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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Fiocruz vai produzir cinco novos medicamentos para o SUS

novaspdps materia
Com corpo técnico qualificado e equipamentos modernos,
Farmanguinhos é referência na produção pública de
medicamentos (foto: Alexandre Mato)
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) formalizou (27/3) cinco novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para fabricação de medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS)

A lista inclui produtos de primeira linha contra HIV/Aids, hepatite C e para evitar rejeição de órgãos transplantados. A partir da produção pública desses medicamentos, estima-se uma economia de cerca de 60% para o Ministério da Saúde em relação aos valores praticados atualmente. A iniciativa permitirá à unidade ampliar o acesso da população a essas formulações.

Um dos medicamentos mais aguardados é o sofosbuvir, principal produto contra a hepatite C, capaz de curar o paciente sem a necessidade de transplante de fígado. O problema, até então, era o preço extremamente alto. O custo da terapia por paciente, que hoje é de 7,5 mil dólares aos cofres públicos, já chegou ao patamar de US$ 84 mil, o que restringia, e continua restringindo, o acesso de quem precisa do medicamento.

Segundo o diretor do Instituto, Jorge Souza Mendonça, graças à iniciativa de Farmanguinhos, e do grupo parceiro, o preço de cada tratamento (84 dias) não chegará a US$ 3 mil. “Economia ao Ministério da Saúde significa ampliar o acesso ao medicamento. Além disso, a fabricação desses produtos por Farmanguinhos significa a garantia do abastecimento do SUS e, consequentemente, do tratamento dos pacientes”, ressalta.

Mendonça frisa que o objetivo é iniciar a distribuição do sofosbuvir a partir do segundo semestre deste ano. “Estamos elaborando o cronograma da transferência de tecnologia. Mas nossa pretensão é otimizar esse processo, para que ele ocorra o mais breve possível”, observa.

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP)
Outro importante medicamento que será fabricado por Farmanguinhos é o antirretroviral composto Emtricitabina+Tenofovir, mais conhecido como Truvada. O medicamento é usado na Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP). Trata-se de um esquema de prevenção que consiste no uso diário do medicamento que funciona como uma “barreira química” contra o vírus HIV. A PrEP faz parte da estratégia combinada, ou seja, quem adota a PrEP não deve abrir mão do uso de preservativos. O Brasil foi pioneiro na América Latina ao adotar a terapia como política de saúde.

Outros medicamentos
As parcerias compreendem ainda dois antivirais para Hepatite C: simeprevir e daclastavir; e o imunossupressor everolimo, usado para evitar rejeição de órgãos transplantados. Segundo Jorge Mendonça, não haverá necessidade de obras para a internalização das novas tecnologias, uma vez que Farmanguinhos já possui área de antivirais e antirretrovirais, e acaba de inaugurar uma linha especificamente para imunossupressores (tacrolimo e everolimo).

Todos os acordos assinados têm duração de cinco anos. Nos quatro primeiros, a produção será totalmente realizada nos laboratórios parceiros. No último ano, Farmanguinhos/Fiocruz passa a produzir metade da demanda. Ao final da transferência, toda a produção será executada nas instalações da unidade.

Dessa forma, Farmanguinhos/Fiocruz segue sua vocação de oferecer um produto de qualidade e ampliar da população aos mais variados tipos de medicamentos.

Alexandre Matos (Farmanguinhos/Fiocruz)

Outro lado da crise da saúde

Resultado de imagem para saúde no brasilLevantamento feito pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH) mostra que a situação da saúde no País é pior do que se imaginava

Que é lastimável o que se passa na rede pública, que vem perdendo um grande número de leitos hospitalares nos últimos anos, é coisa mais do que sabida. Constata-se agora – para aumentar a preocupação com esse setor de importância vital para a população – que também foi muito grande a perda de leitos na rede privada, embora nela as condições gerais de atendimento continuem melhores do que nos hospitais públicos.

Segundo dados obtidos pela FBH, publicados pelo jornal Valor, de 2010 a 2017 os hospitais privados perderam 10% de seus leitos – 31,4 mil unidades. Com isso, eles têm hoje 264 mil leitos hospitalares. Nesse período, encerraram suas atividades 1.797 hospitais e foram inaugurados 1.367, ou seja, a rede perdeu 430 unidades. Por região, a perda maior foi na Nordeste (19,2%), seguindo-se a Norte (13,3%), a Sudeste (12,9%), a Centro-Oeste (4%) e a Sul (2%).

Entre as várias causas que explicam uma perda tão grande está o fato de no Brasil mais da metade dos hospitais privados ter até 50 leitos, a maior parte dos quais situada em cidades do interior. Unidades de pequeno porte não conseguem ter economia de escala e produtividade capazes de torná-las economicamente viáveis. Atualmente, para ser rentável, um hospital precisa ter um mínimo de 150 leitos de internação, segundo especialistas na matéria.

