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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Tatuadores ignoram lei e só 3% fazem cadastro

Oito meses após ser aprovada a lei municipal que obriga os estúdios de tatuagem a manter cadastro na Secretaria da Saúde e seguir determinadas normas de higiene, apenas 104 (3%) estão regularizados, de um total de 3 mil estimados pelo sindicato do setor na capital paulista.

De autoria do vereador Dalton Silvano (recém desfiliado do PSDB), a lei determina ainda que tatuadores e profissionais que colocam piercing e fazem maquiagem definitiva usem aventais, óculos especiais, máscaras e luvas cirúrgicas para proteger a si próprios e aos clientes.

Mas em quatro de sete estúdios da cidade visitados pela reportagem tatuadores admitiram que não usam os equipamentos exigidos e não se preocupam com multa porque não há fiscalização. E sequer valor predeterminado.

A falta de adequação foi verificada em estúdios dos Jardins (zona sul), Casa Verde (zona norte) e na Galeria do Rock (centro), onde há também estúdios que seguem as regras.

O presidente do Setap, Antonio Carlos Ferrari, confirma que “a lei não pegou, porque não há fiscalização”, tanto que nenhum agente da Prefeitura apareceu em sua loja desde que a lei foi promulgada, em setembro.

Ferrari destacou que é favorável ao uso dos equipamentos, pois protegem o tatuador de doenças como a hepatite C, que podem ser transmitidas por contato com o sangue do cliente. Ele critica, porém, a pouca participação do setor na elaboração do texto. “Foi aprovado da noite para o dia.”

Divergência. Nem todos têm a mesma opinião. “Não tem nada a ver usar isso. Luva e máscara são imprescindíveis. Mas não é o avental que vai garantir a segurança e a higiene do procedimento”, afirma um tatuador de 22 anos da Casa Verde (zona norte), que admitiu não seguir as regras, sob a condição de não ter o nome revelado.

Entre os usuários ouvidos pela reportagem, a esterilização do ambiente e dos equipamentos e o uso de produtos descartáveis (agulhas e luvas) foram apontados como itens importantes. “Não sabia que precisava de óculos. Mas, se for para reduzir o risco de contaminações, tudo é válido”, afirmou o estudante Ricardo Santos, de 21 anos.

A assessoria do vereador Dalton Silvano disse que o projeto de lei foi elaborado em colaboração com tatuadores e, ao final, houve contestação por parte de alguns desses profissionais. O vereador abriu um canal para sugestões de alterações, mas a participação foi pequena. A lei prevê que a Secretaria Municipal da Saúde crie normas complementares, se considerar necessário.

Irregularidades. A Secretaria Municipal da Saúde informou que dá prioridade ao atendimento de denúncias por “critério de risco”. Entre as principais irregularidades verificadas nas inspeções estão a ausência de esterilização de instrumentos, comércio ou uso de produtos sem registro, ausência de proteção e de cadastro. A secretaria diz ainda que já fez palestra para tatuadores na Galeria do Rock e o “Guia do Cidadão Vigilante”, disponível no site da Prefeitura, tem dicas sobre o tema. (Márcio Pinho – O Estado de S.Paulo)

Controle

26
inspeções foram realizadas pela Secretaria da Saúde desde a publicação da lei, em setembro, até o dia 26 de abril

5
interdições parciais e uma total foram realizadas em serviços que apresentavam irregularidades graves, segundo a secretaria
PRESTE ATENÇÃO…

1. Descarte. Instrumentos como agulhas e seringas, utilizados na elaboração das tatuagens, maquiagens definitivas e piercings, deverão ser esterilizados antes do uso e descartados.

2. Vestuário. Os profissionais devem utilizar aventais limpos, máscaras e luvas descartáveis de uso único e óculos de proteção.

3. Limpeza. As instalações usadas para execução dos processos de tatuagem, maquiagem definitiva ou colocação de piercings devem ser devidamente limpas e desinfetadas antes da realização de cada procedimento.

4. Lixo. Bancos e poltronas devem ser revestidos com papel filme e o lixo deve ser descartado em local especificado para lixo infectante.

5. Idade. Menores de 18 anos só podem fazer tatuagem se houver autorização dos pais ou responsáveis.

Laboratório cria camisinha que promete facilitar a ereção

O laboratório Futura Medical desenvolveu um novo tipo de preservativo que promete facilitar a vida dos homens que têm problemas de ereção ao utilizarem camisinha em suas relações sexuais.

O produto, cujo nome técnico é CSD500, acrescenta ao preservativo habitual um componente que ajuda a manter a ereção por mais tempo, segundo o Futura Medical.

Esse componente é um gel, cuja patente foi registrada sob o nome de Zanifil, que é aplicado na parte superior do preservativo para que seja absorvido pelo pênis.

O fabricante revela que o gel aumenta o fluxo sanguíneo local, o que se traduz em uma ereção mais duradoura.

Diferentemente do Viagra, o preservativo não foi pensado para homens que sofrem de problemas de ereção, mas para os que acreditam que a utilização da camisinha reduz o estímulo físico.

O Futura Medical tem um acordo de distribuição global com o maior fabricante e distribuidor mundial de preservativos, a empresa britânica Reckitt Benckiser Group.

O laboratório realizou uma pesquisa entre pessoas que testaram o CSD500, que ainda está pendente da aprovação das autoridades sanitárias da UE (União Europeia), e assegurou a maioria opinou que o preservativo melhorou a ereção em relação aos que não incluem o gel.

Além disso, a maioria dos homens e mulheres consultados revelou que o CSD500 aumentou o tamanho do pênis e que o ato sexual foi mais duradouro.

No Paraná, garoto com leucemia estimula doações de medula

Um menino de cinco anos, com leucemia diagnosticada há três, fez aumentar em 35% o número de doadores de medula óssea em Maringá (PR).

Em outubro passado, João Daniel de Barros comoveu a cidade quando foi "resgatado" pelos bombeiros do hospital onde fazia quimioterapia. Ele foi içado por um caminhão e estava com um uniforme feito sob medida.

A ação de "salvamento" foi uma iniciativa do Corpo de Bombeiros, que soube do sonho do menino por meio de sua professora.

"Ele diz que quer apagar fogo e salvar vidas", conta a mãe, Ana Paula Estevam.

Em fevereiro, já conhecido como o "bombeirinho" local, João Daniel protagonizou uma campanha municipal de doação de medula.

Desde então, o hemocentro de Maringá registrou um salto de doadores de medula: de 300 por mês, o número foi a quase 500 em abril.

A ideia agora é estender a iniciativa a outras cidades.

João ainda procura um doador compatível. O transplante é a única forma de curá-lo.

Segundo a mãe, ele sofre com os efeitos colaterais da quimioterapia, como indisposição, dores no corpo, coceira, falta de apetite e reações alérgicas.

Desde que a doença foi descoberta, em novembro de 2007, João Daniel já passou por 11 cirurgias e muitas sessões de quimioterapia.

No tempo livre, e quando se sente bem, o "bombeirinho" frequenta o quartel da cidade. Quando vai ser internado, conta aos "colegas de trabalho" que vai "tirar férias". E que voltará logo.

Células-tronco regeneram tecidos do pulmão

Pesquisadores americanos descobriram células-tronco pulmonares que têm um papel crucial na regeneração dos tecidos do pulmão, revelou na quarta-feira (11) a última edição do "New England Journal of Medicine".

Segundo Piero Anversa, principal autor do estudo e diretor do Centro de Medicina Regenerativa do Hospital Brigham and Women, em Boston (Massachusetts), a pesquisa revelou pela primeira vez uma célula-tronco pulmonar que tem potencial de oferecer aos que sofrem de enfermidades crônicas do pulmão uma opção de tratamento nova, regenerando e reparando as partes danificadas.

