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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cinco remédios entram na lista do Farmácia Popular

por Agência Brasil| repórter: Paula Laboissière

17/05/2011

De acordo com o Ministério da Saúde, dos cinco medicamentos,um será distribuído de forma gratuíta e os outro quatro terão 90% de desconto

Cinco novos medicamentos passaram a integrar a lista de remédios encontrados nas unidades do Programa Farmácia Popular - losartana potássica (contra a hipertensão arterial), loratadina (antialérgico), fluoxetina (antidepressivo), clonazepan (ansiolítico) e alendronato de sódio (contra a osteoporose).

De acordo com o Ministério da Saúde, dos cinco medicamentos, apenas o losartana potássica será distribuído de forma gratuita. Os outros quatro terão desconto de 90%. A lista de remédios do Farmácia Popular que são distribuídos de graça é composta de 12 medicamentos que combatem a hipertensão e o diabetes.

Ao todo, 547 unidades administradas pelo governo federal, em 431 municípios brasileiros, fazem a distribuição dos remédios. Na rede privada de farmácias e drogarias, o programa recebe a denominação Aqui Tem Farmácia Popular e oferta gratuitamente 25 medicamentos em 2,5 mil cidades.

Dr. Christóvão da Gama integra dados e voz

por Verena Souza

09/05/2011

Hospital reduz custos operacionais com soluções de infraestrutura de dados, aplicações de comunicação IP e gerenciamento de aplicações

O Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama, localizado em Santo André, região do ABC em São Paulo, investiu R$ 6,8 milhões em tecnologia nos últimos dois anos. Entre equipamentos e soluções, o objetivo da instituição era aumentar a mobilidade, escalabilidade, acessibilidade e a performance de sua rede de dados.

"A integração de dados e voz como um facilitador para a capilaridade da informação é um caminho sem volta. Com isso, buscamos uma transparência total para os acionistas", afirmou o coordenador do Comitê de Tecnologia do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama, Gregório Penido.

Apesar dessa tendência tecnológica, segundo Penido, dos cerca de sete mil hospitais acima de 100 leitos no Brasil, apenas mil têm condições de usar a tecnologia na totalidade de sua gestão.

O projeto foi dividido em duas fases e deve ser concluído em aproximadamente 60 dias. Na primeira etapa do processo, já concluída, o hospital reestruturou sua infraestrutura de dados - que inclui a uniformização e atualização de todo o parque tecnológico.

Nova solução visa aumentar sua capacidade de tráfego de dados e possibilitar maior segurança e agilidade no acesso às informações dos pacientes pelo corpo clínico do hospital.

O segundo passo consiste na implantação de uma plataforma OpenScape Voice, um sistema 100% VoIP (voz sobre Protocolo de Internet), que permitirá a integração com toda a rede da instituição de saúde, juntamente com uma solução de comunicação unificada.

"A plataforma de voz sobre IP elimina diversos "agregados" e chega a lugares que não chegaria com a voz convencional. Além disso, tem capacidade de gerenciar todos os sistemas do hospital como prontuários eletrônicos, Pacs, RIS, sistemas SAP, Tasy,entre outros", explicou o diretor de Vendas Regional São Paulo, da Siemens Enterprise Communications, Sérgio Nishida.

Com integrações da plataforma de Comunicações Unificadas será possível buscar informações essenciais, por exemplo, para um diagnóstico a qualquer hora, independente de onde os profissionais estejam.

Economia

O Hospital Dr. Christóvão da Gama contabilizou uma redução de custos de R$ 640 com telefonia, passando de um gasto de R$ 840 mil por ano para R$ 200 mil. Depois dos investimentos em equipamentos mais modernos e soluções de gestão, o hospital, que operava com 10% de seu faturamento no vermelho, agora opera 40% acima do ponto de equilíbrio. O faturamento quase dobrou de R$ 8,5 milhões para R$ 14,2 milhões.

De acordo com Nishida, a Siemens calcula uma redução de 35% de energia com todo o sistema em operação, visto que toda a solução será virtualizada.

