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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Os problemas de saúde causados pelo trabalho noturno

Tracey Loscar, uma paramédica do Alasca, trabalha em turnos de 24 horas. E faz quatro plantões por semana há 17 anos. “A gente brinca que, no primeiro dia, você está pronto para dominar o mundo. E lá pelo quarto dia, você está prestes a botar fogo em tudo”, conta

Em todo o mundo, milhões de pessoas trabalham à noite. Há poucos dados oficiais, mas de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, estima-se que de 7% a 15% da força de trabalho em países industrializados esteja envolvida de alguma forma com trabalhos noturnos. E, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o trabalho noturno é uma das prováveis causas de câncer, devido à ruptura do ritmo circadiano – período de aproximadamente 24 horas em que se baseia o ciclo biológico.

A origem
E como será que começou esse hábito de virar a noite trabalhando? “Desde que (Thomas) Edison produziu a primeira lâmpada comercial barata, fomos capazes de virar a noite a um custo baixo, e o sono foi a primeira vítima”, explica Russell Foster, professor da Universidade de Oxford, no Reino Unido, especialista em sono. “A grande questão é que temos esse relógio biológico interno que é ajustado pelo mundo externo como resultado da exposição ao ciclo claridade / escuridão”, acrescenta. 

Segundo ele, os trabalhadores noturnos são expostos a níveis reduzidos de luz durante o turno da noite, mas como se deparam com a intensa claridade natural da manhã na jornada de volta para casa, o relógio biológico interno fica travado no padrão de claro/escuro dos trabalhadores diurnos. “Então, você passa constantemente por cima do impulso biológico que diz que você deveria estar dormindo”. E não importa se você estiver trabalhando em turnos noturnos regularmente, acrescenta Foster. A menos que você consiga se esconder completamente da claridade, após terminar de trabalhar e o sol começar a raiar.

Efeitos no organismo
Mas que tipo de efeitos o trabalho noturno pode ter no organismo? Foster explica que a ato de passar por cima do relógio biológico faz com que você ative seu “eixo de estresse”, que é como o corpo reage em uma situação de luta ou fuga. “Estamos esguichando glicose na circulação, estamos aumentando a pressão arterial, estamos gerando alerta para lidar com ameaças potenciais e, claro, não deveria ser o caso, estamos apenas trabalhando”, afirma o especialista. Ele alerta que níveis continuados de estresse podem levar a doenças cardiovasculares ou distúrbios metabólicos, como diabetes tipo 2.

O estresse também pode suprimir o sistema imunológico, o que pode ser a origem de uma incidência maior de câncer colorretal e de mama. Esses são os possíveis resultados em longo prazo, mas a privação de sono também tem consequências mais imediatas. O efeito mais evidente é o cansaço. A dificuldade de assimilar informações corretamente, os lapsos em captar sinais sociais e a perda de empatia são alguns sintomas.

Ações trabalhistas
Segundo Foster, as empresas cujos funcionários trabalham no turno da noite podem se preparar para ações judiciais no futuro, se não mostrarem que estão tomando medidas razoáveis para tentar mitigar os problemas associados ao trabalho noturno. Além de instituir exames de saúde periódicos para os funcionários, Foster afirma que “uma medida simples seria (fornecer) a alimentação adequada”. “Sabendo que você tem o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e problemas metabólicos, como diabetes, eles devem disponibilizar uma alimentação apropriada para os trabalhadores do turno da noite”, completa.

Como qualquer pessoa que já trabalhou à noite sabe, não é fácil ter acesso a alimentos saudáveis. E, curiosamente, pesquisas mostram que o consumo de carboidratos pode aumentar de 35% a 40% após apenas quatro ou cinco dias de sono reduzido, devido à elevação do nível de grelina, hormônio responsável por estimular o apetite. Ele faz com que a gente sinta fome, incentivando o consumo de açúcar e carboidrato. “Em última análise, isso não é bom para obesidade ou algumas condições, como diabetes tipo 2”, ressalta.

Perdas econômicas
Além de apresentar riscos para a saúde, a privação de sono também tem um custo para a economia. “No Reino Unido, descobrimos que a falta de sono custa à economia até US$ 40 bilhões por ano, o que representa cerca de 1,8% do PIB do Reino Unido – é uma mistura de perda de produtividade e efeitos na mortalidade”, analisa Marco Hafner, economista da instituição de pesquisa Rand Europe. E os governos, estão tomando providências no que se refere a estabelecer políticas públicas?

