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terça-feira, 13 de março de 2018

Estudo pioneiro explica o que acontece com o cérebro no exato momento em que morremos

Pesquisadores de duas universidades monitoraram a atividade de dez pacientes terminais para tentar descobrir tudo o que se passa no cérebro no exato momento em que estamos morrendo

Existem Evidências de Vida Após a Morte Dizem Cientistas

O que passa em nossa cabeça no momento da morte? Não se sabe exatamente e, embora os cientistas tenham alguma resposta, a resposta continua sendo um grande mistério. Além de difícil solução, tentar respondê-la pode criar implicações éticas. No entanto, uma equipe de cientistas da Universidade Charitée, em Berlim, e também da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, encontraram uma maneira de realizar um pioneiro estudo sobre a neurobiologia da morte. A pesquisa foi liderada pelo cientista Jens Dreier.

O título da pesquisa foi “Depolarização da difusão terminal e silêncio elétrico na morte do córtex cerebral humano”. Para realizá-la, os cientistas precisaram do consentimento dos parentes de vários pacientes terminais. O estudo exigia um monitoramento neural considerado invasivo. Os pacientes tinham sofrido terríveis acidentes de trânsito, acidentes vasculares cerebrais ou paradas cardíacas. Ou seja, nesses casos, não havia mais como salvá-los, segundo os pesquisadores.

Ao trabalhar com essas pessoas, os cientistas descobriram que os cérebros dos animais e dos seres humanos morrem de uma maneira parecida. Eles agora dizem mas que também existe um exíguo momento em que o funcionamento do cérebro pode ser restaurado, ao menos de forma hipotética. O objetivo do estudo não era apenas observar os últimos momentos de um cérebro, mas também compreender como seria possível salvar vidas no futuro.

Cérebros de animais
Grande parte do que até então se sabia sobre a morte cerebral era produto de experimentos com animais, realizados no século passado. Até então, o que se conhecia era o seguinte: “A lesão total e irreversível dessas células se desenvolve em menos de dez minutos quando a circulação cessa completamente”, explica um dos cientistas no estudo.

Cérebro humano
A equipe de pesquisadores queria ter mais detalhes sobre o que acontece com o cérebro dos humanos, algo que ainda estava cheio de enigmas. Para isso, à medida que o paciente terminal piorava, os cientistas monitoraram sua atividade neurológica usando dezenas de eletrodos. Em primeiro lugar, em oito dos dez pacientes, os pesquisadores detectaram o movimento de células cerebrais que tentavam impedir o inevitável, ou seja, a morte que já se avizinhava.

De maneira geral, os neurônios funcionam com íons carregados, o que cria desequilíbrios elétricos entre eles e seu ambiente – isso permite que pequenos choques, ou sinais, sejam criados. Para os autores do estudo, a manutenção desse sistema fica mais difícil quando a morte está chegando. Para se alimentar, essas células “bebem” oxigênio e energia química da corrente sanguínea. Quando o corpo morre e o fluxo de sangue que chega ao cérebro para, os neurônios – privados de oxigênio – tentam uma de suas últimas saídas: acumular os recursos que sobraram, dizem os pesquisadores.

Enviar sinais de um lado para o outro, como normalmente ocorre, acaba se tornando um desperdício nos últimos momentos da vida. Portanto, os neurônios se “calam” e, ao invés de enviar sinais, usam suas reservas de energia para manter cargas elétricas internas, esperando o retorno de um fluxo de sangue que nunca virá. Esse fenômeno foi chamado de “depressão não dispersa”, pois ele ocorre simultaneamente em todo o cérebro.

Depois, o que se segue é a fase da “despolarização da difusão”, conhecida como “tsunami cerebral”. Ocorre uma grande liberação de energia térmica, porque o equilíbrio eletroquímico que mantinha as células vivas entram em colapso – esse “tsunami” leva à intoxicação e destruição das células. Todas essas reações foram observadas pelos cientistas nos pacientes terminais. E à medida que os níveis de oxigênio caíam, a atividade elétrica também silenciava em todo o cérebro.

