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quarta-feira, 23 de março de 2011
Não é ficção
Rogério Tuma 12 de março de 2011 às 11:05h As inovações da neurociência que vemos em filmes como Avatar já são pequenas diante dos avanços reais da ciência Ao assistir ao filme Avatar, percebi que o público leigo já entende bastante de neurologia, a conexão entre o bulbo que fica na base do crânio com um axônio externo gigante de um pterodonte moderno, o uso de exoesqueletos para aumentar a força e proteção em ambientes hostis, e o principal personagem, um avatar em carne e osso, ou sei lá o quê, não só sob seu controle mas com sua alma incorporada, são todas linhas de pesquisa neurológicas já existentes para que pacientes com alguma deficiência física possam tê-lo corrigido. Além dos aparatos físicos, existem, porém, outras dezenas de linhas de pesquisa. Há grupos de estudos, seguidores de uma orientação de pensamento científico, que utilizam recursos já existentes na natureza humana para reforçar processos naturais e, com isso, corrigir deficiências. Nos últimos dias, diversas pesquisas foram publicadas, demonstrando que um boom em soluções para problemas neurológicos pode estar próximo. Tudo isso se torna possível na medida em que evoluem a ressonância magnética funcional, a tomografia por pósitron, os estudos sobre o metabolismo cerebral e a capacidade de processamento dos computadores, que hoje permitem a criação de imagens tridimensionais dos neurônios e suas conexões. Um estudo da Universidade da Pensilvânia (EUA), publicado na revista Neuron, explica como proteínas que são produzidas no núcleo de um neurônio conseguem ser transportadas para uma terminação nervosa específica, escolhida entre as milhares que o neurônio possui. O doutor James Eberwine explica que existem fábricas de etiquetas dentro da célula. Essas etiquetas são sequências de aminoácidos que ficam grudados na proteína para identificá-la, o que faz com que a proteína chegue ao seu destino. No caminho, ela perde parte desses aminoácidos. É como se, em cada estação, o sistema de checagem retirasse alguns aminoácidos e enviasse a proteína para o próximo destino. Ao chegar lá, a proteína já perdeu a etiqueta, por isso estudos anteriores que avaliavam apenas as terminações nervosas não conseguiam encontrá-las. Outra pesquisa deverá revelar em breve o conectoma do cérebro de um rato. O termo faz referência ao genoma, que é o mapa genético. O conectoma seria um mapa tridimensional de conexões do cérebro. Até agora, a revista Nature publicou apenas um pedacinho do córtex visual do rato. Mas Clay Reid, da Harvard Medical School- de Boston, e pesquisadores associados uniram duas técnicas para construir um mapa das conexões da massa cinzenta do cérebro do rato responsável pela visão. Primeiro, eles injetaram substâncias que medem a atividade metabólica das células da visão em um rato vivo. Depois, mataram o rato e cortaram a parte de seu cérebro responsável pela visão, cujo volume corresponde a oito milésimos de um milímetro cúbico, em 1.215 fatias. Fotografaram então cada fatia em um microscópico eletrônico que enxerga quase até o nível das moléculas. Ao juntar os 3 milhões de imagens conseguidas, os pesquisadores reconstruíram- a imagem em 3D em um computador. Aquele mínimo pedacinho de cérebro, no momento em que foi ativado por um feixe de luz, gerou 40 terabytes de informação e permitiu que dez neurônios fossem avaliados, criando uma nova área da neurociência: a “conectonomia funcional”. Outro estudo, também publicado na edição de 10 de março da revista Neuron, mostrou que o liquor, o líquido que banha o cérebro e a medula, é muito mais que um simples sistema de absorção de impacto para evitar que o cérebro se choque contra o crânio. É composto de diversas proteínas e, entre elas, existem substâncias que estimulam e orientam a divisão de neurônios. Um estudante, Zappaterra, e dois cientistas, Walsh e Maria Lehtinen, comparam o liquor de embriões humanos com o liquor de adultos. Descobriram que quanto mais jovem o ser humano maior é a concentração de uma proteína chamada fator de crescimento tipo insulina, o Igf2. Esta proteína, quando colocada em cultura de neurônios, provoca intensa divisão celular com criação de novas células. Os pesquisadores descobriram também que pacientes com glioblastoma multiforme, o tipo mais agressivo de tumor cerebral, possuem altos níveis desta proteína no liquor. Se estiverem certos os autores, o estudo traz grandes avanços. O Igf2 pode ser utilizada na regeneração do sistema nervoso em pacientes com lesão medular, acidente vascular ou esclerose múltipla. E, se conseguirmos bloquear o Igf2 em pacientes com tumores cerebrais, inibiremos o seu crescimento. Podemos enxergar com esses poucos exemplos um holofote no fim do túnel, estamos nos aproximando rapidamente de um final, ou melhor, de um reinício feliz de vida para os milhões de pacientes que sofrem com alguma sequela neurológica. • http://www.cartacapital.com.br/saude/nao-e-ficcao
HIV e aids - Dúvidas frequentes
HIV e aids
Atualmente, ainda há a distinção entre grupo de risco e grupo de não risco? Essa distinção não existe mais. No começo da epidemia, pelo fato da aids atingir, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco. Atualmente, fala-se em comportamento de risco e não mais em grupo de risco, pois o vírus passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Por exemplo, o número de heterossexuais infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres. O que se considera um comportamento de risco, que possa vir a ocasionar uma infecção pelo vírus da aids (HIV)? Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV. Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV? Até o começo da década de 1990, a aids era considerada uma doença que levava à morte em um prazo relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada. O tempo de sobrevida (ou seja, os anos de vida pós-infecção) é indefinido e varia de indivíduo para indivíduo. Por exemplo, algumas pessoas começaram a usar o coquetel em meados dos anos noventa e ainda hoje gozam de boa saúde. Outras apresentam complicações mais cedo e têm reações adversas aos medicamentos. Há, ainda, casos de pessoas que, mesmo com os remédios, têm infecções oportunistas (infecções que se instalam, aproveitando-se de um momento de fragilidade do sistema de defesa do corpo, o sistema imunológico). Quanto tempo o HIV sobrevive em ambiente externo? O vírus da aids é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, glutaraldeído, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente. Doenças sexualmente transmissíveis
- As chances de se contrair uma DST através do sexo oral são menores do que sexo com penetração? O fato é que nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco - algumas DST têm maior risco que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal. Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha. - Toda ferida ou corrimento genital é uma DST? Não necessariamente. Além das doenças sexualmente transmissíveis, existem outras causas para úlceras ou corrimentos genitais. Entretanto, a única forma de saber o diagnóstico correto é procurar um serviço de saúde. - É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas? Sim. Muitas pessoas podem se infectar com alguma DST e não ter reações do organismo durante semanas, até anos. Dessa forma, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina. Caso haja alguma exposição de risco (por exemplo, relação sem camisinha), é preciso procurar um profissional de saúde para receber o atendimento adequado. - Onde se deve ir para fazer o tratamento de outras DST que não a aids? Deve-se procurar qualquer serviço de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). - Que período de tempo é necessário esperar para se fazer a identificação de um possível caso de sífilis? Os primeiros sintomas da sífilis são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mas, mesmo sem sintomas, a doença pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue. - Sífilis tem cura? Sim. A sífilis é uma doença de tratamento simples que deve ser indicado por um profissional de saúde. - Quais as providências a serem tomadas em caso de suspeita de infecção por alguma Doença Sexualmente Transmissível? Na presença de qualquer sinal ou sintoma de possível DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. - Quais os sintomas do condiloma acuminado (HPV)? A doença se manifesta por verrugas nos órgãos genitais com aspecto de couve-flor e tamanhos variáveis. È importante procurar um profissional de saúde, pois só ele pode indicar o melhor tratamento para cada caso. - Preciso de tratamento para HPV muito no início, porém, não tenho condições financeiras e tenho medo de que ele possa se tornar um verdadeiro e grande problema. Onde posso me tratar? Diante da afirmativa do diagnóstico de HPV, o tratamento deverá ser instituído no momento da consulta, todo o serviço público de saúde (Unidade Básica de Saúde), poderá avaliar qual tratamento a depender da fase clínica do HPV. Ligue para o Dique-Saúde 0800 61 1997 e informe-se sobre a localização da Unidade mais próxima da sua casa. - A vacina contra o HPV está disponível no SUS? Um comitê de Acompanhamento da Vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à Saúde, avalia, periodicamente, se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento, o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no SUS. Prevenção
Que cuidados devem ser tomados para garantir que a camisinha masculina seja usada corretamente? Abrir a embalagem com cuidado - nunca com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la. Colocar a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. Apertar a ponta da camisinha para retirar todo o ar e depois desenrolar a camisinha até a base do pênis. Se for preciso usar lubrificantes, usar somente aqueles à base de água, evitando vaselina e outros lubrificantes à base de óleo que podem romper o látex. Após a ejaculação, retirar a camisinha com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze de dentro da camisinha. Dar um nó no meio da camisinha para depois jogá-la no lixo. Nunca usar a camisinha mais de uma vez. Utilizar somente um preservativo por vez, já que preservativos sobrepostos podem se romper com o atrito. Além desses cuidados, também é preciso certificar-se de que o produto contenha a identificação completa do fabricante ou do importador. Observe as informações sobre o número do lote e a data de validade e verifique se a embalagem do preservativo traz o símbolo de certificação do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia), que atesta a qualidade do produto. Não utilize preservativos que estão guardados há muito tempo em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta-luvas de carro, pois ficam mais sujeitos ao rompimento. Por que, em algumas situações, o preservativo estoura durante o ato sexual? Quanto à possibilidade de o preservativo estourar durante o ato sexual, pesquisas sustentam que os rompimentos devem-se muito mais ao uso incorreto do preservativo que por falha estrutural do produto em si. O que fazer quando a camisinha estoura? Sabe-se que a transmissão sexual do HIV está relacionada ao contato da mucosa do pênis com as secreções sexuais e o risco de infecção varia de acordo com diversos fatores, incluindo o tempo de exposição, a quantidade de secreção, a carga viral do parceiro infectado, a presença de outra doença sexualmente transmissível, entre outras causas. Sabendo disso, se a camisinha se rompe durante o ato sexual e há alguma possibilidade de infecção, ainda que pequena (como, por exemplo, parceiro de sorologia desconhecida), deve-se fazer o teste após 90 dias (confirmar dado) para que a dúvida seja esclarecida. A ruptura da camisinha implica risco real de infecção pelo HIV. Independentemente do sexo do parceiro, o certo é interromper a relação, realizar uma higienização e iniciar o ato sexual novamente com um novo preservativo. A higiene dos genitais deve ser feita da forma habitual (água e sabão), sendo desnecessário o uso de substâncias químicas, que podem inclusive ferir pele e mucosas, aumentando o risco de contágio pela quebra de barreiras naturais de proteção ao vírus. A presença de lesão nas mucosas genitais, caso signifique uma doença sexualmente transmissível, como a gonorreia, implica um risco adicional, pois a possibilidade de aquisição da aids aumenta. Na relação anal, mesmo quando heterossexual, o risco é maior, pois a mucosa anal é mais frágil que a vaginal. A camisinha é mesmo impermeável ao vírus da aids? A impermeabilidade dos preservativos é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Em um estudo realizado nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, esticou-se o látex do preservativo, ampliando-o 2 mil vezes ao microscópio eletrônico, e não foi encontrado nenhum poro. Outro estudo examinou as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo, ampliando-as 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhuma apresentou poros. Por causa disso, é possível afirmar que a camisinha é impermeável tanto ao vírus da aids quanto às doenças sexualmente transmissíveis. Qual o procedimento adequado para uma gestante soropositiva? Iniciar o pré-natal tão logo perceba que está grávida. Começar a terapia antirretroviral segundo as orientações do médico e do serviço de referência para pessoas que convivem com o HIV/aids. Fazer os exames para avaliação de sua imunidade (exame de CD4) e da quantidade de vírus (carga viral) em circulação em seu organismo. Submeter-se ao tipo de parto mais adequado segundo as recomendações do Ministério da Saúde. Receber o inibidor de lactação e a fórmula infantil para sua criança. http://www.aids.gov.br/pagina/duvidas-frequentes
História da aids
2010 •Governos do Brasil e da África do Sul firmam parceria inédita para distribuir 30 mil camisinhas e fôlderes sobre prevenção da aids e outras DST durante a Copa do Mundo de Futebol. •Realização do VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids e do I Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, em Brasília (DF). •Realização da IV Mostra Nacional da Saúde e Prevenção nas Escolas e da I Mostra Nacional do Programa Saúde na Escola (SPE), em Brasília (DF). 2009 •Programa Nacional de DST e Aids torna-se departamento da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e o Programa Nacional para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais é integrado a ele. •Desde o início da epidemia, são notificados 544.846 casos de aids no país. 2008 •Realização do VII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, em Florianópolis (SC). •Conclusão do processo de nacionalização de um teste que permite detectar a presença do HIV em apenas 15 minutos. Fiocruz pode fabricar o teste, ao custo de US$ 2,60 cada. Governo gastava US$ 5 por teste. •Brasil investe US$ 10 milhões na instalação de uma fábrica de medicamentos antirretrovirais em Moçambique. •Prêmio Nobel de Medicina é entregue aos franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier pela descoberta do HIV, causador da aids. O alemão Harald zur Hausen também recebe o prêmio pela descoberta do HPV, vírus causador do câncer do colo de útero. 2007 •O Programa Nacional de DST/AIDS institui Banco de Dados de violações dos direitos das pessoas portadoras do HIV. •Em janeiro, a Tailândia decide copiar o antirretroviral Kaletra e, em maio, o Brasil decreta o licenciamento compulsório do Efavirenz. •É assinado acordo para reduzir preço do antirretroviral Lopinavir/Ritonavir. •Em um ano, a UNITAID reduz preços de medicamentos antirretrovirais em até 50%. •Aumenta a sobrevida das pessoas com aids no Brasil. •Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, cujo tema são os jovens, é lançada no Cristo Redentor. •Os ministérios da Saúde e Educação e as Nações Unidas premiam máquinas de preservativos. •Brasil registra 474.273 casos de infecção pelo HIV até junho. 2006 •O terceiro sábado de outubro é promulgado como o Dia Nacional de Combate à Sífilis. •Toronto recebe 20 mil pessoas para a 16ª Conferência Mundial sobre Aids, o maior evento sobre aids no mundo. •Dia Mundial de Luta contra a Aids teve sua campanha protagonizada por pessoas vivendo com aids. •À noite, em uma ação inédita, a inscrição da RNP+ “Eu me escondia para morrer, hoje me mostro para viver” foi projetada em raio laser nas duas torres do Congresso Nacional, que ficou às escuras, como forma de lembrar os mortos pela doença. •Brasil reduz em mais de 50% o número de casos de transmissão vertical, quando o HIV é passado da mãe para o filho, durante a gestação, o parto ou a amamentação. •Acordo reduz em 50% preço do antirretroviral Tenofovir, representando uma economia imediata de US$ 31,4 milhões por ano. •Registros de aids no Brasil ultrapassam 433.000. 2005 •Makgatho Mandela (filho do ex-presidente Nelson Mandela) morre em consequência da aids, aos 54 anos. •O tema do Dia Mundial de Luta Contra a Aids no Brasil aborda o racismo como fator de vulnerabilidade para a população negra. •Até junho, são 371.827 registros de aids no Brasil. 2004 •Morrem duas lideranças transexuais, a advogada e militante Janaína Dutra e a ativista Marcela Prado (ambas grandes colaboradoras do Programa Nacional de DST e Aids). •Lançamento do algoritmo brasileiro para testes de genotipagem. •Recife reúne quatro mil participantes em três congressos simultâneos: o V Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids, o V Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids e o I Congresso Brasileiro de Aids. •Já é de 362.364 o total de casos de aids até junho. 2003 •Realização do II Fórum em HIV/Aids e DST da América Latina, em Havana, Cuba. •O Programa Nacional de DST/Aids recebe US$ 1 milhão da Fundação Bill & Melinda Gates como reconhecimento às ações de prevenção e assistência no país. Os recursos foram doados para ONGs que trabalham com portadores de HIV/Aids. O Programa é considerado por diversas agências de cooperação internacional como referência mundial. •Os registros de aids no Brasil são 310.310. 2002 •O Fundo Global para o Combate a Aids, Tuberculose e Malária é criado para captar e distribuir recursos, utilizados por países em desenvolvimento para controlar as três doenças infecciosas que mais matam no mundo. •Um relatório realizado pelo Unaids, programa conjunto das Nações Unidas para a luta contra a aids, afirma que a aids vai matar 70 milhões de pessoas nos próximos 20 anos, a maior parte na África, a não ser que as nações ricas aumentem seus esforços para conter a doença. •A 14ª Conferência Internacional sobre aids é realizada em Barcelona. •O número de casos de aids notificados no país, desde 1980, é de 258.000. 2001 •Implantação da Rede Nacional de Laboratórios para Genotipagem. •Brasil ameaça quebrar patentes e consegue negociar com a indústria farmacêutica internacional a redução no preço dos medicamentos para aids. •Organizações médicas e ativistas denunciam o alto preço dos remédios contra aids. Muitos laboratórios são obrigados a baixar o preço das drogas nos países do Terceiro Mundo. •O HIV Vaccine Trials Network (HVTN) planeja testes com vacina em vários países, entre eles o Brasil. •Em duas décadas (1980 - 2001), o total de casos de aids acumulados são de 220.000. 2000 •A 13ª Conferência Internacional sobre Aids, em Durban, na África do Sul, denuncia ao mundo a mortandade na África. Dezessete milhões morreram de Aids no continente, sendo 3,7 milhões crianças. Estão contaminados 8,8% dos adultos. O Presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, escandaliza o mundo ao sugerir que o HIV não causa a aids. •Realização do I Fórum em HIV/Aids e DST da América Latina, no Rio de Janeiro. •A partir de acordo promovido pelas Nações Unidas, cinco grandes companhias farmacêuticas concordam em diminuir o preço dos remédios usados no tratamento da aids para os países em desenvolvimento. •No Brasil, aumenta a incidência em mulheres. Proporção nacional de casos de aids notificados é de uma mulher para cada dois homens. 1999 •Número de medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde já são 15. •Mortalidade dos pacientes de aids cai 50% e qualidade de vida dos portadores do HIV melhora significativamente. •Estudos indicam que, quando o tratamento é abandonado, a infecção torna-se outra vez detectável. •Pacientes desenvolvem efeitos colaterais aos remédios. •Marylin, um chimpanzé fêmea, ajuda a confirmar que o SIV (simian immunodeficiency virus ou vírus da imunodeficiência dos símios) foi transmitido para seres humanos e sofreu mutações, transformando-se no HIV. Testes genéticos mostram que o HIV é bastante similar ao SIV, que infecta os chimpanzés, mas não os deixa doentes. 1998 •Validação do algoritmo nacional para diagnóstico das DST no Brasil. •Ministério da Saúde recomenda a aplicação da abordagem sindrômica das DST para seu tratamento oportuno e consequente diminuição da incidência do HIV. •Rede pública de saúde disponibiliza, gratuitamente, onze medicamentos. •Lei define como obrigatória a cobertura de despesas hospitalares com aids pelos seguros-saúde privados (mas não assegura tratamento antirretroviral). •Pesquisas detectam o HIV em gânglios linfáticos, medula e partes do cérebro de muitos soropositivos que apresentam cargas virais indetectáveis pelos exame. •Cientistas registram a imagem da estrutura cristalina da proteína gp 120 do vírus da aids, usada por ele para entrar nas células do sistema imunológico atacadas pelo HIV. •Lançamento das campanhas “Sem Camisinha não Tem Carnaval” e "A Força da Mudança: com os jovens em campanha contra a aids”. 1997 •Implantação da Rede Nacional de Laboratórios para o monitoramento de pacientes com HIV em terapia com antirretroviral, com a realização de exames de carga viral e contagem de células CD4 (células que fazem parte do sistema de defesa do organismo ou sistema imunológico). •Morre o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Hemofílico, contaminado por transfusão de sangue, defendia o tratamento digno dos doentes de aids. •Já são 22.593 casos de aids no Brasil. 1996 •Programa Nacional de DST e Aids lança o primeiro consenso em terapia antirretroviral (regulamentação da prescrição de medicações para combater o HIV). •Lei fixa o direito ao recebimento de medicação gratuita para tratamento da aids. •Disponibilização do AZT venoso na rede pública. •Queda das taxas de mortalidade por aids, diferenciada por regiões. Percebe-se que a infecção aumenta entre as mulheres, dirige-se para os municípios do interior dos estados brasileiros e aumenta significativamente na população de baixa escolaridade e baixa renda. •Casos da doença no Brasil somam 22.343. 1995 •Até esse ano, a assistência medicamentosa era precária, contando somente com AZT (zidovudina), Videx e dideoxicitidina. •Uma nova classe de drogas contra o HIV, os inibidores de protease (dificultam a multiplicação do HIV no organismo), é aprovada nos EUA. •Zerti e Epivir, outros inibidores de transcriptase reversa, são lançados, aumentando as escolhas de tratamento. •Estudos revelam que a combinação de drogas reduz a progressão da infecção, mas o custo do tratamento é de US$ 10 mil a US$ 15 mil por ano. •Pesquisa demonstra que o tratamento precoce das DST, com consequente redução no tempo de evolução das doenças e de suas complicações, faz com que o risco de transmissão e aquisição do HIV diminuam. Com isso, a incidência do HIV reduz em 42%. •Os números de casos no Brasil já somam 19.980. 1994 •Acordo com o Banco Mundial dá impulso às ações de controle e prevenção às DST e à aids previstas pelo Ministério da Saúde. •Estudos mostram que o uso do AZT ajuda a prevenir a transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez e o parto. •Definição para diagnosticar casos de aids em crianças . •Brasil registra 18.224 casos de aids. 1993 •Início da notificação da aids no Sistema Nacional de Notificação de Doenças (SINAN). •Morre de aids o bailarino russo Rudolf Nureyev. •A atriz Sandra Brea (1952-2000) anuncia que é portadora do vírus. •Brasil passa a produzir o AZT (coquetel que trata a aids). •Total de casos notificados no Brasil: 16.760. 1992 •Primeiro estudo sobre o uso de várias drogas combinadas contra o HIV. Pesquisa aponta a importância das doenças sexualmente transmissíveis (DST) como cofator para a transmissão do HIV, podendo aumentar o risco de contágio do HIV em até 18 vezes. •Os médicos americano Robert Gallo e francês Luc Montagnier chegam a um acordo definitivo sobre o crédito da descoberta do vírus. •A sociedade brasileira indigna-se quando a menina Sheila Cartopassi de Oliveira, de cinco anos, tem a matrícula recusada em uma escola de São Paulo, por ser portadora de HIV. •Inclusão, no código internacional de doenças, da infecção pelo HIV. •Ministério da Saúde inclui os procedimentos para o tratamento da aids na tabela do SUS. •Início do credenciamento de hospitais para o tratamento de pacientes com aids. •Lançamento da campanha Vamos todos contra a aids de mãos dadas com a vida. •Os casos da infecção pelo HIV no Brasil chegam a 14.924. 1991 •Inicia-se o processo para a aquisição e distribuição gratuita de antirretrovirais (medicamentos que dificultam a multiplicação do HIV). •Lançamento do Videx (ddl), que como o AZT faz parte de um grupo de drogas chamadas inibidores de transcriptase reversa. •Dez anos depois de a aids ser identificada, a Organização Mundial da Saúde anuncia que 10 milhões de pessoas estão infectadas com o HIV pelo mundo. •O jogador de basquete Magic Johnson anuncia que tem HIV. •Já são 11.805 casos de aids no Brasil. 1990 •O cantor e compositor Cazuza morre, aos 32 anos, em decorrência da aids. 1989 •Morre de aids o ator da TV Globo Lauro Corona, aos 32 anos. •Ativistas forçam o fabricante do AZT, Burroughs Wellcome, a reduzir em 20% o preço do remédio. •Durante Congresso de Caracas, na Venezuela, profissionais da saúde definem novo critério para a classificação de casos de aids. •Brasil registra 6.295 casos de aids. 1988 •No Brasil, uma portaria assinada pelo ministro da Saúde, Leonardo Santos Simão, passa a adotar o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids. •Morre o cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil, aos 43 anos, em decorrência da aids. •Criação do Sistema Único de Saúde. •O Ministério da Saúde inicia o fornecimento de medicamentos para tratamento das infecções oportunistas. •Primeiro caso diagnosticado na população indígena. •Os casos notificados no Brasil somam 4.535. 1987 •Criação do Primeiro Centro de Orientação Sorológica (COAS), em Porto Alegre (RS). •Questiona-se a definição de comportamentos sexuais tidos como anormais. •Início da utilização do AZT, medicamento para pacientes com câncer e o primeiro que reduz a multiplicação do HIV. •Os ministérios da Saúde e do Trabalho incluem as DST/aids na Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho e Saúde. •A Assembleia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), decide transformar o dia 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta contra a Aids, para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo HIV. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. •Os casos notificados no Brasil chegam a 2.775. 1986 •Criação do Programa Nacional de DST e Aids, pelo ministro da Saúde Roberto Santos. 1985 •Fundação do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA), primeira ONG do Brasil e da América Latina na luta contra a aids. •Diferentes estudos buscam meio diagnóstico para a possível origem viral da aids. •O primeiro teste anti-HIV é disponibilizado para diagnóstico. •Caracterização dos comportamentos de risco no lugar de grupo de risco. •Descoberta que a aids é a fase final da doença, causada por um retrovírus, agora denominado HIV (Human Immunodeficiency Virus, em inglês), ou vírus da imunodeficiência humana. •Primeiro caso de transmissão vertical (da mãe grávida para o bebê). 1984 •A equipe de Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, na França, isola e caracteriza um retrovírus (vírus mutante que se transforma conforme o meio em que vive) como o causador da aids. •Início da disputa, entre os grupos do médico americano Robert Gallo e do francês Luc Montagnier, pela primazia da descoberta do HIV. •Estruturação do primeiro programa de controle da aids no Brasil, o Programa da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. 1983 •Primeira notificação de caso de aids em criança. •Relato de caso de possível transmissão heterossexual. •Homossexuais usuários de drogas são considerados os difusores do fator para os heterossexuais usuários de drogas. •Relato de casos em profissionais de saúde. •Primeiras críticas ao termo grupos de risco (grupos mais vulneráveis à infecção). •Gays e haitianos são considerados principais vítimas. •Possível semelhança com o vírus da hepatite B. •Focaliza-se a origem viral da aids. •No Brasil, primeiro caso de aids no sexo feminino. 1982 •Adoção temporária do nome Doença dos 5 H, representando os homossexuais, hemofílicos, haitianos, heroinômanos (usuários de heroína injetável) e hookers (nome em inglês dado às profissionais do sexo). •Conhecimento do fator de possível transmissão por contato sexual, uso de drogas ou exposição a sangue e derivados. •Primeiro caso decorrente de transfusão sanguínea . •Primeiro caso diagnosticado no Brasil, em São Paulo. 1981 •Primeiras preocupações das autoridades de saúde pública nos EUA com uma nova e misteriosa doença. 1980 •Primeiro caso no Brasil, em São Paulo, também só classificado em 1982. 1977 e 1978 •Primeiros casos nos EUA, Haiti e África Central, descobertos e definidos como aids, em 1982, quando se classificou a nova síndrome. http://www.aids.gov.br/pagina/historia-da-aids
Complexo Hospitalar de Sorocaba receberá investimento de R$ 60 milhões
por Saúde Business Web
22/03/2011
Novas instalações deverão ampliar em até 80% a capacidade de realização de cirurgias no complexo
Referência no interior de São Paulo, o Conjunto Hospitalar de Sorocaba receberá investimentos de cerca de R$ 60 milhões para ampliar e modernizar suas instalações. O anúncio do investimento foi feito na manhã desta terça-feira (22) pelo governador Geraldo Alckmin e o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, os recursos serão utilizados na construção de um prédio de internações totalmente novo, anexo ao Hospital Regional, que contará com 220 leitos, dos quais 40 de UTI, centro cirúrgico com seis salas e serviços de radioterapia e hemodinâmica.
Além de modernizar o atendimento referenciado, realizado atualmente para aproximadamente 90 mil pacientes por mês, as novas instalações deverão ampliar em até 80% a capacidade de realização de cirurgias no complexo. O novo prédio, com 13,6 mil metros quadrados, deverá ter suas obras iniciadas no segundo semestre deste ano, com previsão de entrega no início de 2013. Atualmente, o serviço conta com um orçamento anual de R$ 130 milhões e 400 leitos de internação, dos quais 250 estão localizados no Hospital Regional e 150 no Hospital Leonor Mendes de Barros.
O prédio do Hospital Regional também passará por reformas e adequações. Já o Hospital Leonor Mendes de Barros, integrante do complexo, será adaptado para receber a sede administrativa do CHS, além dos serviços de hemodiálise e hospital-dia. No projeto de reforma e ampliação serão utilizadas tecnologias de construção sustentável, com o uso de aquecimento solar para água e solução de iluminação eficiente e econômica, e utilização eficiente da água, com torneiras e bacias de baixo consumo e aproveitamento da água de chuva.
Referência para 48 municípios da região de Sorocaba, o CHS oferece atendimento especializado nas áreas de hemodiálise, traumatologia, neurocirurgia e urgência e emergência de alta complexidade, entre outras.
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76814
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