Hafner diz que as iniciativas ainda são incipientes. “Nós sabemos que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês, nos EUA) está olhando para isso e, na verdade, já considera a falta de sono uma epidemia de saúde pública. Então há uma conscientização crescente sobre a falta de sono ser um problema de saúde pública”, pondera.

Há benefícios?
Diante de tantas evidências sobre os riscos para a saúde, por que as pessoas insistem em trabalhar à noite? Muita gente não tem escolha. Mas a paramédica Tracey Loscar menciona algumas vantagens: “A escala que temos hoje funciona muito bem para minha família… Eu tenho duas semanas de folga todo mês. Trabalho uma semana longa, mas depois tenho sete dias de folga consecutivos, e são sete dias consecutivos com meus filhos e em que consigo fazer planos.”

Ela diz, no entanto, que procura se cuidar: “Sou muito disciplinada com meu horário de sono, com atividade física e alimentação, cancelo compromissos para me recuperar e me certificar que eu consiga mitigar (os efeitos) ao máximo”. Segundo Loscar, o trabalho noturno pode satisfazer determinados tipos de personalidade: “Eu diria que o tipo de pessoa que prefere ou faz exclusivamente turnos noturnos é um pouco mais introvertida por natureza.”

“Há menos exposição ao público, então você tende a encontrar pessoas que preferem trabalhar à noite porque gostam mais de ficar sozinhas para fazer seu trabalho”, acrescenta. Mas será que 17 anos de trabalho noturno não tiveram nenhum efeito na saúde física ou mental dela? “Eu certamente passei grande parte desse tempo cansada!”, responde, rindo.

R7

Quantidade de proteínas ingeridas pode ser crucial em câncer colorretal

A quantidade de proteínas ingeridas na dieta pode ser um fator importante para prevenir o câncer colorretal em certos grupos de risco, diz um estudo do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNIO, na sigla em espanhol) da Espanha


A medicina já tinha conhecimento de que fatores como a dieta e a inflamação intestinal têm papel importante no desenvolvimento dessa doença, mas os vínculos diretos entre nutrientes, inflamação e câncer colorretal ainda não foram comprovados.

O trabalho do CNIO, publicado nesta quinta-feira na revista “Cell Metabolism”, explica que as pessoas que já sofrem com a doença inflamatória intestinal poderiam se beneficiar de uma dieta rica em proteínas. Por outro lado, uma dieta baixa em proteínas poderia ser o mais adequado para quem têm predisposição genética para o câncer de cólon. Além disso, o trabalho revela porque um determinado tipo de medicamento utilizado contra o câncer colorretal (os inibidores do complexo de proteínas mTORC1) praticamente não tem efetividade em alguns pacientes, uma descoberta que “abre caminho para otimizar e personalizar os tratamentos”, afirmaram os pesquisadores em sua publicação.

Mais de 75% dos casos de câncer colorretal são atribuídos a causas ambientais, pois não estão associados a fatores genéticos. Tudo indica que hábitos como uma alimentação inadequada, a falta de exercícios físicos e o tabagismo podem afetar o sistema digestivo e levar a doenças inflamatórias, como a doença de Crohn e a colite ulcerosa, que frequentemente evoluem para o câncer colorretal. No entanto, os mecanismos precisos que vinculam a dieta, a inflamação e o câncer colorretal não são muito bem conhecidos.

Para estudá-los, Nabil Djouder, chefe do Grupo de Fatores de Crescimento, Nutrientes e Câncer do CNIO, se concentrou em mTORC1, um complexo de proteínas que funciona como sensor de nutrientes. O estudo foi realizado em ratos modificados geneticamente e os resultados foram confirmados com amostras humanas de inflamação intestinal (causadas pela doença de Crohn e a colite ulcerosa) e câncer colorretal.

Alguns tratamentos contra o câncer de cólon agem sobre mTORC1 inibindo sua atividade, mas nas experiências clínicas é possível observar que os inibidores de mTORC1 são praticamente ineficientes em determinados pacientes. O trabalho de Djouder mostra que inibir mTORC1 pode ser mais benéfico nos cânceres colorretais que têm base genética importante, especialmente nos pacientes que têm uma mutação no gene APC, que representam menos de 5% de todos os casos.

