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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Quando o controle se transforma em ilusão

Gisela Kassoy - Consultoria em Criatividade Os gerentes de antigamente devem se lembrar dos tempos do POC, acróstico para Planejamento, Organização e Controle, oriundo da idéia que as coisas basicamente aconteceriam conforme o planejado. Era isso mesmo: com um bom planejamento, e se a turma fizesse as coisas direito, tudo daria certo. As premissas eram essas e nem sempre funcionavam, mas dava para se basear nelas. Mas o mundo muda. E muda cada vez mais e mais rapidamente, a ponto de corrermos o risco (ou a certeza) de vê-lo mudado quando formos conferir os resultados de nosso planejamento. Além disso, somos forçados a trazer soluções novas, que nunca foram testadas e que portanto poderão trazer resultados e reações imprevisíveis. E as pessoas, estão acompanhando esta nova forma de pensar e agir? Como fica a idéia de controle, num mundo com tantas variáveis que não podemos controlar? Médicos e psicólogos já notaram uma das conseqüências da ilusão de poder controlar o incontrolável, que é o chamado burn-out, o stress típico de quem depende de variáveis externas para obter sucesso. Educadores, vendedores e demais profissionais cujos resultados dependem do comportamento de outras pessoas talvez estejam mais treinados a administrar imprevistos, mas a surpresa acontece também quando lidamos com estratégias de marketing, lançamento de produtos, decisões de carreira e investimentos financeiros. É possível ser bem sucedido num mundo assim? Sim, desde que mudemos nossa forma postura e aceitemos que certas variáveis são mesmo incontroláveis. Veja como: Entenda a Diferença Entre Ser Gerente e Ser Gestor: No Aurélio, trata-se de sinônimos, mas no mundo das organizações, o gerente é mais um administrador, enquanto o gestor é aquela pessoa que, conforme os objetivos da empresa, cria um ambiente propício para que coisas aconteçam e lida criativamente com o acontecido. Faça uma lista de suas tarefas de gerente e suas tarefas de gestor, e adapte sua forma de atuação para cada um dos casos. Esqueça o Erro, Pense em Surpresas: Recentemente a revista Exame fez uma matéria sobre a transformação de imprevistos em vantagens. Um exemplo foi o Shopping Frei Caneca, planejado para ser um Shopping tradicional que acabou tendo que se adaptar ao público gay, freqüentador da região. Houve um erro de previsão? Ou nós é que temos que mudar a visão de erro? Se passarmos a ver o inesperado como novidades, teremos agilidade para nos adaptarmos às circunstâncias. Foi o que fez a direção do Shopping ao direcionar suas lojas para esse mercado. Clay Carr, autor do livro O Poder Competitivo da Criatividade chama a habilidade de aproveitar fenômenos como o exemplo acima de Administração da Surpresa, uma habilidade que teremos de desenvolver cada vez mais. Não Tema a Frustração: Um dos brinquedos favoritos da minha infância era o João Bobo, desenvolvido para que as crianças tentassem derrubar, mas que nunca tombava. Pelo contrário, quanto mais violento o golpe que ele levava, mais rapidamente ele se levantava. Pois o João Bobo era muito esperto! Em vez de evitar os tombos, o que ele fazia bem era se recompor para voltar a ficar em pé. Quem deixa de arriscar por temer o erro e a frustração não se dá nem a chance de acertar nem a de vivenciar uma boa surpresa. Como já foi mencionado antes, num mundo mutante os fatores negativos podem rapidamente se transformar em oportunidades. Planeje, Crie Métricas. Acima de Tudo, Monitore: Contar com o imprevisível não significa deixar os fatos ocorrerem ao sabor do vento. Pode parecer um paradoxo, mas nunca se deu tanta importância ao planejamento, bem como às métricas que avaliarão os resultados. A diferença é que as métricas não existem apenas para avaliações: a função delas são o monitoramento, os ajustes, o aprendizado, cada vez mais sofisticados e mais atentos às variáveis externas. Erre Rápido e Erre Direito: Alexander Mandic, um bem sucedido empresário brasileiro do mundo da internet fala em errar rápido, ou seja, a capacidade de reagir rápida e eficazmente ao inesperado. Podemos pensar também em errar direito, ou seja, termos planos B, C e D e criarmos rapidamente um plano E. Aceite os Presentes Que O Mundo Dá: Cada vez mais, as coisas acontecerão de forma diferente de nossas previsões. Aceite e permita-se surpreender. É como acontece com os filhos: nem sempre eles puxam os olhos do pai e o nariz da mãe, mas trazem alegrias que a nossa fantasia jamais imaginaria. http://www.portalcmc.com.br/lid_art21.htm

O líder em seis Ds

Por Gisela Kassoy - Consultoria em Criatividade Seis Dimensões? Seis Desejos? Seis Dogmas? Nada disso. Apenas uma forma fácil de memorizarmos como atua um líder moderno. Já que a missão do novo líder é motivar, capacitar e inspirar, veja como os princípios abaixo - todos começando com a letra D – pontuam suas atividades: DESCONTRAÇÃO A empresa precisa de colaboradores criativos, certo? Portanto rigidez e autoritarismo nem pensar. É importante a equipe estar solta, à vontade para criar, opinar, discordar. Uma piada, ou uma brincadeira feita na hora certa pode ajudar e muito. Seja gente, seja sincero, seja agradável. Uma decoração leve também ajuda. E bom humor é fundamental. DIRECIONAMENTO Pode parecer um paradoxo, mas paralelamente à descontração, é preciso foco. Ao direcionar, o líder ajuda seus colaboradores a incorporar a missão da empresa, harmonizar objetivos e estabelecer prioridades. DESAFIO Por meio do desafio, trabalho deixa de significar sacrifício ou tortura (como já foi em sua origem etimológica) e passa a ser sinônimo de criatividade, realização, aprendizado e, sobretudo, prazer. Esta motivação é adquirida aos poucos, cada vez que uma pessoa se percebe mais capaz. O psicólogo organizacional Mihaly Csikszentmihaly, em seu livro A Psicologia da Felicidade mostra como administrar desafios para obtermos bons resultados e prazer: quando uma pessoa está aprendendo uma nova tarefa, ela tem pouca aptidão e provavelmente alto grau de ansiedade. Com o tempo, ela aprende a realizar a tarefa, e sua ansiedade chega a um ponto ótimo de fluidez, prazer e resultados. Mais tempo passa e nosso personagem já “tira de letra” a aptidão para a tarefa. Nesse momento, seu desafio será pequeno. Se a tarefa se tornar repetitiva, a conseqüência será o tédio. Antes que ele se instale, é hora do novo desafio! DIFERENCIAÇÃO É ótimo reconhecer e valorizar as diferenças entre cada membro da equipe. Ajuda e motiva aproveitar as características individuais de cada um, tanto de personalidade como de experiência profissional. A pessoa se sente respeitada, passa a ousar mais, sem medo de ser diferente dos outros. Só com a aceitação das diferenças acontece a verdadeira inclusão. DESAPEGO Uma equipe é mais produtiva quando seus membros estão realmente voltados para a melhor solução e conseguem se desapegar de idéias e paradigmas anteriores. È preciso abandonar o ego, as certezas, a noção de uma única alternativa. Às vezes é difícil, mas a conscientização do comportamento, a mudança de valores e principalmente o treino podem ajudar muito. Juntado esses 5 Ds com uma boa dose de motivação e comprometimento, o líder consegue o que é mais importante em uma equipe: DETERMINAÇÃO. E se ele mesmo a tiver, será um líder querido, eficaz e inspirador. http://www.portalcmc.com.br/lid_art22.htm

Egípcios podem ser os pioneiros no uso de prótese humana

A egiptóloga Jacky Finch, da Universidade de Manchester (Reino Unido), ficou intrigada com artefatos que lembravam próteses rudimentares em múmias. Ela fabricou réplicas e as testou em voluntários, e descobriu que as peças realmente podem ter sido próteses médicas criadas pelos egípcios. A descoberta revelaria a existência de próteses para membros amputados muito antes da perna romana artificial, feita de bronze, descoberta em 300 a.C. --destruída durante um ataque aéreo em Londres, em 1941, só resta uma cópia de gesso. Finch analisou próteses de dedões do pé de duas múmias. Uma, encontrada perto de Luxor (Egito) e confeccionada antes de 600 a.C., era feita de uma mistura de papel machê, gesso e restos de tecidos. A outra, fabricada em madeira e provavelmente couro, pertence à filha de um religioso chamado Tabaketenmut, que viveu entre 950 a.C. e 710 a.C. Duas pessoas que tiveram os dedões do pé amputados se submeteram aos testes com as réplicas. "Elas funcionaram realmente bem e produziram movimentos surpreendentes", conta a egiptóloga. Os voluntários andaram em um tapete eletrônico, que calculou a pressão criada pelas passadas, e câmeras instaladas no laboratório da Universidade Salford (Reino Unido), onde ocorreram os experimentos, forneceram dados sobre a marcha e os movimentos nas juntas. Embora o dedão de madeira tenha oferecido maior conforto, a da mistura com gesso e papel machê mostrou uma mobilidade superior. http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/875394-egipcios-podem-ser-os-pioneiros-no-uso-de-protese-humana.shtml

Raro: Manual ajuda médico a se comunicar com paciente surdo

Dor de cabeça pode ser enxaqueca. Mas pode ser problema de vista ou dentário. Se a queixa é de um surdo, a comunicação com o médico é complicada e o diagnóstico pode ser menos preciso. O guia "Saúde em Libras" (Áurea, R$ 60), escrito pela dentista Claudia Barbosa Pereira e a radialista Andréa Iguma, pretende facilitar esse atendimento. "Não sabemos o que os surdos sabem sobre saúde", diz a dentista. "Ouvimos muito sobre doenças e cuidados; eles não", acrescenta Iguma. O livro é todo ilustrado. Estão lá os principais gestos da linguagem de sinais. A primeira parte, básica, mostra o alfabeto e as saudações. Nas páginas seguintes há representações de doenças e de procedimentos médicos. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/875486-manual-ajuda-medico-a-se-comunicar-com-paciente-surdo.shtml

Raiva, tristeza e estresse fazem mesmo mal ao coração que cigarro e obesidade

De cada 10 mortes registradas no Brasil, 3 são relacionadas a problemas no coração O cigarro, a obesidade, a falta de exercícios são os principais e mais conhecidos fatores de riscos. Mas pesquisadores descobriram que sentimentos como raiva, tristeza e estresse podem ser tão perigosos quanto esses fatores. Nos últimos anos, as pesquisas sobre a relação entre as emoções e o corpo se multiplicaram. Hoje, já é possível afirmar que a mágoa reduz o calibre dos vasos sanguíneos e eleva a pressão arterial. A raiva aumenta a produção de interleucina 6 e proteína C reativa, substâncias inflamatórias relacionadas à aterosclerose. Os médicos sabem também que os ansiosos têm mais chances de ter infartos. Uma psicóloga de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, é autora do primeiro trabalho científico brasileiro sobre a síndrome do coração partido. Ela explica que o maior problema ainda é a dificuldade no diagnóstico. Segundo os especialistas, sonhar, rir, cultivar amigos e bons sentimentos ajuda a viver muito e bem. Eles explicam que é preciso reservar momentos na vida para baixar ansiedade, fazer um hobby, sair do ar um pouquinho, porque hoje em dia o mundo estimula as pessoas o tempo todo. http://noticias.r7.com/saude/noticias/raiva-tristeza-e-estresse-fazem-mesmo-br-mal-ao-coracao-que-cigarro-e-obesidade-20110214.html