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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Hanseníase é tema de curso do Ministério da Saúde e UNA-SUS

banner instagram hanseniase2No mês em que é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra à Hanseníase, com Mobilização Nacional a ser iniciada em 31 de janeiro, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Executiva da UNA-SUS e Secretaria de Vigilância à Saúde (SVS), oferece o curso online EAD - Hanseníase na Atenção Básica

Com novo ciclo de matrículas iniciado em 08/01 e disponível até 29/06/2018, alunos desta turma podem finalizar o curso até 29/07/18.

O curso tem como objetivo capacitar os profissionais para atendimento as pessoas acometidas pela hanseníase, especialmente os que atuam na Atenção Primária. O público-alvo são os profissionais da saúde de todo país, contudo, o curso é livre para demais interessados.

Para saber mais e se matricular, acesse o link http://www.unasus.gov.br/cursos/hanseniase. O início é imediato.

A formação possui carga horária de 45 horas, certificação emitida pela Secretaria de Vigilância à Saúde e é dividida em três unidades: Vigilância, Diagnóstico e Acompanhamento da Hanseníase na Atenção Básica. Os casos clínicos são transversais, abrangendo e integrando os aspectos de controle da doença.

Lançado em outubro de 2014, com sete turmas já ofertadas, o curso teve mais de 67 mil inscritos. Entre os perfis profissionais que mais buscam a capacitação 36% são enfermeiros; 29% são técnicos de enfermagem e 9%, médicos. A maioria dos inscritos atua em Centros e Unidades Básicas de Saúde (50%); Hospitais Gerais (20%) e Secretarias de Saúde (5%). Os estados com maior número de matrículas são: São Paulo (5.922); Minas Gerais (4.884); Ceará (4.759) e Bahia (4.087).

O curso é dinâmico e utiliza metodologia diversificada. Além dos casos clínicos, que simulam situações comuns no cotidiano das unidades de saúde, são oferecidas vídeo-aulas com explicações de especialistas, além de vídeos de apoio com dramatizações que tratam do tema da vídeo-aula. São também utilizados hipertextos, caixas de ajuda e glossário para que se possa aprofundar os conhecimentos de termos técnicos.

“O curso é de extrema importância, pois o enfrentamento da hanseníase é de grande relevância para a saúde pública do Brasil. A oferta de uma capacitação gratuita e de acesso aberto irá contribuir para um atendimento qualificado as pessoas acometidas pela doença”, ressalta o Secretário Executivo da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), Manoel Barral Netto.

Luta Contra Hanseníase
O Ministério da Saúde promove anualmente a Campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase junto aos estados, municípios, instituições parceiras, movimentos sociais e sociedade civil. Esta ação tem como objetivo alertar sobre os sinais e sintomas da doença, estimular a procura pelos serviços de saúde em caso de suspeita, mobilizar a busca ativa de casos novos e o exame dos contatos pelos profissionais de saúde, favorecendo assim o diagnóstico precoce, tratamento oportuno, bem como o enfrentamento do estigma e discriminação.

Para o ano de 2018, com o slogan: Hanseníase. Identificou.Tratou. Curou, a Campanha objetiva alcançar toda a população, bem como, profissionais de saúde. Entretanto, terá como público prioritário homens na faixa etária de 20 a 49 anos, considerando esta uma importante parcela da população com alto risco de adoecimento. Também deve ser dada atenção especial aos homens com 60 ou mais anos de idade, por se tratar de um grupo com alto risco de detecção e de acometimento pelas incapacidades físicas devido a hanseníase. Para alcançar essa população masculina, os profissionais de saúde serão fundamentais, bem como a busca ativa de casos novos aos espaços de convivência do homem (ambiente domiciliar e social).

