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terça-feira, 26 de abril de 2011

Casos de dengue no Rio crescem 159% em 30 dias Cases of dengue fever in Rio grow 159% in 30 days

Santa Cruz, Campo Grande e Jacarepaguá são os bairros com mais infectados
Santa Cruz, Campo Grande and Jacarepagua are neighborhoods with more infected

Os casos de dengue confirmados na cidade do Rio de Janeiro, até o dia 25 de abril, somam 27.649 infectados, de acordo com balanço diário divulgado nesta segunda-feira (25) pela Secretaria Municipal de Saúde. Em 30 dias, o salto de notificações foi de 158,9%, quando havia 17.390 casos.

Os bairros mais atingidos, considerando o número de casos de cada região, são Santa Cruz, com 2.963 notificações, Campo Grande (2.746) e Jacarepaguá (2.123).

No entanto, quando verificada a proporção pelo número de imóveis, descobre-se que a zona sul não está livre da doença. Pelo contrário, dois bairros nobres da região têm os maiores índices de infestação pelo mosquito da dengue da capital fluminense e estão em vias, pelo menos formalmente, de epidemia.

De acordo com os dados disponibilizados pela secretaria, em São Conrado o índice de manifestação está em 14,3 a cada mil imóveis – foram encontrados 143 áreas com focos. Na região da Lagoa o dado é ainda mais alarmante, com 16,3 a cada mil imóveis – foram encontrados 163 focos do Aedes aegypti.

O índice de manifestação da cidade do Rio de Janeiro está em 3,4%. Quando essa taxa fica superior a 4%, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a região já estaria com alto risco de epidemia. O Ministério da Saúde aponta que índices acima de 1% já devem ser monitorados.

Na opinião de Alberto Chebabo, chefe do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a cidade está em vias de viver uma explosão dos casos de dengue.

- O índice de infestação é um preditor [antecessor] de epidemia. Onde há muito mosquito há também grande possibilidade de epidemia, mas para disseminar a doença é preciso aliar três fatores: muito mosquito, um vírus forte ou novo em circulação e uma população suscetível. Os três fatores existem no Rio. A probabilidade é que em 2012 tenha mais casos que neste ano. Se continuar esse número crescente de notificações, a gente vai ter uma explosão dos casos.

Municípios em atenção

No entanto, os municípios de Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antônio de Pádua, Cantagalo, Mangaratiba, Cordeiro, Guapimirim, Seropédica, Magé, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Grande, Quissamã, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Mesquita, Vassouras e Cambuci são observados com maior precaução por apresentarem maior risco epidêmico.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde ressalta que continua sendo observada a redução no número de notificações nos seguintes municípios: Bom Jesus de Itabapoana, Seropédica, Magé, Santo Antonio de Pádua, entre outros dez municípios que também apresentam redução na quantidade de notificações.

Mortes

A Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 20 de abril, registrou 39 mortes, nas seguintes cidades: Nova Iguaçu (3), Duque de Caxias (3), Magé (2), Cabo Frio (1), São Gonçalo (5), Maricá (1), Mesquita (2), Rio de Janeiro (13), São João do Meriti (4) e São José do Vale do Rio Preto (1), Bom Jesus de Itabapoana (1), Itaocara (1), Itaperuna (1), Rio das Ostras (1).

Focos da doença

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil vistoriou na quarta-feira (20), à procura de focos de dengue, o quinto imóvel fechado cujo proprietário não atendeu às notificações da prefeitura.

Na casa, localizada no bairro do Andaraí, zona norte, foram encontrados prováveis focos do mosquito Aedes aegypti. O local já foi alvo de denúncia de moradores vizinhos.

O imóvel apresentava acúmulo de folhas e lixo na área externa. A caixa d’água tinha a tampa avariada e os agentes instalaram uma nova. Na piscina, havia detritos e focos de mosquito.

No local, foram colocados peixes larvófagos (que se alimentam de larvas). Havia focos também dentro de um balde com água, no quintal da casa. Segundo vizinhos, o imóvel está abandonado há alguns anos.

A ação foi baseada no decreto nº 31.406, de 2009, que autoriza os agentes de combate à dengue a entrar em locais sem a presença do responsável, depois de três tentativas, e contou com apoio da Guarda Municipal.


Jovens têm mais riscos

A disseminação do vírus da dengue entre a população jovem com a volta do vírus tipo 1 no Estado do Rio de Janeiro tem preocupado as autoridades de saúde, segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe.

O vírus tipo 1 não era detectado desde meados da década de 1980, mas reapareceu no ano passado. Com isso, jovens, crianças e adolescentes, que nasceram após esse período, não têm imunidade ao vírus, ficando mais suscetíveis à doença.

- As pessoas que nasceram no final da década de 80 não têm imunidade. É uma população muito grande suscetível ao vírus.

Segundo Chieppe, do total de casos investigados pela secretaria, apenas 4% tiveram complicações e 1% foi considerado grave.

Outra preocupação é com os municípios da Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo, cidades onde a grande densidade populacional aumenta o risco de contaminação da dengue, que atinge seu pico nos meses de março e abril.

O Rio de Janeiro está entre os 16 Estados com alto risco de epidemia de dengue, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.


The confirmed cases of dengue in the city of Rio de Janeiro, until April 25, total 27,649 infected, according to daily balance sheet released on Monday (25) by the Municipal Health In 30 days, the leap of notifications was 158.9%, when there were 17,390 cases.

The districts most affected, considering the number of cases in each region, are Santa Cruz, with 2,963 notifications, Campo Grande (2746) and Jacarepagua (2123).

However, when the proportion found by the number of properties, one finds that the south is not free of the disease. Instead, two suburbs of the region have the highest rates of infestation by the mosquito of dengue and the state capital are in the process, at least formally, of an epidemic.

According to data released by the secretary, in the São Conrado manifestation index is 14.3 per thousand in property - found 143 areas with outbreaks. In the region of Lagoa data is even more alarming, with 16.3 per thousand property - found 163 foci of Aedes aegypti.

The rate of manifestation of the city of Rio de Janeiro is at 3.4%. When this rate is above 4%, according to WHO (World Health Organization), the region would already be at high risk of epidemic. The Ministry of Health reported rates above 1% have to be monitored.

In the opinion of Alberto chebab, Head of the Department of Infectious Diseases, University Hospital Clementino Fraga Filho, UFRJ (Federal University of Rio de Janeiro), the city is about to live an explosion of dengue cases.

- The level of infestation is a predictor [predecessor] of an epidemic. Where there is too much mosquito high possibility of an epidemic, but to spread the disease is necessary to combine three factors: very mosquito, a strong or novel virus in circulation and a susceptible population. The three factors exist in the River The likelihood is that in 2012 has more cases than this year. If you continue this increasing number of reports, we'll have an explosion of cases.

Municipalities in mind

However, the cities of Bom Jesus de Itabapoana, St. Anthony of Padua, Canterbury, Mangalore, Lamb, Guapimirim Seropédica, Mage, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Great Quissamã, Oyster Bay, Angra dos Reis Mosque , Brooms and Cambuci are seen with greater caution due to their larger epidemic risk.

The Secretariat of Health Surveillance continues to be emphasized that the observed reduction in the number of notifications in the following cities: Bom Jesus de Itabapoana Seropédica, Niagara Falls, St. Anthony of Padua, among ten other municipalities that also have a reduction in the number of notifications.

Deaths

The State Department of Health until the April 20, recorded 39 deaths, in the following cities: New Delhi (3), Duque de Caxias (3) Niagara Falls (2), Cabo Frio (1), São Gonçalo (5) , Marica (1) mosque (2), Rio de Janeiro (13), St. John of Merit (four) and São José do Vale do Rio Preto (1), Bom Jesus Itabapoana (1) Itaocara (1) Itaperuna (1), the Oyster River (1).

Outbreaks

The Municipal Health and Civil Defense inspected on Wednesday (20), looking for outbreaks of dengue, which closed the fifth property owner did not respond to reports from city hall.

At home, located in the neighborhood of Andaraí, north, were found likely outbreaks of the mosquito Aedes aegypti. The site has been targeted for termination of nearby residents.

The property had an accumulation of leaves and garbage in the outside area. The tank lid was broken and the agents installed a new one. In the pool, there was debris and outbreaks of mosquito.

At the site, were placed larvivorous fish (which feed on larvae). There were also outbreaks in a bucket with water in the yard. Neighbours said the property has been abandoned for some years.

The action was based on the Decree No. 31406, 2009, authorizing the agents to combat dengue fever to get into places without the presence of the perpetrator, after three attempts, and had the support of the Municipal Guard.


Young people are more at risk

The spread of dengue virus among young people with the return of type 1 virus in the state of Rio de Janeiro has worried health officials, according to the superintendent of Epidemiological Surveillance and Environmental Health of the State Secretariat of Rio, Alexandre Chieppe.

The type 1 virus was not detected since the mid-1980s, but reappeared last year. Thus, youth, children and adolescents who were born after this period they had no immunity to the virus, becoming more susceptible to disease.

- People who were born in the late 80's have no immunity. It is a very large population susceptible to the virus.

According Chieppe, the total cases investigated by the department, only 4% had complications and 1% were considered serious.

Another concern is with the municipalities of the Baixada Fluminense, Niteroi and Sao Goncalo, big cities where the population density increases the risk of contamination of dengue, which reaches its peak in March and April.

The Rio de Janeiro is among the 16 states with high risk of dengue epidemic, according to a survey released by the Ministry of Health

Teste on-line traça perfil psicológico e psiquiátrico

Um teste on-line com cerca de 900 perguntas, criado por psiquiatras, pretende traçar o perfil psicológico e supostos transtornos psiquiátricos dos internautas dispostos a completá-lo.

As perguntas estão no site http://www.temperamento.com.br/, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Bases Neurobiológicas e Tratamento de Transtornos Neuropsiquiátricos, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular e Celular da PUC do Rio Grande do Sul.

O teste é dividido em duas fases -psicológica e psiquiátrica- e as perguntas vão de medos e traumas na infância a números de tatuagens e parceiros sexuais, para citar alguns exemplos.

Depois de responder às perguntas, o participante recebe o resultado por e-mail, dizendo qual é seu temperamento afetivo. Na segunda fase do teste, a avaliação diz quais são os transtornos psiquiátricos que a pessoa pode ter. A lista inclui 19 problemas mentais.

Mais de 30 mil pessoas já responderam às perguntas, de forma anônima.

O objetivo do teste, segundo o psiquiatra Diogo Lara, um de seus criadores, é poder avaliar como o temperamento das pessoas está relacionado aos transtornos psiquiátricos e usar os resultados em artigos científicos.

Alguns já foram publicados em periódicos como "Journal of Affective Disorders" e "Psychopathology".

O cruzamento de informações permite afirmar, por exemplo, que 25% das mulheres com depressão têm temperamento ciclotímico (ou seja, com altos e baixos).

Nesses casos, o tratamento não é feito com antidepressivos, e sim com estabilizadores de humor.

É aí que está outra utilidade do site, segundo Lara. "O tratamento pode ganhar muito se o paciente é visto a partir do seu temperamento. Uma depressão com ansiedade é diferente de uma com temperamento apático."

As perguntas e os 12 tipos de temperamento foram inspirados em classificações já existentes na literatura científica, segundo Lara.

"Cerca de 80% das pessoas afirmaram, no final, que acharam o teste muito útil e que o perfil de temperamento correspondia à realidade."

AUTOCONHECIMENTO

O temperamento, afirma, é 60% genético e 40% definido por fatores ambientais, principalmente relacionados à infância. É a natureza emocional que define como a pessoa age no dia a dia.

Para ele, a avaliação pode levar ao autoconhecimento. "Se sei o que me atrapalha, posso pensar em melhorar a minha maneira de ser."

O professor de psiquiatria da Unifesp José Alberto Del Porto concorda. "O site traça um perfil, e isso ajuda. Os participantes podem até levar esse perfil a um especialista. Se o resultado disser que sou muito instável, será que não tenho ciclotimia, um transtorno de humor?"

Para Del Porto, o serviço não tem a pretensão de servir como um diagnóstico, mas pode motivar a pessoa a procurar tratamento especializado, o que é positivo.

Segundo Lara, 30% das pessoas têm transtornos psiquiátricos, mas nem todos recebem tratamento. Os motivos para isso, afirma, incluem o preconceito em relação às doenças mentais e o serviço público deficiente.

"Com o teste, pelo menos a pessoa pode perceber se tem algum problema."


CURIOSIDADE

Para Marcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP, o mérito do site é usar a internet para coletar dados e usá-los em pesquisas.

"A utilidade para a pessoa é relativa, é mais uma curiosidade. Já do ponto de vista científico é muito útil."

Bernik questiona, porém, se a amostra é representativa da população.

Del Porto toca no mesmo ponto. "O site é válido, considerando suas limitações. Mas não podemos generalizar as respostas porque quem responde está hipermotivado, já deve ter queixas. Quem não tem interesse não vai responder a tantas questões."

Cientistas brasileiros fazem cópia fiel de dente humano Brazilian scientists make cloned from human tooth

Dois cientistas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) avançaram nas pesquisas em busca da terceira dentição que é realizada em parceria com institutos e centros de pesquisas brasileiros e norte-americanos, reproduzindo com êxito um molde de dente humano em formato e tamanho igual ao gerado no corpo humano.

Eles já tinham desenvolvido coroas completas com dentina, esmalte, polpa e ligamento periodontal na mandíbula e no abdome de ratos.

A novidade agora foi alcançar uma cópia exata de toda a estrutura de um dente normal por meio da técnica tridimensional a partir de dados obtidos em tomografias ou ressonâncias magnéticas.

Pesquisadora do Centro de Terapia Celular e Molecular (CTCmol) da Unifesp e professora da disciplina de cirurgia plástica nesta mesma instituição, Mônica Talarico Duailibi conta que há 11 anos ela e o marido, o também cirurgião-dentista e professor da Unifesp Silvio Duailibi, foram convidados a participar das experiências do cientista Joseph Vacanti, do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School.

EM RATOS

O casal conseguiu, em 2004, construir coroas dentais no abdome de ratos com o uso da engenharia tecidual.

Quatro anos mais tarde, desenvolveram essas coroas nas mandíbulas dos animais a partir de células-tronco adultas retiradas de dentes da mesma espécie.

Para avançar nessas pesquisas, faltava, porém, estabelecer o tamanho ideal e individualizado do que uma pessoa precisa. Por meio dessa técnica, a dupla pôde começar a construir por computador a forma individualizada de caninos e pré-molares.

De acordo com Mônica, atualmente a pesquisa está na fase pré-clínica e ela acredita que essa etapa seja concluída dentro de cinco anos para que então sejam realizados os testes em humanos.

A ideia é a de que se tenha um mesmo doador e receptor. E a grande vantagem disso, esclarece Silvio Duailibi, á de que a pessoa que for fazer uso do resultado dessa técnica não precisará de medicamentos para diminuir a imunidade e para evitar rejeição, como ocorre hoje no caso de transplantes de órgãos.

Ele reconhece que os implantes são hoje a melhor alternativa terapêutica, mas defende que eles apenas reparam o órgão. "Os dentes têm um ligamento em volta dele que une ao osso. Esses ligamentos têm terminações nervosas que estão ligadas ao cérebro e a todo o sistema nervoso e elas servem para orientar a força de mastigação. O implante metálico não tem isso, então, ele entra no conceito de reparação. Nós estamos visando uma nova saída em que se poderá regenerar e não apenas fazer a reparação de algo que está estragado."

O pesquisador salientou que essa técnica não serve só para dentes. Por meio dela, segundo observou, no futuro, poderão ser construídos ossos, cartilagens, mucosa, pele e outros órgãos como fígado e rim.


Two scientists at the UNIFESP (Federal University of São Paulo) in advanced research in pursuit of third dentition that is held in partnership with institutes and research centers Brazilians and Americans, successfully playing a cast of human teeth in shape and size equal to generated in the human body.

They had developed complete crowns with dentin, enamel, pulp and periodontal ligament in the jaw and abdomen of rats.

The news now was to achieve an exact copy of the entire structure of a tooth through the normal three-dimensional technique based on data obtained from CT scans or MRIs.

Researcher, Centre for Cellular and Molecular Therapy (CTCmol) Unifesp teacher and the discipline of plastic surgery at the same institution, Monica Talarico Duailibi account that 11 years ago she and her husband, also a dentist and professor at UNIFESP Silvio Duailibi were invited to participate in the experiments of the scientist Joseph Vacanti, Massachusetts General Hospital and Harvard Medical School.

IN RATS

The couple managed in 2004 to build dental crowns in the abdomen of mice with the use of tissue engineering.

Four years later, developed these crowns into the jaws of animals from adult stem cells taken from teeth of the same species.

To advance these studies lacked, however, establish the optimal size and individualized than one person needs. By this technique, the duo could start building by the individualized computer canines and premolars.

According to Monica, the research is currently in preclinical and she believes that this step is completed within five years so that tests be performed in humans.

The idea is that it has the same donor and recipient. And the great advantage of this, explains Silvio Duailibi, will that person is to use the outcome of this technique does not need drugs to lower immunity and prevent rejection, as happens today in the case of organ transplants.

He recognizes that the implants are currently the best therapeutic option, but argues that they only repair the body. "Teeth have a ligament in his back that attaches to the bone. These ligaments have nerve endings that are connected to the brain and entire nervous system and they serve to guide the forces of mastication. The metal implant is not that, then he goes the concept of reparation. We are seeking a new outlet in which they can regenerate not just to repair something that is broken. "

The researcher stressed that this technique is not just for teeth. Through her, as observed in the future could be built bones, cartilage, mucosa, skin and other organs such as liver and kidney.

Jovem que estuda música protege cérebro em idade avançada Young person who studies music protect brain in old age

As muitas horas dedicadas ao aprendizado de música trazem benefícios a longo prazo, mostra um estudo publicado na versão on-line do jornal "Neuropsychology", da Associação Americana de Psicologia.

A pesquisa indica que aqueles que tocaram instrumentos musicais por muitos anos parecem formar uma proteção natural contra perdas cognitivas que costumam ocorrer durante a terceira idade.

Mesmo que essas pessoas tenham largado o instrumento em algum momento das suas vidas, a mente ainda se mostra afiada na idade avançada, se comparada àqueles que nunca aprenderam música.

Um grupo formado por 70 musicistas com idade entre 60 e 83 anos se submeteu a variados testes de memória e habilidade para captar informações novas, entre outras situações.

O resultado é que se saíram melhor nas provas quem tocou música durante nove e dez anos. O que sugere que quanto mais as pessoas tocam, mais benefícios terão no futuro.

O piano ficou como o instrumento mais popular entre os músicos, seguido dos instrumentos de sopro. Todos eram amadores e tinham em comum terem iniciado aulas de música por volta dos dez anos.

O estudo também considerou o preparo físico e o nível educacional dos participantes. E, o que chamou a atenção, é que havia igualmente a relação entre a capacidade cognitiva e os anos de atividade musical se os voluntários estavam ou não envolvidos com música atualmente.

A descoberta mostra que o funcionamento cerebral pode ser alterado e a música pode ser um assunto para considerações futuras porque envolve uma combinação de capacidades motoras, leitura, audição e ações repetitivas.


The many hours devoted to learning music has benefits over the long term, shows a study published in the online version of the journal Neuropsychology, the American Psychological Association.

Research indicates that those who played musical instruments for many years seem to form a natural protection against cognitive losses that often occur during old age.

Even if these people have dropped the instrument at some point in their lives, the mind is still sharp in old age shows when compared to those who never learned music.

A group of 70 musicians aged between 60 and 83 years underwent various tests of memory and ability to capture new information, among other situations.

The result is that fared better in trials who played music for nine and ten. This suggests that the more people play, the more benefits will in the future.

The piano was as the most popular among musicians, followed by the woodwinds. All were amateurs and they had in common started music lessons at around ten years.

The study also considered the physical condition and educational level of participants. And what caught our attention, that there is also the relationship between cognitive ability and years of musical activity or if the volunteers were not involved with music today.

The discovery shows that brain function can be changed and the music can be a subject for future considerations because it involves a combination of motor skills, reading, hearing and repetitive actions.

Mau hálito tem solução Bad breath has a solution

Odor ruim é causado por inúmeros fatores, entre eles doenças graves como câncer e diabetes
Bad odor is caused by numerous factors, including serious illnesses such as cancer and diabetes

O mau hálito é como a febre, um sintoma que pode representar centenas de problemas, alguns inofensivos e outros bem graves.

“O cheiro ruim pode ser da cebola que a pessoa comeu ou de um câncer que ela tem na boca e ainda não sabe”, exemplifica o dentista Celso Senna, consultor da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

As causas do odor desagradável são classificadas como fisiológicas ou patológicas. “Diabetes é uma delas”, aponta o dentista Celso Augusto Lemos Júnior, professor da Universidade de São Paulo (USP).

Ele explica que a doença provoca liberação de substâncias voláteis no organismo, capazes de provocar fortes odores. “Quando a glicose (açúcar) diminui, o corpo começa a usar fontes alternativas de energia. No processo, acontece a liberação de cetona (derivado da queima de gordura)”, explica Lemos Jr.

Essa substância causa odor desagradável quando o diabetes está descontrolado, algo comum quando a doença ainda não foi diagnosticada.

“O câncer de boca é outro problema que pode ser diagnosticado pelo mau hálito”, aponta o professor da USP.

Os tumores orais demoram a causar dor e outros sintomas, mas logo provocam halitose. “E é um odor mais forte, desses que a pessoa entra na sala e você percebe”, detalha o dentista. Contudo, a grande maioria das causas patológicas de mau hálito estão ligadas à doenças simples de tratar.

“Cerca de 95% dos problemas no hálito estão na boca”, conta Lemos Jr.

Gengivite, doença peritonial, placa bacteriana, amídalas (hoje chamadas de tonsilas) inflamadas, tudo pode colaborar para o mau hálito. “A maioria dos problemas orais requer a mesma solução: boa higiene oral e visitas constantes ao dentista”, resume Lemos Jr.

Além das doenças, a própria anatomia da região oral pode jogar contra o bom hálito. As tonsilas, por exemplo, causam insônia e deixam a garganta sensível quando são grandes demais para a estrutura do pescoço. Volumosas e repletas de sulcos, elas podem acumular resíduos de alimentos e favorecer o hálito ruim.

“A solução é beber muita água e fazer gargarejo com enxaguatório bucal uma vez ao dia”, recomenda Senna.

A língua também tem sido foco dos dentistas para combate à halitose. Se ela tiver fissuras, for uma língua rachada, pode haver acúmulo de resíduos da alimentação. Eles favorecem a proliferação de bactérias e, assim, tornam o mau hálito mais recorrente.

Não há uma solução definitiva, a pessoa terá sempre que dar mais atenção à língua na hora da escovação. “Além da escova, a pessoa pode usar um raspador de língua. Não há contraindicação”. Afirma Senna.

O papel da saliva

Muitas situações de mau hálito estão diretamente ligadas à salivação. “Ela pode reduzir com uso de medicamentos”, aponta Senna. Ele cita os remédios com adstringentes, usados para alergias e contra coriza, que reduzem a produção de saliva. Lemos Jr. acrescenta os anti-hipertensivos e calmantes à lista.

Sem haver a renovação normal da saliva, o ambiente oral torna-se favorável para a proliferação de bactérias. “Uma boca saudável tem até 20% de placa bacteriana”, explica Senna. É por isso que qualquer pessoa está sujeita a acordar com mau hálito.

As bactérias se proliferam durante o sono, quando a salivação também reduz. “Mas basta acordar e fazer um bochecho com água que tudo se revolve”, garante o dentista.

A saliva também pode representar um vetor para a transmissão de bactérias e, consequentemente, para a transmissão de doenças orais.

“É por isso que pedimos aos pais que não provem a comida dos filhos pequenos na mesma colher”, explica Senna. Seguindo a mesma lógica, beijos também são perigosos.

Entre as soluções caseiras contra mau hálito, o dentista recomenda o uso de chicletes sem açúcar. “Eles estimulam a salivação, que renova o ambiente oral e pode evitar o mau hálito”, afirma. Existem até alimentos, como nozes e castanhas, que favorecem a saúde dos dentes.

Entretanto, o dentista recomenda evitar o consumo de balas. “O pH da boca leva cerca de 50 minutos para voltar ao normal. E esse ácido vai desmineralizando os dentes”, explica. Para evitar isso, a pessoa deve beber água ou escovar os dentes depois de chupar uma bala.

A melhor prevenção do mau hálito, segundo os dentistas, é com boa higiene oral e boa hidratação, além das visitas semestrais ao consultório odontológico. Se o sintoma persistir por mais de uma semana, a pessoa pode procurar um dentista para uma avaliação mais detalhada dos hábitos e, se necessário, para investigar a relação com outras doenças.

Bad breath is like a fever, a symptom that can represent hundreds of problems, some harmless, others quite serious.

"The bad smell may be the onion that you have eaten or she has a cancer in the mouth and does not know yet," exemplifies the dentist Celso Senna, a consultant at the Brazilian Dental Association (ABO).

The causes of odor are classified as physiological or pathological. "Diabetes is one of them," the dentist Celso Augusto Lemos Júnior, professor at the University of São Paulo (USP).

He explains that the disease causes the release of volatile substances in the body that can cause strong odors. "When glucose (sugar) decreases, the body begins to use alternative sources of energy. In the process, it happens the release of ketone (from the burning of fat), "says Lemos Jr.

This substance causes an unpleasant odor when diabetes is uncontrolled, as is common when the disease has not yet been diagnosed.

"Oral cancer is another problem that can be diagnosed by bad breath," the professor at USP.

The oral tumors are slow to cause pain and other symptoms, but soon cause halitosis. "And it is a stronger smell, such that the person enters the room and you realize," explains the dentist. However, the vast majority of pathological causes of bad breath are linked to ailments to treat.

"About 95% of breath problems are in the mouth," says Lemos Jr.

Gingivitis, peritoneal disease, plaque, tonsils (now called tonsils) inflamed, it can contribute to bad breath. "Most dental problems requires the same solution: good oral hygiene and constant visits to the dentist," says Lemos Jr.

Besides the disease, the anatomy of the mouth can play against the good breath. The tonsils, for example, cause insomnia and leave the sensitive throat when they are too large for the structure of the neck. Voluminous and full of furrows, they can accumulate food particles and promote bad breath.

"The solution is to drink lots of water and gargle with mouthwash once a day," advises Senna.

The language also has been the focus of dentists to combat halitosis. If it has cracks, is a tongue split, there may be an accumulation of waste feed. They favor the growth of bacteria and thus make the most recurring bad breath.

There is a permanent solution, one must always give more attention to the language at the time of brushing. "Apart from the brush, one can use a tongue scraper. There are no contraindications. " Senna says.

The role of saliva

Many cases of bad breath are directly linked to salivation. "It may reduce with medication use," says Senna. He cites the medicine with astringent, used for allergies and runny nose against that reduce saliva production. Lemos Jr. adds the antihypertensives and sedatives to the list.

Without having the normal renewal of saliva, the oral environment becomes favorable for the growth of bacteria. "A healthy mouth is about 20% of plaque," said Senna. That's why any person is liable to wake up with bad breath.

Bacteria thrive during sleep when salivation also reduces. "But just wake up and do a rinse water that everything revolves," says the dentist.

Saliva can also be a vector for the transmission of bacteria and thus the transmission of oral disease.

"That's why we ask that parents do not provide food for young children in the same spoon," said Senna. Following the same logic, kisses are also dangerous.

Among the home remedies against bad breath, your dentist recommends the use of sugarless gum. "They stimulate salivation, which renews the oral environment and can prevent bad breath," he says. There are even foods such as walnuts and chestnuts, which promote healthy teeth.

However, the dentist recommends avoiding the use of bullets. "The pH of the mouth takes about 50 minutes to get back to normal. And that goes acid softening the teeth, "he explains. To avoid this, one should drink water or brush your teeth after sucking a bullet.

The best prevention of bad breath, according to dentists, is with good oral hygiene and proper hydration, in addition to the biannual visits to the dentist. If the symptoms persist for more than a week, one can find a dentist for a more detailed assessment of habits and, if necessary, to investigate the relation with other diseases.