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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Atenção: Lotes de leite integral são impróprios para consumo e são proibidos pelo Ministério Público

Imagem relacionadaSÃO PAULO - Os produtos de leite UHT integral Godam dos lotes J82, J92 e P91 devem ser retirados das prateleiras. A recomendação é do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) para a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro

Técnicos da Secretaria Estadual de Agricultura constataram que os lotes J82 e P91, produzidos no mês de abril, estão fora dos padrões. No lote J82, foi observado o acréscimo de água em percentual de até 44%, adulterando as características do alimento, que apresentava alterações de densidade e extrato seco desengordurado, com percentual de gordura de 0,26%, quando deveria ter 3%.

No lote P91, além do ensaio de coliformes totais ter sido insatisfatório, não atendendo aos padrões microbiológicos, foram detectadas alterações de gordura e acidez. Independentemente da data de fabricação, todo o lote J82 e P91, encontra-se sob suspeita, tendo sido apreendidas novas amostras para análise, incluindo também o lote J92.

A recomendação do MPRJ também foi motivada pelos resultados da fiscalização do Ministério da Agricultura, que encontrou produtos irregularmente embalados para comercialização no Rio de Janeiro, tendo sido apreendidos cautelarmente produtos dos lotes J82 e J92.

O MPRJ considera que as constatações feitas pelos órgãos fiscalizadores demonstram que os produtos são impróprios para o consumo, já que se apresentam em desacordo com as normas regulamentares.

Os produtos adulterados podem ocasionar riscos à saúde, sendo certo que são direitos básicos dos consumidores, na forma do art. 6º, I e VI, do CDC, a proteção de sua saúde e a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos, diz a recomendação.

Lotes de azeite e canela em pó são proibidos pela Anvisa 12 marcas de escova progressiva foram testadas pela Proteste - e nenhuma passou.

Cópias da recomendação e da documentação apresentada pela Secretaria Estadual de Agricultura foram encaminhadas às promotorias de Justiça de defesa dos consumidores de outros municípios para que possam adotar as medidas que entenderem cabíveis junto a distribuidores e revendedores locais eventualmente não alcançados pela recomendação.

Yahoo

Pesquisadores imprimem, pela primeira vez, córnea humana em 3D

Researchers create the first 3D-printed corneas to combat blindnessOs cientistas também demonstraram que é possível construir uma córnea correspondendo às especificações exclusivas de um paciente

Pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, imprimiram, pela primeira vez, córneas humanas em 3D. De acordo com eles, isso significa que a técnica pode, no futuro, ser usada para garantir um suprimento ilimitado da camada mais externa do olho humano, que desempenha um papel fundamental no enfoque da visão.

Há uma escassez significativa de córneas disponíveis para transplante, com 10 milhões de pessoas em todo o mundo que necessitam de cirurgia para prevenir a cegueira resultante de doenças como o tracoma, uma infecção ocular relativamente comum. Além disso, quase 5 milhões de pessoas sofrem cegueira total devido a cicatrizes na córnea causadas por queimaduras, lacerações, abrasão ou doenças.

A pesquisa britânica, publicada na revista Experimental Eye Research, relata como células-tronco da córnea de uma doadora saudável foram misturadas com alginato e colágeno para criar uma solução que pudesse ser impressa. Usando uma bioimpressora 3D simples de baixo custo, a tinta biológica foi extrusada com sucesso em círculos concêntricos para formar a forma de uma córnea humana. O processo demorou menos de 10 minutos.

Em seguida, as células-tronco foram colocadas em uma cultura para se desenvolver e formar a córnea propriamente dita. “Muitas equipes em todo o mundo têm pesquisado a biotinta ideal para tornar esse processo viável”, diz Che Connon, professor de Engenharia de Tecidos na Universidade de Newcastle, que liderou o trabalho. “Nosso gel exclusivo mantém as células-tronco vivas enquanto produz um material que é rígido o suficiente para manter sua forma, mas macio o suficiente para ser espremido pelo bocal de uma impressora 3D”, continua.