Nesse contexto, as áreas da Secretaria de Vigilância em Saúde (Coordenação-Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação e Coordenador-Geral da Regulação e Gestão da Provisão de Profissionais da Saúde), da Secretaria de Atenção à Saúde (Coordenação-Geral de Gestão da Atenção Básica, Coordenação Nacional de Saúde do Homem e Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa) e a Secretaria Executiva da UNA-SUS unem esforços voltados à mobilização dos profissionais de saúde para a realização da capacitação à distância por meio do curso EAD, bem como para a adesão às ações propostas pela Campanha, contribuindo assim para o avanço na redução da carga da doença no país.

A Hanseníase
A Hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória, que possui como agente etiológico o Mycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele e nervos periféricos, podendo apresentar surtos reacionais intercorrentes, o que lhe confere alto poder de causar incapacidades e deformidades físicas, principais responsáveis pelo estigma e preconceito que permeiam a doença.

A transmissão se dá pelas vias áreas superiores (tosse ou espirro), de uma pessoa doente sem tratamento, para outra, após um período de contato prolongado e contínuo. Portanto, é prioridade o exame de todas as pessoas que convivem ou conviveram com o caso de hanseníase nos últimos anos, como forma de diagnosticar precocemente, prevenir as incapacidades físicas e interromper a cadeia de transmissão da doença.

A hanseníase tem cura e seu tratamento é gratuitamente ofertado pelo SUS, disponível nas unidades públicas de saúde de todo o país. É feito por via oral, com a Poliquimioterapia (PQT), uma associação de três antibióticos. Os medicamentos são seguros e eficazes. O paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde e as demais, auto-administradas. Ainda no início do tratamento, a doença deixa de ser transmitida.

Além da realização do exame dermatoneurológico e avaliação neurológica simplificada, o paciente deve ser também orientado quanto às práticas simples do autocuidado com olhos, mãos e pés, que podem ser realizadas regularmente no seu domicílio e/ou em outros ambientes. O autocuidado melhora a qualidade de vida e autoestima da pessoa com hanseníase.

Situação Epidemiológica da Doença
A doença exibe distribuição heterogênea no país, com registro de casos novos em todas as Unidades Federadas, com maior concentração de casos nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O Boletim Epidemiológico Mundial, publicado em setembro de 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), informa que 143 países e territórios reportaram casos da hanseníase em 2016. Do total de 214.783 casos novos informados, o Brasil ocupou a segunda posição com 25.218 (11,7%) e a Índia a primeira, com 135.485 (63%) casos novos da doença.

Em 2016, 2.885 municípios diagnosticaram casos novos de hanseníase no Brasil. Desses, 591 municípios diagnosticaram casos em menores de 15 anos, sinalizando focos de infecção ativos e transmissão recente. O país registrou 25.218 casos novos da doença, com taxa de detecção de 12,23 por 100.00 habitantes (alta edemicidade). Do total de casos novos registrados, 1.696 (6,72%) foram diagnosticados em menores de 15 anos e 7.257 (28,8%) iniciaram tratamento com alguma incapacidade física.

Apesar disso, como resultado das ações voltadas para o controle da transmissão da doença, entre 2007 e 2016, a taxa de detecção reduziu 42,28%, o que corresponde a redução de 40.126 para 25.218 casos novos nesse período.

Quanto à distribuição por sexo e faixa etária, do total de casos novos registrados no Brasil em 2016, 13.686 (54,2%) foram na população masculina. Desses, 6.233 (45,5%) casos foram registrados na faixa etária de 20 a 49 anos de idade e, 3.422 (25%), na faixa etária de 60 anos ou mais.

Em abril de 2016 a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou a Estratégia Global para Enfrentamento da Hanseníase 2016-2020, com o objetivo de reduzir ainda mais a carga da doença no âmbito global e local, além de aperfeiçoar ações conjuntas e aprimorar esforços para abordar os desafios enfrentados tanto na área da assistência quanto nos aspectos humanos e sociais que acometem o controle da hanseníase.

