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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Prescrição de medicamentos controlados poderá ter validade nacional

prescricao-de-medicamentos-controlados-podera-ter-validade-nacionalProposta foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais

As receitas de medicamentos controlados e manipulados poderão ter validade nacional. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou o substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD) 4/18 ao Projeto de Lei do Senado 325/2012, que define que a receita tem validade em todo o Brasil, independente da unidade federada em que tenha sido emitida. Hoje, as prescrições valem somente no estado de origem.

Na Câmara, o texto foi alterado para modificar o parágrafo único do artigo 35 da Lei 5.991, de 1973, que trata do controle sanitário do comércio de medicamentos sujeitos ao controle sanitário especial. No entendimento da Câmara, explicitar os medicamentos sob controle especial é necessário uma vez que, na prática, são os únicos produtos cujas receitas não podem ser aviadas fora do estado em que tenham sido emitidas.

A relatora da proposta na CAS, senadora Ana Amélia (PP-RS), argumentou que as farmácias já contam com um rigoroso controle e exigem a receita médica e os documentos do paciente que usará o medicamento. Para a senadora, a iniciativa beneficiará os pacientes que estão em tratamento e precisam viajar ou se consultar em outro estado.

O foco do projeto é permitir que todos os cidadãos possam comprar os medicamentos independente da onde eles estejam, incluindo os medicamentos sujeitos a controle especial. Especialmente os casos de medicamentos de uso contínuo, o paciente pode ter algumas dificuldades, por exemplo, se for viajar e ficar mais tempo do que o esperado. A proposta segue, agora, para a análise do Plenário do Senado.

Foto: Shutterstock

Senado Notícias

As vantagens e desvantagens do jejum intermitente

Já faz alguns anos que as dietas de jejum intermitente se tornaram moda. A mais conhecida é a chamada 5 por 2 (cinco dias de alimentação normal, e dois em semijejum), mas outro modelo está começando a ganhar força: o de 16 por 8 horas

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Essa nova versão propõe um ciclo de alimentação e jejum muito mais rápido: os pacientes devem comer normalmente por um período de oito horas e, depois, realizar o jejum por 16 horas seguidas. A janela de alimentação mais comum desse modelo ocorre entre 10h e 18h – período do dia em que a pessoa pode comer o que quiser.

Por outro lado, durante as horas de jejum, o paciente não come nada e só pode ingerir água ou alguma bebida não calórica. A vantagem do método, segundo os praticantes, é que boa parte do jejum coincide com os horários em que o praticante está dormindo.

Segundo um estudo científico de 2016 da Universidade Johns Hopkins (EUA), esse padrão de alimentação pode ajudar na perda de peso de maneira moderada por ser mais sustentável para alguns pacientes do que outras dietas mais restritivas, embora diga que mais pesquisas são necessárias a respeito. Mas especialistas afirmam que, antes de iniciar qualquer dieta, um médico deve ser consultado.

Como surgiu a dieta intermitente e quais seus benefícios?
As dietas intermitentes se tornaram bastante populares nos últimos anos entre pessoas que desejam emagrecer sem renunciar por completo a alimentos calóricos.

Além disso, alguns estudos têm vinculado esse tipo de dieta a benefícios para a saúde, como a redução de cardiopatias e risco de câncer, maior longevidade e proteção a doenças relacionadas à velhice e declínio cognitivo. No entanto, essa é uma área de pesquisa ainda insipiente e não há quantidade suficiente de estudos científicos para confirmar os benefícios de forma contundente.

Segundo a nutricionista britânica Kerry Torrens, as dietas intermitentes são um “programa” de alimentação. Para ela, o emagrecimento dependerá da adaptação da pessoa ao método a longo prazo. Há diferentes padrões de dietas intermitentes e, segundo Torrens, para elas darem certo, independentemente do modelo, é importante é que elas sejam seguras, saudáveis e com alimentos de grande valor nutritivo.

A especialista recomenda incluir no cardápio gorduras essenciais e saudáveis como peixes, oleaginosas e sementes, além de fontes de proteína, grãos integrais, verduras e vegetais para suprir toda a fibra, vitaminas e minerais necessários.

As vantagens da dieta 16 por 8
Um grupo de acadêmicos americanos da Universidade de Illinois, de Indiana e dos Instituto Salk de Estudos Biológicos fez um pequeno estudo de 12 semanas com 36 pessoas obesas submetidas à dieta 16 por oito.

Os resultados foram publicados na revista científica Nutrition and Healthy Aging. Eles mostram uma perda média de peso de 3 quilos em 12 semanas, e também uma redução de 341 calorias na média diária. Por isso, os pesquisadores sugerem que restringir o consumo de alimentos a oito horas por dia pode gerar uma restrição calórica moderada, além da perda de peso sem que os pacientes precisem ficar contando as calorias que comem.

Mas eles esclarecem que esses são resultados iniciais e que mais estudos de longo prazo são necessários.

E as desvantagens?
Os adultos obesos que participaram desse teste estavam com boa saúde. As pessoas que têm problemas de colesterol, pressão arterial, diabetes e cardiopatias, mulheres grávidas ou lactante devem consultar um médico antes de iniciar uma dieta.

Além disso, entre os efeitos secundários do jejum estão dores de cabeça, tontura, dificuldade para manter a concentração, alterações de outras enfermidades e de absorção de medicamentos pelo corpo.

Entre as pessoas mais vulneráveis a esse tipo de dietas, adverte Torrens, estão os idosos e os menores de 18 anos, as pessoas quem têm índice de massa muscular muito baixo ou problemas emocionais ou psicológicos relacionados à alimentação.

A nutricionista diz que, em geral, as dietas intermitentes podem ser tão eficazes para perder peso como outras que restringem o consumo de calorias. Mas ainda “temos muito a aprender sobre esse método, incluindo qual é o padrão ideal de jejum ou restrição calórica”, diz.

Por outro lado, ela sugere que “muita gente que faz um jejum mais moderado, interrompendo a alimentação às 19h e voltando a comer no dia seguinte, tem resultados e benefícios”, diz Torrens. Para perder peso de uma maneira saudável, o serviço britânico de saúde pública recomenda o emagrecimento a um ritmo entre 0,5 kg e 1 kg por semana.

BBC Brasil

Anvisa aprova antibiótico contra superbactéria comum em hospitais

Superbactéria KPC é resistente a 95% dos medicamentos, sendo responsável por aumentar índice de morte entre os pacientes

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Existe uma quantidade quase infinita de bactérias no mundo, segundo os especialistas. Algumas podem nos fazer bem, outras são responsáveis por doenças e epidemias. Entre elas, existe um grupo chamado de superbactérias, que são resistentes a um número muito grande de medicamentos. A resistência bacteriana é considerada uma das principais ameaças à saúde global.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), por ano, cerca de 700 mil pessoas morrem por causa dessas superbactérias. A previsão é que esse número suba para 10 milhões de mortes até 2050. Entre as superbactérias está a Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC). Ela existe há muito tempo, mas, a partir do início dos anos 2000, desenvolveu um gene de resistência, o que passou a dificultar muito o tratamento. Hoje, a KPC é resistente a cerca de 95% dos antibióticos ou antimicrobianos existentes no mercado.

É contra esta bactéria que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento. O Torgena é o primeiro antibiótico específico para o combate desta bactéria. Ele é uma combinação do antibiótico ceftazidima com o avibactam, molécula que confere ao produto maior eficácia sobre a KPC e outras bactérias multirresistentes. A diretora médica do Laboratório de Microbiologia do Hospital das Clínicas da USP, Flávia Rossi, explica que esta superbactéria é um problema que afeta praticamente todos os hospitais do Brasil.

“Ela vive em ambiente hospitalar e possui uma resistência muito alta. Para impedir que ela contamine os pacientes é preciso a colaboração de toda a equipe, desde a higienização das mãos e dos locais até um número suficiente de profissionais para o cuidado de cada paciente e um processo ágil de diagnóstico, capaz de identificar o mais rápido possível a presença desta bactéria”. De acordo com a especialista, a KPC pode causar qualquer tipo de infecção: urinária, na pele, no sangue ou em algum órgão.

