Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 18 de julho de 2018

Combinação de medicamentos pode aumentar sobrevida de pacientes com melanoma

combinacao-de-medicamentos-pode-aumentar-sobrevida-de-pacientes-com-melanoma
Foto: Shutterstock
Estudo foi desenvolvido pela Pierre Fabre e Array BioPharma

O melanoma é o câncer de pele mais agressivo, sendo o melanoma metastático o mais grave e potencialmente falta, associado a baixas taxas de sobrevida, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Para ajudar esses pacientes, foi desenvolvido o estudo Columbus (desenvolvido pela Pierre Fabre e Array BioPharma), que tenta provar que a combinação de dois fármacos é benéfica contra a doença. “Temos o prazer de apresentar esses novos dados que se baseiam em análises dos dados do Columbus e reforçam nossa crença de que o encorafenibe e o binimetinibe podem ser uma nova opção de tratamento promissora para pacientes com melanoma avançado BRAF-mutado”, afirmou o professor do Departamento de Dermatologia da Universidade de Zurique e principal investigador e autor do estudo, Dr. Reinhard Dummer.

Columbus é um estudo multicêntrico, randomizado, aberto de fase III em pacientes com melanoma avançado/metastásico com BRAF-mutado. Ele mostrou sobrevida global mediana de 33,6 meses entre aqueles tratados com encorafebine e binimetinibe, comprado aos 16,9 meses para os pacientes que receberam vemurafenibe em monoterapia.

Fonte: Assessoria de Imprensa Pierre Fabre (Kubix Estratégia & Comunicação)

‘Aposentadas’ por antibióticos, larvas de mosca voltam a ser usadas para tratar feridas crônicas

No tratamentos atuais, larvas estéreis ficam de 24 a 48 horas nas feridas
Getty Images
Uma antiga forma de tratamento de feridas crônicas, que havia sido descartada com o surgimento dos antibióticos, está voltando a ser usada em alguns hospitais dos EUA, Europa e América Latina

No Brasil, ela vem sendo pesquisada em algumas universidades e é aplicada rotineiramente em pelo menos um hospital, o Universitário Onofre Lopes (HUOL), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Trata-se da terapia larval ou larvoterapia, que, como o nome sugere, é o uso de larvas, no caso de moscas, para a cicatrização de ferimentos que resistem à cicatrização.

Elas agem na ferida por meio de quatro mecanismos: removem o tecido necrosado (morto), rompem o biofilme bacteriano (uma comunidade de microrganismos extremamente organizada que interfere muito no processo de reparação da ulceração), promovem o crescimento de tecido sadio e eliminam bactérias que causam a infecção. Apesar de parecer repulsivo para muita gente, o tratamento tem se mostrado em alguns casos mais eficiente do que os medicamentos e cicatrizantes tradicionais.

“Todos os nossos pacientes que usaram a terapia apresentaram melhora significativa do processo infeccioso, tiveram suas feridas ‘limpas’ com rapidez, relataram que o odor (mau cheiro) da lesão desapareceu nas primeiras aplicações”, garante Julianny Barreto Ferraz, enfermeira presidente da Comissão de Curativos do HUOL, onde o procedimento é usado desde 2012. “Usamos as larvas da mosca da espécie Chrysomya megacephala, encontradas em todo o território brasileiro”, diz.

Em São Paulo, a pesquisadora colombiana Andrea Diaz Roa, doutoranda no Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada do Centro de Toxinas, Resposta-Imune e Sinalização Celular (CeTICS), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vem realizando, desde 2015, pesquisas com larvas de outra espécie, a Sarconesiopsis magellanica. “Nos hospitais dos Estados Unidos e de alguns países na Europa e da América Latina, a mosca utilizada para tratamento de feridas crônicas de difícil cicatrização é a Lucilia sericata“, conta. Ela explica que ulcerações crônicas são aquelas que permanecem inflamadas por mais de seis meses sem cicatrizar. É o caso, por exemplo, das lesões provocadas por leishmaniose ou aquelas conhecidas como pé diabético que, muitas vezes, resultam em amputação.

Terapia antiga, abordagem nova
Ao contrário do que ocorria antigamente, a terapia larval moderna é feita em condições de assepsia muito melhores. As moscas são criadas em laboratório e colocam seus ovos sobre material orgânico. As larvas estéreis são colocadas no interior das feridas, onde permanecem por 24 a 48 horas. Utilizam-se em média 20 delas por centímetro quadrado. “O ferimento é coberto durante o procedimento e lavado depois da retirada das larvas”, explica Andrea. “Dependendo do caso, uma única aplicação é suficiente. Elas se alimentam apenas da parte necrosada da lesão.”