Fonte: SVS/MS, com informações da SE/UNA-SUS

Coloque fone de ouvido: música intensifica efeito de remédio na hipertensão

Pode parecer que não há relação, mas a ciência provou o contrário

Pesquisadores mostraram que a música intensifica os efeitos benéficos de medicamentos sobre o coração em curto prazo. Os efeitos positivos de medicamentos para hipertensão causam, é claro, a redução da pressão arterial e da frequência cardíaca. Porém, estudiosos da Unesp, Faculdade de Juazeiro do Norte, Faculdade de Medicina do ABC e da universidade inglesa Oxford Brookes testaram se a música não era capaz de potencializar as respostas dos remédios.

Na pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, da Nature, 37 pacientes com hipertensão controlada foram analisados por dois dias. No primeiro encontro, os voluntários tomaram medicamentos anti-hipertensivo e com fones de ouvido escutaram música instrumentais da cantora Adele, como Someone like you e Hello, além de Amazing grace. Já no segundo dia, os pacientes tomaram o remédio novamente, colocaram os fones de ouvido, mas estavam desligados, ficaram em silêncio.

Um método sensível capaz de detectar alterações no coração, identificou que os medicamentos apresentaram respostas significativamente mais intensas sobre a atividade do coração quando os voluntários ouviam música. A melodia intensificou os efeitos benéficos. É hipertenso e toma remédios? Está aí uma boa dica de playlist.

Uol

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Energéticos têm impacto negativo em jovens, diz estudo

Estudo conduzido no Canadá mostra que mais da metade dos jovens entre 12 e 24 anos que beberam energéticos relatam impactos negativos na saúde

Um estudo conduzido no Canadá pede maior atenção para o consumo de bebidas energéticas por jovens. A pesquisa descobriu, entre outras coisas, que mais da metade de consumidores de energéticos entre 12 e 24 anos sentiram efeitos negativos em sua saúde após o consumo da bebida.

A pesquisa entrevistou mais de dois mil jovens dentro dessa faixa etária. Entre aqueles que já haviam consumido energéticos, 55% disseram que sentiram efeitos negativos em sua saúde. Entre os problemas mais citados pelos entrevistados estavam aumento na velocidade do batimento cardíaco (citado por 14,7% dos entrevistados, dificuldade para dormir (24,1%) e dores de cabeça (18,3%).

Sintomas como náusea, vômitos e diarreia foram citados por 5,1% dos entrevistados. Um problema bastante sério, incidência de convulsões, foi citado por 0,2% dos entrevistados. Entre esses jovens, 5% tiveram que buscar por atendimento médico em decorrência dos efeitos reportados. Os pesquisadores pedem maior atenção de autoridades para o consumo de bebidas energéticas por parte de jovens e adolescentes.

“O número de impactos na saúde observado em nosso estudo sugere que mais deveria ser feito para restringir o consumo entre crianças e adolescentes”, diz David Hammond, professor na escola de saúde pública da Universidade de Waterloo, no Canadá, e um dos membros do estudo em comunicado. A pesquisa foi publicada no periódico científico Canadian Medical Association Journal Open.

Foto: Reprodução

Exame

Descarte correto de medicamentos vencidos ainda gera dúvidas

Ainda há pouca informação para a população sobre descarte de medicamentos


Grande parte das pessoas acaba jogando as sobras em lixo comum, o que é prejudicial para o meio ambiente, uma vez que os fármacos podem contaminar o solo, rios e lagos, além da possibilidade de reutilização por alguém que os encontre.

Estima-se que 20% dos medicamentos adquiridos sejam descartados de forma inadequada no ambiente doméstico. Um estudo realizado pela Faculdade Oswaldo Cruz revela que de 1.009 pessoas entrevistadas em São Paulo, 7% já haviam recebido alguma orientação sobre descarte de medicamentos vencidos. Do total, 75,32% descartam a medicação no lixo doméstico e 6,34% jogam na pia ou no vaso sanitário. E mais, 92,5% nunca perguntaram sobre a forma correta de fazê-lo. Esses dados confirmam o fato de que a maior parte dos consumidor não sabe o que fazer com os medicamentos vencidos.