É então que a morte chega
No entanto, o estudo revelou que, no futuro, todo esse processo pode não ser tão inevitável como é agora. “A despolarização expansiva marca o início das mudanças celulares tóxicas que eventualmente levam à morte, mas não é o ponto chave da morte por si só, pois essa despolarização é reversível até certo ponto, com a restauração do suprimento de energia”, disse o principal autor do estudo, Jens Dreier, do Centro de Pesquisas de Acidentes Cardiovasculares da Universidade Charité, de Berlim.

Os dados obtidos pelo estudo, publicados pela revista científica Annals of Neurology, apontam que a ressurreição celular continua sendo possível. Porém, novas pesquisas devem ser feitas até que isso seja possível. Como Dreier assinala, “a morte é um fenômeno complexo” para o qual “não há respostas fáceis.”

G1

segunda-feira, 12 de março de 2018

Cuidados com as consequências do álcool no organismo

ressacaEspecialista explica que há sintomas que às vezes a pessoa não identifica como ressaca, que já é um prenúncio de que o organismo está desenvolvendo o adoecimento

Dor de cabeça, náuseas e indisposição são sintomas bem conhecidos de quem consome bebidas alcoólicas. Quase sempre, depois de abusar do álcool, a ressaca está lá incomodando e se faz presente às vezes por mais de um dia. Mas, afinal, como e porque ela acontece? O que o corpo quer dizer com estes sinais?

O Blog da Saúde entrevistou o médico psiquiatra especialista em Dependência Química, Leonardo Moreira, que fez alertas importantes em relação a esse mal-estar e as consequência do álcool no organismo.

Para o médico, o álcool é a droga mais “perigosa e sorrateira”, porque ela é socialmente aceita. Parece que a pessoa está no controle, porque não sai louca na rua na primeira vez que usa, a exemplo de outras drogas. Mas, ela é a responsável pela maioria dos casos de violência doméstica e acidentes de trânsito. Confira a entrevista!

Blog da Saúde: O que é ressaca?
Leonardo Moreira: A ressaca é uma resposta do organismo que foi maltratado por uma agressão externa, que no caso é o álcool. A gente já identifica essa agressão a partir de níveis pequenos de consumo de álcool. Tem um mito de que não misturar um tipo de bebida com outro não daria ressaca. Ou que cerveja não é uma bebida quente então não dá ressaca. Isso não é verdade! Qualquer tipo de bebida alcoólica pode ocasionar ressaca, independente inclusive, da mistura ou não. O que ocasiona ressaca é uma dose maior do que o organismo é capaz de metabolizar.

E aí que vem algum dos fatores que influenciam na ressaca: a velocidade do consumo, se o organismo não está pronto para absorver ou se a pessoa ingeriu algum outro alimento que possa retardar essa absorção, e se a pessoa não está bem hidratada, entre outros fatores que vão acabar corroborando ou não para o organismo ser agredido.

Blog da Saúde: Algumas pessoas têm predisposição à ressaca?
Leonardo Moreira: Existem pessoas que aguentam mais quantidade de álcool, e justamente por um beber mais frequente ou por um metabolismo mais rápido. Isso é um dos critérios de riscos para se desenvolver uma doença relacionada ao álcool, que a dependência alcoólica.

A gente também sabe é que as mulheres têm uma composição corporal que metaboliza o álcool numa velocidade um pouco menor. E existem algumas diferenças entre, por exemplo, os asiáticos que têm menos enzimas de metabolismo que quebrariam o álcool antes dele ser expelido. E pessoas com uma massa corporal maior, com o metabolismo mais regular, costumam metabolizar uma grama de álcool por hora de consumo. Então é pouco, não dá para beber rápido uma quantidade grande quantidade de álcool.

Blog da Saúde: Muitas pessoas buscam driblar a ressaca e acreditam que conseguem. Criam seu próprio “manual antirressaca”. Isso é possível?
Leonardo Moreira: É um manual com algumas armadilhas. Aquela pessoa que já passava mal no dia seguinte com três latas de bebida, que não era acostumado, agora, para ele ter esse mal-estar, vai ter que beber 10 latas. É um dos fenômenos que organismo já está precisando de doses maiores, inclusive para ter os benefícios do álcool, como relaxamento e prazer. É um caminho para um adoecimento devido ao álcool.

As pessoas, às vezes, também têm algumas maneiras né? ‘Se eu tomar um remédio que é propagado na mídia antes e outro depois’. Na verdade você vai mascarar os sintomas da agressão - a dor de cabeça, a náusea, a desidratação -, mas a agressão existiu. Você tá tratando o machucado, mas tá machucado.

Blog da Saúde: Existe algum efeito da ressaca em longo prazo?
Leonardo Moreira: Com certeza! A gente tem tido a publicação de artigos de que, inclusive, o consumo moderado de álcool tem um risco tanto de câncer quanto de lesão no sistema nervoso central. A gente não sabe qual a vulnerabilidade que eu tenho para desenvolver câncer de laringe, de estômago, de intestino o outro tipo de câncer. Ou uma lesão no cérebro, desenvolver demência por álcool. Ou uma lesão no meu coração e desenvolver uma miocardiopatia alcoólica. Não dá para a gente ter uma segurança de que o álcool pode ser consumido sem risco.

Dai as pessoas pensam ‘fiz um exame de fígado e está tudo bem’. No entanto, para o fígado mostrar que não está bem, ele tem que arrebentar a célula dele para liberar o que a gente vê no exame de sangue. Não existem níveis seguros para o consumo. Quanto mais tempo a gente retarda o uso de álcool, melhor para o indivíduo e para a sociedade. Ou seja, não beber antes dos 18 anos de forma nenhuma e muitos países têm colocado essa idade mais pra cima.

Blog da Saúde: Além dos sintomas físicos mais conhecidos, a ressaca causa outros prejuízos à saúde?
Leonardo Moreira: Há outros sintomas que às vezes a pessoa não identifica como ressaca. Na verdade a ressaca é a síndrome de abstinência do álcool na sua forma leve. Já é um prenúncio de que o organismo está desenvolvendo o adoecimento, tanto que existe o mito de que para curar a ressaca é preciso tomar outra. E que realmente daria certo, justamente porque é um dos critérios de se gerar dependência. O organismo está em falta da substância e se repõe a substância. Lógico que isso vira um ciclo interminável de dependência grave.

Existem outros sintomas que às vezes as pessoas não percebem que são mais de origem psíquica: a pessoa fica mais animada ou mais pessimista ou mais ansiosa. Ela tem crise de ansiedade e não identifica que foi para o uso agudo de álcool.

Blog da Saúde: Qual o alerta para as pessoas que sofrem com ressaca com frequência? Leonardo Moreira: Quando a pessoa demora mais para se recuperar, quando antes ela levava menos tempo e hoje demora muito mais, já é um sintoma que o organismo não tolera aquela quantidade de álcool mais. Se a pessoa tem alguns sintomas deve procurar uma Unidade de Atenção Primária para fazer uma investigação da parte gastrointestinal, para falar sobre esse uso de álcool, para pegar uma orientação mais adequada. Existem os CAPS [Centro de Atenção Psicossocial], em especial os relacionados ao álcool e outras drogas, que têm uma equipe aberta. Você não precisa ser encaminhado, você pode procurar espontaneamente especialistas dessa temática.

Erika Braz, para o Blog da Saúde

Os antialérgicos podem afetar a fertilidade masculina, diz estudo

O remédio pode atingir a produção de hormônios masculinos nos testículos, alterando a quantidade e a mobilidade de espermatozoides

Os antialérgicos anti-histamínicos, remédios contra alergias, podem afetar a fertilidade do homem, se consumidos em excesso. É o que revela um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Biologia e Medicina Experimental da Argentina e publicado na revista científica Reproduction.

Isso ocorre porque o medicamento atinge a produção de hormônios masculinos nos testículos, alterando a quantidade e a mobilidade de espermatozoides. O trabalho revisou a literatura científica sobre o assunto, incluindo pesquisas com humanos e animais.

