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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Saiba como prevenir transmissão de gripe em creches

creche1Com a chegada do inverno, época de maior transmissão do vírus da gripe, é necessário reforçar os cuidados de higiene para afastar a doença

Em ambientes com muitas crianças, como creches, a atenção precisa ser redobrada. Pais, professores, cuidadores e as próprias crianças podem adotar algumas medidas para evitar a transmissão da gripe nesses ambientes.

1- A aglomeração de crianças em creches facilita a transmissão da gripe entre crianças vulneráveis. A melhor maneira de proteger as crianças contra influenza sazonal e potenciais complicações graves é a vacinação anual contra gripe, que é recomendada a partir de 6 meses até menores de 5 anos de idade.

2- Os cuidadores de crianças em creches, além da adoção das medidas gerais de prevenção e etiqueta respiratória, devem realizar a higienização dos brinquedos com água e sabão quando estiverem sujos.

3- Deve-se utilizar lenço descartável para limpeza das secreções nasais e orais das crianças. Lenços ou fralda de pano, caso sejam utilizados, devem ser trocados diariamente. Deve-se lavar as mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente, quando ela estiver com suspeita de síndrome gripal.

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4- Cuidadores devem observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta e informar aos pais quando apresentarem os sintomas de síndrome gripal. Devem, também, notificar a secretaria municipal de saúde, caso observem um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com ausência pela mesma causa na creche.

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5- O contato da criança doente com as outras deve ser evitado. Recomenda-se que a criança doente fique em casa, a fim de evitar transmissão da doença. Recomenda-se que a criança doente permaneça em casa por pelo menos 24 horas após o desaparecimento, sem uso de medicamento, da febre.

Blog da Saúde

Vacina da gripe salva vidas

Card-GeralDurante esta época do ano, algumas regiões já começam a esfriar e a as pessoas começam a ficar preocupadas com a gripe. E é exatamente neste período, antes do inverno, que o Ministério da Saúde realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, em parceria com estados e municípios, para proteger a população contra a doença. Neste ano, a campanha é de 23 de abril a 1º de junho

A vacina contra gripe é segura e salva vidas. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.

Os idosos estão mais propícios a sofrer complicações pela doença e a vacinação ajuda a reduzir o número de hospitalizações. Aos 72 anos, Antônio Carlos de Souza sabe da importância da prevenção contra gripe e não deixa de se vacinar todo ano. “A gripe quando me pegava ela me derrubava, e hoje a gripe vem e passa logo. Além disso, não fico de cama como eu ficava antes, não sinto aquela fraqueza”, conta o aposentado.

Proteção para mãe e bebê

É muito importante que as gestantes procurem um posto de vacinação para se proteger contra a gripe. De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues, a vacina é segura e tem efeito protetor enorme tanto para a mãe quanto para a criança. “Protege a mãe, porque na gravidez, pela sua condição de gestante, ela tem uma baixa imunidade, então ela está mais propensa a adquirir a gripe. Quando a mãe toma a vacina, ela passa anticorpos para o seu filho, ainda na barriga, e a criança vai nascer já com uma imunidade que nós chamamos de passiva, que vai da mãe para o filho”, explica.

A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS, (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).


Além das pessoas acima de 60 anos e gestantes, a vacina está disponível para crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar.

Professores
Professores também fazem parte do público-alvo da vacinação contra gripe. Isso contribui na redução de ausência desses profissionais por conta da doença e, consequentemente, na melhoria da qualidade do ensino.

Professora de crianças de 5 a 7 anos, Kátia Franca acredita que a vacinação faz bem para ela e para os alunos dela. “É importante para que não ficarmos doentes, para não prejudicar os alunos com a falta de professor. Além disso, ao trabalhar com essa doença, podemos transmitir para eles e prejudicá-los. Ou seja, gera um efeito dominó, o professor estando protegido, protege a família e os alunos”, avalia


Gripe ou resfriado?
Junto com a gripe, o tempo frio também traz outras doenças respiratórias, como o resfriado. Existe diferença entre eles, mas como os sintomas são muito parecidos.

A gripe é causada pelo vírus influenza. Os principais sintomas são febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre mais forte talvez seja o sintoma mais característico e dura em torno de três dias. A transmissão dos vírus da gripe ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, de uma pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar.

Já o resfriado é causado por vírus diferentes, e geralmente acometem crianças. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com da gripe, são mais leves e duram menos tempo, entre dois e quatro dias, no total. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, leve dor no corpo e na garganta. Não é muito comum ter febre durante um resfriado e, quando acontece, não é eleva muito a temperaturas do corpo.