O consultor responsável pelo estudo da FBH, Bruno Sobral de Carvalho, afirma que nesse quadro, com a retomada em curso da economia, “pode haver um colapso nas cidades do interior”. Um alerta que precisa ser devidamente considerado pelas autoridades dos três níveis de governo – federal, estadual e municipal – que têm responsabilidade na questão.

Isso explica também por que, num grupo integrado por 49 hospitais de grande porte, aconteceu exatamente o contrário das unidades menores naquele mesmo período – um aumento de 24% do número de leitos –, de acordo com outra entidade do setor, a Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp). Outra causa apontada pela FBH para a difícil situação enfrentada por uma parte importante da rede hospitalar privada tem relação com um dos mais graves problemas da saúde no País, que atinge igualmente os setores público e privado.

Trata-se da remuneração paga pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos hospitais privados e filantrópicos para atender pacientes da rede pública. A tabela de procedimentos do SUS cobre apenas 60% dos custos médicos. Não admira que, como afirma Bruno Sobral de Carvalho, cerca de 53% dos hospitais fechados entre 2010 e 2017 atendiam pacientes do SUS.

A defasagem dessa tabela, assim mantida em sucessivos governos, é a principal responsável pela grave e prolongada crise por que passa a grande maioria dos hospitais que prestam serviço ao SUS. O caso mais flagrante é o das Santas Casas, cujas enormes dívidas têm como principal origem a tabela do SUS. Essas instituições, distribuídas por todo o País – em muitas cidades do interior elas são o único recurso que têm as populações carentes para seu atendimento médico e hospitalar –, são um elemento essencial da rede pública de saúde.

Basta dizer que elas e os demais hospitais filantrópicos são responsáveis por metade de todos os atendimentos do SUS. Sua rede, formada por 1.780 hospitais, tem 36,8% do leitos do sistema público e responde por 43% das internações do SUS. Seu funcionamento é fundamental, portanto, para a própria existência da rede pública de saúde. Foi para evitar seu colapso que se criou para ela um programa de financiamento em condições favoráveis, que vai empregar R$ 10 bilhões em cinco anos. 

É uma medida de emergência, porque a solução definitiva só virá com a correção da tabela do SUS, que as obriga a se endividarem em bancos, a juros escorchantes, e que também colaborou para a perda de 31,4 mil leitos dos hospitais privados.

O Estado de São Paulo

terça-feira, 10 de abril de 2018

Cientistas descobrem proteína capaz de recuperar a memória e a aprendizagem

Resultado de imagem para memóriaEm testes com ratos, o ISRIB retoma atividades cerebrais perdidas em decorrência de estresse. A molécula poderá ser a base de um medicamento contra o Alzheimer

Complicações neurais desencadeadas por problemas como concussões e por doenças neurodegenerativas desafiam médicos e pacientes devido à escassez de tratamento e à prevenção limitada. Com o objetivo de mudar esse cenário, cientistas dos Estados Unidos trabalham no desenvolvimento de uma droga que tem se mostrado promissora quanto à estimulação cerebral. Análises feitas em ratos renderam resultados positivos, e os pesquisadores também conseguiram observar minuciosamente a ação da molécula no órgão das cobaias. Segundo eles, as informações obtidas poderão ajudar na criação de um composto que servirá de base para uma droga a ser usada contra o Alzheimer e outras enfermidades do tipo. Os achados da pesquisa foram divulgados na edição desta semana da revista Science.

A droga testada - o inibidor de resposta ao estresse integrado (ISRIB) - foi descoberta em 2013, após uma extensa triagem de substâncias capazes de alterar a resposta ao estresse no corpo humano, evitando, dessa forma, o surgimento de problemas cognitivos. “O ISRIB foi isolado num rastreio de uma biblioteca de cerca de 100 mil compostos. Ele foi uma das 28 moléculas em potencial selecionadas pela nossa equipe”, conta ao EM Peter Walter, bioquímico da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo. Nos testes, o ISRIB não se dissolveu bem em soluções aquosas, e isso fez com que os pesquisadores acreditassem que ele não seria um medicamento viável. Porém, após observações mais minuciosas, a equipe percebeu que a molécula teve ação mil vezes mais potente que muitas das outras opções testadas. Durante análises laboratoriais in vitro, mesmo a pequena quantidade de ISRIB que conseguiu penetrar nas células foi suficiente para provocar uma resposta ao estresse.