De acordo com ele, a técnica baseia-se em um trabalho anterior da equipe em que as células foram mantidas vivas, por semanas, à temperatura ambiente, dentro de um hidrogel semelhante. “Agora, estamos prontos para usar células-tronco contendo biotinta e permitindo que os usuários iniciem a impressão de tecidos sem ter que se preocupar com o crescimento das células separadamente.

Personalizadas
Os cientistas também demonstraram que é possível construir uma córnea correspondendo às especificações exclusivas de um paciente. As dimensões do tecido impresso foram originalmente retiradas de uma córnea real. Ao examinar os olhos de um paciente, os pesquisadores podem usar as dimensões personalizadas para imprimir rapidamente uma córnea que corresponda ao tamanho e à forma ideais.

“Nossas córneas impressas em 3D terão que passar por mais testes e levaremos vários anos até que possamos realizar transplantes com elas”, diz Connon. “No entanto, o que mostramos é que é possível imprimir córneas usando medidas tiradas do olho de um paciente, e que essa abordagem tem potencial para combater a escassez mundial dessa estrutura.”

Saúde Plena

Terçol ou conjuntivite? Infecções oculares são comuns, mas saber diferenciá-las é essencial

Resultado de imagem para pingar colírioIdentificar corretamente o problema é importante para tomar os cuidados adequados

Por Alan Rios*

Quando o olho fica vermelho, já começam as preocupações e, principalmente, as dúvidas. “Será que é conjuntivite?”, “Como fiquei assim?” ou até “Alguma grávida me deixou com terçol?” são perguntas que passam na cabeça de quem não conhece bem as inflamações oculares. É normal que exista confusão, afinal, são muitos nomes.

Mas não precisa se desesperar, porque com algumas informações simples é possível diferenciar as infecções e tomar as providências adequadas para cada caso. Entre os mais comuns estão os quadros de conjuntivite e terçol, semelhantes em vários aspectos, como a vermelhidão e a sensibilidade com a claridade. Porém, clinicamente, os dois são bem distintos, como explica Adriana Aquino, oftalmologista do Hospital de Base de Brasília.

“São duas coisas muito diferentes, porque a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, que pode ser infecciosa, de origem alérgica ou tóxica. Já o terçol é a obstrução de uma glândula das pálpebras. As glândulas ficam próximas aos cílios e, quando obstruídas, ocorre uma inflamação, o que geralmente causa inchaço, dor e vermelhidão.”



Recomendações

Outra diferenciação pode ser observada visualmente, pois o terçol - conhecido cientificamente como hordéolo - costuma provocar a presença de um nódulo na região posterior ou inferior da pálpebra, enquanto a conjuntivite atinge a conjuntiva sem esse caroço. Mas a médica lembra que mesmo que o paciente saiba identificar a infecção, a recomendação é sempre procurar primeiro o oftalmologista.

“Temos que evitar sempre a automedicação e os remédios caseiros. O tratamento adequado é diferente, de acordo com o que esse profissional verá nos exames, e o que serve para tratar um tipo de conjuntivite pode ser prejudicial para outro, por exemplo.”

A maior recomendação em relação às inflamações oculares é tomar cuidados preventivos, como higienizar bem as mãos e rosto com frequência para não levar infecções aos olhos, principalmente antes de colocar lentes de contato; não coçar a região ocular; usar maquiagem de boa qualidade; removê-la antes de dormir e aplicá-la depois das lentes, caso faça uso; evitar dietas com muita gordura.

* Estagiário sob supervisão da subeditora Sibele Negromonte

Foto: Shutterstock

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Teste do coraçãozinho é fundamental para tratar cardiopatias congênitas

O dia 12 de junho é reconhecido oficialmente em várias cidades brasileiras como o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita, data em que se pretende informar a população sobre esse grupo de doenças e enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento precoce

Resultado de imagem para teste do coraçãozinho

Todo ano no Brasil, estima-se que nasçam aproximadamente trinta mil crianças com cardiopatia congênita, tendo em vista a taxa de incidência estimada em 1 caso a cada cem nascidos vivos. Mas, você sabe o que é essa doença que atinge tantos bebês? As cardiopatias congênitas consistem em anomalias ocasionadas por defeitos anatômicos do coração ou dos grandes vasos associados, que produzem insuficiência circulatória e respiratória e outras consequências graves.

Como é feito o diagnóstico?
O acompanhamento médico no pré-natal é importante para o diagnóstico, caso existam fatores que levantem a suspeita clínica de problemas cardíaco-fetais. O ultrassom morfológico também pode apontar indícios de cardiopatia. Além disso, o teste de coraçãozinho realizado antes da alta hospitalar, entre 24 e 48 horas após o nascimento. “O teste do coraçãozinho é um exame indolor e rápido, feito ali nas primeiras 48 horas do nascimento da criança na própria maternidade. É por meio deste teste que as cardiopatias mais graves são diagnosticadas” explica Eduardo Gomes, coordenador-substituto da Alta e Média Complexidade do Ministério da Saúde.

Logo no início da gravidez, com onze semanas, a economista Mariana Piola descobriu pelo ultrassom morfológico que a formação do coração da Valentina, sua segunda filha, não estava normal. “O primeiro momento foi um baque muito grande, mas logo depois do diagnóstico do exame fomos procurar um especialista e com vinte e quatro semanas fizemos exames mais específicos para que ela nascesse em um local apropriado para fazer cirurgia”, disse.

Até hoje não existe uma causa bem específica que possa explicar as cardiopatias congênitas. Na maioria dos casos não há explicação, por isso, quanto mais cedo se descobre, mais chances de vida terá o bebê. “Por isso a importância do pré-natal. No caso da Valentina que nasceu com uma cardiopatia congênita grave, a Transposição das Grandes Artérias (TGA) a cirurgia foi feita com apenas 7 dias de vida. Se não fosse os primeiros exames, não teríamos nos preparado tanto”, fala Mariana.

No SUS
Além das maternidades e dos demais serviços que integram o Sistema Único de Saúde, os quais contam com profissionais qualificados para identificar os sinais e sintomas das cardiopatias, diagnosticá-las e prover o acompanhamento apropriado, o Brasil possui hoje 68 unidades habilitadas junto ao Ministério da Saúde para realizar cirurgias cardiovasculares pediátricas. Considerando que 80% das crianças cardiopatas precisam ser operadas em algum momento da vida – e que metade delas, quase doze mil bebês, precisa da cirurgia no primeiro ano de vida –, o governo federal percebe ser preciso ampliar o número de procedimentos historicamente realizados no SUS, abaixo dos dez mil.

Nesse sentido, no dia 11 de julho de 2017 foi lançando o Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita. Na ocasião, houve o reajuste dos valores pagos por 49 procedimentos de cirurgia cardiovascular pediátrica, com um aumento médio em torno de 60%. Além disso, foi modificado o tipo de financiamento federal, passando o custeio dos procedimentos a ser realizado por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), instrumento que assegura o pagamento pós-produção dos procedimentos realizados sem qualquer interferência por parte das decisões em saúde locais. Em linhas gerais, o governo federal propôs o acréscimo de R$ 39,3 milhões adicionais por ano, um crescimento de 75,2% do orçamento anual destinado ao pagamento das cirurgias cardiovasculares pediátricas.

Ainda que tenham ocorrido avanços no acesso dos cardiopatas ao tratamento cirúrgico, é necessário manter as ações conduzidas desde então e incentivar outras medidas propostas pelo Plano, entre as quais a ampliação do acesso ao diagnóstico e a capacitação da equipe multidisciplinar no cuidado. Afinal, a expectativa de todo cardiopata, bem como de seus familiares, é a de garantia do acesso e do cuidado integral, resolutivo e de qualidade.

Outros testes em recém-nascidos realizados no SUS

Teste da Orelhinha – realizado por meio de exames fisiológicos e eletrofisiológicos da audição, para identificar o mais precocemente possível as deficiências auditivas em recém-nascidos e lactentes e encaminhar para intervenções adequadas à criança e sua família. Realizado, preferencialmente, nos primeiros dias de vida (24h a 48h) na maternidade, e no máximo, durante o primeiro mês de vida, a não ser em casos quando a saúda da criança não permita a realização dos exames.

Teste do Olhinho – Com oftalmoscópio ou qualquer instrumento com fecho de luz, como caneta de luz, o exame busca identificar agravos que levam a opacificação do cristalino, com diagnóstico presuntivos de retinoblastoma, catarata congênita e outros transtornos oculares congênitos e hereditários.

Teste da Linguinha – é realizado durante o exame físico de rotina do recém-nascido, para identificar a presença de anquiloglossia, popularmente conhecida como língua-presa

Teste do Coraçãozinho – Este teste consiste na aferição da oximetria de pulso (quanto oxigênio o sangue está transportando) de forma rotineira em recém-nascidos, entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta hospitalar. O objetivo é a detecção precoce das cardiopatias congênitas.

Luíza Tiné, para Blog da Saúde

Miopia: estudar demais pode desencadear a doença, revela pesquisa

Resultado de imagem para miopiaSegundo os cientistas, o início precoce dos estudos estimula mais rápido o distúrbio

Quanto mais uma pessoa estudar, maior será a necessidade de usar óculos, aponta estudo publicado no periódico British Medical Journal (BMJ). De acordo com a BBC, o artigo encontrou uma conexão entre o gene da miopia e os genes responsáveis pela predisposição para estudar.

Miopia e estudo
Os pesquisadores da Universidade de Bristol e da Universidade de Cardiff, ambas no Reino Unido, analisaram o DNA de 68.000 participantes e descobriram que as pessoas com o gene que as tornam mais predispostas para estudar tinham maiores risco de desenvolver miopia. No entanto, as pessoas com predisposição à doença não tinham maior probabilidade de estudar por mais tempo.

A pesquisa indica que pessoas que finalizam um curso universitário podem ter o grau de miopia aumentado, em comparação com quem parou de estudar aos 16 anos. Segundo os cientistas, apesar de pequeno, esse aumento pode exigir que o indivíduo necessite de óculos para dirigir, por exemplo. “Isso não significa que as pessoas devem parar de estudar. Obviamente, queremos que elas frequentem a escola, mas queremos estimular uma discussão sobre como educar melhor nossas crianças”, alertou no relatório Denize Atan, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo.

Fatores ambientais e sociais
De acordo com o Science Daily, em um editorial, o professor Ian Morgan, da Universidade Nacional da Austrália, sugere que não são apenas genes, mas fatores ambientais e sociais que podem ter efeitos importantes na miopia. Isso porque pesquisas realizadas no Leste Asiático — onde há intensa pressão educacional desde cedo — indicam que ficar ao ar livre protege a visão, uma vez que a luz solar ajuda no desenvolvimento ocular, assim como previne a miopia.

Essas mesmas pesquisas mostraram que 50% das crianças asiáticas analisadas desenvolveram miopia até o fim da escola primária por causa das muitas horas de estudo e pouco tempo para brincar ao ar livre. Em análise comparativa com a Inglaterra, notou-se que menos de 10% das crianças britânicas tinham esse problema. “O início precoce permite mais tempo para a miopia progredir para uma miopia elevada e potencialmente patológica. Os sistemas educacionais devem mudar, a fim de ajudar a proteger a saúde visual das gerações futuras”, orientaram os pesquisadores.

Miopia
A miopia é um problema ocular em que o indivíduo consegue enxergar perfeitamente objetos próximos, mas quando estão mais afastados, eles ficam desfocados. Em casos mais graves, a miopia pode elevar o risco de deslocamento de retina e degeneração macular, que gera uma piora gradual da visão. Em ambos os casos, há o risco de cegueira. Como apontado no estudo, a principal causa da doença está relacionada à genética, mas fatores externos também podem afetar a visão e provocar o problema, como a grande incidência de luz nos olhos, por exemplo.

Por isso é sempre necessário manter a televisão, os smartphones e os computadores mais afastados dos olhos. O tratamento consiste no uso de óculos ou lentes de contato para corrigir a visão desfocada. Outra solução é a cirurgia corretiva da miopia, embora nem todas as pessoas estejam qualificadas para passar por esse procedimento. No Brasil são registrados cerca de 2 milhões de casos de miopia por ano.

Veja