Antes de vir fazer seu doutorado no Brasil, Roa utilizou em seu país larvas em muitos pacientes com problemas de feridas crônicas, com bons resultados e sem necessidade de amputações. “Usei também em coelhos com diabete induzida e ferimentos provocados, também com bons resultados”, revela. “Esse trabalho foi feito durante o meu mestrado, sob orientação de professores e médicos colombianos”. No Brasil, seu orientador é o pesquisador científico do Instituto Butantan, Pedro Ismael da Silva Jr. “Iniciamos uma nova fase do trabalho”, diz ele. “Durante a terapia, as larvas, além de removerem os tecidos mortos, liberam várias substâncias envolvidas na cura e cicatrização. Algumas delas são peptídeos (pequenas moléculas) antimicrobianos.”

De acordo com Silva Jr., Roa veio ao Brasil para, junto com ele, isolar e caracterizar esses peptídeos antimicrobianos, que apresentam um papel importante nesse tratamento. No momento, eles já têm isolados várias dessas pequenas moléculas, mas apenas duas caracterizadas. Uma delas é a sarconesina, descoberta pela pesquisadora colombiana. O nome deriva da espécie de mosca que ela estuda (Sarconesiopsis magellanica). O objetivo agora é utilizar a sarconesina como princípio ativo de um medicamento. Por ser uma molécula relativamente pequena, ela pode ser sintetizada artificialmente em laboratório ou ser produzida por engenharia genética, introduzindo-se as bases de DNA que a codificam em uma bactéria hospedeira.

“Conhecemos sua sequência de aminoácidos, avaliamos sua atividade antimicrobiana em relação a vários tipos de bactérias e estamos cogitando apresentar um pedido de patente”, diz Silva Jr.. Mesmo com o desenvolvimento da nova droga, o uso de larvas deverá continuar, no entanto. O pesquisador do Butantan explica que os peptídeos antimicrobianos são apenas uma parte das substâncias envolvidas na cicatrização de feridas crônicas. “Eles impedem a contaminação das lesões por fungos e bactérias, permitindo a ação de outras substâncias que levam à cura e à cicatrização”, diz. “Sem contar com a parte mecânica em si, pois as larvas removem os tecidos mortos e estimulam a substituição por novos tecidos. Não podemos dizer que vamos abandoná-las em um futuro próximo.

Boa aceitação
Ao contrário do que se poderia esperar, a maioria dos pacientes aceita bem o tratamento. “A reação deles é de completa aceitação por sentirem a melhora clínica em poucos dias”, assegura Ferraz. “Uma minoria sente receio quanto ao fervilhar das larvas sobre seu ferimento, mas desde que iniciamos a aplicação no nosso hospital, nenhum (paciente) negou-se a fazer e todos, sem exceção, recomendam para outros a terapia como excelente forma de limpeza de sua ferida”. Silva Jr. tem uma possível explicação para isso. De acordo com ele, em geral as pessoas que procuram por esse tratamento sofrem com as feridas crônicas durante muito tempo. Muitos já tiveram amputações de membros e passaram por todo tipo de procedimento médico e não encontraram soluções.

“Embora possa parecer para os pacientes e familiares um método não usual e um tanto incomum – nojento para muitos – , acaba sendo uma nova possibilidade de cura”, explica. “Principalmente com os resultados positivos obtidos por quem já se submeteu à terapia larval”. O trabalho de Roa foi apresentado e premiado na 47ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular, realizada em maio em Joinville (SC). Ela acredita que o prêmio vai trazer mais reconhecimento para a larvoterapia. “Muitas vezes, é uma prática que não tem muita aceitação, pois diferentemente do remédio, a larva está viva”, diz. “A apresentação vai ajudar a dar mais visibilidade para o tema e pode quebrar preconceitos”. Os trabalhos de Andrea e Ferraz não são os únicos no Brasil.

“Já foram aplicações em pacientes diabéticos, em Petrópolis (RJ e em Pelotas (RJ), a terapia tem sido usada na área veterinária”, conta Ferraz. “Em Campinas (SP), no final do ano deverão acontecer os primeiros tratamentos, provavelmente em portadores de pé diabético. Há muitos preconceitos em cima das larvas, mas o fruto de nossas pesquisas garante que se trata de um procedimento seguro, de baixo custo e eficaz, muito oportuno para a realidade brasileira, carente de centros cirúrgicos e de profissionais da saúde em número suficiente para garantir um atendimento adequado.”

terça-feira, 17 de julho de 2018

Cresce o número de homens diabéticos no Brasil

Resultado de imagem para mans diabetesMinistério da Saúde informa que mortes em decorrência da doença também aumentaram em 11,8%; mais de 400 mil morreram entre 2010 e 2016

O percentual de homens com diabetes aumentou 54% no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Em 2006, 4,6% dos brasileiros eram diagnosticados com a doença; em 2017, esse número subiu para 7,1%. Entre as mulheres, também houve crescimento, de 28,5%, apesar do número de mulheres com a doença ser maior que o número de homens (8,1%). Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada na quarta-feira (27).