Quanto aos outros tipos de câncer colorretal, que são maioria e que se desenvolvem em pessoas com inflamação intestinal e sem origem genética, a estratégia de prevenção passa por promover a atividade de mTORC1, segundo o estudo. Os cientistas descobriram que se mTORC1 for inibido nos ratos com doença inflamatória, o câncer avança.

Em seguida os especialistas concluíram que se o câncer colorretal se deve a mutações no gene APC é melhor inibir mTORC1, e se estiver associado à inflamação intestinal esta proteína deve ser ativada, o que se consegue através da alimentação. Os investigadores afirmam que uma dieta rica em proteínas, por exemplo, utilizando suplementos de proteína de soro de leite, promove a atividade de mTORC1 e pode reduzir a formação de tumores em ratos com inflamação gastrointestinal crônica.

Por outro lado, “uma dieta baixa em proteínas pode ser uma opção para prevenir o câncer colorretal em pacientes com uma predisposição genética, por exemplo, aqueles que apresentam mutações no APC, enquanto que uma dieta rica em proteínas poderia proteger os pacientes com doença inflamatória intestinal”, segundo os autores. “Os nossos resultados podem ter implicações importantes para o uso clínico dos inibidores de mTORC1, bem como para abrir novos caminhos para otimizar e personalizar os tratamentos contra o câncer colorretal”, concluíram os especialistas do CNIO.

UOL

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Lixo mal descartado pode causar acidentes e doenças

controle dengueNeste final de ano, as festas, comemorações e confraternizações fazem com que a quantidade de lixo e resíduos produzidos em residências e centros comerciais seja cada vez maior

A Secretaria de Estado da Saúde alerta que a população tome os devidos cuidados e evite que o lixo possa estragar estes momentos de alegria.

O especialista em saúde pública e chefe da Divisão de Vigilância sobre o Meio Ambiente, Celso Rubio, destaca que o resíduo sólido por si só não transmite doenças, mas pode provocar acidentes ou servir de abrigo e alimento para vetores que causam doenças.

“No caso dos acidentes, quem está mais vulnerável é o profissional que trabalha diretamente com a coleta e destinação deste resíduo, como catadores de lixo, carrinheiros e trabalhadores de seleção de material reciclável, por exemplo”, enfatiza Rubio.

Estes trabalhadores frequentemente se veem frente a frente com resíduos pérfuro-cortantes, como cacos de vidro, agulhas e afins, os quais muitas vezes são descartados de maneira inapropriada e podem ferir os profissionais. A recomendação nestes casos é que o resíduo seja colocado dentro de algum recipiente seguro que possa ser lacrado e vedado, diminuindo os riscos de cortes.

“Lâmpadas quebradas e restos de vidro podem ser colocados dentro de garrafas pet, com a devida identificação, o que evita muito as chances de acidentes”, lembra o especialista.

Após a separação, é indicado que os resíduos sejam colocados para serem retirados pelos caminhões de coleta bem próximo do horário em que estes veículos passem no local. Isso evita que pessoas e animais abram os sacos e baguncem os entulhos nas vias públicas, o que aumenta a chance de proliferação de doenças.

O lixo na transmissão de doenças
Mutirão de limpeza dengueUm conceito internacionalmente reconhecido na proliferação de vetores é o dos três A’s, o qual diz que todo local que possa prover alimento, água e abrigo é ideal para os animais que possam transmitir doenças se multipliquem. E o lixo descartado de maneira inadequada cumpre esta função muito bem.

Entre os animais que podem se proliferar no lixo, os que mais causam problemas à saúde das pessoas são ratos, baratas e mosquitos.

Sobre os ratos, o risco é a transmissão da leptospirose. Segundo a chefe da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria da Saúde, Tânia Portella, esta é uma doença endêmica transmitida por uma bactéria encontrada na água contaminada ou na urina dos roedores.

“Em períodos onde há mais chuvas, como o verão, o risco da leptospirose aumenta, pois há maior probabilidade de haver enchentes, inundações e, consequentemente, maior contato com o transmissor da doença. A leptospirose é uma doença grave, que pode levar até a morte, mas que pode ser tratada”, afirma Tânia.

No ano de 2016, o Paraná registrou 362 casos da doença, sendo que destes, 30 resultaram em óbito. Dados preliminares de 2017 mostram que 186 casos e sete óbitos já foram registrados no Estado este ano.

Já com as baratas, o problema é por onde elas passam. No lixo, estes animais podem ter contato com resíduos orgânicos como restos de papéis higiênicos, ou outros focos de bactérias e, ao entrarem nas casas, levam junto o risco de doenças.

