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sexta-feira, 20 de abril de 2018

SUS passa a oferecer exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1

dna-test-in-nigeria-cost-procedures-centres 1Medida visa oferecer mais segurança na identificação da infecção em crianças até 18 meses de idade

SUS passa a oferecer exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde emitiu Nota Informativa nº 02/2018 comunicando a oferta, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), do exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1, visando oferecer mais segurança no diagnóstico da infecção por HIV-1 em crianças até 18 meses de idade. O documento dispõe sobre os critérios para a realização desse exame complementar e sobre o fluxo de encaminhamento de amostra ao laboratório de referência.

Para crianças dessa idade, o exame recomendado ainda é o de quantificação da carga viral do HIV-1. O exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1 é indicado nos casos em que houver necessidade de exame complementar para oferecer mais segurança no diagnóstico. A orientação se baseia na recomendação de que o diagnóstico em crianças nessa faixa etária não pode ser realizado por meio de testes sorológicos, devendo basear-se na detecção direta do vírus ou de seus componentes.

Dentre os métodos validados, os mais aplicáveis são os que detectam quantitativamente as partículas circulantes do vírus na corrente sanguínea (carga viral do HIV-1), ou que detectam qualitativamente o material genético do vírus inserido na célula (DNA pró-viral).

Informações mais detalhadas para indicação desses exames podem ser encontradas no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, atualizado em 2017.

Acesse aqui a Nota Informativa nº 02/2018.

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
Conheça também a página do DIAHV no Facebook:
https://www.facebook.com/ISTAidsHV

Cetesb aprova logística reversa em São Paulo

destaqueA Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) publicou, no Diário Oficial de 4 de abril, a Decisão de Diretoria (DD) nº 076/2018/C que regulamenta a inclusão da logística reversa no Estado

No caso de farmácias, distribuidores e fabricantes, entram nesta categoria os medicamentos domiciliares, vencidos ou em desuso, além de produtos e embalagens de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

Com o procedimento, as licenças de operação e renovação passam a ser emitidas ou renovadas somente se demonstrado o atendimento às exigências legais sobre a obrigação de estruturar, implementar e operacionalizar a logística reversa. A regra entra em vigor em 60 dias a partir de sua publicação, quando toda a prestação de informações sobre logística reversa passará a ser feita por meio de um sistema eletrônico a ser disponibilizado pela Cetesb, com formulários equivalentes aos preenchidos hoje no âmbito dos Termos de Compromisso.

Segundo o órgão, o setor de medicamentos não possui, até o momento, um acordo setorial ou Termo de Compromisso firmado. Assim, foi utilizado um Edital de Chamamento para definir a meta quantitativa de coletar 3,79 Kg de resíduos por mês por ponto de coleta, até o quinto ano após a assinatura do acordo setorial.

Uso materno de metformina durante a gravidez aumenta o risco de obesidade e excesso de peso nas crianças

Resultado de imagem para medicamentos na gravidezUso da metformina para tratamento do diabetes durante a gravidez está diretamente relacionado ao maior risco de obesidade e excesso de peso na criança, mostra estudo apresentado no Endocrine Society Annual Metting (ENDO 2018), que ocorreu de 17 a 20 de março de 2017 em Chicago, nos Estados Unidos

Um número crescente de mulheres grávidas está tomando metformina para tratar diabetes gestacional ou uma condição de síndrome dos ovários policísticos (SOP). A SOP é uma causa comum de infertilidade e pode colocar as mulheres em risco de desenvolver diabetes e outros problemas metabólicos. A SOP afeta cerca de 7% a 10% das mulheres em idade fértil, de acordo com a Hormone Health Network.

O estudo envolveu 292 crianças que participaram de dois ensaios clínicos randomizados anteriores. Nos ensaios anteriores, as mulheres grávidas com SOP foram designadas para tomar metformina ou um placebo durante a gravidez. Os pesquisadores terminaram revisando o índice de massa corporal (IMC) e outras medições para 161 crianças nascidas após os dois estudos anteriores.

A diferença na média do z-score da estatura entre os grupos aos quatro anos de idade não foi significativa (IC95%): 0,07 (-0,22 a 0,36), p=0,651. Aos quatro anos de idade, o grupo com metformina apresentou maior escore z de peso que o grupo placebo; diferença nas médias 0,38 (0,07 a 0,69), p=0,017 e maior escore-z do IMC; diferença nas médias 0,45 (0,11 a 0,78), p=0,010. Havia mais crianças com sobrepeso/obesidade no grupo da metformina; 26 (32%) do que no grupo placebo; 14 (18%) aos quatro anos de idade; odds ratio (IC 95%): 2,17 (1,04 a 4,61), p=0,038. A diferença no escore z da circunferência cefálica média com um ano de idade foi: 0,27 (-0,04 a 0,58), p=0,093.

