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quarta-feira, 2 de março de 2011

Antidepressivos

Embora esta classe de medicamentos seja denominada “Antidepressivos”, os mesmos são utilizados em outras situações, além da Depressão Maior, e Distimia. São medicações utilizadas também nos seguintes quadros clínicos: Alguns outros usos dos antidepressivos além da Depressão e Distimia são: narcolepsia, Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade (TDAH) , úlcera, dor, sonambulismo, episódio depressivo do Transtorno de Humor Bipolar, agressividade no autismo, enurese, Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) , anorexia, bulimia, ansiedade de separação, terror noturno, Transtorno de Stress Pós-traumático (TEPT) , transtorno do movimento e compulsivo no autismo, Ejaculação Precoce e Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TPM). Existe mais de uma classe de antidepressivos, abordaremos a seguir: Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) Foram os primeiros antidepressivos a serem descobertos, sua história começa em 1951, quando a isoniazida e a iproniazida foram desenvolvidos como turberculostáticos, foi observado que a iproniazida melhorava o humor dos pacientes tratados para a tuberculose com esta medicação. Zeller e colaboradores descobriram em 1952 que o mecanismo de ação da iproniazida era através na inibição da enzima Monoaminoxidase. A iproniazida começou a ser utilizada em Psiquiatria em 1957, mas apresentava hepatotoxicidade e, no final da década de 50 foi desenvolvida a tranilcipromina, primeiramente como um estimulante e descongestionante nasal que acabou mostrando-se um bom antidepressivo que foi utilizado comumente até 1962, quando foi relacionado seu uso com a morte por crise hipertensiva de um paciente que havia ingerido queijo Stilton. A Monoaminoxidase é uma enzima que está presente em vários órgãos e tecidos do nosso corpo, exceto o plasma, músculos esqueléticos e hemácias. A ação desta enzima é metabolizar algumas monoaminas (por exemplo a serotonina) e catecolaminas (por exemplo, adrenalina, dopamina e noradrenalina). A monoaminoxidase pode ser do tipo A ou B. Embora eles sejam muito eficazes exigem alguns cuidados com a alimentação e quando usados em conjunto com outras medicações, não sendo considerados como fármacos de primeira linha. Quando a pessoa está utilizando um IMAO e for trocado para outro antidepressivo, o médico vai aguardar um período de aproximadamente 14 dias de intervalo, o que é conhecido como wash out. Estes fármacos aumentam os níveis dos neurotransmissores por bloquearem sua degradação, o que torna seu mecanismo de ação distinto daquele dos antidepressivos tricíclicos e dos inibidores de recaptação da serotonina (ISRS), que atuam bloqueando os transportadores dos neurotransmissores. Fármacos: Tranilcipromina (Parnate® e Stellapar®); Moclobemida (Aurorix®), Selegina (Eldepryl®) este último utilizado no tratamento da Doença de Parkinson. Conforme foi mencionado, pessoas fazendo uso de antidepressivos IMAO devem ter cuidado com a sua alimentação, pois uma substância que está presente em vários alimentos pode causar um aumento da pressão arterial quando é ingerida por alguém tomando um fármaco deste grupo. Com a moclobemida os cuidados necessários são bem menores. Antidepressivos Heterocíclicos Os antidepressivos heterocíclicos são subdivididos em antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos, conforme o núcleo de anéis benzênicos que possuem. O mecanismo de ação deste grupo de fármacos envolve os neurotransmissores sertralina, noradrenalina e dopamina. Em relação aos efeitos colaterais, estes são mediados pela ação dos fármacos nos seguintes receptores: Muscarínicos (responsáveis pela xerostomia (boca seca), xeroftlamia (olho seco), retenção urinária, aumento da pressão intra-ocular (glaucoma), ganho de peso, dificuldades sexuais. Anti-histaminérgicos (H1): ganho de peso, sonolência, hipotensão, fadiga, sedação e tontura. Anti-adrenérgicos (alfa-1): hipotensão ortostática, tontura, tremores, taquicardia. outros efeitos adversos podem ser atribuídos ao bloqueio dos canais de sódio no coração e cérebro, ocasionando convulsões e arritmias cardíaca, quando utilizado em superdosagem. Antidepressivos Tricíclicos Estes fármacos têm sua ação reconhecida desde 1957, em um estudo que abordava o efeito terapêutico da imipramina. Em 1958, Kunh pesquisando medicamentos para serem utilizados na Esquizofrenia, descobriu que a imipramina não era efetiva como antipsicótico, mas melhorava o quadro depressivo dos pacientes, a partir da imipramina, vários outros fármacos deste grupo foram desenvolvidos. Seu mecanismo de ação é o bloqueio da recaptação da serotonina e norepinefrina e, em menor grau da dopamina. Eles atuam também em outros receptores (colinérgicos, muscarínicos, histamínicos e a-adrenérgicos), em maior ou menor grau, conforme o fármaco. Os antidepressivos subdividem-se em 1) Aminas secundárias: nortriptilina e desipramina e 2) Aminas terciárias:imipramina, amitriptilina e clomipramina. Este grupo de antidepressivos apresenta uma boa ação terapêutica, no entanto algumas pessoas não toleram os seus efeitos adversos, o que os tornou uma segunda opção, após o surgimento dos Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina (ISRS). Exemplos destes fármacos são a imipramina (Toranil®), amitriptilina (Tryptanol®, Amytril®), nortriptilina (Pamelor®), clomipramina (Anafranil®), Doxepina , trimipramina , desipramina (indisponível no Brasil) e protriptilina (indisponível no Brasil). Antidepressivos tetracíclicos A mianserina (Tolvon®), Maprotilina (Ludiomil®) e Mirtazapina (Remeron®). Inibidores seletivos de recaptação da serotonina – ISRS O surgimento deste tipo de antidepressivo na Psiquiatria possibilitou o uso de antidepressivos com uma resposta terapêutica tão boa quanto a obtida com os antidepressivos mais antigos, os tricíclicos, porém com bem menos efeitos adversos. Estes medicamentos agem seletivamente sobre a serotonina, aumentando sua disponibilidade na sinapse. Entre estes medicamentos encontram-se os abaixo relacionados; ao informarmos a data da aprovação pela Food and Drug Admininstration - FDA estamos fazendo referência ao uso para depressão em adultos. Fluoxetina (Prozac®, Daforin®, Psiquial®, Verotina®, Fluxene®, Fluoxa®): foi o primeio fármaco desta classe, provada pela Food and Drug Admininstration - FDA em 1987. No Brasil existe uma apresentação em comprimidos de liberação imediata e uma de liberação controlada, para ser usada semanalmente, além da forumulação líquida. Sertralina (Zoloft®, Dieloft®, Assert®, Tolrest®, Serenata®); aprovada em 1991. Citalopram (Cipramil®, Procimax®, Cittá®, Denyl®): aprovado pelo FDA em 1998. Escitalopram (Lexapro®): aprovado pelo FDA em 2002. Fluvoxamina (Luvox®): aprovada para depressão pela FDA em 1994. Foi o primeiro ISRS aprovado para uso no Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC) em crianças, em 1997. Em maio de 2008 a FDA aprovou uma forma de liberação controlada de fluvoxamina, ainda não disponível no Brasil. Paroxetina (Aropax®, Benepax®, Pondera®, Cebrilin®, Paxil®, Paxtrat®);aprovada pela FDA em 1992. Existe uma forma de liberação imediata e uma de liberação controlada Antagonista serotoninérgico / inibidores de recaptação da serotonina ASIR Nefazodona (Serzone®): retirado do mercado europeu em 2003 e dos EUA em 2004 por causar problemas hepáticos Trazodona (Donaren®): foi o primeiro desta classe a ser lançado Antidepressivo noradradrenérgico e serotoninérgico específico - ANASE Mirtazapina (Remeron®). Segundo alguns autores, este fármaco é classificado como antidepressivo tetracíclico. Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina Aumentam a disponibilidade destes dois neurotransmissores na fenda sináptica. Milnaciprano (Ixel®):em uso na europa Venlafaxina (Efexor®, Alenthus®, Venlaxin® Venlift®): aprovada pelo FDA em 1993 Desvenlafaxina (Pristiq®): aprovado FDA em maio de 2008; em breve será lançada no Brasil Duloxetina (Cymbalta®): foi aprovado para o tratamento da depressão em 2004 Inibidor da recaptação de dopamina e mais fracamente da noradrenalina: Bupropiona (Wellbutrin®, Zyban®, Zetron®, Bup®) Este fármaco também é utilizado no tratamento do tabagismo. Inibidor seletivo da recaptação da noradrenalina: Reboxetina (Prolift®) Algumas considerações devem ser feitas, quando iniciamos o uso de antidepressivos, pois sabemos que estes medicamentos podem não fazer o efeito desejado imediatamente, isto é, podem ser necessárias algumas semanas até você começar a sentir o efeito terapêutico destes fármacos. Por outro lado, estas medicações, como quaisquer outras, podem apresentar efeitos indesejados, tais como: alterações no sono (tanto sonolência quanto insônia) e no apetite (geralmente diminuição), náusea, diarréia, dor de cabeça, disfunções sexuais (diminuição do interesse por sexo, retardo de ejaculação), tremores, boca seca, visão borrada, constipação intestinal e tonturas. Discuta com seu médico a ocorrência destes efeitos, pois muitas vezes com um simples ajuste da dose, ou combinações com outras medicações é possível controlar estas reações indesejáveis. Receita: Para que você possa adquirir estes medicamentos, seu médico fornecerá uma Receita de Controle Especial, branca e em duas vias, a 1a fica com você e a 2a é retida na farmácia http://redeecce.wordpress.com/resenhas/antidepressivos/

São Paulo anuncia 203 vagas a mais na residência médica

Novo texto na MP que trata do tema libera instituições de oferecer moradia para os residentes Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo O governador Geraldo Alckmin anunciou ontem o aumento no número de vagas de residência médica no Estado de São Paulo - eram 4.848 bolsas e agora serão 5.051. Segundo Alckmin, as vagas criadas são para as especialidades médicas com maior demanda, como anestesiologia. "O critério de distribuição das bolsas seguiu a necessidade de cada especialidade dentro do Estado", disse o secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri. Alckmin também oficializou o reajuste de 22% no valor da bolsa-auxílio. Esse aumento foi anunciado no dia 31 de dezembro pelo governo federal, por meio de uma medida provisória, depois de uma greve que durou quase 30 dias. Com o reajuste, o salário salta de R$ 1.916 para R$ 2.338. "Houve um aumento indiscriminado de escolas de Medicina no Brasil e não tivemos aumento nas vagas de residência médica. E a residência tem uma importância fundamental, não só para quem faz, mas para a saúde da população", disse o governador. Sem moradia. Apesar de o reajuste ter sido negociado com a Associação Nacional dos Residentes Médicos (ANRM), a medida provisória publicada pelo então presidente Lula extinguiu o artigo em que dizia que as instituições de saúde teriam de oferecer aos residentes "alimentação e alojamento no decorrer do período da residência". Pelo novo texto, a instituição de saúde que oferece a residência médica deverá fornecer "alimentação e condições adequadas para repouso e higiene pessoal durante os plantões". Para os médicos residentes, essa situação abre caminho para que as instituições deixem de oferecer moradia ou o auxílio-moradia para os residentes. Além disso, a associação teme que isso prejudique a ida de residentes para o interior. "Em nenhum momento o governo falou que retiraria a moradia da lei. Fomos pegos de surpresa com essa decisão unilateral. A nossa preocupação é que esses residentes podem ser desalojados a qualquer momento, já que as instituições vão se sentir desobrigadas de oferecer a moradia", disse Victor Fernando Soares Lima, presidente da ANRM. A Unesp informou que não possui moradia, mas oferece um auxílio de R$ 397 para os 326 médicos residentes matriculados. A Unicamp também paga uma bolsa-moradia de R$ 392 para 468 residentes matriculados. O Hospital das Clínicas da USP tem 1.184 residentes, mas não informou o número de beneficiados pela moradia. O Hospital A.C.Camargo tem 45 vagas e paga hotel para 40 residentes. O Ministério da Educação informou, por meio de assessoria, que o oferecimento de moradia não é mais obrigatório desde que a residência médica deixou de ser em dedicação exclusiva, ainda na década de 1990. Diz que a mudança do texto da lei é para deixar essa questão mais clara. O MEC estuda criar um regulamento específico para a concessão do benefício aos residentes que demonstrem real necessidade, mediante avaliação das condições socioeconômicas. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110302/not_imp686411,0.php

Sorvete de leite materno tem venda suspensa em Londres

Testes vão indicar se produto é adequado para consumo Autoridades sanitárias do Reino Unido suspenderam a venda de um polêmico sorvete feito com leite materno até que sejam concluídos testes para determinar a adequação do alimento ao consumo humano. A novidade, criada pela sorveteria Icecreamists, em Covent Garden, região no centro de Londres, vinha dividindo as opiniões entre os consumidores desde seu lançamento, em fevereiro. O Baby Gaga, como foi batizado, é produzido a partir de leite materno pasteurizado, que depois é batido com baunilha e casca de limão. Consumidores que provaram a iguaria a pedido da reportagem da BBC disseram gostar da combinação. Mas a subprefeitura da região de Westminster, onde se localiza Covent Garden, disse que recebeu duas queixas do público e foi alertada pelas autoridades de saúde sanitária e alimentar, preocupadas com a adequação do sorvete para consumo humano. Um dos conselheiros (vereadores) de Westminster, Brian Connell, do Partido Conservador, diz que, "se não for feita de maneira controlada, a venda de alimentos produzidos com os fluidos corporais de outra pessoa pode levar à transmissão de vírus e, nesse caso, hepatite". - No papel de autoridade local, apoiamos as pequenas empresas e aplaudimos ideias inovadoras sempre que possível, mas precisamos proteger a saúde dos consumidores. Sensação Desde que foi lançado, o Baby Gaga se tornou uma espécie de "sensação do mês" no campo gastronômico. Apesar do preço salgado (uma bola custava 14 libras, ou cerca de R$ 40), o doce esgotou em poucas horas. A primeira leva utilizou o leite de 15 mulheres. O proprietário da Icecreamists, Matt O'Connor, disse que a sorveteria foi contatada por cerca de 200 outras oferecendo leite materno para doação. O'Connor disse que o produto é seguro não somente porque o leite é pasteurizado, mas também porque é testado em laboratório antes de ser usado como ingrediente. – Seguimos exatamente o mesmo procedimento de quando alguém doa seu leite materno ou seu sangue para bancos de sangue ou de leite. Ao dizer que esse sorvete não é seguro, as autoridades estão dizendo também que leite materno não é seguro. Se a subprefeitura proibir [o sorvete], vou começar um protesto com as mães que já expressaram seu apoio. Você pode comprar álcool e tabaco em Westminster, mas não leite materno. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. http://noticias.r7.com/saude/noticias/sorvete-de-leite-materno-tem-venda-suspensa-em-londres-20110302.html