“Como a KPC é resistente aos antibióticos, é muito difícil tratar o paciente infectado, por isso a mortalidade é muito alta, principalmente entre os pacientes mais graves e os imunodeprimidos, que são aquelas pessoas que possuem um sistema imunológico debilitado, como transplantados e portadores de HIV”. Para Flávia Rossi, o fato de a Anvisa ter aprovado o uso de um antibiótico que apresenta eficácia contra esta superbactéria vai salvar muitas vidas. “A KPC está se espalhando de forma muito agressiva e ter um medicamento eficaz contra ela significa uma nova possibilidade terapêutica”.

R7

Humor: Estamos sem Médico!

terça-feira, 3 de julho de 2018

Saiba como atleta de fim de semana pode evitar lesões

lesaofutVocê adora jogar um futebol no sábado à tarde, ou dar aquela corrida na manhã de domingo, mas não pratica exercício físico nenhum durante a semana? Se a resposta for sim, você é o típico atleta de final de semana

Não há nada de errado com isso. Mantenha este hábito e, aliás, busque fazê-lo com mais frequência. No entanto, os riscos de lesões musculares em atletas de fim de semana são altos, porque o corpo, por ficar mais inativo durante a semana, não está acostumado a tanta atividade, como ocorre em uma “pelada”, por exemplo.

Em época de Copa do Mundo, a vontade de chutar como o Cristiano Ronaldo, driblar como o Messi e fazer gols como o Neymar é ainda maior. E se até eles sofrem lesões, imagine quem não é jogador profissional?

O Magdiel Martins, de 35 anos, é microempreendor e a adora futebol. Mas, não é todo dia que ele tem tempo para praticar o esporte ou outra atividade física para preparar o corpo. Por isso, Magdiel já teve várias lesões, principalmente no joelho e na região lombar. 

“A última vez deu uma inflamação na lombar e começou a atrapalhar os movimentos da perna. Fiquei com medo e fui ao médico. Depois emagreci um pouco, porque falaram que era por causa do peso”, descreve. Segundo o Magdiel, um verdadeiro “fominha por bola”, como ele mesmo se descreve, as lesões não são motivo para deixá-lo no banco durante uma partida. “Eu insistia. Doía e eu continuava jogando. Eu não parava não. Só se eu não conseguisse mesmo”, conta.

Cuidados com as lesões
Victor Titonelli, ortopedista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), explica que em esportes como corrida, futebol e vôlei, as lesões mais comuns são as de tornozelo, canelite, lesões ligamentares, tendinosas e meniscais no joelho, como estiramento, e ruptura muscular no quadríceps, na coxa e na panturrilha. Nas atividades onde são mais usados os membros superiores, os tendões do ombro e os cotovelos são os que mais costumam ser afetados por lesões.

A primeira observação do especialista é buscar tratamento para as lesões, pois a maioria das pessoas apela para a automedicação e insiste em continuar os exercícios mesmo com dor, com a ajuda de imobilizadores que, segundo o ortopedista, pode levar a um quadro mais grave.

“Uma lesão não diagnosticada ou não tratada corretamente pode se tornar muito mais séria, podendo até chegar a necessidade de cirurgia, no caso, por exemplo, de uma fratura por estresse. Um exemplo clássico é a fratura que atingiu o Neymar antes da Copa”, alerta Victor Titonelli.

Como prevenir estas lesões
De acordo com Titonelli, para evitar lesões em atletas de fim de semana é essencial a prática mais constante de atividade física. “Tentar fazer atividades aeróbicas durante a semana pra ganho de condicionamento cardiovascular, fortalecimento muscular, alongamento muscular antes e após dos exercícios e aquecimento antes da prática esportiva. Também é muito importante a adequada hidratação”, aconselha.

As dicas são ainda mais importantes para pessoas mais velhas. No caso de atletas de fim de semana, quanto maior a idade, maiores são as chances de lesões, por causa do desgaste natural do corpo.

Outra sugestão é passar por uma avaliação de um especialista, que, na maioria dos casos indica medidas inicias como o repouso, a aplicação de gelo, a compressão do local da lesão, a elevação do membro pra diminuição do edema. Quando necessário, é preciso atendimento médico e de fisioterapia para a reabilitação.

Erika Braz, para o Blog da Saúde