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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Alterações na Lei 8080 fazem pressão no setor de saúde"

por Thaia Duó 24/02/2011 Afirmação é do secretário adjunto da Secretaria de Estado da Saúde de SP, José Manoel de Camargo Teixeira. A Lei 8.080, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, deverá ser regulamentada até o início de abril de 2011. O tema foi discutido nesta quarta-feira (23) durante a 1ª reunião extraordinária do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A novidade traz dúvidas ao setor: "Esse prazo de menos de dois meses será suficiente para as mudanças necessárias?" indaga o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, José Manoel de Camargo Teixeira. O anuncio nas alterações da lei que regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito Público ou privado faz uma certa pressão no setor, segundo Teixeira. Para o executivo, esse novo governo é de continuidade em termos partidários, mas uma série de mudanças deverá acontecer ao longo dos meses. "O colegiado que representa a saúde do Brasil diz que 21 dos 27 estados estão em processo de renovação e isso nos faz entender que uma série de mudanças vai acontecer". O secretario adjunto conclui que o município tem suas responsabilidades, mas é preciso que todos discutam sobre o que será colocado como política da saúde. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76193

Para os médicos, adoção de EMR não é entretenimento

por Rebecca Armato InformationWeek EUA 24/02/2011 Selecionar e adotar um sistema de registro eletrônico em saúde é essencial para a saúde da prática médica Assim como o tratamento médico apropriado é essencial para a saúde de um paciente, a abordagem certa ao selecionar e adotar um sistema de registro (prontuário) médico eletrônico é essencial para a saúde e até para a sobrevivência da prática médica. E não se trata apenas de tecnologia. Grandes problemas podem acompanhar a escolha mal feita de um sistema EMR, pelos motivos errados, e pela expectativa de que um fornecedor de software conseguirá implantar, com êxito, o sistema sem o engajamento dos médicos. Esses problemas podem custar muito mais do que o fundo de estímulo federal oferecido para encorajar os profissionais da saúde a implantarem esse sistema. Para os profissionais da saúde, a seleção e adoção de um sistema EMR não é entretenimento. Os médicos devem estar ativamente engajados. Devem focar na avaliação de funções que ofereçam suporte a qualidade, segurança, resultados e privacidade do paciente. Mas devem insistir, também, em funções que melhorem a eficiência e a viabilidade de suas práticas. Acompanhamos médicos autônomos, em nossa região, durante suas escolhas de sistemas EMR. Para garantir uma boa escolha, esses profissionais precisam se lembrar de três pontos: 1. Implantação não é o mesmo que utilização. A tecnologia torna possível, mas a arte está em tornar o sistema pessoal para médicos e equipe. Não existe uma só opção, por isso, é importante encontrar um sistema que opere de acordo com a forma que os médicos de uma clínica ou consultório trabalham. 2. Funcionalidade não é o mesmo que utilização. Não se trata do número de funções avançadas que um aplicativo oferece. Pense em termos de números de telas e cliques necessários para qualificá-lo, não só dentro dos requerimentos federais de "uso significativo", mas também para entregar "valor significativo" para você e seus pacientes. Avalie se as funções oferecem assistência ou caos durante a tomada de decisões clínicas, cuidados com paciente e tratamento. Estamos realizando um evento para que os médicos possam avaliar e comparar sistemas com base em quantos cliques são necessários para executar padrões-chave de uso significativo. A certificação ONC-ATCB demonstra apenas que um aplicativo consegue executar o padrão requerido, mas não com que facilidade. 3. "Dado" não é o mesmo que "informação". Avalie não só como o PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) captura informações sobre os cuidados oferecidos durante o tratamento de um paciente, mas também com que perfeição a informação é disponibilizada e acessada durante consultas subseqüentes. Avalie se o sistema consegue receber e trocar informações, local, regional e nacionalmente, sem dificuldade e com segurança, em colaboração com médicos e profissionais da saúde de outros lugares. Os sistemas RES mais bem sucedidos, pelo o que acompanhamos, foram aqueles que focaram em funcionalidade central. Aqui estão cinco áreas em que se concentrar. 1. Registro de paciente. Isso inclui registro de equipe e registro de paciente por meio de portais e quiosques de paciente. 2. Agendamento. Isso não é só para pacientes, mas para médicos, equipamentos e recursos. 3. Documentação clínica. Isso inclui documentação de médicos, enfermeiros e assistentes médicos; modelos de pedidos de exames e tratamento; suporte à decisão, protocolos clínicos e alertas; e relatório de qualidade/resultado. 4. Contas a receber. Analisar cobranças, reembolso e envios de pagamento de seguro; declaração de paciente e envio de pagamento; e relatório de gerenciamento. 5. Comunicação e colaboração. Considere a habilidade de oferecer suporte a consultas, encaminhamento a especialistas e transição de cuidados entre profissionais de saúde; comunicação com o paciente (e-mail seguro, telefone, dispositivos de monitoramento remoto); rastrear e lidar com comunicação em papel, como correspondência e fax; lidar com histórico médico, formulários, elegibilidade e prescrições eletrônicas; troca eletrônica de relatórios e resultados; acesso seguro ao PEP por meio de dispositivos móveis. No Hospital Huntington Memorial, estamos conduzindo seminários e oferecendo recursos educacionais, como kit de ferramentas para seleção de RES. Oferecemos também um aplicativo e-prescribing, que encoraja os profissionais da saúde a caminharem devagar rumo à adoção da tecnologia, enquanto oferece tempo e espaço para avaliarem e implantarem os sistemas certos para suas práticas. Além disso, estamos construindo infraestrutura de TI para suportar o compartilhamento de informações vindas de múltiplas fontes, em diferentes formatos, e convertendo essas informações para um formato único, que possa ser compartilhado com outros registros eletrônicos em saúde, registros pessoais de saúde e sistemas de suporte à decisão. Nosso objetivo é garantir a que a colaboração entre pacientes internados, pacientes de ambulatório e consultórios ocorra em "alta definição", como definimos - em termos de detalhes, contraste e atualização. Isso é necessário para oferecer suporte à decisão de forma rápida e bem informada sobre determinado ponto no tratamento, para melhorar a qualidade e reduzir o custo dos cuidados médicos. Hospitais têm licença para internar pacientes; médicos têm licença para tratar deles. Somente com hospitais e médicos trabalhando juntos, e adotando as ferramentas e os processos apropriados, podemos suprir as necessidades de assistência médica de nossas comunidades. Junto com os profissionais de saúde de nossa comunidade, cuidamos de mais de 11.000 pessoas por dia - 10.000 delas em consultórios e clínicas particulares. Consideramos esses médicos comunitários algo entre "tesouro nacional" e "recurso natural" e queremos garantir que eles não entrem em extinção. A criação de uma comunidade médica de colaboração virtual, que melhore a qualidade dos atendimentos, começa com o comprometimento dos médicos que adotam as ferramentas e os processos certos. Esperamos que, com o nosso encorajamento e ajuda essa comunidade médica não só sobreviva, como prospere. Rebecca Armato é diretora executiva de serviços de interoperabilidade no Hospital Huntington, na Califórnia, EUA. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76155