“É preciso ter mais estudos para confirmar em definitivo o mecanismo, mas nosso achado já é capaz de avaliar os possíveis efeitos negativos dos anti-histamínicos na saúde sexual e reprodutiva”, disse Carolina Mondillo, coordenadora do estudo. “Há o envolvimento importante do remédio na orquestração das funções testiculares, mas ainda há muito a aprender sobre os mecanismos implicados.”

Por enquanto, a recomendação para os anti-histamínicos está inalterada. É fundamental, porém, tomar a medicação com a recomendação médica — e não por conta própria. A automedicação aumenta o risco de qualquer problema associado às medicações.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a infertilidade masculina é responsável por 40% dos casos em que os casais não conseguem engravidar.

Veja

sexta-feira, 9 de março de 2018

Compra de droga para doença rara é investigada

medicineOs contratos de compra de quatro remédios para atender pacientes com doenças raras foram colocados sob suspeita em apuração do Ministério Público Federal (MPF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

A aquisição de três desses medicamentos envolve valores que somam quase R$ 20 milhões. Pessoas vítimas de doenças raras têm reclamado de atrasos na entrega de remédios de alto custo desde o fim de 2017 e relatam piora em seus quadros de saúde.

O MPF do Distrito Federal investiga a compra de três remédios – Myozyme (para a doença de Pompe), Fabrazyme (doença de Fabry) e Alurayme (Mucopolissacaridose tipo 1). As três doenças são causadas por deficiências de enzimas e afetam múltiplos órgãos. A empresa Global Gestão em Saúde venceu a licitação em outubro e não entregou os medicamentos, mesmo tendo recebido R$ 19,9 milhões do governo federal com antecedência.

A empresa também não seria, segundo o MPF, uma distribuidora autorizada pelo fabricante dos remédios, a empresa Sanofi Genzyme. O órgão afirma que 152 pacientes seriam beneficiados pela compra. População protesta contra a falta de medicamentos para doenças raras na 4ª Caminhada Minha Vida Não Tem Preço, no Rio de Janeiro.

Diante disso, o MPF recomendou que o ministério convoque a segunda colocada na concorrência para que ela forneça os remédios pelo mesmo valor ou que abra novo processo de compra. No outro caso, a Anvisa detectou problemas com os documentos de importação da empresa responsável por comprar o Soliris, indicado para quem tem a doença hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), mutação genética que destrói os glóbulos vermelhos do sangue.

A empresa Tuttopharma LLC não apresentou documentação necessária para importar o medicamento. O fabricante do remédio também disse que a empresa não é distribuidora autorizada do produto. Os problemas nas transações dos quatro remédios aconteceram entre janeiro e fevereiro e se referem a processos de compra feitos em 2017. O Soliris está entre os remédios que lideram o ranking de judicialização.

Sofrimento
Enquanto isso, os pacientes com doenças raras têm sido prejudicados por problemas de distribuição. Há quatro meses, eles estão sem o remédio e, segundo parentes e entidades que os apoiam, apresentam piora de seus quadros de saúde. Ao menos sete medicamentos estão em atraso – quatro deles são os que tiveram problemas no processo de compra.

No dia 15 de dezembro, dez dias após completar 18 anos, Jucilene Pedrosa, que recebia um dos medicamentos para Mucopolissacaridose do tipo 1, não resistiu aos efeitos da doença. Segundo a família, ela ficou sem a medicação por dois meses, após tomá-la por um ano.

“Interrompeu de vez em novembro. A última infusão foi no dia 10 de outubro, depois, não chegou mais. Notei que ela estava mais cansada e com mais dificuldade para andar. No dia do aniversário dela, 5 de dezembro, ela pediu uma festa, mas teve convulsão, parou de andar e de comer. Ficou internada e não voltou mais para casa”, contou a irmã, a estudante Janaíra Pedrosa, de 22 anos.

Agora, a preocupação da família é com o outro irmão, Jucilan, de 14 anos, que tem a mesma doença e também está sem a medicação. De acordo com balanço do Instituto Vidas Raras, 15 pacientes de doenças desse tipo morreram desde outubro.

Um dos pacientes que conseguiram na Justiça o direito de receber o remédio Soliris foi o gerente administrativo Ricardo Ferreira, de 34 anos, que tem a HPN. Ele conta que, desde a metade de 2017, os problemas com a distribuição tiveram início e que ele precisou ser internado quatro vezes desde setembro. “Recebi doses emergenciais do remédio, mas já acabaram. A tortura não acaba”, diz.

