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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Instagram tenta banir hashtags sobre medicamentos para inibir venda de opioides

Resultado de imagem para Instagram tenta banir hashtags sobre medicamentos para inibir venda de opioidesApós denuncias de perfis que estavam vendendo opiáceos livremente pelo Instagram, plataforma está ‘limpando’ as buscas para reduzir o problema

Se você pesquisasse “#Oxycontin”, nome de um analgésico opioide no Instagram acharia pelo menos 30 mil postagens relacionadas à hashtag apareceriam nos resultados. Entretanto, desde a última quarta-feira (11), nenhum resultado foi apresentado para quem fez a pesquisa. De acordo com o portal internacional Digital Trends , tudo isso aconteceu porque uma mulher chamada Eileen Carey denunciou por anos diversos perfis que estavam vendendo livremente opiáceos pelo Instagram . Agora, a plataforma está ‘limpando’ as buscas.

Em declaração, a rede social confirmou que as hashtags relacionadas aos medicamentos estão sendo tratadas com mais cuidado. Além disso, o porta-voz da empresa também disse que comprar ou vender medicamentos na plataforma é uma prática proibida. “Temos zero tolerância quando se trata de conteúdo que coloca em risco a segurança de nossa comunidade”, disse. Embora esse tenha sido o posicionamento oficial da companhia, o Digital Trends fez um teste e constatou que ainda há dezenas de milhares de posts relacionados a medicamentos que podem ser encontrados no app.

Decisão
Na semana passada, o comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos, Scorr Gottlieb, convocou diversas empresas, entre elas o Facebook, para falar sobre as atividades ilegais que acontecem nas plataformas. Durante o encontro, Gottlieb apontou que as companhias estão relutantes em assumir um papel mais amplo de policiamento, mas que, essas propagandas e respectivas vendas são amplamente ameaçadoras para os usuários de redes sociais.

Vendas no Instagram
O Instagram anunciou em março, o lançamento de um recurso de compras na rede social, que facilita o processo de venda de produtos no Brasil . Com essa atualização, as lojas conseguem marcar itens disponíveis aos clientes em suas publicações orgânicas. Ao todo, mais de 200 milhões de contas visitam um ou mais perfis comerciais diariamente. Este novo recurso do Instagram funciona como uma vitrine para que as pessoas possam explorar e conhecer novos produtos das empresas que elas seguem. A funcionalidade vinha sendo testada desde o ano passado nos Estados Unidos.

Foto: Shutterstock

iG

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Concurso público para Farmacêutico em Itatiba – SP

Resultado de imagem para concursoCarga horária de 30 (trinta) horas semanais.

Valor da inscrição: R$ 78,00.

Inscrições até o dia 06 de maio de 2018, pelo site www.zambini.org.br.

Remuneração: R$ 3.492,61.

Anvisa aprova novo medicamento para leucemia

Resultado de imagem para RydaptO Rydapt é uma droga que inativa mutação em gene que leva à doença. Substância deve ser utilizada em conjunto com quimioterapia

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (10) o registro de um novo medicamento para a leucemia mieloide aguda. O Rydapt deve ser usado em conjunto com a quimioterapia, segundo a agência. Trata-se de um medicamento de terapia-alvo que inativa mutação no gene FLT3, que leva ao surgimento de glóbulos brancos malignos. Essa mutação no gene ajuda a produzir as chamadas “células leuquímicas”. Essas células assumem o lugar das células sanguíneas normais produzidas pela medula óssea, levando a uma série de sintomas, como fadiga, fraqueza, tonturas e falta de ar.

Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias). Há casos também de sangramentos quenão cessam, trombose e embolia pulmonar. Essas células mutadas também podem migrar para outros órgãos, levando a uma série de disfunções.

Quem detém o registro do Rydapt no Brasil é a Novartis, indústria com sede Suíça. O medicamento, no entanto, é produzido e embalado pela Catalent Germany Eberbach Gmbh, localizada na Alemanha. Dentre os efeitos colaterais da droga, há a possibilidade de ocorrência de febre e baixa contagem de glóbulos brancos. Pele escamada e inflamada também foram observadas. A lista completa dos efeitos está em bula do medicamento, que só é vendido com indicação de especialistas.