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Pesquisadores criam curativo que não desgruda das dobras

Imagem relacionadaO dispositivo é feito de um filme adesivo fino e leve, que se mantém fixo mesmo depois de 100 dobras na região em que está colado

Quem já cortou um dedo ou ralou o joelho sabe o quanto é difícil prender um curativo nessas regiões. O adesivo plano comumente usado se descola a cada movimento. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, buscaram no kirigami - arte japonesa que usa cortes em uma folha de papel para obter estruturas em três dimensões - uma solução para o problema.

O dispositivo é feito de um filme adesivo fino e leve, que se mantém fixo mesmo depois de 100 dobras na região em que está colado. Os cortes possibilitam que o adesivo se estique consideravelmente, mais que o curativo tradicional, além de se adaptar melhor ao formato da parte do corpo desejada. O filme foi testado no joelho de uma voluntária, e os cientistas observaram que, toda as vezes em que a parte do corpo era dobrada, os cortes centrais da folha se abriram e os exteriores permaneceram fechados. Segundo eles, esse movimento libera parte da tensão pelas aberturas, mantendo o adesivo firme sobre a pele.

Os adesivos foram fabricados com borracha líquida, despejada em moldes impressos em 3D. Cada molde tinha uma fileira de sulcos com diferentes espaçamentos. Uma vez curadas e retiradas dos moldes, as camadas de borracha eram cortadas nesses locais. Segundo Ruike Zhao, principal autora do estudo, o filme pode ser feito de vários materiais, desde plásticos até folhas de metal. Vários padrões de cortes também podem ser usados, de acordo com as propriedades desejadas.

Por exemplo, a equipe criou uma almofada térmica com o mesmo material, permeada por fios para o aquecimento. A almofada consegue manter uma temperatura de quase 38ºC. Os cientistas também desenvolveram uma versão do filme que pode emitir luz, funcionando como uma tela acoplada à pele. Detalhes do trabalho foram divulgados na versão on-line da revista Soft Matter.

Gel
Segundo Ruike Zhao, o kirigami pode ser aplicado em uma gama de produtos. “Atualmente, no campo dos eletrônicos flexíveis, as pessoas costumam colocar os dispositivos em regiões que se deformam pouco, mas não nas juntas, pois os aparelhos descolariam. Acho que o filme de kirigami é uma solução para esse problema comum”, aponta.

A pesquisadora explica que, na maioria das vezes, as pessoas fazem cortes em uma estrutura para torná-la flexível. “Nós somos o primeiro grupo a descobrir, com um estudo sistemático desse mecanismo, que um padrão kirigami pode aumentar a adesão de um material”, ressalta.

A intenção da equipe é, a partir de agora, explorar a técnica em outros materiais. “Os filmes atuais são puramente borrachas. Queremos mudar o material para géis, que podem diretamente transferir medicamentos para a pele. Esse é nosso próximo passo”, adianta Ruike Zhao.

Foto: Imagem Ilustrativa da Internet

Saúde Plena

terça-feira, 17 de abril de 2018

OMS e UNICEF lançam orientações para promover aleitamento materno

amamentacaoA Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicaram na quarta-feira (11) uma nova orientação com dez passos para aumentar o apoio ao aleitamento materno nas unidades de saúde que prestam serviços de maternidade e para recém-nascidos

A amamentação de todos os bebês nos primeiros dois anos pode salvar a vida de mais de 820 mil crianças com menos de cinco anos todos os anos.

A publicação Ten Steps to Successful Breastfeeding (“Dez passos para uma amamentação de sucesso”, em português) sustenta a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, lançada em 1991 pela OMS e UNICEF. Essas orientações práticas incentivam novas mães a amamentarem e informa os profissionais de saúde sobre a melhor forma de apoiar o aleitamento materno.

A amamentação é vital para a saúde de uma criança ao longo da vida e reduz os custos para as unidades de saúde, famílias e governos. O aleitamento materno na primeira hora de nascimento protege os recém-nascidos de infecções e salva vidas. Os bebês correm maior risco de morte por diarreia e outras infecções quando são amamentados parcialmente ou não são amamentados. A amamentação também melhora o QI, o desempenho e a frequência escolar, além de estar associada a rendas mais altas na vida adulta. Também reduz o risco de câncer de mama nas mães.

"A amamentação salva vidas. Seus benefícios ajudam a manter os bebês saudáveis em seus primeiros dias e também na idade adulta", disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta H. Fore. "Mas a amamentação requer apoio, encorajamento e orientação. Com estes passos básicos, implementados adequadamente, podemos melhorar significativamente as taxas de aleitamento materno em todo o mundo e dar às crianças o melhor começo de vida possível.”