"Estas células pulmonares são capazes de regenerar-se e de formar estruturas biológicas múltiplas do pulmão, como brônquios, alvéolos e vasos", explicou o médico.

Segundo Joseph Loscalzo, médico do hospital Brigham and Women e coautor do estudo, "estas são as primeiras etapas essenciais para desenvolver tratamentos clínicos para quem sofre de doenças pulmonares contra as quais não existe nenhum tratamento".

O trabalho, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, destaca que estudos prévios já mostravam que os cientistas eram capazes de criar células usando células-tronco embrionárias, mas essa célula-tronco foi isolada usando amostras cirúrgicas do tecido de um pulmão adulto.

De acordo com Loscalzo, "é preciso fazer pesquisas mais avançadas, mas estamos empolgados com o impacto que essa descoberta pode ter em nossa capacidade de tratamento".

Terapias celulares em doenças pulmonares têm sido estudadas há tempos porque o pulmão é um órgão extremamente complexo, com uma grande variedade de tipos de células que podem ser renovadas em diferentes níveis.

Doenças pulmonares são a terceira maior causa de mortes nos Estados Unidos, após ataques do coração e câncer, de acordo com o NIH.

Europa registra recorde de novas 'drogas legais' em 2010

Um número recorde de 41 novas "drogas legais" --compostos que, em sua maioria, não são proibidos pela legislação europeia-- foram descobertas na Europa em 2010, segundo relatório apresentado nesta quarta-feira pelo Centro Europeu de Monitoramento de Drogas e Vício em Drogas.

A quantidade é superior às 24 novas drogas legais verificadas no continente em 2009 e às 13 descobertas em 2008. O ritmo de crescimento foi considerado "sem precedentes" pela entidade autora da pesquisa.

A lista inclui versões sintéticas de canabinoides (compostos encontrados na maconha), catinonas (alcaloide estimulante, semelhante à anfetamina) e de outros narcóticos conhecidos e bastante consumidos.

As novas drogas receberam nomes como MDAI, iso-etilcatinona, 4-MBC e DMAA.

CHINA

Especialistas afirmam que as drogas legais são desenvolvidas por pessoas que estudam a literatura científica sobre compostos entorpecentes.

No total, foram descobertas em 2010 na Europa duas versões da ketamina e 15 versões da catinona --compostos semelhantes à mefedrona, droga tornada ilegal em muitos países da Europa no ano passado depois de se tornar popular em casas noturnas.

Segundo a entidade autora do relatório, caso as novas drogas sejam banidas, os seus criadores geralmente acabam desenvolvendo variações legais que são fabricadas geralmente na China e vendidas no continente europeu.

O governo britânico está propondo uma nova legislação para banir temporariamente as novas drogas legais até que elas sejam consideradas seguras para consumo pelo Conselho Consultivo sobre o Mau-Uso das Drogas (ACMD, sigla em inglês).

INTERAÇÃO

A entidade beneficente Drugscope afirma que houve agora uma "interação ainda maior entre os mercados farmacêuticos lícitos e ilícitos", com componentes químicos de origem legal sendo vendidos como substitutos para substâncias psicoativas ilícitas.

"A maquiagem dessas novas substâncias pode ter pouca relação com as expectativas dos usuários", disse o executivo-chefe do Drugscope, Martin Barnes.

"As head shops (lojas especializadas em produtos voltados ao consumo de drogas) e vendedores online, que muitas vezes compram grandes carregamentos de outros países, não podem ter certeza do que eles estão adquirindo e vendendo", afirmou.

O diretor do Centro Europeu de Monitoramento de Drogas e Vício em Drogas, Wolfgang Götz, disse que, "dada a velocidade com que novos desenvolvimentos ocorrem nessa área", é importante se antecipar a ameaças emergentes.

"Isto pode ser atingido ao ativamente adquirir, sintetizar e estudar novos compostos e ao melhorar a nossa capacidade de análise forense e pesquisa no âmbito europeu", afirmou.