G1

Brasil gasta R$ 7 bi por ano com ações de Justiça na área da saúde

Imagem relacionada
Segundo desembargador Gebran Neto, há mais de 1,34 milhões de ações, a maioria tratando sobre fornecimento de medicamentos

O governo brasileiro gasta R$ 7 bilhões por ano com ações na Justiça na área da Saúde, conforme afirmou nesta terça-feira, 3, em Lisboa, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, João Pedro Gebran Neto. O TRF da 4ª região foi o que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e um mês de prisão.

“A judicialização da saúde ganhou uma proporção sem igual no Brasil nos últimos anos”, avaliou Gebran Neto durante o VI Fórum Jurídico de Lisboa – Reforma do Estado Social no Contexto da Globalização, realizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na capital portuguesa. No evento, ele fez uma palestra sobre a Eficiência do Sistema de Saúde Pública.

No Brasil, de acordo com o desembargador, há dois tipos de saúde: a qualificada, mas cara, para quem tem recursos, e a ampla, que atende a 75% da população brasileira, mas com precariedade de atendimento. Segundo ele, há mais de 1,34 milhões de ações, a maioria tratando sobre fornecimento de medicamentos. “Ou são oferecidos muito mal ou oferecidos, mas como não deveria ser. O abismo da realidade entre saúde publica e privada é que gera judicialização”, constatou.

Outro problema, conforme Gebran Neto, é que a judicialização nem sempre consegue enfrentar problemas da população, como a grande espera no atendimento. Apesar das críticas, a avaliação do desembargador é a de que o Sistema Único de Saúde (SUS) é um caso de sucesso. “Está longe de ser ideal, padece de alguns males como fato do subfinanciamento, e a judicialização não tem contribuído para o problema”, disse.

Exame

MS publica atualização do Protocolo Clínico de esclerose múltipla

medicamento anvis Inclusão de novos medicamentos trazem benefícios à pacientes e profissionais de saúde
O Ministério da Saúde tornou pública na última sexta-feira, 6 de abril, a portaria de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Esclerose Múltipla. A recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) levou em consideração a eficácia e segurança dos medicamentos incorporados. Cabe ressaltar que os medicamentos são administrados por via oral, o que possibilita maior comodidade aos pacientes.

Da Doença
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica e autoimune, que acomete o sistema nervoso central provocando dificuldades motoras e sensoriais. Apesar dos diversos estudos científicos, as causas da esclerose ainda são desconhecidas. No entanto, sabe-se que a doença afeta, normalmente, adultos entre 18 e 55 anos de idade e é mais recorrente em mulheres. No Brasil, de acordo com os dados apresentados pelo grupo elaborador do protocolo, sua taxa de prevalência é de aproximadamente 15 casos por cada 100.000 habitantes.

O PCDT e as novas tecnologias
A terifluromida é um agente imunomodulador e anti-inflamatório que atua no bloqueio da proliferação de linfócitos ativados, diminuindo a inflamação e o dano causado à mielina no sistema nervoso central. Já o fumarato de dimetila atua regulando positivamente os genes antioxidantes dependentes de Nrf2.

O diagnóstico da EM é feito com base em critérios específicos, o exame de ressonância magnética (RM) do encéfalo é fundamental e demonstrará lesões características da desmielinização. Ainda devem ser realizados alguns exames laboratoriais (exames de anti-HIV e VDRL e dosagem sérica de vitamina B12) no sentido de excluir outras doenças de apresentação semelhante à EM. O Potencial Evocado Visual também será exigido, quando houver dúvidas quanto ao envolvimento do nervo óptico pela doença. Após o estabelecimento do diagnóstico, deve-se estadiar a doença, ou seja, estabelecer seu estágio ou nível de acometimento por meio da metodologia de Escala Expandida do Estado de Incapacidade (Expanded Disability Status Scale - EDSS). O EDSS é a escala difundida para avaliação de EM. Possui vinte itens com escores que variam de 0 a 10, com pontuação que aumenta meio ponto conforme o grau de incapacidade do paciente e é utilizado para o estadiamento da doença e para o monitoramento do paciente.

Das tecnologias disponíveis no SUS
Além das novas tecnologias incorporadas, o SUS também dispõem de outros medicamentos e procedimentos para o tratamento da EM. Para conhecer a lista completa, clique aqui. A população pode acompanhar todos os processos de recomendação de incorporação de tecnologias no SUS pelo portal da CONITEC.

Texto: Conitec