, e os desenvolvedores de gadgets, aplicativos e jogos encontram novas formas de ganhar a atenção dos usuários por longos períodos de tempo”, afirma.

“Nossos neurônios respondem a isso (uso do smartphone) imediatamente, lançando dopamina. Ao longo do tempo, isso aumenta nosso desejo pelo feedback rápido e pela satisfação imediata” - Isaac Vaghefi, professor da Universidade de Nova York e pesquisador da nomofobia

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Saiba como é o ciclo do mosquito Aedes aegypti

V03 AVATAR 1O Ministério da Saúde iniciou em 08/12 a campanha Sexta-feira sem Mosquito, que se estenderá até março, mobilizando os governos Federal, estaduais e municipais para que promovam ações de limpeza nas cidades, em casas, estabelecimentos privados e órgãos públicos

O foco da campanha é a mobilização e conscientização da população a respeito da importância de enfrentar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Mas o que podemos fazer para combater o inimigo número um da saúde pública no Brasil durante o verão? A pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Denise Valle, conversou com o Blog da Saúde sobre a iniciativa de promover um dia da semana para limpeza dos criadouros. A ideia surgiu em Singapura há alguns anos e trouxe bons resultados. “O país conseguiu reduzir a epidemia de dengue, na época, em quase 90% fazendo verificações semanais de 10 minutos à procura de criadouros domésticos que acumulassem água”, explica.

Segundo a doutora, a infestação do mosquito é sempre mais intensa no verão, em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas – aceleram o ciclo de vida do mosquito. Para evitar essa situação, é preciso adotar medidas permanentes para o controle do vetor, durante todo o ano, a partir de ações preventivas de eliminação de focos do mosquito. Como o Aedes aegypti tem hábitos domésticos, essa ação depende sobretudo do empenho da população. “É preciso investir um tempo toda semana para procurar esses criadouros. Dez minutos são suficientes para essa verificação, que deve ser rotineira. É importante que isso seja feito o ano todo, não só durante o verão”, ressalta.

Quer saber mais sobre a importância da eliminação do criadouro? Tire suas dúvidas!

Por que é importante fazer a verificação dos criadouros uma vez por semana?
Denise Valle: A justificativa científica para a verificação uma vez por semana é que o ciclo de vida do mosquito leva um período de 7 a 10 dias – de ovo até a fase adulta. O mosquito espalha os ovos em muitos criadouros, cerca de 80% deles, dentro de nossas casas. Eles possuem grande resistência e podem ficar em ambiente seco por mais de um ano. Ou seja, eles podem durar de um verão até o outro. O Aedes coloca os ovos próximo à lâmina d’água. Quando a água evapora, os ovos continuam grudados no recipiente, mas ao voltar a chover, ele entrará em contato com a água e poderá eclodir, dando início ao ciclo de vida do mosquito que ainda compreende as fases de larva e pupa, até chegar à forma adulta.

Blog da Saúde: Fazendo a faxina é possível evitar esse ciclo?
Denise Valle: Quando a gente convida as pessoas a olharem os seus criadores em casa uma vez por semana, na verdade, estamos estimulando que as pessoas impeçam que esse ciclo se feche. É muito mais fácil você controlar uma larva do que você controlar o mosquito. Por isso, a ideia é fazer essa busca de criadouros potenciais na casa da gente uma vez por semana, para você impedir que novos adultos se formem, pois a larva não transmite a doença.

Blog da Saúde: Quantas pessoas um mosquito é capaz de infectar?
Denise Valle: Apenas as fêmeas do mosquito picam, pois precisam do sangue para colocar os ovos. Se o mosquito estiver infectivo, ou seja, com a presença suficiente dos vírus dengue, Zika ou chikungunya no organismo, poderá transmitir os vírus ao picar uma pessoa. O Aedes aegypti tem uma peculiaridade que se chama “discordância gonotrófica”, que significa que é capaz de picar mais de uma pessoa para uma mesma postura de ovos. Há relato que um só mosquito transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma família, no mesmo dia. Blog da Saúde: Quais são as dicas para a faxina? Denise Valle: A larva não resiste ao ambiente seco. Para se livrar delas é preciso jogá-las na terra seca, no cimento, no asfalto, pois em poucos minutos elas vão morrer. As larvas não podem ser descartadas pelo ralo, vaso sanitário ou pela pia, o que seria apenas a troca de um criadouro aquático por outro. Já os ovos devem ser destruídos com o uso da parte verde de uma esponja, esfregando bastante. Também não podem ser jogados na água.

Blog da Saúde: Como é possível identificar os ovos?
Denise Valle: Os ovos do Aedes aegypti são bem pequenos, medem cerca de 0,4 mm), parecidos com o tamanho de um grão de areia. Assim que são colocados, os ovos são brancos, mas três horas depois eles ficam pretos e durinhos, e com resistência ao ressecamento. Geralmente, são colocados na parede dos recipientes, em cima da lâmina d’água. Caso eles virem larvas, jogue em lugar seco.