Com tantos dados animadores, os cientistas partiram para testes em animais. Em experimentos, observaram que o ISRIB melhorou a aprendizagem e a memória em camundongos e, por meio de uma técnica avançada de análise, a microscopia crioeletrônica, conseguiram perceber em detalhes como esses benefícios ocorreram. Segundo os cientistas, uma ligação do ISRIB a oito componentes da proteína eIF2B foi a responsável pela otimização cognitiva dos ratos.

A molécula, que tem a forma de uma hélice, se posiciona dentro da eIF2B e atua como um grampo, unindo subcomplexos idênticos da proteína. “Vemos que o ISRIB mantém o complexo eIF2B em conjunto, e isso pode ser suficiente para estabilizar a proteína e aumentar a sua atividade”, diz Walter. Em resumo, os pesquisadores mostram que o ISRIB previne a resposta ao estresse celular ao estabilizar a eIF2B. “Podemos ver com resolução quase atômica onde a droga se liga à proteína. É realmente incrível ver uma pequena molécula sob um microscópio”, ressalta Walter.

Uso ampliado
Para a equipe de cientistas, a ação desencadeada por ISRIB nas cobaias mostra o quanto a molécula tem potencial para se tornar um medicamento contra a neurodegeneração em humanos. “Como o ISRIB aumenta a cognição na aprendizagem espacial, espera-se que ele, ou algum derivado de atuação semelhante, seja útil para aliviar ou retardar algumas das disfunções cognitivas em pacientes com Alzheimer e em pacientes com outros distúrbios neurodegenerativos”, explica Walter. “Eu acredito que o ISRIB poderá ser uma terapia para muitos distúrbios cognitivos.”

Amauri Araújo Godinho, neurocirurgião do Hospital Santa Lúcia e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN), acredita que os resultados da pesquisa americana são positivos para a área médica. “É interessante eles terem observado que essa droga promove o aprendizado e restabelece a memória em ratos que já tinham um tipo de lesão. É uma grande esperança. Se você consegue usar essa droga em um paciente com trauma encefálico, você poderá reduzir as sequelas”, ilustra.

O neurologista aponta outras possíveis aplicações para o medicamento. “Eu até extrapolo um pouco, mas, se pensarmos que essa ação pode ocorrer em qualquer célula nervosa, ela poderia ser usada de forma mais ampla. Temos casos de pacientes, como atletas, que, quando entram em coma, apresentam o que chamamos de catabolismo, que destrói a musculatura. Para evitar isso, usamos anabolizantes. Poderíamos evitar essa perda com essa proteína”, detalha.

Godinho pondera que a pesquisa precisa ter continuidade, a fim de que os efeitos sejam observados com mais cuidado e a eficácia em humanos, avaliada. “Outro ponto que deve ser visto são possíveis efeitos negativos. A expressão de genes responsáveis pela produção de proteínas está ligada ao câncer, é importante ter certeza de que não estamos estimulando o crescimento de um tumor, por exemplo”, sugere.

A próxima etapa do estudo consiste em destrinchar ainda mais a molécula estudada e a proteína à qual ela se liga, segundo Walter. “Trabalhamos para determinar estruturas de eIF2B com ISRIB a fim de aprender sobre suas atividades. Nós também estamos procurando um metabólito natural que possa ter atividade semelhante ao ISRIB”, adianta. Os investigadores acreditam que será possível adaptar os experimentos para testes clínicos, em humanos, já que, até agora, a molécula não parece ser tóxica.

Novo circuito das lembranças
Victor Correia*

O caminho para recuperar uma memória não é uma linha reta, segundo pesquisadores do Centro de Genética dos Circuitos Neurais Riken-MIT, nos Estados Unidos. Eles descobriram que o circuito percorrido no cérebro quando lembramos de uma experiência desvia para uma pequena região chamada subículo, dentro do hipocampo. A descoberta contrasta com os circuitos diretos conhecidos até então.

Usando a optogenética, os pesquisadores ligaram e desligaram, em ratos, os neurônios do subículo para descobrir qual o papel da estrutura na formação e na recuperação de memórias. Eles descobriram que a região está ligada à recuperação de memórias emocionais, que causam, por exemplo, medo ou ansiedade. Detalhes do trabalho foram divulgados na revista Cell.

Durante o experimento, os roedores foram condicionados a associar um som com um choque desconfortável, formando uma memória. Ao ouvir o mesmo barulho, eles reagiram com medo e ficaram paralisados. Porém, quando os cientistas desativaram os neurônios do subículo usando a optogenética, os roedores não conseguiram mais recuperar a memória que formaram do medo e pararam de reagir negativamente ao som.

Além disso, quando o subículo foi superestimulado pelos pesquisadores, as cobaias passaram a sentir medo mais frequentemente, o que sinaliza que a região tem uma ligação direta com a recuperação de memórias emocionais. “O subículo é único porque tem efeito bidimensional na recuperação de memórias”, ressaltou, em comunicado, o líder da pesquisa, Susumu Tonegawa.

