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sábado, 7 de maio de 2011

Grupo Fleury unifica 13 laboratórios e cria nova marca

por Guilherme Batimarchi

06/05/2011

a+ Medicina Diagnóstica será a maior rede do País, com 140 unidades e 2 mil funcionários. Nova marca contará com R$ 100 mi de investimento

Em uma ação inédita no segmento de medicina diagnóstica o Grupo Fleury unificou 13 de suas 16 marcas e criou uma nova bandeira, a "a+ Medicina Diagnóstica", voltada para o atendimento das classes B e C, que já representam cerca de 30% das atividades do grupo. Com a nova reestruturação, a organização passa a ter quatro grandes empresas totalizando 140 unidades de atendimento espalhadas por todo o País e dois mil funcionários.

Toda a operação de unificação feita pelo grupo exigiu um investimento de R$ 20 milhões. De acordo com Pedreira, dos R$170 milhões em investimentos previstos pela organização cerca de 60% serão destinados à nova marca. "Neste valor estão previstos investimentos em infraestrutura, atualização e transferência das unidades e projetos de expansão com unidades maiores e mais completas", acrescenta o diretor executivo de medicina diagnóstica do Grupo Fleury, Wilson Pedreira.

Após a realização de um estudo, feito em parceria com o Instituto Ipsos, o Fleury identificou a oportunidade de criar uma nova marca. O levantamento durou 18 meses e ouviu cinco mil pessoas, entre usuários e profissionais de saúde. "Houve todo um redesenho nos processos dos laboratórios para nova marca, que busca entregar ao consumidor os principais atributos da nova empresa, que são: agilidade, acolhimento, acessibilidade, modernidade e sustentabilidade", completa Pedreira.

Com a unificação das 13 bandeiras, o grupo terá quatro grandes laboratórios: Fleury Medicina e Saúde e Weimman, que passam a ser as marcas Premium do grupo; Campana Medicina Diagnóstica, destinado à classe C; e o recém criado a+ Medicina Diagnóstica, destinado às classes B e C, unificando algumas marcas. São elas: Biesp, Criesp, Lego, URP, DI, Qualitech, Champagnat, Paulo Loureiro, Centro de Mastologia, Daflon, Helion Povoa e Maiolino e Faillace.

Segundo Pedreira, a transição das marcas para uma única bandeira causou um impacto positivo nas operadoras e os processos de renegociação das tabelas não tem gerado desconfortos entre os planos e o Grupo Fleury. "Essa transição tem sido muito tranquila, e tem vislumbrado que este será um serviço que agregará valor também aos planos de saúde. Estamos terminando as negociações de forma muito tranqüila para ambas as partes".

Ainda de acordo com o executivo, o projeto demorou mais de um ano para ser anunciado, pois envolve a adaptação dos processos de atendimento, manipulação de exames, além do treinamento das equipes laboratoriais e de atendimento.

O Labs D´or, comprado por cerca de R$1 bilhão, e outras marcas recém adquiridas pelo Fleury ficaram de fora da unificação. "O Labs Dor está em fase final de aquisição, a marca ainda está sendo estudada e precisamos avaliar a vantagem competitiva que as mantém separadas. O Labs é uma marca bastante forte e tradicional no Rio de Janeiro e deverá seguir seu caminho no estado", finaliza Pedreira.

HC testa tratamento para tratar dor crônica

por Saúde Business Web

06/05/2011

Método faz uso de estimulação eletromegnética e é indicado para dores neuropáticas

No intuito de aliviar dores crônicas que não melhoram com remédios, o Hospital das Clínicas de São Paulo está testando um tratamento com estimulação magnética.

De acordo com informação do UOL, uma bobina que gera um campo eletromagnético é apoiada na cabeça do paciente. O aparelho estimula áreas do cérebro ligadas à dor e à liberação de substâncias produzidas pelo próprio corpo que têm efeito analgésico.

A técnica, não invasiva e indolor, é indicada para dores neuropáticas, que atingem 7% da população.

Quando se torce o pé, por exemplo, o nervo saudável leva a informação da dor para o cérebro. Na dor neuropática, a lesão é no próprio nervo. A sensação pode ser de queimação, formigamento ou pontadas.

É o caso de dores causadas por mal de Parkinson, esclerose múltipla, fibromialgia, diabetes e quimioterapia, em pacientes com câncer.

Segundo a instituição, mais de 500 pacientes já foram submetidos à estimulação.

Menos remédios

Um estudo do grupo, publicado on-line no periódico "Pain", mostrou a eficácia da técnica para dor de fibromialgia. A pesquisa avaliou 40 pessoas por seis meses.

De acordo com o Comitê Europeu de Dor da Sociedade Europeia de Neurologia, não há dúvidas sobre os benefícios da estimulação magnética. Além disso o método proporciona uma redução do número de remédios para pacientes que já tomam outras medicações, como diabéticos.

A estimulação também pode ajudar quem não tem bons resultados com remédios.

De acordo com o Hospital das Clínicas, a técnica, ainda experimental, deve ser aprovada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) ainda neste mês.

Ressalvas

Estudos apontam que a estimulação transcraniana pode causar dor de cabeça e, mais raramente, epilepsia.

De acordo com a Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), o tratamento pode causar efeitos colaterais temporários, como tontura e visão com pontos luminosos. E ressaltou que é preciso aguardar mais estudos para esclarecer as aplicações da técnica e dar mais segurança aos pacientes.

http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=77905

Especial Carreiras: oportunidades fora da área clínica

por Saúde Business Web

06/05/2011

Pessoas da área da saúde podem obter realização profissional em segmentos como acreditação, TI, consultoria e auditoria

O desenvolvimento da saúde no Brasil vem ampliando o ramo de atuação dos profissionais. Dessa forma, o Saúde Business Web preparou o especial "Além do estetoscópio", trazendo diferentes oportunidades de carreira em saúde, que não necessariamente estão ligadas à rotina clínica.

Atuar em outro ofício, que não o de salvar vidas, dá às pessoas a chance de expandir seus conhecimentos em saúde e entender o funcionamento do sistema como um todo.

Consultoria em saúde: uma área em plena expansão

por Cínthya Dávila

06/05/2011

Trabalho permite que os profissionais com formação em saúde direcionem seus conhecimentos para assuntos mais estratégicos e corporativos

Uma das profissões que vem ganhando espaço e atraindo colaboradores no setor de Saúde é a de consultor. Essa prática permite que os indivíduos com formação na área direcionem seus conhecimentos para assuntos mais estratégicos e corporativos.

"Uma pessoa que trabalha como consultor de Saúde possui um nicho muito grande de atuação. Essa esfera pode consistir em ministrar um treinamento corporativo em indústrias, abordando a promoção de Saúde até o lado mais específico, como trabalhar em hospitais", afirmou a diretora executiva da Prisma Consultoria em Saúde, Raquel Acciarito Motta.

Segundo ela, para que uma pessoa possa trabalhar como consultor em Saúde, é muito importante que ela tenha formação na área. Isso porque é preciso entender e ter vivenciado experiências no setor, para assim poder ter propriedade para indicar melhorias e estratégias para o local.

No entanto, quem atua como consultor de Saúde deve expandir seus interesses também para outros assuntos. "Um consultor precisa acompanhar as tendências de mercado, necessita ter conhecimento em gestão, administração, tecnologia, marketing, entre outros".

Raquel completou dizendo que ter noção sobre estes segmentos possibilita que o profissional forneça as ferramentas necessárias para que uma empresa tenha a chance de sanar o problema existente e melhorar o serviço.

Rotina de Trabalho

Ao invés de trabalhar para uma empresa de consultoria e atender às demandas dos clientes, um profissional de Saúde que atua neste ramo possui uma rotina bem dinâmica. "A maioria dos profissionais atua na sua área de formação. Quem trabalha neste setor não costuma largar a ocupação anterior e sim agregar funções".

Raquel afirmou, porém, que essa área exige que o colaborador tenha dedicação, pois, dependendo do tipo de funções que desempenhar, precisará fazer análises, apresentar soluções para as pendências das empresas e fazer diagnósticos dos problemas. Sendo assim é preciso ter organização para conciliar as duas profissões.

Consultoria hospitalar

Uma das esferas onde os profissionais mais atuam é a consultoria em hospitais. "A área hospitalar é o grande nicho, onde médicos e enfermeiros costumam dar palestras e proliferar conhecimento".

Além disso, a diretora executiva disse que com a chegada da acreditação, os trabalhos ligados a esse processo adquiriram um valor incrível.

Retorno Financeiro

Assim como o mercado possui uma grande amplitude para os profissionais que atuam desta forma, a remuneração varia de acordo com a função. Mas, segundo Raquel, as empresas que contratam esse tipo de serviço oferecem pagamentos muito satisfatórios. "Atuar com capital intelectual das empresas é um investimento pesado. Existem companhias que chegam a investir cerca de R$ 600 mil por ano só neste segmento".

Quem quiser trabalhar nesse ramo pode integrar o corpo de funcionários de uma empresa de consultoria, como também abrir o próprio negócio. Para quem preferir trabalhar por conta própria ela diz que o melhor a fazer é fundar a sua consultoria e investir em estratégias de marketing, desenvolvimento, escolha de nicho e divulgação nas redes sociais.

Prontuários eletrônicos devem seguir regras do CFM

por CFM

06/05/2011

Critérios são fundamentais para a segurança do médico e do paciente, diz vice-presidente doConselho Federal de Medicina

A incorporação dos parâmetros previstos na resolução CFM 1821, de 2007, que definiu as regras de implementação dos prontuários eletrônicos, e a validação dos sistemas desenvolvidos pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (Sbis) são pontos incontornáveis no processo de inclusão dos dados dos pacientes no mundo digital. De acordo com o 1º vice-presidente, Carlos Vital, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estará atento ao cumprimento desses pressupostos e os exigirá com base em normas estabelecidas.

Para Vital, esses critérios são fundamentais para a segurança do médico e do paciente. Sem esse cuidado, o vice- presidente do CFM estima que o processo não se conclui de forma plena, colocando em risco sua legalidade. "O Conselho Federal de Medicina não abrirá mão de cumprir seu papel e de arcar com sua responsabilidade", ressaltou, ao alertar que novas resoluções poderão ser editadas para garantir a obediência a esses itens.

Estabelecimentos - Na quarta-feira (4), o Simpósio CFM sobre Certificação Digital e Prontuário Eletrônico, realizado em São Paulo, teve prosseguimento com a troca de experiências entre diferentes estabelecimentos de saúde que já adotaram modelos de prontuário eletrônico. Participaram do debate representantes do Hospital Unimed Volta Redonda (RJ), do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (SP), do Hospital Samaritano (SP) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS). Além desses, houve também relato sobre o trabalho implantado no âmbito da rede de laboratório Das Américas (Dasa).

Todos os painelistas ressaltaram as vantagens da digitalização dos dados, como a agilidade e a precisão na guarda e arquivo das informações médicas e a redução dos custos de operação. Por outro lado, também foram apresentadas as dificuldades no processo. Os problemas ligados à conversão dos processos em papéis, à adesão dos profissionais e a familiaridade com o mundo digital se impõem.

"As apresentações deixaram claro que o prontuário eletrônico é algo tecnicamente possível. As experiências relatadas demonstram a relevância desse trabalho, com o qual o CFM espera contribuir. Contudo, ainda restam em aberto questões jurídicas que necessitam de uma solução. Devemos ter cautela com o uso de sistemas que não atendem os critérios de segurança estabelecidos", enfatizou o vice-presidente Carlos Vital.

Instituições

No período da tarde, representantes do Ministério da Saúde, da Agencia Nacional da Saúde (ANS), do Congresso Nacional e da Unimed continuaram o intercâmbio de experiências, ao apresentarem suas visões sobre a construção de um sistema integrado entre as diferentes unidades de saúde. Em tese, a operacionalização desse projeto permitirá a disponibilidade de dados de pacientes de forma online.

Até o momento, não existe um sistema que comporte esse nível de interação. No entanto, já há movimentos no sentido de criar ao menos uma base de registro de pacientes. Essa etapa - sem o nível de detalhamento de um prontuário - concentraria informações gerais dos usuários, permitindo estudos demográficos e epidemiológicos. Esse é o princípio norteador do Cartão SUS, por exemplo.

A Unimed, que apresentou experiência semelhante a ser implementada em sua rede nos próximos meses, considera essa plataforma mínima um avanço. "Isso nos permitirá pensar, oportunamente, pensar num prontuário médico eletrônico e integrado. Contudo, ressaltamos que tudo será desenvolvido com base nas normas e orientações dos conselhos de medicina", assegurou o representante da instituição, Antonio Cesar de Azevedo Neves, diretor de Tecnologia e Informação da Unimed.