Blog da Saúde: Quais são os principais lugares que podem servir de criadouros?
Denise Valle: Reservatórios, como caixas d’água, galões e tonéis (muito utilizados para armazenagem de água para uso doméstico em locais com infraestrutura urbana precária), são conhecidos como macro-criadouros de Aedes aegypti, assim como piscinas não tratadas. Portanto, são os espaços que requerem mais atenção. Isso não significa que a população possa descuidar da atenção aos pequenos reservatórios, como vasos de plantas, calhas, garrafas, lixo a céu aberto, bandejas de ar-condicionado, vaso sanitário pouco utilizado, vasilhas para água de animais domésticos, e poço de elevador. Uma dica é olhar para espaços menos convencionais. O Aedes é oportunista, ele coloca os ovos em qualquer local que tenha água limpa e parada.

Quando o foco do mosquito é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores, como em terrenos baldios ou lixo acumulado na rua, secretarias municipais de saúde devem ser acionadas para remover os possíveis criadouros.


Luíza Tiné para Blog da Saúde

Compartilhar prescrições nas redes sociais pode configurar crime

A veiculação de prescrições nas mídias sociais (whatsapp, facebook, entre outras), com qualquer sinal identificador do paciente ou do prescritor, não deve ser realizada, por ser fato potencialmente danoso aos direitos de personalidade do paciente e do prescritor e, portanto, pode ser causa de responsabilização cível, criminal e ética do profissional farmacêutico.

Informações sobre a saúde de um paciente a ele são relevantes e integram sua vida privada. Assim, a divulgação de medicamentos a ele prescrito fere sua privacidade e intimidade, visto que é uma informação pessoal.

Já quanto ao prescritor, a divulgação da prescrição por ele elaborada poderia comprometer a honra deste profissional.

Desta forma, a simples veiculação da prescrição, com a identificação do paciente e/ou do prescritor, pode configurar um dano.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Estudo reafirma risco maior de câncer de mama em mulheres que usam anticoncepcional hormonal

Pílula anticoncepcional (Foto: Reprodução/Fantástico)
Pílula anticoncepcional (Foto: Reprodução/Fantástico)
No entanto, risco geral de ter câncer de mama ainda é baixo, por isso especialistas não recomendam deixar de tomar contraceptivo sem uma avaliação detalhada das opções disponíveis

As mulheres que usam atualmente ou usaram recentemente métodos anticoncepcionais baseados em hormônios têm um risco cerca de 20% maior de ter câncer de mama que as que não usam, embora o risco geral de ter a doença, para a maioria das mulheres, seja relativamente baixo, concluiu um novo estudo que analisou informações de 1,8 milhão de mulheres na Dinamarca.

Os anticoncepcionais mais antigos eram conhecidos por oferecer um maior risco de câncer de mama, mas os médicos esperavam que as novas formulações com menos estrogênio pudessem apresentar risco menor. As novas descobertas, relatadas no periódico “The New England Journal of Medicine”, mostram que não, e quanto mais tempo os produtos forem usados, maior o risco.

Os pesquisadores calcularam que a contracepção hormonal produziu um caso extra de câncer de mama para cada 7.690 mulheres por ano. Isso representa muitos casos, já que 140 milhões de mulheres usam anticoncepção hormonal em todo o mundo -- cerca de 13% das mulheres de 15 a 49 anos.

"Além do fato de que eles fornecem um meio eficaz de contracepção e podem ajudar mulheres com cólicas menstruais ou sangramento menstrual anormal, o uso de anticoncepcionais orais está associado a reduções substanciais nos riscos de câncer de ovário, endométrio e colorretal mais tarde na vida. Na verdade, alguns cálculos sugerem que o efeito líquido do uso de anticoncepcionais orais por 5 anos ou mais é uma ligeira redução no risco total de câncer ", disse Hunter.

Mas, à medida que as mulheres entram na faixa dos 40 anos, as alternativas não hormonais, como o DIU, podem ser melhores, disse ele. A maioria dos casos de câncer de mama foi observada em mulheres que usavam contraceptivos orais a partir dos 40 anos.

Dispositivo intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos alternativos aos hormonais (Foto: TV Globo/Reprodução)
Dispositivo intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos alternativos aos hormonais (Foto: TV Globo/Reprodução)

"Eu não acho que [nenhum médico] vai dizer para parar de tomar contraceptivos orais. Isso não é necessário e não é indicado pelos dados ", disse o Dr. Roshni Rao, chefe de cirurgia de mama em do Columbia University Medical Center em Nova York, que não estava envolvido com o estudo.

"Mas isso mostra um risco aumentado, então, para as pessoas que não têm uma ótima razão para tomar anticoncepcionais orais, ou são passíveis de alternativas, talvez elas devam pensar sobre isso".