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que em muitos hospitais e comunidades de todo o mundo, o fato de uma criança ser amamentada ou não pode fazer a diferença entre a vida e a morte e em seu desenvolvimento para alcançar seu pleno potencial. "

Os hospitais não existem apenas para curar os doentes. Eles estão lá para promover a vida e garantir que as pessoas possam prosperar e viver suas vidas em todo o seu potencial", alegou Tedros. "Como parte do esforço de todos os países para alcançar a cobertura universal de saúde, não há lugar melhor ou mais crucial para começar do que garantindo que os dez passos para o sucesso do aleitamento materno sejam o padrão de cuidados das mães e de seus bebês".

A nova orientação descreve passos práticos que os países devem adotar para proteger, promover e apoiar o aleitamento materno em unidades que prestam serviços de maternidade e neonatos. Eles fornecem a plataforma imediata do sistema de saúde para ajudar as mães a iniciarem a amamentação na primeira hora após o parto e amamentar exclusivamente por seis meses.

A publicação também orienta como os hospitais podem ter uma política de amamentação escrita, competências das equipes e cuidados pré-natais e pós-parto, entre eles o apoio à amamentação para mães. Também recomenda o uso limitado de substitutos do leite materno, alojamento conjunto, alimentação responsiva, educação dos pais sobre mamadeiras e chupetas e apoio para quando as mães e seus bebês receberem alta hospitalar.

Nota aos editores
Os dez passos têm base nas diretrizes da OMS, publicadas em novembro de 2017, intituladas “Protecting, promoting and supporting breastfeeding in facilities providing maternity and newborn services”.

O início precoce da amamentação, dentro de uma hora após o nascimento, protege o recém-nascido de infecções e reduz a mortalidade neonatal. Aumenta ainda as chances de uma continuação bem-sucedida da amamentação. O aleitamento materno exclusivo por seis meses traz muitos benefícios para o bebê e a mãe. O principal deles é a proteção contra infecções gastrointestinais e desnutrição, que são observadas não apenas nos países em desenvolvimento, mas também nos desenvolvidos.

breastfeeding guideline cover pageO leite materno também é uma importante fonte de energia e nutrientes para crianças de seis a 23 meses. Ele pode suprir a metade ou mais das necessidades de energia de uma criança entre seis e 12 meses e um terço das necessidades de energia entre 12 e 24 meses. Também é uma fonte fundamental de energia e nutrientes durante períodos de doença e reduz a mortalidade entre crianças com má nutrição.

Crianças e adolescentes que foram amamentados quando bebês são menos propensos a apresentarem excesso de peso ou obesidade.

OPAS



Publication details

Number of pages: 120
Publication date: 2017
Languages: English
ISBN: 978 92 4 155008 6

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Cientistas testam método capaz de prever resposta a antidepressivo

Resultado de imagem para antidepressivosEstudo mostra que monitoramento de região do cérebro pode ajudar a avaliar quais pacientes vão se beneficiar mais de tratamentos para a depressão. A pesquisa está em fase inicial

Em estudo publicado no “JAMA Psychiatry”, cientistas acreditam ter encontrado um método para prever quais pacientes vão ter alta ou baixa probabilidade de responder ao tratamento com antidepressivos. O artigo está disponível on-line e deve ser publicado em junho de 2018. Na pesquisa, a equipe de cientistas do Hospital McLean (EUA) descreve que a atividade de uma área específica do cérebro, a ACC (sigla em inglês para “córtex singulado anterior”), pode ajudar a medir se, no início do tratamento com antidepressivos, os pacientes com depressão vão ter benefícios no longo prazo.

A região ACC tem a forma de colar e está envolvida em áreas como o controle da pressão arterial e batimentos cardíacos. Alguns estudos também associaram a região ao circuito de funções mais complexas, como a tomada de decisões. Um dos maiores desafios da medicina é a medição da eficácia de tratamentos para doenças complexas como a depressão. A condição envolve questões multifatoriais, que vão desde a genética ao meio que um indivíduo vive; por esse motivo, não são todas as pessoas que respondem 100% a tratamentos com antidepressivos.

Para chegar a essa conclusão, cientistas testaram 300 pacientes que fazem uso do medicamento sertralina em quatro locais diferentes nos Estados Unidos. “Nós mostramos que o ACC rostral [região do cérebro] conseguiu mostrar se o paciente estava respondendo ao tratamento oito semanas depois”, diz Diego Pizzagalli. O pesquisador considera que, com base nessa resposta, médicos poderiam prever qual paciente irá se beneficiar do medicamento no longo prazo.

Em estudo anterior, os cientistas já haviam observado que, quanto maior a atividade dessa região antes do início do tratamento, melhor a resposta clínica de antidepressivos. Um próximo passo do estudo é a combinação desses dados com outros — como informações de psicoterapia, dados clínicos e demográficos. Um outro passo é a avaliação da possibilidade de uma nova droga capaz de atingir especificamente essa área.

G1