Inédito
Cleiton Aguiar, professor adjunto do Núcleo de Neurociências da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca o ineditismo da descoberta. “Até então, não se sabia direito que o subículo poderia ter tal função. É uma região pequena, de difícil acesso”, explica.

Um estudo publicado por Shane M. O’Mara em 2009, na revista Progress in Neuro-Psychopharmacology & Biological Psychiatry, mostrou que o subículo está ligado à representação espacial, à memória, ao estresse, à ansiedade e ao medo. “A memória tem várias fases. Uma delas é captar, criar a informação. Outra é deixar a informação mais forte e, depois, recuperá-la. O subículo é muito mais importante para o resgate”, disse Carlos Uribe, neurologista do Hospital Brasília, que não participou do estudo.

Na pesquisa conduzida por Tonegawa, manipular o subículo antes da formação da memória, por exemplo, não teve nenhum efeito: a informação foi consolidada no cérebro da mesma forma, e os ratos conseguiram recuperá-la normalmente. Segundo os pesquisadores, esse desvio permite que memórias capazes de gerar respostas instintivas importantes sejam renovadas rapidamente.

* Estagiário sob supervisão da subeditora Carmen Souza

Saúde Plena

Anticoncepcional: o mais novo “amigo” do homem

Resultado de imagem para anticoncepcional masculino“Você toma pílula?”

Por Dr. Pedro Romanelli

Desde a revolução sexual dos anos 1960 – fenômeno marcado pela chegada da pílula anticoncepcional feminina ao mercado -, estamos bem (ou mal) acostumados a fazer essa pergunta a nossas parceiras sexuais. Muito em breve, teremos que nos habituar não só a ouvir o mesmo questionamento como a estabelecer novas negociações e acordos com as mulheres com as quais nos relacionamos.

Preparem-se, pois, para discutir com o médico o método mais adequado para se evitar uma gravidez indesejada. Num futuro próximo, carregar na carteira “cartelinhas” timbradas com os dias da semana, inevitavelmente, será considerado “coisa de homem” também. O contraceptivo masculino, afinal, já é uma promessa prestes a ser cumprida pela ciência.

A novidade foi anunciada por duas respeitadas universidades americanas. Uma delas é a Universidade de Washington, em Seattle. Cientistas da instituição apresentaram ao mundo, há menos de 15 dias, a dimethandrolone undecanoateou – ou apenas DMAU. De acordo com os pesquisadores, a pílula anticoncepcional feita para homens vem passando nos testes de eficácia e segurança “com louvor”.

A última etapa do estudo envolveu cem homens com idade entre 18 e 50 anos, que receberam cápsulas com formulações e doses diferentes (100, 200 e 400 miligramas). Eles tiveram que tomá-las por 28 dias, na hora das refeições.

Os participantes que ingeriram a maior dose testada (400 miligramas) tiveram supressão considerada marcante dos hormônios necessários à reprodução. Isso, sem os efeitos colaterais encontrados em tentativas anteriores, como inflamações no fígado ou perda do desejo sexual.

Já no Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (Nichd) dos Estados Unidos, os esforços se concentram no desenvolvimento de um gel contraceptivo. A substância bloqueia a produção de esperma no corpo humano por cerca de 72 horas e deve ser aplicada nos braços e costas todos os dias, por pelo menos quatro meses. Os testes começam a ser feitos agora em abril, com 400 casais que serão acompanhados por quatro anos. As mulheres também são orientadas a usar contraceptivos (normas de ética em pesquisas, afinal, incluem limitar riscos aos envolvidos). Neste período, os pesquisadores vão monitorar os níveis de espermatozoide dos homens, que devem cair a menos de um milhão por mililitro, para prevenir a gravidez de maneira eficaz.

Mal posso esperar para ver chegada desses novos tempos, em que meu consultório passará a ser frequentado por homens e mulheres que dividem a mesma responsabilidade quando o assunto é a contracepção. E vocês, o que me dizem?

Dono da Pague Menos pode ser preso a qualquer momento por determinação da Justiça

Imagem relacionadaDeusmar Queirós foi condenado a 9 anos por crime contra o sistema financeiro nacional

O maior empresário farmacêutico do Nordeste e o segundo do Brasil, Deusmar Queirós vai para a cadeia. Ele já foi condenado em segunda instância. O juiz federal Danilo Fontenele decretou a prisão do dono da Pague Menos na semana passada.

Ele ainda não foi preso porque conseguiu uma liminar. Mas com o desenrolar do caso de Lula, a situação de Deusmar deve ter o mesmo final.

O empresário cearense pode ser preso a qualquer momento. Diferente de Lula, Deusmar não deve fazer discurso antes de descer para o presídio.