O levantamento mostrou também que a morte por diabetes aumentou 11,8%. Mais de 400 mil pessoas morreram em decorrência da doença entre 2010 e 2016. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número de mortes passou de 54.877 em 2010 para 61.398 em 2016.

Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), as internações tiveram queda de 8,7%: foram 148.384 em 2010 e 135.364, em 2016.

O estudo demonstrou que o diabetes aumenta com a idade, principalmente entre idosos com mais de 65 anos (24%) e é maior entre as pessoas com menor escolaridade, que frequentaram a escola por até oito anos (14,8%).

A pesquisa analisou ainda a frequência da doença nas capitais do país, que variou entre 4,5% em Palmas e 8,8% no Rio de Janeiro.

Em relação a diabetes em homens, Boa Vista é a capital que apresenta o maior percentual, de 9%. Em seguida estão Belo Horizonte (8,6%) e Porto Alegre (8,3%). Por outro lado, Palmas (3,7%), Cuiabá (4,2%) e Teresina (4,6%) dispõem dos menores valores.

Entre as mulheres, o diagnóstico de diabetes foi mais frequente em Vitória (10,3%), Rio de Janeiro (10,3%) e Recife (8,8%) e menos frequente em Palmas (5,1%), Macapá (5,2%), Florianópolis (5,6%) e São Luís (5,6%).

Diabetes é uma doença provocada pela falta absoluta ou relativa de insulina, levando à elevação dos níveis de açúcar no sangue. Essa glicose aumentada está associada à insuficiência renal crônica, doenças cardiovasculares e amputações dos membros inferiores. Em homens, também pode provocar a disfunção erétil. O tratamento visa o controle das taxas de açúcar no sangue.

O Ministério da Saúde informa que portadores da doença podem fazer o acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) já na atenção básica, onde é possível fazer o controle e tratamento com medicamentos, inclusive insulina. Já o monitoramento do índice glicêmico pode ser feito nas unidades de Atenção Básica de Saúde.

O governo ressalta que, medicamentos, entre eles o cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas, estão disponíveis gratuitamente em 34 mil farmácias privadas em todo o país por meio do programa Aqui Tem Farmácia Popular.

Farmacêutico que vendia remédios com carimbo falso de médico é preso em Curitiba

Segundo a polícia, ele carimbava receitas como se fosse clínico-geral para vender remédios controlados

 | Alex Silveira/Gazeta do Povo
Foto: Alex Silveira/Gazeta do Povo

Um farmacêutico, de 30 anos, foi preso em flagrante no Centro de Curitiba e tinha um carimbo médico que, segundo a Polícia Civil, era usado para falsificar receitas. A prisão ocorreu depois de uma denúncia anônima feita à Delegacia de Repressão Aos Crimes Contra a Saúde (Decrisa). O farmacêutico foi preso dentro de uma farmácia que fica na Avenida Marechal Floriano Peixoto, perto da Praça Carlos Gomes, na tarde de quinta-feira (12). Além do carimbo falso, no local também foram encontrados medicamentos sem procedência, receitas prontas e outros produtos farmacêuticos irregulares.

Conforme explicou o delegado Vilson Alves Toledo, da Decrisa, o homem liberava as receitas com carimbo de médico clínico-geral. Basicamente, eram receitados remédios controlados a pacientes que não tinham feito nenhuma consulta médica que indicasse tal necessidade ou tratamento. A negociação ocorria ali mesmo, no balcão da farmácia.

“Quando a policia chegou, o farmacêutico tentou esconder os produtos e jogá-los no estacionamento ao lado da farmácia, mas foi flagrado pela equipe. Ele disse que os remédios eram de um ex-sócio, por isso não sabia da origem dos produtos”, explicou o delegado.

Ainda não há informações sobre quem produziu o carimbo falso, nem se o médico cujo nome estava na impressão era conivente com o crime. A ação da Decrisa contou com o apoio da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Farmácia. O caso será investigado e o farmacêutico, que não teve o nome revelado, pode ser indiciado por crime contra a saúde pública, sob pena possível de 10 a 15 anos de prisão.

Segundo a Vigilância Sanitaria, a farmácia não foi interditada. Ela foi autuada e um processo administrativo será instaurado, principalmente, porque a farmácia não pode funcionar sem um farmacêutico responsável.

