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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ministro diz que proximidade com Judiciário ajuda a reduzir demandas na área de saúde

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou hoje (2) que reconhece no Judiciário brasileiro um aliado da pasta. Atualmente, cerca de 240.980 demandas judiciais envolvendo questões de saúde estão registradas em tribunais no país.

“A proximidade com o Judiciário permite reduzir essas demandas judiciais que podem, inclusive, afetar a saúde da população”, disse, ao explicar que alguns processos estão relacionados a procedimentos terapêuticos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Após a cerimônia de abertura do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, Padilha afirmou que a pasta está estimulando a criação de câmaras técnicas e de conciliação prévia nos estados, com o objetivo de analisar as demandas antes que o processo judicial seja iniciado.

“Essas ações conjuntas contribuem fortemente para a consolidação do SUS [Sistema Único de Saúde], sobretudo porque aproximam os gestores e a área técnica do Judiciário, para protegermos o cidadão e a coletividade”, concluiu.

Para o coordenador do fórum, conselheiro Milton Nobre, é preciso que haja uma interface entre o Judiciário e o Executivo para que a demanda de processos diminua. “A máquina judiciária brasileira é limitada”, destacou, ao lembrar que, em 2009, o país contabilizou 86,6 milhões de processo em tramitação a serem julgados por 16 mil juízes.

Anvisa proíbe sachê de álcool por suspeita de contaminação microbiológica

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu em todo o país a comercialização do sachê de álcool Con-Zellin-Hartmann, importado pela empresa Baxter Hospitalar Ltda. O problema de qualidade do produto, que apresentou suspeita de contaminação microbiológica, foi comunicado pela própria fabricante. A resolução foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União.

Também foram suspensas em qualquer tipo de mídia todas as propagandas que atribuem propriedades ao alimento NQI (suplemento mineral à base de fósforo), fabricado pela empresa Gauer do Brasil Indústria e Comércio Suplementos Alimentares Ltda.

De acordo com as indicações, o alimento teria propriedades antioxidante e solubilizante, para tratamento, prevenção e cura de cálculos renais e osteoporose.

Está proibida também a divulgação de supostos benefícios do fosfato presente no alimento, como agilidade de raciocínio, fortificação de memória e aumento da disposição física e mental. Segundo a Anvisa, não há comprovação científica dessas atribuições.

Ontem (1º) foi publicada a suspensão da propaganda do produto Redufast em todos os veículos de massa. O produto não tem registro na agência.

A suspensão é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial. As pessoas que já tiverem adquirido algum produto dos lotes suspensos devem interromper o uso.

Profissionais de saúde da rede privada participam de treinamento para diagnóstico de dengue

Rio de Janeiro - Cerca de 50 profissionais de saúde da rede privada participam hoje (2) de um treinamento promovido pelo Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, para diagnosticar precocemente casos de dengue. De acordo com a médica Lúcia Alves da Rocha, especialista em doenças tropicais, a identificação dos primeiros sinais da doença e a orientação adequada ao paciente são fundamentais para evitar que os casos evoluam para a morte.


Somente este ano, 88 pessoas morreram de dengue no estado do Rio, 31 apenas na capital fluminense. De acordo com o último balanço, divulgado ontem (1º) pela Secretaria Estadual de Saúde, de 2 de janeiro a 28 de maio foram notificados 117.922 casos suspeitos da doença.

“As equipes de saúde que prestam o atendimento primário precisam interpretar as informações que o paciente nos traz e considerar a doença, principalmente se a região for endêmica e se a época for de maior demanda”, afirmou durante sua palestra.

A especialista também destacou que em muitos casos o diagnóstico precoce pode não ser tão preciso porque os sintomas da dengue se assemelham aos de outras doenças. Quando o profissional não estiver absolutamente seguro, no entanto, ela recomenda que haja uma observação mais profunda do quadro apresentado, com base na classificação de risco da doença e conforme recomendações do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), no Ministério da Saúde.