"Abrir espaço para trazer o novo e não onerar. Foi isso que fizemos", ressaltou Penido.

Mobilidade

O projeto abrange ainda soluções de mobilidade com sistemas de telefonia WiFi.

Aparelhos com tecnologia wireless serão disponibilizados, com os quais os pacientes poderão circular pelos corredores do hospital e, ainda assim, receberem suas ligações.

O Centro de Diagnóstico Móvel também é outro exemplo de mobilidade. Composto por um sistema de telefonia e dados, o centro circulará pelos ambientes do da entidade para coletar as informações dos exames e atualizá-las automaticamente no prontuário eletrônico dos pacientes.

Novo código de processo civil e o efetivo acesso à saúde

por Renata Vilhena Silva*

17/05/2011

Em texto, a articulista Renata Silva fala sobre o descontentamento da população diante dos planos de saúde

Apesar de a Constituição Federal garantir o acesso universal à saúde, no Brasil os investimentos nesta área estão muitos discretos. Enquanto o Governo investe 3,5% do orçamento anual em saúde, o brasileiro investe 9,5% do seu orçamento mensal nesse segmento, segundo pesquisa realizada pelo Banco Credit Suisse.

Os custos da medicina crescem em ritmo acelerado em todo o mundo, tendo em vista a avalanche de avanços tecnológicos nessa área. Se a população está envelhecendo com saúde, isto se dá aos grandes investimentos do setor em medicamentos e equipamentos médico-hospitalares. Em decorrência de tais custos, os planos de saúde também apresentam valores muitos elevados, baseados nos custos desses procedimentos.

A regulamentação do setor privado de saúde, a partir da última década, também contribuiu com o aumento dos preços dos planos de saúde. Infelizmente, apesar da regulamentação e dos altos custos do setor, a judicialização é um fenômeno crescente a cada ano, pois as normas impostas não são cumpridas e o consumidor vê-se obrigado a recorrer ao poder judiciário para fazer valer os seus direitos.

Desta maneira, constata-se que as coberturas dos planos de saúde estão muito abaixo da expectativa do brasileiro. Segundo informações do site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a maioria dos clientes dos planos de saúde está na região Sudeste; no Nordeste apenas uma pequena porcentagem da população contribui com plano de saúde, justamente onde há maior carência de leitos e tratamentos de alta complexidade. São Paulo destaca-se como grande centro médico do país, atraindo não só pacientes de planos de saúde como também os doentes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar de o brasileiro investir grande parte do seu orçamento mensal com o pagamento de planos de saúde, há que se prestar muita atenção nos produtos oferecidos no mercado. Constam mais de mil operadoras de saúde credenciadas na ANS, sendo que muitas não têm a mínima condição de prestar atendimento aos consumidores. Sequer existem estabelecimentos médicos (hospitais, laboratórios) capazes de oferecer os tratamentos mínimos previstos em lei. Existem promessas milagrosas a preços baixos, que acabam levando o consumidor ou ao poder judiciário ou socorrendo-se no SUS.

Constitui grande desafio do Governo Federal transformar a ANS em um órgão capaz de regulamentar e fiscalizar o mercado de saúde privada brasileira. O mercado realmente está aquecido, principalmente nos grandes centros urbanos, com empregos formalizados. O desafio é estender até a população carente das regiões Norte e Nordeste esta nova realidade econômica financeira.

*Renata Vilhena Silva é sócia-fundadora do Vilhena Silva Advogados, especializado em Direito à Saúde, e autora da publicação "Planos de Saúde: Questões atuais no Tribunal de Justiça de São Paulo".