Os resultados mostraram que aos quatro anos de idade, as crianças cujas mães foram randomizadas para a metformina durante a gravidez tenderam a pesar mais do que as crianças cujas mães tomaram o placebo. Embora a metformina não parecesse afetar o peso ao nascer, a tendência tornou-se aparente quando as crianças atingiram seis meses de idade. Na idade de quatro anos, as crianças do grupo da metformina tinham maiores pontuações no IMC e maior probabilidade de atender aos critérios de obesidade ou excesso de peso do que as crianças do grupo placebo.

Terra

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Saiba como prevenir transmissão de gripe em creches

creche1Com a chegada do inverno, época de maior transmissão do vírus da gripe, é necessário reforçar os cuidados de higiene para afastar a doença

Em ambientes com muitas crianças, como creches, a atenção precisa ser redobrada. Pais, professores, cuidadores e as próprias crianças podem adotar algumas medidas para evitar a transmissão da gripe nesses ambientes.

1- A aglomeração de crianças em creches facilita a transmissão da gripe entre crianças vulneráveis. A melhor maneira de proteger as crianças contra influenza sazonal e potenciais complicações graves é a vacinação anual contra gripe, que é recomendada a partir de 6 meses até menores de 5 anos de idade.

2- Os cuidadores de crianças em creches, além da adoção das medidas gerais de prevenção e etiqueta respiratória, devem realizar a higienização dos brinquedos com água e sabão quando estiverem sujos.

3- Deve-se utilizar lenço descartável para limpeza das secreções nasais e orais das crianças. Lenços ou fralda de pano, caso sejam utilizados, devem ser trocados diariamente. Deve-se lavar as mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente, quando ela estiver com suspeita de síndrome gripal.

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4- Cuidadores devem observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta e informar aos pais quando apresentarem os sintomas de síndrome gripal. Devem, também, notificar a secretaria municipal de saúde, caso observem um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com ausência pela mesma causa na creche.

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5- O contato da criança doente com as outras deve ser evitado. Recomenda-se que a criança doente fique em casa, a fim de evitar transmissão da doença. Recomenda-se que a criança doente permaneça em casa por pelo menos 24 horas após o desaparecimento, sem uso de medicamento, da febre.

Blog da Saúde

Vacina da gripe salva vidas

Card-GeralDurante esta época do ano, algumas regiões já começam a esfriar e a as pessoas começam a ficar preocupadas com a gripe. E é exatamente neste período, antes do inverno, que o Ministério da Saúde realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, em parceria com estados e municípios, para proteger a população contra a doença. Neste ano, a campanha é de 23 de abril a 1º de junho

A vacina contra gripe é segura e salva vidas. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.

Os idosos estão mais propícios a sofrer complicações pela doença e a vacinação ajuda a reduzir o número de hospitalizações. Aos 72 anos, Antônio Carlos de Souza sabe da importância da prevenção contra gripe e não deixa de se vacinar todo ano. “A gripe quando me pegava ela me derrubava, e hoje a gripe vem e passa logo. Além disso, não fico de cama como eu ficava antes, não sinto aquela fraqueza”, conta o aposentado.

Proteção para mãe e bebê

É muito importante que as gestantes procurem um posto de vacinação para se proteger contra a gripe. De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues, a vacina é segura e tem efeito protetor enorme tanto para a mãe quanto para a criança. “Protege a mãe, porque na gravidez, pela sua condição de gestante, ela tem uma baixa imunidade, então ela está mais propensa a adquirir a gripe. Quando a mãe toma a vacina, ela passa anticorpos para o seu filho, ainda na barriga, e a criança vai nascer já com uma imunidade que nós chamamos de passiva, que vai da mãe para o filho”, explica.

A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS, (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).


Além das pessoas acima de 60 anos e gestantes, a vacina está disponível para crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar.

Professores
Professores também fazem parte do público-alvo da vacinação contra gripe. Isso contribui na redução de ausência desses profissionais por conta da doença e, consequentemente, na melhoria da qualidade do ensino.

Professora de crianças de 5 a 7 anos, Kátia Franca acredita que a vacinação faz bem para ela e para os alunos dela. “É importante para que não ficarmos doentes, para não prejudicar os alunos com a falta de professor. Além disso, ao trabalhar com essa doença, podemos transmitir para eles e prejudicá-los. Ou seja, gera um efeito dominó, o professor estando protegido, protege a família e os alunos”, avalia


Gripe ou resfriado?
Junto com a gripe, o tempo frio também traz outras doenças respiratórias, como o resfriado. Existe diferença entre eles, mas como os sintomas são muito parecidos.

A gripe é causada pelo vírus influenza. Os principais sintomas são febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre mais forte talvez seja o sintoma mais característico e dura em torno de três dias. A transmissão dos vírus da gripe ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, de uma pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar.

Já o resfriado é causado por vírus diferentes, e geralmente acometem crianças. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com da gripe, são mais leves e duram menos tempo, entre dois e quatro dias, no total. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, leve dor no corpo e na garganta. Não é muito comum ter febre durante um resfriado e, quando acontece, não é eleva muito a temperaturas do corpo.

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde