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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Propagandas antigas - Comprimidos Schering de Atophan



“As folias da mocidade, os abusos de bebidas e comidas e todos os excessos em geral, ocasionam, com o correr dos anos, o aparecimento de reumatismo, artritismo, pontadas e manchas vermelhas pelo corpo, dores articulares, moléstias da pele, arteriosclerose, pernas inchadas, entorpecimento das estremidades, etc. Estas doenças são devidas ao acúmulo de ácido úrico, que o organismo expele à medida que vai acumulando. Eliminai este veneno tomando cada mês, durante alguns dias, dois comprimidos Schering de Atophan, se quiserdes evitar aqueles sofrimentos e ter sossego na velhice”.

12 de abril de 1925.

Saúde da Família: MPF investiga médicos no Rio Grande do Norte



O Ministério Público Federal investiga médicos do PSF (Programa de Saúde da Família) no Rio Grande do Norte. Mantendo empregos públicos em várias cidades, eles não cumprem o expediente e a população fica sem atendimento.

Médicos contratados para o Programa de Saúde da Família só trabalham um dia porque a cidade é longe. No posto do PSF, a 50 km de Natal, o médico, que mora em João Pessoa, só atende três vezes por semana - o expediente deveria ser diário, mas quem presta atendimento são as enfermeiras.

Situação da saúde no Paraná é caótica, diz CPI do SUS

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do SUS no Paraná, deputado Leonaldo Paranhos, fez na segunda-feira um balanço dos trabalhos realizados até agora pela comissão. Segundo ele, a situação dos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde é pior do que a mídia registra diariamente. “É um absurdo o que os hospitais fazem com as pessoas pobres. Falta gestão, humanidade. A corrupção corre solta”, disse.

Em todos os hospitais visitados (HU de Londrina, HU de Maringá, Hospital São José de Paiçandu e Hospital de Clínicas, em Curitiba – HC), a CPI encontrou problemas.

No Hospital de Clínicas, por exemplo, 133 leitos que atendem pelo SUS estão desativados, mas o hospital recebe dinheiro do SUS como se eles estivessem ocupados.

“Em Paiçandu, contrataram uma equipe de São Paulo para consertar o equipamento de raios-X e há cinco meses a máquina não funciona. No Paraná temos equipe. A contratação foi superfaturada”, lembra Paranhos.

Crianças não têm leitos

Entre as muitas irregularidades encontradas até agora pela CPI do SUS, está o fechamento de uma ala pediátrica, com 26 leitos, no Hospital São José, em Paiçandu. “A ala estava toda reformada, mas não funciona. Quando fiquei sabendo do motivo, confesso que fiquei irritado. A direção do hospital havia fechado a ala para reforma e quando terminou esqueceu de enviar a documentação de reabertura à 15ª Regional de Saúde. Isso é um crime. A cidade é pobre, precisa dos leitos”, desabafou Paranhos.

No dia em que a comissão visitou o Hospital Universitário de Londrina, 70 pessoas aguardavam atendimento nos corredores. Algumas até no chão. “Uma senhora estava com ferimentos em função de uma queda e não havia leito para atendê-la. Quando abri uma porta, observei oito leitos vazios. É falta de gestão, de procedimentos simples, não de dinheiro ou falta de funcionários”, prosseguiu o deputado.

No mesmo hospital, uma senhora de 70 anos aguardava por atendimento havia dois dias. Ela estava de alta e precisava simplesmente ser liberada.

Consulta pública recebe sugestões para Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador

Brasília – O Ministério da Saúde, por meio de consulta pública, recebe até o dia 20 de julho sugestões que serão usadas na definição de diretrizes da Política Nacional de Promoção do Trabalhador do Sistema Único de Saúde (SUS).

Qualquer pessoa ou organização interessada pode enviar contribuições por meio de carta, telefone ou pelo endereço http://www.saude.gov.br/consultapublica.

O objetivo da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS, de acordo com a pasta, é promover melhorias no setor por meio do controle dos fatores de risco e da facilitação do acesso, por parte dos trabalhadores, aos serviços de atenção integral à saúde.

Entre as diretrizes já estabelecidas estão a promoção de políticas intersetoriais para a melhoria da qualidade de vida e a redução da vulnerabilidade e dos riscos no ambiente de trabalho do SUS; a promoção de processos de educação permanentes nos estabelecimentos de saúde; e o incentivo ao desenvolvimento de pesquisas na área de saúde do trabalhador voltadas para o ambiente de trabalho no setor de saúde.

As cartas podem ser endereçadas para Ministério da Saúde, Esplanada dos Ministérios, Bloco G, 7º andar, sala 751, Brasília-DF, CEP 70.058-900, com a indicação “Sugestões à minuta de portaria que institui as Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do Sistema Único de Saúde”.

Sugestões por e-mail podem ser enviadas para o endereço comitestsus@saude.gov.br, com a indicação “Sugestões à minuta de portaria que institui as Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do Sistema Único de Saúde”.

Fiocruz sugere que saúde de moradores vizinhos da CSA no Rio seja monitorada por 20 anos

Rio de Janeiro – Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apresentaram hoje (24), durante audiência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), um laudo apontando a necessidade de que a saúde dos moradores de Santa Cruz, na zona oeste da cidade, seja monitorada por pelo menos 20 anos após o fim da exposição à fuligem metálica emitida na atmosfera pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), instalada na região.

O documento aponta que o contato com essas partículas pode gerar diversos prejuízos à saúde, como alergias respiratórias, de pele, problemas cardiológicos e, a longo prazo, o surgimento de casos de câncer.

No ano passado, houve emissão irregular de fuligem em duas ocasiões por causa de problemas no sistema operacional da siderúrgica.

O relatório, desenvolvido com base em atendimentos prestados no ambulatório da instituição a sete pessoas que moram perto da CSA, aponta que, em todos os casos, houve piora no quadro de problemas respiratórios, como tosse, falta de ar e sinusite, após os acidentes com a emissão de poluentes. O laudo também sugere que haja uma busca ativa de casos na região pelas autoridades de saúde.

“É necessária uma abordagem epidemiológica através da busca ativa de casos. Esta população deveria ser colocada sob vigilância ambiental em saúde pelo tempo em que ficar exposta e por pelo menos 20 anos após a retirada da exposição”, diz o documento.

De acordo com o pesquisador da Fiocruz, Alexandre Dias, embora a empresa negue que os particulados emitidos sejam tóxicos, afirmando serem compostos apenas por carbono e ferro, há evidências de que se tratam de um misto de metais. Ele também destacou que esses problemas são mais evidentes em grupos de maior vulnerabilidade como crianças, idosos e pessoas que já tenham problemas respiratórios.

“Nós temos clareza de que há um misto de metais, que, com as emissões, chegam às casas das pessoas, na agricultura e em várias regiões. Esses metais podem gerar resposta imediata ou crônica ao longo dos anos. O câncer também é um risco em potencial, já que a literatura especializada indica isso”, explicou.

Ainda durante a audiência, agricultores integrantes de uma colônia de japoneses em Santa Cruz protestaram contra as constantes inundações que seus terrenos vêm sofrendo a partir da instalação da CSA na região.

Segundo o engenheiro agrônomo Otávio Myiata, integrante da colônia, a produção de aipim, considerado nobre por suas qualidades gastronômicas, está ameaçada, causando prejuízos a 19 famílias que vivem da atividade.

“O Canal de São Fernando, que nos serve de drenagem, foi desviado pela CSA para desaguar no Rio Guandu. Quando o rio enche muito, há um refluxo no canal e alaga nossa área de produção, colocando em risco toda a atividade das nossas famílias”, afirmou.

O representante do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), responsável pelo licenciamento ambiental da companhia, Luiz Firmino, lembrou que a empresa opera, ainda, com permissão provisória e garantiu que o órgão vem acompanhando e exigindo os ajustes necessários no processo de produção para evitar danos ambientais e à saúde da população.

Já o diretor de Sustentabilidade da CSA, Luiz Claudio Castro, afirmou que, como em todo grande empreendimento tecnológico, somente o funcionamento é capaz de apontar as mudanças necessárias para que os padrões desejados sejam atingidos.

“A empresa está em fase de ajustes de processos e de projetos. Estamos sendo licenciados de acordo com os trâmites legais. Nós queremos atuar em conjunto com a comunidade e ser agentes promotores de desenvolvimento econômico e social da região”, disse.

Castro também negou que a empresa tenha mudado o curso do Canal de São Fernando, alegando que essa alteração é anterior à instalação da siderúrgica.

O diretor da companhia evitou estabelecer um prazo para a solução definitiva das emissões de fuligem na atmosfera, que garantiu não ser tóxica, mas disse que a empresa está trabalhando para que essa redução seja contínua.

Por causa das emissões em 2010, a CSA foi multada em R$ 1,2 milhão, em agosto, e em R$ 2,4 milhões, em dezembro do ano passado, e foi obrigada a investir R$ 14 milhões em obras de saúde e infraestrutura da região. A empresa também terá que construir um Centro de Tratamento da Diabetes e Hipertensão e uma Clínica da Família no bairro.