ANS disponibiliza pesquisa sobre envelhecimento ativo

por Saúde Business Web

17/05/2011

Intuito do estudo é saber a opinião dos agentes do setor sobre os programas desenvolvidos por operadoras para a promoçãode saúde

Nesta, segunda-feira, (16), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), disponibilizou em seu site uma pesquisa - em formulário eletrônico - para que beneficiários, operadoras e prestadores de serviços de saúde respondam sobre os programas desenvolvidos por para a promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças. Além dos motivos pelos quais a adesão acontece e os impactos financeiros que acarretam

Segundo a agência, o objetivo é aprimorar a regulação da saúde suplementar e ampliar o esforço que vem fazendo no sentido de inverter a lógica existente hoje no setor de focar o tratamento na doença e não, como deve ser, na saúde das pessoas.

Em vista disso, a pesquisa está sendo aplicada no momento em que a Agência inicia a Consulta Pública nº 42, a respeito da concessão de descontos e/ou de prêmios para os beneficiários que aderirem a programas de promoção do envelhecimento ativo ao logo da vida.

De acordo com o órgão, esse tema integra a Agenda Regulatória da ANS e é um conceito adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), amplamente utilizado em vários países, que consiste em um conjunto de ações de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças, que devem ser incorporadas à atenção à saúde das pessoas em todas as faixas etárias visando à manutenção da capacidade funcional, englobando ações em todas as fases da vida, desde o pré-natal até as idades mais avançadas.


Para acessar a Consulta Pública:

Déficit do Governo no setor de remédios triplica

por Saúde Business Web

17/05/2011

Embora os programas de governo tenham estimulado a produção nacional, o País continua dependente da importação de remédios

Ainda que o governo tenha adotado políticas de incentivo ao setor industrial para estimular a produção farmacêutica nacional e ameaçado quebrar patentes, o déficit comercial da área de saúde com remédios e equipamentos triplicou nos oito anos de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atingindo US$ 10 bilhões. No intuito de reverter esta situação, o governo de Dilma Rousseff prepara medidas que deverão proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira. As informações são jornal Estado de S. Paulo.

Os dados do déficit são do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, que nesta semana participa da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça. Segundo a publicação, ele admitiu que, embora os programas de governo tenham estimulado a produção nacional, o País continua dependente da importação de remédios. E afirmou que só em medicamentos o déficit está em torno de US$ 8 bilhões e vem crescendo.

Gadelha atribui parte do problema da explosão do déficit à valorização do real frente ao dólar. Outra explicação é o aumento do consumo de remédios no Brasil e uma demanda por um grupo maior de pessoas. Os esforços de produção, segundo ele, não seguiram o mesmo ritmo.

A emancipação da produção nacional de medicamentos foi uma das bandeiras defendidas pelo governo Lula e deve seguir na agenda da presidente Dilma. Para meados do ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, promete a publicação de uma nova lei permitindo que licitações públicas deem vantagens para produtos de alta tecnologia fabricados no País, em detrimento de concorrentes estrangeiros.

Padilha admite que o déficit é ainda um problema. Mas cita os programas de apoio do governo como parte da solução. E diz que o País tem políticas específicas, como parcerias público-privadas, contratos. Além disso, diz que foi aprovada uma lei que permite usar licitação pública para estimular a produção nacional. A ideia é de que, mesmo que o produto nacional seja 25% mais caro que o estrangeiro, ele tenha certos benefícios na concorrência.

Regras

Na Organização Mundial do Comércio (OMC), entidades como os Estados Unidos questionaram as políticas de incentivo do Brasil, insinuanbdo que talvez pudessem violar as regras internacionais.

Por anos o País trabalhou para ter acesso aos remédios que mais pesam na balança comercial do governo. Chegou a quebrar patentes de algumas empresas para produzir versões genéricas locais, que custam 35% menos, em média.

Padilha cita a criação de um novo mecanismo para celerar o registro de remédios genéricos, o que permietiu uma alta de 73% na certificação desses remédios, no primeiro trimestre em 2011, em comparação ao mesmo período de 2010.

De acordo com um relatório divulgado recentemente pela OMS, no entanto, mostra que o governo gasta menos da metade da méda mundial em saúde. em 2008, 6% do orçamento ncional ia para a saúde. No mundo a média é 13%.