30% dos idosos se arriscam e tomam remédio por conta própria

Principal medicamento consumido por eles é o anti-inflamatório Estudo feito pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto com mil idosos revelou que 30,9% deles tomam remédios por conta própria sem a orientação de um profissional de saúde. Ao fazer isso, os idosos correm mais risco de sofrer efeitos colaterais, problemas de saúde e prejudicar a ação dos outros medicamentos. O tipo de remédio que o idoso mais consome por conta própria é o anti-inflamatório, segundo o farmacêutico André de Oliveira Baldoni, autor da pesquisa. - Eles se medicam mais por causa de dores, principalmente nos ossos ou nos músculos. Por isso, tomam muitos anti-inflamatórios e analgésicos. O maior perigo dos anti-inflamatórios, segundo Baldoni, são as interações medicamentosas. - Esses remédios aumentam a pressão arterial e podem causar úlcera gastrointestinal e problemas renais. Isso aumenta as chances de o paciente se internar. De acordo com a médica Silvia Pereira, presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), o anti-inflamatório é a droga mais perigosa para os idosos e pode levar a outro problema: a chamada “cascata da prescrição”. - Ele toma um remédio pra dor e então sente náusea. Aí ele toma um pra náusea, mas sente o fígado. Daí ele tomo outro remédio. E por aí vai. Para diminuir essa quantidade de remédios, Silvia afirma que os idosos precisam procurar alternativas. Para dor, por exemplo, uma compressa de água quente pode ser melhor que um anti-inflamatório. Se a pessoa tem pressão alta, é melhor evitar sal, o álcool e perder peso se quiser ficar longe dos remédios. Para a insônia, em vez de tomar um ansiolítico que ajude a dormir, a solução seria criar condições adequadas para o sono, que vão desde exercícios físicos até um ambiente silencioso e escuro. - Ao invés de tomar remédio, procure algumas alternativas. Mas há casos em que não é possível ficar sem remédio. Por isso, o melhor sempre é procurar um médico especialista. Segundo o médico geriatra Clineu Almada Filho, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), os remédios sempre podem ser questionados. Mas existem dois pilares de sucesso que não mudam: estar dentro de peso adequado e manter atividade física regular. - Os exercícios melhoram o rendimento cardíaco, a oxigenação dos tecidos, a capacidade pulmonar, libera endorfina (que causa bem-estar), diminui tecido gorduroso e melhora a massa muscular. http://noticias.r7.com/saude/noticias/30-dos-idosos-se-arriscam-e-tomam-remedio-por-conta-propria-20110205.html

Mais de 80% da população mundial não tem acesso a remédios para dor

10% da população mundial tem acesso a 90% dos remédios no planeta Mais de 80% da população mundial precisa de remédios para aliviar a dor. No entanto, por não ter acesso a eles, essas pessoas sofrem com dores desnecessariamente. A informação é do relatório anual da JIFE (Junta Internacional de Fiscalização de Estupefacientes) 2010, publicado nesta quarta-feira (2). O documento mostra ainda que 90% das substâncias lícitas são consumidas por 10% da população mundial, que se concentra em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e algumas nações da Europa, diz Hamid Ghodse, presidente da JIFE. Em muitos países da África, Ásia e algumas partes da América, o acesso a entorpecentes e a substâncias psicotrópicas para fins terapêuticos é escasso ou nulo. De acordo com a junta, existe matéria-prima suficiente para atender às necessidades de toda a população mundial por analgésicos. No entanto, existem vários fatores que impedem o acesso a esses medicamentos. Apesar de o preço ser considerado um dos principais obstáculos para o acesso a esses medicamentos, existem fórmulas de baixo custo que têm sido distribuídas em vários países de modo eficaz, como no Brasil, o que, segundo a junta, mostra que as barreiras econômicas podem ser superadas. Medidas para conter abuso no uso de analgésicos No relatório, o órgão chama a atenção de todos os governos também para o problema do uso indevido de analgésicos, que em alguns países têm ultrapassado os níveis de abuso de drogas ilícitas. Para diminuir os índices, a junta recomenda certas políticas que tendem a afetar a disponibilidade de substâncias para fins médicos e científicos, dando, como exemplo, a compilação de dados estatísticos sobre as necessidades de drogas lícitas, legislação, educação e capacitação, sistemas de fiscalização nacional e prevenção do desvio e do abuso de substâncias. Certos fatores, no entanto, são verdadeiros obstáculos para oferta de medicamentos, entre eles, a formação deficiente de profissionais de saúde, a falta de regulamentação, as dificuldades de distribuição e a ausência de uma política de saúde integral e inclusiva que abarque o tratamento da dor, problemas apontados pelo relatório. Uma saída para melhorar esse quadro seria avançar os sistemas de fiscalização de drogas que podem ajudar a assegurar o abastecimento suficiente de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas para fins médicos e científicos e, ao mesmo tempo, evitar o seu uso inapropriado e abusos. http://noticias.r7.com/saude/noticias/mais-de-80-da-populacao-mundial-nao-tem-acesso-a-remedios-para-dor-20110302.html