Eduardo Pazim, gerente de fiscalização do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná, diz que o local estava funcionando no nome do farmacêutico desde o início do ano. O conselho também vai instaurar processo para averiguar o caso no que cabe em relação à atitude profissional do farmacêutico.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

7% dos pacientes vão adquirir infecção hospitalar durante internação, aponta relatório

Resultado de imagem para infecção hospitalarNúmero sobe para 10% em países de renda média e baixa. Documento do Banco Mundial, OMS e OCDE traz panorama da assistência à saúde em todo o mundo: ‘práticas inadequadas ocorrem em países ricos e pobres’

Em países de renda alta, 7% dos pacientes internados vão adquirir alguma infecção durante a internação hospitalar. Esse índice sobe para 10% em países de renda baixa. O dado é de relatório do Bando Mundial, OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgado no dia 5 deste mês.

“Isso acontece apesar das infecções hospitalares serem facilmente evitadas com uma melhor higiene, melhores práticas de controle de infecções e uso apropriado de produtos antimicrobianos”, diz o documento. O relatório das entidades faz uma análise da assistência à saúde em todo o mundo e aponta para o custo global da má-assistência: só com erros associados à medicação, o mundo gasta US$ 42 bilhões ao ano.

De modo geral, diz o documento, erros de medicação, tratamento desnecessário ou inadequado, práticas clinicas inseguras e falta de treinamento de profissionais de saúde é uma realidade em todos os países do mundo: sejam eles ricos ou pobres.

Alguns dados que indicam a ‘má qualidade da assistência à saúde’ em todo o mundo, segundo o relatório:
1. Quase 40% dos estabelecimentos de saúde em países de baixa e média renda não têm água potável e quase 20% não têm saneamento. “As implicações para a qualidade os cuidados são evidentes”, diz o relatório;

2. Em países de renda alta, um em cada 10 pacientes têm algum efeito negativo durante o tratamento;

3. Taxas de vacinação de influenza estão baixas em países ricos: número varia de 1% a 78% (no Brasil, índice foi acima de 80%);

4. A resistência de micro-organismos a medicamentos é uma realidade em todo o mundo devido ao uso excessivo desses produtos na assistência à saúde;

5. 303 mil mães e 2,7 milhões de recém-nascidos morrem anualmente por questões relacionadas ao parto. “Muitas dessas condições seriam evitáveis”, diz o documento.

6. Cerca de 2,6 milhões de bebês nascem mortos todos os anos;

7. 7% dos pacientes em países ricos vão ter alguma infecção hospitalar. Número é de 10% em países de renda média e alta;

8. Uma proporção considerável de pacientes não recebe tratamento adequado, baseado nas melhores evidências, diz a OMS;

9. Em muitos países, há subdiagnóstico da hipertensão. Menos da metade dos adultos com pressão alta não foram diagnosticados. O tratamento varia muito: entre 7% e 61% dos pacientes que apresentaram pressão alta estão recebendo tratamento para hipertensão;

10. Pesquisa mostrou que, em países de renda média e alta, a adesão a protocolos e diretrizes ficou abaixo de 50%;

11. Estudo da OCDE mostrou que entre 19-53% das mulheres entre 50-69 anos não realizou mamografia;

12. Outro levantamento da OCDE também demonstrou que entre 27-73% das pessoas acima de 65 anos não receberam vacinação contra a gripe em países de renda média e alta.

O documento faz ressalvas quanto a melhores taxas de sobrevivência relacionadas ao câncer e a doenças cardiovasculares ao longo dos anos, mas o documento ressalta que “mesmo assim, custos econômicos e sociais do atendimento de baixa qualidade, incluindo incapacidade de longo prazo, e produtividade perdida, chegam a trilhões de dólares a cada ano.”

O que é uma boa assistência à saúde?
O relatório aponta que uma boa assistência à saúde deve oferecer tratamento certo, no tempo certo e atender às preferências e necessidades do paciente. Ao mesmo tempo, a assistência deve minimizar o dano e o uso desnecessário de recursos. As entidades sustentam que, mesmo em países pobres, o investimento em saúde deve ser prioridade, não só pelos custos sociais, mas também pelos custos econômicos.

“A construção de sistemas de saúde de qualidade é acessível para todos os países do mundo em todos os níveis de desenvolvimento. Na verdade, a falta de qualidade na saúde, é um custo que nenhum país pode pagar, especialmente os pobres”. As entidades postulam que o acesso universal à saúde só é possível com um aumento da qualidade. Esses sistemas também devem desenvolver transparência.

Um estudo feito pela OCDE feito entre 2012 e 2015 mostrou que todos os sistemas universais precisavam desenvolver mecanismos para divulgar melhor sua performance em termos de qualidade e resultado do tratamento. No Brasil, a assistência à saúde é universal — para todos os brasileiros — com o Sistema Único de Saúde.

G1