“Em suas patas, as baratas podem levar muitas doenças que adquiriram no lixo. Em casa, estes animais podem transmitir desde diarreia, dores, febres e até doenças mais sérias como a hepatite, tanto às pessoas quanto aos animais de estimação”, enfatizou Rubio.

Mosquitos
Os mosquitos são um caso à parte que preocupam ainda mais a saúde da população. Especialmente nesta época do ano eles encontram no lixo o ambiente perfeito para colocarem seus ovos e multiplicarem os riscos de doenças como, por exemplo, a dengue.

“Uma tampinha de garrafa que foi descartada de maneira irregular pode acumular água e tornar-se foco do Aedes aegypti. Além disso, os mosquitos podem transmitir outras doenças ao entrar em contato, por exemplo, com um alimento que esteja descoberto, em cima de uma mesa e que as pessoas vão consumir sem saber dos riscos que estão correndo”, salientou.

Educação
Os especialistas destacam que é muito difícil que o controle do lixo seja feito apenas pelos órgãos públicos, já que o descarte de resíduos é algo dinâmico e constante. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância que a população tenha uma consciência ambiental.

Outro conceito bastante usado para diminuir os problemas que o lixo pode causar são os 3R’s: reciclar, reduzir e reutilizar. Com esta ideia, os resíduos são eliminados de maneira sustentável e os resíduos que já não possuem mais serventia podem se transformar em um algo novo.

“De maneira geral, vivemos em uma sociedade que tem certo nível de consciência com relação ao lixo. E quanto maior for o nível de educação da sociedade, maiores serão os resultados que conseguiremos. Hoje já vemos crianças que recebem estes ensinamentos nas escolas e consegue transmiti-los aos pais, mudando inclusive velhos hábitos”, reiterou Rubio.

Fonte: SES/PR

Ministério da Saúde vai destinar R$ 2 milhões para estados com maiores taxas de suicídio

Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Piauí e Roraima vão receber verbas. Centro de Valorização da Vida, que atende pessoas em risco por telefone, também vai receber R$ 500 mi

O Ministério da Saúde anunciou no dia 21 que vai colocar novas políticas em curso para melhorar a prevenção do suicídio no país. Segundo dados da pasta apresentados pela 1ª vez esse ano, o suicídio é a maior causa de morte de brasileiros entre 15 e 29 anos. O governo pretende destinar R$ 2 milhões para serem divididos entre os cinco estados brasileiros com maiores taxas de suicídio.

Assim, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Piauí e Roraima vão receber verbas. Não há detalhes sobre as novas políticas que serão colocadas em curso nesses estados. Também a pasta irá destinar R$ 500 mil para o Centro de Valorização da Vida, instituição que atende por telefone (188), e-mail e chat pessoas em risco de tirar a própria vida. Em setembro, o Ministério da Saúde divulgou o primeiro boletim sobre suicídio no país. No Brasil, em média 11 mil pessoas tiram a própria vida por ano. Também o país viu crescer o índice de suicídios nos últimos anos. Entre 2011 e 2015, o número cresceu 12%.

Mudanças na saúde mental
O Ministério da Saúde também anunciou oficialmente mudanças na saúde mental. Essas mudanças já haviam sido divulgadas há uma semana, quando foram aprovadas em comissão que reúne gestores municipais e estaduais. A nova resolução do governo prevê ampliação das comunidades e residências terapêuticas, entidades que recebem pacientes psiquiátricos, mas não são consideradas hospitais. Também será ampliado o número de leitos em hospitais gerais destinados a pacientes psiquiátricos. 

Algumas entidades, como o Conselho Federal de Psicologia, criticaram a medida no que acreditam ser uma volta da hospitalização para o centro da assistência psiquiátrica. Eles também criticam as chamadas comunidades terapêuticas, que já apresentaram violações de direitos humanos.

O Ministério da Saúde disse, no entanto, que a disponibilidade de leitos não será feita em hospitais psiquiátricos, mas em hospitais gerais que atendem emergências. Os pacientes também ficarão nessas instituições por um período limitado de tempo. Sobre as comunidades terapêuticas, o Ministério da Saúde disse que atuará em conjunto com o Ministério da Justiça para garantir a fiscalização dessas instituições.