Aquisições foram emergenciais, diz Ministério da Saúde
Em nota, o Ministério da Saúde informou que aquisições dos quatro remédios foram realizadas em caráter emergencial por se tratar de uma demanda judicial e seguiu concorrência prevista na Lei de Licitações. Também afirmou que a Advocacia-Geral da União vai acompanhar o caso.

Sobre o Soliris, o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, disse que a documentação faz parte das exigências básicas para importar medicamentos e é o que garante que os pacientes vão receber remédios seguros. “O objetivo é que não cheguem medicamentos falsificados.”

O Estado não conseguiu localizar a empresa Tuttopharma LLC, responsável pela compra do Soliris. A Alexion, fabricante do remédio, confirmou que a Tuttopharma não é distribuidora oficial.

Já a Global Saúde, responsável pelos outros três remédios, disse que uma de suas empresas parceiras é credenciada com a fabricante, mas que “foi surpreendida com a recusa da Sanofi Genzyme em entregar os medicamentos”. A Sanofi informou que a Global não integra o grupo de distribuidores credenciados.

Estadão

Curso qualifica profissionais para o enfrentamento da malária

eventosO objetivo é contribuir para a diminuição da morbimortalidade em áreas endêmicas e não endêmicas por meio do diagnóstico oportuno e tratamento adequado

Com 174.522 casos registrados de janeiro a novembro de 2017, a Malária ainda é um grande desafio enfrentado pela saúde coletiva brasileira. Atenta a este cenário, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), instituição integrante do Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), lança o curso Malária na Atenção Básica à Saúde.

Com carga horária de 60h, a qualificação tem como objetivo ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde de nível superior que atuam na atenção básica, em regiões endêmicas e não endêmicas para malária no Brasil, a fim de contribuir para a diminuição da morbimortalidade por meio de diagnóstico oportuno e tratamento adequado.

As inscrições podem ser realizadas até 30 de junho pelo link.

Segundo o secretário executivo da UNA-SUS, Manoel Barral Netto, com o aparecimento de casos em áreas não endêmicas, se faz necessário atualizar os profissionais de todo o país, especialmente aqueles que não estão habituados a pensar no diagnóstico da malária.

“É muito importante para o sistema de saúde que esses casos sejam identificados precocemente. Por esse motivo, o curso tem uma vertente muito prática para ajudar os profissionais dessas duas áreas a manejar os casos oferecendo o tratamento adequado e oportunamente”, destaca.

A consultora técnica do Programa Nacional de Controle da Malária (SVS/MS?), Sheila Rodovalho, acredita que o curso proporcionará os subsídios necessários para que a atenção básica se aproprie da assistência ao paciente com malária, quando este chegar a uma unidade de saúde ou procurar um serviço de saúde por apresentar sintomas da doença.

“Os profissionais de saúde devem ter em mente que febre pode ser malária. É preciso saber perguntar ao paciente se ele vem de uma área endêmica e suspeitar do agravo. Para isso, o curso apresenta vídeos e casos clínicos que orientam como o profissional de saúde pode abordar o paciente e qual a melhor forma de conduzi-lo ao diagnóstico e tratamento da doença”, explica.

Além de ser totalmente gratuito e 100% a distância, o curso também conta com recursos educacionais que envolvem modelagem 3D e animação gráfica, que auxiliam na assimilação das principais práticas e conceitos.

São 10.000 vagas disponíveis prioritariamente a profissionais de saúde de nível superior vinculados ao SUS. Apesar disso, demais interessados, de outras categorias profissionais, que se interessarem sobre o assunto, também podem acessar os conteúdos.

Após a inscrição, os alunos têm até 30 de julho para finalizar a qualificação, de acordo com sua conveniência e disponibilidade. Ao final dos estudos há uma avaliação online. A obtenção do certificado está condicionada ao acerto de pelo menos 60 % das questões do teste.

Fonte: SE/UNA-SUS, com informações da UNA-SUS UFMG