Os estabelecimentos e prestadores de serviços, que envolvem saúde e lidam com medicamentos, cumprem a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – RDC 306/04, que regula o gerenciamento de resíduos. A responsabilidade pela destinação final é sempre do estabelecimento gerador do resíduo.

Isso envolve o processo de logística reversa, ou seja, a devolução aos fabricantes ou aos estabelecimentos que fazem uso das sobras. Assim como a indústria utiliza esse mecanismo, o mesmo deve ser feito pelo consumidor final. Para isso, os medicamentos vencidos podem ser encaminhados para diferentes redes de farmácias que aceitam os produtos e fazem a devolução correta.

Entre os piores problemas ocasionados com o descarte incorreto, estão:

No lixo orgânico
Medicamento pode interferir no processo natural de decomposição destes resíduos, comprometendo sua eficiência.

No lixo seco
Como os resíduos normalmente são separados por comunidades de recicladores, estes podem ter reações alérgicas no contato com os medicamentos ou podem ser tentados a reutilizá-los, além da possibilidade de cair nas mãos de crianças, que podem confundi-los com balas.

Jogar na pia ou no vaso sanitário
Estes produtos vão diretamente para o esgoto, daí vão para os corpos de água, rios ou lagos, pois o tratamento de esgoto (onde existe) não remove estes produtos. A água é novamente captada nas estações de tratamento, onde, mais uma vez, o processo para torná-la potável não remove estes produtos.

Guia da Farmacia

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Estudos sobre malefícios do açúcar foram ocultados por cerca de 50 anos

Novas evidências mostram que a indústria de açúcar escondeu uma pesquisa científica que ligava o açúcar à doença cardíaca e ao câncer de bexiga em ratos

A Sugar Research Foundation, o grupo que financia os estudos, encerrou o projeto e não publicou os resultados. Os nutricionistas advertem que o açúcar, e não a gordura, é em grande parte culpado de muitos dos problemas nas nossas dietas modernas. Durante décadas, os lobistas açucareiros têm apontado para estudos ligados ao açúcar e ao câncer. Quando um estudo no ano passado descobriu que os ratos nas dietas açucaradas eram mais propensos a desenvolver câncer de mama, a Associação do Açúcar – um dos maiores grupos de lobby do açúcar nos EUA – chamou-o de “sensacionalista”. O grupo insiste que “nenhuma ligação credível entre açúcares ingeridos e câncer foi estabelecida”.

Mas médicos e pesquisadores afirmam que a indústria açucareira pode ter intencionalmente mantido a pesquisa sobre essa relação impedida de ser publicada. Um novo estudo na revista PLOS Biology revela como a Associação do Açúcar trabalhou para suprimir descobertas científicas sobre os efeitos nocivos do açúcar de mesa em roedores há quase 50 anos. O relatório detalha os resultados de dois estudos não publicados, conhecidos como Projeto 259, que foram financiados pelo lobby do açúcar no final da década de 1960. Ambos envolveram pesquisas sobre os efeitos da alimentação de açúcar em ratos.

No primeiro estudo, um grupo de ratos foi alimentado com uma dieta equilibrada de cereais, feijão, peixe e levedura, enquanto os outros ratos receberam uma dieta com alto teor de açúcar. Os pesquisadores descobriram que os consumidores de açúcar estavam sob maior risco de acidentes vasculares cerebrais, infartos e doenças cardíacas, e tinham níveis de gordura (triglicerídeos) mais elevados do que o normal no sangue.

O segundo estudo comparou os ratos alimentados com açúcar com ratos alimentados com amido e descobriu que os roedores que consumiam açúcar eram mais propensos a ter níveis elevados de uma enzima associada ao câncer de bexiga em humanos. No entanto, nenhuma dessas pesquisas de roedores viu a luz do dia. A Sugar Research Foundation cortou o Projeto 259 e não publicou nenhum dos resultados.

Terra