De acordo com a médica, quando o paciente não apresentar sinais de gravidade, os cuidados são básicos e incluem a imediata hidratação oral, repouso e uso de analgésicos e antitérmicos. Nos casos em que o paciente apresentar sinais de agravamento, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes ou desmaios, as recomendações variam desde manter o paciente em observação no serviço ou unidade de saúde até a internação em unidade de terapia intensiva (UTI).

“Por isso é fundamental que o profissional de saúde esteja capacitado a identificar os sinais da doença e orientado sobre quais medidas adotar diante de casos suspeitos da dengue para agir de acordo com cada situação que se apresentar”, ressaltou.

Lúcia Alves da Rocha reconheceu, no entanto, que a superlotação nos serviços de emergência, tanto públicos como privados, é um problema que pode atrapalhar esse procedimento.

“É preciso organizar a atenção primária para atender quem não tem gravidade e, quando houver, saber encaminhar para um atendimento mais especializado”, afirmou.

O advogado Pedro Carvalho, que procurou há cerca de um mês uma unidade de saúde na zona oeste do Rio de Janeiro com suspeita de dengue, disse que foi bem orientado e, mesmo sem a confirmação clínica do diagnóstico, recebeu um folheto com indicações do que fazer para se manter hidratado e buscar novo atendimento em caso de piora do quadro de saúde.

Segundo ele, no entanto, o tempo de espera para receber o atendimento foi o maior problema.

“Eu até fui bem atendido, fiz o exame de sangue para verificar o número de plaquetas e fui colocado no soro. O problema é que só para ser atendido precisei esperar quase três horas na fila. Isso para alguém que está doente é terrível”, reclamou.

O treinamento é promovido pela Agência Nacional de Saúde (ANS), vinculado ao Ministério da Saúde, e está marcado para ocorrer também, nos próximos meses, em São Paulo e em Belo Horizonte.

Quando é preciso parar de dirigir?

Envelhecimento pode afetar as habilidades necessárias para guiar um carro com segurança


As funções cognitivas, a coordenação, a visão e outras habilidades declinam com o passar dos anos. Na terceira idade, a pessoa deve considerar a possibilidade de parar de dirigir.

A Administração Nacional de Tráfego em Estradas aponta alguns indicadores que podem nortear a decisão de abandonar o volante por não ser mais capaz de guiar com segurança.

1) Se perder em caminhos que percorria com frequência;
2) Aparecimento de riscos e amassados no carro;
3) Ser multado por violar as leis de trânsito;
4) Se envolver em acidentes de carro ou passar perto dessas situações;
5) Receber uma recomendação médica para dirigir menor ou parar de guiar;
6) Ter problemas de saúde que impactam na capacidade de guiar;
7) Usar medicações que interferem na capacidade de dirigir;
8) Dirigir rápido demais ou lento demais, sem razão aparente.

Como se comportar em uma entrevista

Confira dicas sobre o que fazer antes, durante e depois do processo de seleção


Na hora de arrumar um emprego, realizar uma boa preparação para o processo de seleção pode ter tanta importância quanto os conhecimentos técnicos que você acumulou por anos. O que falar, como agir, como se vestir, o que perguntar são algumas das questões que geram insegurança nos candidatos. Por isso, é fundamental que o profissional se prepare para antes, saiba como agir durante a entrevista e planeje seus passos e eventuais contatos com a empresa depois do encontro.

Especialistas consultados pelo iG Carreiras indicaram como se comportar e o que fazer em cada uma dessas etapas.

Antes da entrevista

- Entre no site da empresa: é importante entender a estrutura e a estratégia da empresa. Na maioria das vezes, o recrutador pergunta o que o candidato pensa sobre aquela organização. Ir despreparado pode causar má impressão. "Se nem se der ao trabalho de entrar no site do lugar onde pretende trabalhar pode parecer que você não está tão interessado em conseguir o emprego", afirma o consultor Luiz Hartman, especialista em recrutamento e seleção, de São Paulo.

Carla Rosenthal Gil, diretora de recursos humanos da Abbott, afirma que quanto mais o candidato conhece da empresa e da sua linha de produtos, mais chances ele terá.

