maior parte da dificuldade dos pais em decifrar os problemas dos filhos pequenos tem origem na barreira da linguagem verbal. Recém-nascidos não são capazes de falar se estão sentindo cólicas ou com fome, a maneira de compreendê-los é observar os sinais do corpo. "Da mesma forma que os alimentos, os medicamentos podem induzir à alergia, sendo os antibióticos os principais culpados. Igualmente aos alimentos, a maioria das reações é moderada, especialmente quando o medicamento é administrado pela primeira vez", explica o pediatra norte-americano Michel Cohen. Em seu livro "The News Basics", publicado recentemente no Brasil pela editora Integrare, o especialista aponta que "uma típica reação alérgica se manifestará em forma de vergão e coceira alguns dias após o início do tratamento. Um surto não significa necessariamente uma alergia grave. Pode ser apenas uma sensibilidade e talvez não ocorra novamente." "Uma reação alérgica intensa com dificuldade de respirar indica uma grave alergia ao medicamento, o que requer que se evite cuidadosamente a droga. Felizmente, tais reações graves são muito raras. Se algum dos pais for alérgico a uma droga específica, o risco para a criança é apenas levemente alto", completa. O volume não substitui as recomendações de um médico. Em todos os casos, é importante não medicar sem a orientação de um profissional. O guia ajuda a escolher serviços e produtos de saúde mais adequados. Para facilitar a consulta, os artigos estão dispostos em ordem alfabética e tratam com clareza de todas as preocupações que mães e pais costumam enfrentar. O exemplar é repleto de informações científicas sobre dúvidas frequentes. Com mais de dez anos de experiência, Cohen é fundador da Tribeca Pediatrics, em Nova York, colunista da revista "Child" e escreve artigos para outras publicações nos Estados Unidos, como "The New York Times", "New York Observer", "Vanity Fair" e "Instyle". Além disso, o autor é pai de três filhos. http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/890159-pediatra-explica-como-observar-reacoes-alergicas-a-medicamentos-em-bebes.shtml
sábado, 19 de março de 2011
Hospital abre inquérito após bebê morrer sem atendimento
Um hospital britânico abriu um inquérito para investigar as circunstâncias da morte de uma criança prematura deixada sem atendimento por conta de uma diretriz de saúde do país. O bebê prematuro, nascido com 22 semanas, foi deixado sem atendimento porque o serviço público de saúde britânico orienta os médicos a não tentar ressuscitar crianças nascidas com menos de 23 semanas. "Quero que o hospital mude esta política e que isso não aconteça com outras mães", disse à BBC, emocionada, a mãe, Tracy Godwin, 31. criança, Tom, sobreviveu por apenas 46 minutos antes de morrer nos braços de Tracy. "Os médicos deveriam ter me dado mais informações sobre o que estava acontecendo", disse ela. O caso ocorreu no hospital universitário de Southend, no condado de Essex. A mãe contou que, depois do nascimento da criança, foi levada para uma sala onde foi deixada a sós com a criança. "Eles nos puseram em uma salinha especial, e eu pensei que é porque meu bebê era tão pequenino", contou. ERRO Tracy disse que sentia muitas dores e estava sob anestesia, e não se deu conta dos acontecimentos. "Pensei que iam nos dar um cuidado especial, não simplesmente me dar o meu bebê e me deixar só", afirmou Tracy. "Meu parceiro estava implorando que eles ajudassem nosso bebê, e eles simplesmente foram embora da sala e nos deixaram a sós." A mãe pediu que os hospitais revejam o seu procedimento e tratem crianças prematuras com menos de 23 semanas na incubadora, se nascerem vivos. "Eles deviam ter me preparado para o que ia acontecer." Uma porta-voz da instituição disse que a equipe "errou" no procedimento e que uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias do caso. "Peço desculpas à mãe e à família, porque erramos. Seguimos as orientação nacional de não ressuscitar bebês nascidos com menos de 23 semanas", disse a diretora do hospital, Jacqueline Trotterdale. "Precisamos conversar melhor com as mães. Isso não acontece de forma sistemática e é uma grande lacuna que estamos estudando." http://www1.folha.uol.com.br/bbc/890542-hospital-abre-inquerito-apos-bebe-morrer-sem-atendimento.shtml
Conjuntivite pode ter complicações, dizem médicos
Se os sintomas da conjuntivite durarem mais de quatro dias ou se houver pus, é preciso buscar atendimento médico, de acordo com Arnaldo Gesuele, oftalmologista do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. "A doença pode complicar e causar inflamação na córnea." Nas últimas semanas, cidades do litoral e da Grande São Paulo registraram um surto do tipo viral da doença. Conjuntivite desse tipo pode causar micro-hemorragias: os olhos ficam mais vermelhos. A principal diferença em relação ao tipo bacteriano é o fato de não ter pus, mas há uma secreção transparente. Há um tratamento para cada tipo, diz a oftalmo Daniella Fairbanks, do Hospital São Luiz. "Tratamos a bacteriana com antibióticos. Na dúvida, é melhor procurar orientação." A melhor forma de se prevenir é lavar as mãos com frequência e ficar longe de pessoas contaminadas. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/890378-conjuntivite-pode-ter-complicacoes-dizem-medicos.shtmlTerapia genética tem sucesso para tratar Parkinson
Terapia genética pode vir a ser opção para tratar rigidez muscular, tremores e lentidão de movimentos, sintomas da doença de Parkinson. Opções atuais incluem drogas e cirurgias Pesquisadores de sete centros dos Estados Unidos mostraram que a transferência de uma enzima chamada GAD (descarboxilase glutâmica), implantada diretamente no cérebro do doente, recupera parte de seus movimentos. Esse foi o primeiro estudo bem-sucedido sobre transferência genética em Parkinson. Os resultados foram divulgados ontem na edição virtual do periódico médico "Lancet Neurology". A doença de Parkinson provoca a degeneração dos neurônios na área da substância negra do cérebro, diminuindo a produção de dopamina e comprometendo o circuito nervoso envolvido na coordenação motora. No trabalho, os pesquisadores de instituições como a Universidade de Stanford e Massachusetts General Hospital usaram um vírus como vetor da enzima GAD, responsável por produzir o neurotransmisor Gaba (ácido gama-aminobutírico), encontrado em pouca quantidade em quem sofre de doença de Parkinson. Ao todo, 45 pessoas que tinham a doença havia mais de cinco anos foram divididas em dois grupos. No primeiro grupo, a enzima foi injetada no cérebro. O neurotransmissor Gaba ajudou a regular o excesso de glutamato, causado pela diminuição da dopamina. Os pacientes do outro grupo, em vez de material genético, passaram por cirurgia em que só receberam solução salínica inócua no cérebro. Seis meses depois do experimento, houve recuperação de 23% dos movimentos nos pacientes tratado com a terapia genética. No grupo-controle, a melhora foi de 12%. A hipótese dos autores é a de que o efeito placebo causou isso. PROMISSOR Os resultados são "seguros, benéficos e promissores", diz o neurologista Henrique Ballalai Ferraz, da Unifesp. "Abre um rumo para que nos novos estudos sejam testados com mais pessoas. O caminho é por aí." Ferraz afirma que a terapia genética poderá até substituir os atuais procedimentos cirúrgicos. "É menos invasiva e mais natural", compara. Para Carlos Roberto de Mello Rieder, do departamento científico de transtornos do movimento da Academia Brasileira de Neurologia, falta comparar a eficácia dessa terapia com as tradicionais. "O estudo mostrou um avanço. O próximo passo é checar se ele recupera mais do que o que já existe." Para a neurologista Patrícia de Carvalho Aguiar, do setor de transtornos dos movimentos da Unifesp, o melhor é que a terapia se mostrou segura, mas falta provar a durabilidade dos efeitos. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/890346-terapia-genetica-tem-sucesso-para-tratar-parkinson.shtml São Paulo confirma epidemia de conjuntivite
Capital registrou 50 mil casos em 45 dias; oftalmologista critica falta de campanha Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo A capital está sofrendo uma epidemia de conjuntivite viral desde fevereiro. Segundo o Centro de Controle de Doenças (CCD) da Prefeitura, foram registrados 50.405 casos da doença em 45 dias - mais de mil casos por dia. Assim que o aumento foi detectado, os profissionais de saúde foram orientados a ampliar as ações de vigilância e foi enviado um alerta a escolas e creches, que receberam orientações sobre as medidas de controle. A doença passou a ser de notificação compulsória caso a caso. Isso significa que todos os serviços de saúde do município, particulares ou públicos, foram obrigados a informar os registros individualmente. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o pronto-socorro oftalmológico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está atendendo cerca de 400 casos da doença por dia - o esperado eram 60. No Hospital das Clínicas, são ao menos 300 novos casos - o triplo do esperado para o período. Na Santa Casa, cerca de 70% dos 330 atendimentos diários são por causa da conjuntivite. No Beneficência Portuguesa, foram notificados 114 casos nos primeiros 15 dias deste mês. Problema viral. Existem três tipos de conjuntivite: alérgica, provocada geralmente por uso de filtro solar na região dos olhos; bacteriana, que provoca vermelhidão e coceira, além de uma secreção amarelada e grudenta; e a viral, a mais comum e contagiosa, que provoca coceira, vermelhidão e uma secreção aquosa. No caso da epidemia de São Paulo, os casos foram associados à forma viral da doença. Segundo Milton Ruiz Alves, oftalmologista do HC e professor da USP, depois de instalado em um olho, o vírus demora cerca de 48 horas para passar para o outro. Depois, o doente transmite o vírus por cerca de dez dias. Nos casos mais graves, a evolução é lenta e pode demorar até três semanas para curar. Nos casos leves, o problema pode regredir sozinho em dez dias. O vírus sobrevive por várias horas na superfície. Por isso, espaços públicos, como metrô, ônibus e escadas rolantes, são potenciais locais de transmissão. "Imagine a pessoa que segura no corrimão da escada rolante e leva a mão ao olho. Se o corrimão estiver contaminado, certamente ela vai se infectar", diz Alves. Segundo a oftalmologista Elisabeth Nogueira Martins, da Unifesp, as pessoas não devem usar água boricada nem soro fisiológico para fazer a compressa. "Eles aumentam o risco de irritação e de contaminação, porque são embalagens grandes que não são descartadas na hora." Ao contrário do que ocorre com outras doenças, como sarampo e catapora, a conjuntivite não garante imunidade para o paciente. Como o vírus sofre mutações frequentes, a pessoa pode estar contaminada, curar-se e voltar a se infectar. Para o oftalmologista Milton Ruiz Alves, do HC, a epidemia acontece porque faltam políticas de saúde pública específicas para o problema. "Não há uma campanha de esclarecimento, especialmente nessa época do ano, para mostrar às pessoas que a conjuntivite é um problema sério e pode causar mais prejuízos, como diminuição da visão." Incômodo. A notícia de que não precisaria ir ao colégio por uma semana deixou Ian Mota dos Santos, de 8 anos, animado. O inchaço no olho direito foi diagnosticado como conjuntivite. Mas a felicidade dele durou pouco, conta a mãe, Márcia Arruda, de 32. "Agora, ele reclama por não aguentar ver televisão ou ficar no computador por muito tempo", diz. A doença foi transmitida na por colegas de escola Marion Guerra, de 62 anos, crê que pegou a doença no trabalho. "O pessoal de outros setores foi dispensado. Na segunda, cheguei com o olho vermelho e me mandaram para o médico da firma." / COLABOROU FELIPE ODA, JORNAL DA TARDE http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110318/not_imp693508,0.php
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