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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Níveis adequados de vitamina D podem diminuir a incidência de abortos

Resultado de imagem para vitamina dAs mulheres que tiveram um aborto espontâneo anteriormente têm maior probabilidade de engravidar e dar a luz a um bebê se apresentarem níveis adequados de vitamina D em seu organismo, indica um novo estudo. As novas descobertas sugerem que a vitamina D poderia ter um papel protetor na gravidez

Estudos anteriores mostraram que a fertilização in vitro é mais bem sucedida entre as mulheres com níveis mais elevados de vitamina D. Mas os pesquisadores notaram que há pouca evidência sobre a ligação entre a vitamina D e as taxas de gravidez/perda de gravidez entre as mulheres que não usam tecnologias reprodutivas.

Para o estudo, os pesquisadores examinaram os níveis de vitamina D de 1.200 mulheres com histórico de aborto antes de engravidar novamente. Seus níveis de vitamina D também foram testados quando estavam com oito semanas de gravidez.

Embora não seja capaz de comprovar uma relação de causa e efeito, o estudo mostrou que as mulheres que tinham níveis adequados de vitamina D, ou concentrações de 30 nanogramas por mililitro (ng/mL) ou mais, tinham 10% mais chances de engravidar e 15% mais probabilidade de ter um nascimento vivo do que aquelas com níveis mais baixos de vitamina D.

Entre as mulheres que engravidaram, cada aumento de 10 ng/mL de vitamina D antes da concepção foi associado a um risco 12% menor de aborto espontâneo. Os pesquisadores relataram que, na oitava semana de gravidez, os níveis de vitamina D não estavam mais ligados à perda de gravidez. Os resultados foram publicados na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology.

Terra

Segurança: Stents e implantes de quadril e joelho serão rastreados por código de barras via Registro Nacional de Implantes

Imagem relacionadaO padrão do código de barras seguirá os critérios de identificação única do IMDRF

Foi publicada nesta segunda-feira (25/6), no Diário Oficial da União, a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC 232, de 21 de junho de 2018, da Anvisa, que dispõe sobre a obrigatoriedade de inclusão de código de barras linear ou bidimensional em etiquetas de rastreabilidade de stents para artérias coronárias, stents farmacológicos para artérias coronárias, e implantes para artroplastia de quadril e de joelho.

O padrão do código de barras seguirá os critérios de identificação única do Fórum Internacional de Reguladores de Dispositivos Médicos (IMDRF - em inglês). A etiqueta de rastreabilidade que irá permitir identificar para onde cada produto foi enviado e em que paciente foi implantado será alinhada aos requisitos do UDI - Unique Device Identification.

Registro Nacional de Implantes
Com a nova RDC o sistema de rastreamento será unificado com o Registro Nacional de Implantes (RNI) para controlar e monitorar próteses de quadril e joelhos e stents coronários utilizados em procedimentos médicos. A criação do sistema permitirá o cadastramento de pacientes submetidos a tais procedimentos e que terá dados dos produtos implantados, do profissional e do serviço de saúde onde foram realizados, o que facilitará a coleta de dados de forma mais eficaz.

Com o RNI será possível ainda gerar informações sobre próteses e stents implantados, técnicas cirúrgicas utilizadas, do perfil dos pacientes e dos serviços de saúde envolvidos. Esses dados serão úteis para aprimorar a regulação dos produtos implantáveis, bem como indicar as melhores condutas terapêuticas e os materiais mais adequados.

Implementação
A implementação do sistema RNI nos serviços de saúde ocorrerá de maneira gradual. No primeiro momento, será de forma voluntária e com a adesão dos hospitais que participaram do teste piloto ocorrido na fase de desenvolvimento do sistema.

Gradativamente, o RNI será disponibilizado para outros serviços de saúde, com a perspectiva de que, a médio prazo, sua adesão seja compulsória pelos serviços de saúde, sejam eles públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa.

ANVISA

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Saiba mais sobre os diferentes tipos de diabetes

diabetesDiabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz

Mas o que é insulina? É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Existem dois tipos principais de diabetes
  • Diabetes tipo 1 - onde o sistema imunológico do corpo ataca e destrói as células que produzem insulina
  • Diabetes tipo 2 - em que o corpo não produz insulina suficiente ou as células do corpo não reagem à insulina
  • O diabetes tipo 2 é muito mais comum que o tipo 1.
Diabetes Gestacional
Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro.

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Outros tipos
São decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticóides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.)

Principais sintomas tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome freqüente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.

Principais sintomas tipo 2: infecções freqüentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos.

Pré-diabetes
Pessoas que tem níveis de açúcar no sangue acima da faixa normal, mas não alto o suficiente para ser diagnosticado como tendo diabetes. É conhecido como pré-diabetes. Se o seu nível de açúcar no sangue estiver acima da faixa normal, o risco de desenvolver diabetes completo é maior. É muito importante que o diabetes seja diagnosticado o mais cedo possível, porque ele ficará pior se não for tratado.

Tratamento no SUS
Para os que já têm diagnóstico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente, já na atenção básica - porta de entrada do SUS, atenção integral e gratuita, desenvolvendo ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulinas. Para monitoramento do índice glicêmico, ainda está disponível nas unidades de Atenção Básica de Saúde, reagentes e seringas.

O programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do Ministério da Saúde com mais de 34 mil farmácias privadas em todo o país, também distribui medicamentos gratuitos, entre eles o cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas

Alimentação
É preciso ter cuidado redobrado com a alimentação para evitar os males provocados pela doença. É possível comer bem, comer de forma saudável, sem abrir mão de apreciar alimentos muito gostosos.

Confira!

 Blog da Saúde com informações da Sociedade Brasileira de Diabetes

Serotonina pode acelerar aprendizado

Resultado de imagem para aprendizadoExperimento com camundongos mostra potencial influência do neurotransmissor no process

Um dos principais neurotransmissores – substâncias usadas pelos neurônios para se “comunicarem” uns com os outros -, a serotonina pode acelerar o aprendizado. O potencial efeito foi revelado em experimento com camundongos realizado por pesquisadores do Centro Champalimaud para o Desconhecido (CCU), em Portugal, e do University College London (UCL), no Reino Unido, e relatado nesta terça-feira no periódico científico “Nature Communications”.

Na experiência, os animais tiveram seus cérebros alterados de forma que os neurônios produtores de serotonina pudessem ser ativados ou desativados usando uma luz, numa técnica conhecida como optogenética. Eles foram então submetidos a um processo no qual tinham que aprender a obter água acionando um de dois dispensários, à esquerda e à direita, de uma câmara onde foram colocados, com cada um deles tendo uma chance de fornecer ou não o líquido.

Ao analisarem os dados do experimento, os cientistas descobriram que o tempo que os camundongos esperavam entre as tentativas de obter água era variável: ou eles tentavam novamente de imediato, acionando um dos dispensários, ou esperavam mais entre as ações. E foi justamente usando modelos matemáticos sobre esta variabilidade que eles vislumbraram o potencial efeito da serotonina no processo de decisão dos animais.

Segundo os pesquisadores, ambas estratégias dos camundongos tinham um mesmo objetivo: maximizar a probabilidade de recompensa, ou seja, de obter água. Especificamente, quando o intervalo era mais curto, o modelo que melhor previa a escolha era baseado quase completamente no resultado (água ou não) da tentativa anterior – isto é, eles acionavam o mesmo dispensário novamente, e se não recebessem água iam direto para o outro, numa estratégia conhecida como “ganho-fica-perda-troca”.

Isto, dizem os cientistas, sugere que, quando o intervalo é curto, os animais estão se baseando na sua “memória de trabalho” para fazer a escolha, ou seja, na memória de curto prazo que se preocupa mais com resultados imediatos. É o tipo de memória que nos permite, por exemplo, lembrar de um número de telefone quando informado, mas logo esquecê-lo se não ficarmos repetindo ele para nós mesmos várias vezes.

Por outro lado, quando o intervalo entre as tentativas era maior que sete segundos, o modelo que melhor previu o comportamento dos camundongos sugere que os animais estavam usando a experiência acumulada das recompensas para guiar sua decisão – ou seja, a memória de longo prazo entrou em ação. É o tipo de memória que nos permite guardar o que aprendemos, como tocar piano.

Os cientistas então ativaram os neurônios produtores de serotonina no cérebro dos camundongos para ver se isso afetava a frequência da estratégia escolhida por eles. A princípio, os níveis mais altos do neurotransmissor no órgão não pareceram influenciar o processo, mas ao compilarem os dados à luz dos intervalos eles observaram que a ativação destes neurônios elevou a eficácia do aprendizado com base nas experiências prévias de recompensa da segunda estratégia

 – O estudo mostrou que a serotonina aumenta a velocidade do aprendizado – resumiu Zach Mainen, pesquisador do CCU e um dos líderes do estudo. – Quando os neurônios produtores de serotonina foram ativados artificialmente, os camundongos foram mais rápidos em adaptar seu comportamento numa situação que requeria tal tipo de flexibilidade. Isto é, eles deram peso maior às novas informações e mudaram de ideia mais rapidamente quando estes neurônios estavam ativos.

Ainda de acordo com os pesquisadores, os resultados do experimento podem servir de explicação para um enigma médico envolvendo uma classe de antidepressivos conhecida como inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) e porquê eles são mais eficazes quando usados em combinação com terapias comportamentais. Segundo eles, ao aumentar a plasticidade cerebral influenciando a taxa de aprendizado, a serotonina junto com as chamadas terapias cognitivo-comportamentais encoraja a quebra de hábitos arraigados dos pacientes que levam aos sentimentos de depressão.

O Globo

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Parkinson também afeta pessoas mais novas e SUS oferece medicamento

doença de parkinson sintomasDanielle Ianzer foi diagnosticada com a doença de Parkinson há 7 anos, quando tinha 35 anos. Para ela, a notícia foi um choque

“Quando recebi o diagnóstico, fiquei sem chão e sem perspectiva de futuro. Eu só chorava e fiquei assim durante dois anos e meio, em depressão profunda, não tinha vontade de gerenciar meu tratamento, de me cuidar, e acabei jogando isso nas costas do meu esposo e da minha família”, conta a cientista e pesquisadora que hoje tem 42 anos.

Como o Parkinson vai se revelando aos poucos durante os anos, os primeiros sinais e sintomas muitas vezes passam despercebidos pelo doente e por pessoas com quem ele convive. “Devido a minha idade, o diagnóstico foi mais difícil. Eu fui em alguns médicos, fiz vários exames e nada dava alterado”, conta a cientista. “Eu recebi diagnóstico errado, de tremor essencial, que é mais comum em pessoas mais jovens. Fazia o tratamento e não respondia. A doença foi avançando. Depois descobri a depressão por causa da minha condição. Quando eu já estava tomada de sintomas, veio o diagnóstico de Parkinson”.

Vibrar com Parkinson
Os sintomas se manifestam em forma muito semelhante tanto em pessoas mais velhas, como em pessoas mais novas. No caso dos jovens, essa patologia chega de mansinho e se manifesta de forma lenta, sem ser muito perceptível. Um dos grandes desafios das pessoas que convivem com Parkinson é a forma como lidar com a doença, não somente fisicamente, como também psicologicamente e socialmente. O envolvimento de familiares e amigos no tratamento é importante para a qualidade de vida.

Foi em 2013, após o período de depressão, que Danielle começou a mudar. Ela pesquisou sobre a doença e passou a desenvolver o projeto Vibrar com Parkinson, que a ajudou a lidar com a doença. Agora, ela quer ajudar outras pessoas a enfrenta-la também. “O projeto foi criado para conscientizar e informar pessoas que não sabem que os jovens podem desenvolver essa disfunção. O intuito do projeto é auxiliar pacientes, familiares e cuidadores na manutenção do bem-estar e da qualidade de vida, através de divulgação e difusão de informações sobre tudo que envolve a questão: tratamentos, remédios, pacientes e etc”, comenta.

Medicamentos no SUS
Pacientes com menos de cinquenta anos contam com mais um tratamento à disposição por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento levodopa será ofertado sem restrição de idade pelo Farmácia Popular. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marco Fireman, explica que houve uma mudança no perfil dos pacientes acometidos pela doença. “Dados da OMS [Organização Mundial da Saúde] têm mostrado um crescimento de diagnósticos precoces. A mudança da norma é para garantir atendimento a todas as pessoas que sofrem com a doença”, detalha.

Fireman explica que os sintomas da doença de Parkinson ocorrem pela falta de dopamina no sistema nervoso central. Essa substância atua na comunicação entre as células. “O tratamento da doença, portanto, é baseado na reposição da dopamina, por meio da medicação. A Levedopa, agora disponível para diagnósticos precoces da doença, é um precursor de dopamina. Com ela, é possível a redução dos sintomas da doença de Parkison”, afirma.

A oferta dos fármacos tem como objetivo proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes com transtornos associados à doença, que afetam 200 mil pessoas no país. Essa é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, atrás somente do Alzheimer. “A ampliação do atendimento é para garantir atendimento e melhor qualidade de vida para pacientes e seus familiares”, finaliza o secretário.

Tratamento multidisciplinar
O Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas sobre Parkinson foi criado em 2002, atualizado em 2010 e em 2017. O documento estabelece o tratamento multidisciplinar e apresenta os diversos sinais e sintomas da doença. O tratamento deve ser feito à base de medicamentos, com o intuito de reduzir a progressão de sintomas. A escolha do medicamento mais adequado leva em consideração fatores como estágio da doença, a sintomatologia presente, ocorrência de efeitos colaterais, idade do paciente, medicamentos em uso e seu custo.

Caso a doença seja constatada, o tratamento deve ser feito à base de medicamentos, com o intuito da redução da progressão de sintomas. A escolha do medicamento mais adequado deverá levar em consideração fatores como estágio da doença, a sintomatologia presente, ocorrência de efeitos colaterais, idade do paciente, medicamentos em uso e seu custo.

O SUS também oferece, para tratamento, os procedimentos de implante de eletrodo e implante de gerador de pulsos, ambos para estimulação cerebral. Na lista de materiais especiais, também constam o conjunto de eletrodo e extensão, além do gerador para estimulação cerebral. Atualmente, no Brasil há 27 estabelecimentos habilitados em Neurocirurgia Funcional Estereotáxica 105/008 (método minimamente invasivo de cirurgia cerebral) pelo Ministério da Saúde, sendo dois habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia e 25 habilitados como Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia.

O SUS já ofertava acesso a sete medicamentos para tratamento da doença: Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil. Ainda existem outros três medicamentos - Levodopa+Carbidopa, Biperideno e Levodopa - que são ofertados por meio do Programa Farmácia Popular e podem ser retirados com até 90% de desconto.

Luíza Tiné, para o Blog da Saúde