G1

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Campanha da ANS alerta para os riscos do parto agendado

partoA Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia uma nova campanha do Projeto Parto Adequado para sensibilizar gestantes e profissionais de saúde a evitarem o agendamento de cesarianas

O projeto, desenvolvido em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), visa incentivar o parto normal e conscientizar as futuras mamães e toda a rede de atenção obstétrica sobre a realização de cesáreas sem indicação clínica. Como há um crescimento no número de partos cirúrgicos marcados no fim do ano, devido às férias e festas, a iniciativa traz importantes mensagens para lembrar os riscos acarretados pela antecipação do nascimento de bebês, fora do trabalho de parto, sem que eles deem sinal de que estão prontos.

Nas redes sociais, a Agência e as entidades parceiras divulgam informações importantes sobre o nascimento no tempo certo. Entre os benefícios do parto normal, que são abordados de forma explicativa na campanha, destacam-se:
  • Menor risco de complicações para a mãe e o bebê decorrentes da cirurgia;
  • Indução ao aleitamento materno, devido à liberação de hormônios que facilitam o início da amamentação;
  • Contato imediato entre mãe e bebê, estimulando a interação materna;
  • Preparação do bebê para o ambiente externo, com maior amadurecimento do pulmão e contato com as bactérias benéficas da mãe, reduzindo a incidência de doenças infantis;
  • Recuperação mais rápida do útero e do corpo da mulher.
O Projeto Parto Adequado foi iniciado em 2015 e vem identificando modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, reduzindo o número de cesarianas desnecessárias. O projeto está em sua Fase 2, que será concluída em maio de 2019. Nesta etapa, participam hospitais e operadoras de todo o país. Foram selecionadas 136 maternidades e 68 operadoras de planos de saúde que manifestaram interesse em atuar como apoiadoras do projeto. Números que mostram o crescimento da iniciativa, já que a Fase 1, também denominada “piloto”, contou com a adesão de 35 hospitais. Ao longo de 18 meses, foram alcançados resultados transformacionais, pois os hospitais piloto protagonizaram a criação de um novo modelo de assistência materno-infantil para o Brasil e evitaram a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias.

#PartoAdequado – Respeite as fases do seu bebê

A proposta da campanha digital da ANS é lembrar às futuras mamães e aos profissionais de saúde que o bebê tem seu tempo e que as fases da gestação devem ser respeitadas. É importante que a mãe se inteire e busque apoio de especialistas para entender as opções, fazendo sua escolha de forma consciente. Estudos científicos apontam que bebês nascidos de cesarianas apresentam maiores riscos de complicações respiratórias e são internados em UTI neonatal com mais frequência.

"A mulher tem o direito de ser informada para se tornar parte ativa na decisão pelo tipo de parto. Hoje, não há evidências científicas que justifiquem o agendamento de uma cesariana, salvo algum risco claro para a saúde da mãe e do bebê. É importante buscar a opinião dos médicos, enfermeiras e demais profissionais que acompanham o pré-natal e trocar experiências com mulheres que tiveram diferentes tipos de parto”, destaca a coordenadora do projeto Parto Adequado na ANS, Jacqueline Torres.

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Resultados da 1ª Fase – Partos normais cresceram 76%
A 1ª Fase do Projeto Parto Adequado provou que a alarmante escalada de cesáreas no Brasil pode ser revertida. O balanço de resultados, apresentado em novembro de 2016, mostrou que a taxa de partos vaginais nos hospitais que fizeram parte do projeto piloto – ou seja, que participaram de todas as estratégias adotadas – cresceu em média 76%, o equivalente a 16 pontos percentuais, saindo de 21% em 2014 para 37% em 2016.

Também houve grandes avanços na melhoria de outros indicadores de saúde: 14 dos 35 hospitais reduziram as admissões em UTI neonatal: de 86 internações por mil nascidos vivos para 69 internações por mil nascidos vivos. E nove hospitais reduziram as admissões em UTI neonatal para bebês acima de 2,5 kg: de 44,5 internações por mil nascidos vivos para 35 internações por mil nascidos vivos. Ao todo, foram evitadas cerca de 400 admissões em UTI neonatal. Esses resultados motivaram um número mais expressivo de hospitais a aderirem à iniciativa, o que aumenta a complexidade do projeto.

A Fase 2 do projeto está em curso e terá seus primeiros resultados divulgados no primeiro semestre de 2018. Conheça mais informações sobre o Parto Adequado.

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Texto: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Edição: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS