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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Entidades médicas propõem câmara técnica de honorários

por Saúde Business Web

05/05/2011

Se problemas não forem resolvidos o atendimento de mais de 44 milhões de usuários de planos ficará comprometido, diz Cremero

As entidades médicas iniciaram negociações com empresas de planos de saúde em Rondônia propondo a criação de uma câmara técnica de honorários. O Sindicato Médico de Rondônia (Simero) encaminhou ofício às empresas marcando, para este mês de maio, reunião que marca o início do diálogo efetivo entre profissionais e empresas.

Além da questão salarial, as entidades médicas lutam pelo fim da interferência "antiética e desrespeitosa" dos planos de saúde na autonomia do trabalho médico, pela valorização da Medicina e do trabalho médico, pelo respeito e pela dignidade do profissional da Medicina em sua plenitude, segundo afirmou o vice-presidente do Simero, William Pascoalin.

"Há muito a ser conversado. Alguns planos de saúde, por exemplo, tentam controlar inclusive a quantidade de exames passados aos pacientes, o que acaba influenciando no tratamento de doenças. Os médicos já tentaram negociar individualmente com as empresas, mas sem sucesso", explica Pacoalin.

Segundo a presidente do Cremero (Conselho Regional de Medicina de Rondônia), Maria do Carmo Demasi Wanssa, se esses problemas não forem solucionados, o atendimento de mais de 44 milhões de usuários de planos de saúde ficará comprometido. Também nesta quinta-feira (28), em Brasília, membros da Federação Nacional dos Médicos, do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira se reuniram para traçar novas estratégias e fazer balanço da paralisação nacional que aconteceu no dia 7 de abril, data em que se comemorou o Dia Internacional da Saúde.

OMS reconhece registro de ensaios clínicos no Brasil

por Agência Fiocruz

05/05/2011

Registros feitos aqui integrarão automaticamente a rede da OMS de registros de pesquisas com seres humanos

Desde a última sexta-feira de abril (29), o Registro brasileiro de ensaios clínicos (Rebec) passou a fazer parte de um seleto grupo composto por 13 registros primários, espalhados pelo mundo, que compõem a rede da Plataforma Internacional de Registro de Ensaios Clínicos da Organização Mundial da Saúde (ICTRP - OMS). O reconhecimento da Rebec como um registro primário implica, entre outras vantagens, que os registros feitos aqui integrarão automaticamente a rede da OMS de registros de pesquisas com seres humanos, atendendo às exigências de revistas científicas e órgãos reguladores.

O Registro brasileiro de ensaios clínicos (Rebec) passou a fazer parte de um seleto grupo composto por 13 registros primários, espalhados pelo mundo, que compõem a rede da Plataforma Internacional de Registro de Ensaios Clínicos da OMS.

Isso deve aumentar o número de registros com informações de ensaios clínicos no Rebec e em português, o que, entre outros benefícios, vai facilitar a busca por melhores tratamentos para pessoas com doenças sem cura e permitirá uma ampliação do controle social e ético sobre as pesquisas. Além disso, os registros de pesquisas clínicas evitam duplicação de testes já realizados e promovem aumento da disponibilidade de informações científicas.

Para se tornar um registro primário da OMS, o Rebec teve que atender a rígidos critérios específicos de qualidade, conteúdo e validade, acessibilidade, identificação única, capacidade técnica, administração e governança. Além disso, o registro brasileiro teve que cumprir os requisitos do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE).

Como os registros no Rebec podem ser publicados também em espanhol - além de português e inglês - outros países da América Latina e Caribe poderão usar o registro brasileiro para suas pesquisas clínicas. O sistema do registro brasileiro foi desenvolvido com código aberto (open source), o que permitirá que outros países possam criar registros semelhantes usando a ferramenta tecnológica criada para o Rebec, com algumas adaptações.

Criado em dezembro de 2010 pelo governo brasileiro o Rebec é um projeto conjunto do Ministério da Saúde (Decit/MS), Organização Panamericana de Saúde (Opas), Centro Latinoamericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) e o Icict/Fiocruz, que atualmente gerencia o Rebec.

Compõem a Rede de Registros da OMS: o Australian New Zealand Clinical Trials Registry (ANZCTR), o Chinese Clinical Trial Registry (ChiCTR), o Clinical Research Information Service (CRiS) da Republica da Korea, o Clinical Trials Registry - India (CTRI), o Cuban Public Registry of Clinical Trials (RPCEC), o German Clinical Trials Register (DRKS), o Iranian Registry of Clinical Trials (IRCT), o International Standard Randomised Controlled Trial Number (ISRCTN.org), o Japan Primary Registries Network (JPRN), o Netherlands National Trial Register (NTR), o Pan African Clinical Trial Registry (PACTR), o Sri Lanka Clinical Trials Registry (SLCTR) e o Rebec.

Hospital de Base de Brasília inaugura centro de trauma

por Saúde Business Web

05/05/2011

Estabelecimento possui capacidade para o atendimento diário de até 50 pacientes e é resultado de uma parceria com o SAMU

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) inaugura centro de trauma. O estabelecimento possui capacidade para o atendimento diário de até 50 pacientes e é resultado de uma parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), coordenado pelo Ministério da Saúde.

O espaço dispõe de três leitos de unidade semi-intensiva, quatro leitos para politraumatizados graves e seis leitos para atendimento em geral. Todos os equipamentos seguem padrões internacionais e contam com foco cirúrgico, gasômetro, ecógrafo, respiradores, monitores e aparelho de raios-X portáteis.

O SAMU DF é responsável pela operação do novo centro que manterá 10 profissionais em cada equipe de plantão, um cirurgião geral, dois enfermeiros e sete técnicos em enfermagem, com a possibilidade de expansão do quadro em decorrência da necessidade. O Centro de Trauma do HBDF funciona 24 horas.

Anvisa lança questionário para mapear prática de higienização das mãos em unidades de saúde

Da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), quer mobilizar profissionais de saúde, governo, administradores e gestores hospitalares para a importância da higienização das mãos na prevenção e redução das infecções. “Essa é a medida mais eficaz e barata para prevenção de qualquer contaminação”, disse Magda Costa, chefe substituta de Controle de Infecções da Anvisa.

Hoje (5), Dia Mundial de Higienização das Mãos, a Anvisa lançou um questionário para mapear a situação da rede hospitalar brasileira com relação à prática de lavar as mãos. O objetivo é que os profissionais da saúde façam uma autoavaliação sobre suas rotinas no ambiente de trabalho.

Em 2010, a Anvisa fez uma avaliação prévia em unidades de saúde do país e identificou que alguns profissionais da área têm dificuldade de higienizar as mãos como orienta a OMS (antes do contato com o paciente, após o procedimento de atendimento e também após a contaminação com algum fluído corporal).

As mãos são a principal via de transmissão de micro-organismos. Assim, a segurança dos pacientes depende de uma higienização cuidadosa e frequente dos profissionais da saúde. “A maioria dos atendimentos médicos são feitos pelo toque. Então, ao examinar, é importante lavar as mãos”, completa Mauro Asato, médico infectologista e conselheiro suplente do Conselho Federal de Medicina.

De acordo com pesquisas, o simples gesto de lavar as mãos reduz em 50% o índice de mortes por diarreia e em 25% as por infecções respiratórias. Além disso, pesquisas mundiais apontam que 40% das pessoas não lavam as mãos depois de ir ao banheiro.

O questionário Autoavaliação da Higienização das Mãos está disponível no site da Anvisa e poderá ser respondido por meio eletrônico até o dia 15 de junho

10 milhões de brasileiros já foram vacinados contra a gripe

Da Agência Brasil

cidades@eband.com.br

Um balanço parcial do Ministério da Saúde mostra que 10 milhões de brasileiros foram vacinados contra a gripe até o início da manhã desta quinta-feira. O total equivale a 34,5% do público-alvo, que é 30 milhões de pessoas. A campanha nacional começou no dia 25 de abril e vai até 13 de maio, em 33 mil postos de saúde.

Além de idosos e indígenas, devem tomar a dose crianças de 6 meses a 2 anos de idade, gestantes e profissionais de saúde. Até o fim da campanha nacional, o governo federal espera imunizar aproximadamente 24 milhões de brasileiros.

A vacina protege contra os três principais vírus de gripe que circularam no Hemisfério Sul no ano passado, inclusive o da influenza A (H1N1) – gripe suína.

A dose é única, com exceção das crianças, que devem voltar aos postos para receber outra dose um mês depois da primeira. A vacina é contraindicada para quem tem alergia a ovo.