Tais alternativas incluem um DIU de cobre, preservativos ou, se as mulheres já tiverem filhos, ligadura de trompas.

O novo estudo analisou todas as mulheres na Dinamarca de 15 a 49 anos que não tinham câncer, coágulos nas veias ou que tivessem feito tratamento para a infertilidade. As mulheres foram seguidas por quase 11 anos.

O aumento de 20% no risco de câncer de mama variou de acordo com a idade e com quanto tempo as mulheres usaram anticoncepcionais baseados em hormônios, incluindo pílulas, adesivos, anéis vaginais, implantes e injeções.

O risco foi 9% maior com menos de um ano de uso e 38% maior com mais de 10 anos de uso.

Por outro lado, entre as mulheres que usaram contraceptivos hormonais por períodos curtos, o risco aumentado de câncer de mama desapareceu rapidamente após o uso ter parado, disseram os pesquisadores.

Os DIUs com hormônios também parecem representar um risco, disse Morch, “então há muitas coisas a ter em conta ao decidir que tipo de contracepção usar. A contracepção em si é um benefício, é claro, mas este estudo indica que vale a pena considerar uma alternativa à contracepção hormonal, como o dispositivo intrauterino de cobre ou métodos de barreira, como preservativos ".

"Se comparado com outros riscos, como a obesidade e o excesso de peso, há mais risco com obesidade do que se você tomar alguns anos de contraceptivos orais", disse Rao à Reuters por telefone.

G1

Médico de família: aquele que cuida de todas as fases da vida

Ela entra na Unidade Básica de Saúde (UBS) às 8h e sai às 17h. Atende a vários pacientes no dia, desde crianças até idosos na melhor idade

“Nós atendemos a família, fazemos consulta desde o pré-natal, acompanhamos as crianças na fase de crescimento e desenvolvimento, nas consultas pediátricas também. Cuidamos dos idosos, adultos, da família toda”, descreve Gleice Anne Lubiana, médica da família no programa Mais Médicos. O ritmo de trabalho não é muito diferente de outros especialistas, a diferença é que o médico de família está preparado e se preocupa em atender a comunidade.

A doutora explica que o médico especializado em saúde da família se ocupa do diagnóstico, para orientar o paciente sobre medidas de prevenção e, se necessário, de tratamento. A finalidade dessa especialidade é conhecer e acompanhar as pessoas por toda a vida, dentro do seu contexto e das suas complexidades. “Atendemos por território, e para isso, contamos com os agentes comunitários para fazer o recadastramento das pessoas, ou seja, parte do papel do médico da família é saber onde o paciente mora”, explica.

Conhecer a casa, a família, os vizinhos e entender os problemas locais e como eles afetam a saúde dos que lá vivem faz parte da equipe da família. “Contamos com uma equipe multidisciplinar para acompanhar essas famílias, fazemos também visitas domiciliares quando necessário e fazemos o atendimento lá mesmo”, fala a doutora. A equipe que auxilia a médica é formada por uma enfermeira, técnicos de enfermagem e agentes comunitários. Juntos eles avaliam cada caso e, quando necessário, encaminha para a especialidade adequada.

Edson Fernandes, auxiliar de construção, por exemplo, foi marcar um exame para mulher que está com 4 meses de gestação. “Eu vim marcar uma prevenção para minha esposa e aproveitei para mostrar meus exames para doutora Gleice”, comenta Fernandes. Para ele, a vantagem de ter um médico para família é que ele também pode aproveitar as consultas do pré-natal da esposa para se consultar, fazer exames e se preparar para essa nova fase da vida.

Entre um paciente e outro, Gleice conversa com a equipe. “Quando uma mesma pessoa tem vários problemas ou algum agravo que não conseguimos resolver na Unidade Básica, encaminhamos para uma UPA ou hospital”, explica. Para Gleice, contar com uma equipe multidisciplinar é fundamental para conhecer a população e permite que os profissionais conheçam bem seus pacientes e sua área de atuação. “Você acaba criando um vínculo muito grande médico/paciente e conhece toda a família, é muito importante”, comenta a doutora sorrindo.


Equipe Saúde da Família
Uma UBS tem suas Equipes de Saúde da Família, que trabalha em uma localidade específica, contando com uma população que permanece mais ou menos a mesma, o que permite que os profissionais conheçam bem seus pacientes e sua área de atuação.

Uma unidade de Saúde da Família pode atuar com uma ou mais equipes de profissionais, dependendo do número de famílias a ela vinculadas. A recomendação do Ministério da Saúde é que uma equipe seja responsável por uma área onde residam de 600 a 1.000 famílias, com o limite máximo de 2.000 a 3500 habitantes. Mas esse critério pode ser flexibilizado em razão da diversidade das regiões, levando em conta fatores como densidade populacional e acesso aos serviços, além de outros fatores que variam de lugar a lugar.

Por Luiza Tiné, para Blog da Saúde