- Estude o local da entrevista: procure pesquisar onde é a empresa, qual a melhor forma de chegar, e calcule quanto tempo deve demorar. Programe-se para chegar com antecedência – lembre que, além do trânsito, é comum o candidato enfrentar filas na portaria do edifício ou mesmo se perder pelos corredores até chegar à sala de entrevista. Todo esse tempo deve ser levado em consideração. Hartman destaca que chegar atrasado pode interferir na opinião do entrevistador sobre o profissional. "O atraso pode acontecer mesmo assim, mas tomando esses cuidados fica mais difícil. Caso aconteça, se desculpe, mas sem se prolongar no assunto."

- Pense em que roupa usar: a apresentação é a sua porta de entrada. Fernanda Máximo, headhunter da Page Personnel, afirma que é importante que as mulheres não usem decotes e os homens não estejam mal vestidos e com a barba por fazer. "Coisas assim causam impacto em um primeiro momento. Parece que a pessoa não está antenada com o mercado e não tem interesse em passar uma boa impressão." Leia mais.

Durante a entrevista

- Tenha postura: o modo como o candidato senta pode demonstrar desânimo e falta de interesse. "É preciso mostrar energia para o entrevistador. Uma empresa nunca quer alguém que parece estar cansado ou que não está interessado em nenhuma avaliação", ressalta Hartman.

Segundo Fernanda, o que pode parecer apenas informalidade, muitas vezes pode causar uma má impressão. "O candidato deve entender que está sendo avaliado do início ao fim."

- Olhe nos olhos: manter um contato visual com o recrutador demonstra que o profissional tem confiança no que está falando e que não se intimida frente a uma situação que possa gerar nervosismo. "Não olhar enquanto está falando ou ouvindo pode parecer que é uma pessoa insegura", avalia Hartman.

- Não minta: o profissional deve falar sobre as experiências que realmente teve, sem esconder responsabilidades ou acontecimentos. "O recrutador está preparado para investigar e ver se há coerência no que a pessoa está falando. A mentira pode gerar um descrédito", afirma Hartman.

Raquel Martinho, diretora de marketing e desenvolvimento da consultoria Training X, destaca que o candidato pode até ser contratado, mas, se omitiu ou mentiu alguma informação, não conseguirá se manter na vaga.

- Enfatize apenas o que fez: é importante dar destaques para os melhores projetos e a forma como o conduziu. Falar mal do chefe ou da empresa onde trabalhou pode criar uma situação desfavorável e constrangedora. Hartman aconselha que, se o profissional for falar sobre algum comportamento de superiores, que o faça de forma sutil e cuidadosa. "Caso contrário, pode parecer que ele está justificando uma situação dele com ações de outros."

Segundo Carla, é aconselhável que o candidato evite comparações que não sejam positivas ou relevantes.

- Responda ao que foi perguntado: é fundamental que o profissional preste bastante atenção no que o recrutador está pedindo. "Na ânsia de falar tudo e se vender, ele pode se perder nas explicações e sair do contexto da pergunta", ressalta Hartman.
Por outro lado, também não pode ser uma pessoa muito seca, que só responde aquilo que foi perguntado e de forma muito sintética. É preciso haver um equilíbrio: não falar nem demais, nem tão pouco.

- Tire suas dúvidas após a entrevista: fazer perguntas é bom e necessário para esclarecer todas as informações sobre a vaga. No entanto, segundo Hartman, isso só deve ser feito depois que o recrutador terminou a sua avaliação. "Primeiramente, o profissional deve se vender e mostrar seu interesse pelo emprego. Se ele faz as perguntas antes de começar a entrevista, pode parecer que ele ainda está tentando ver se está interessado na vaga."

- Não priorize o salário: a remuneração é importante e faz parte do interesse pela vaga. Mas é preciso cuidado na hora de se falar sobre isso na entrevista. "Deixar muito claro quanto quer ganhar não é bem visto", afirma Fernanda. Segundo ela, o ideal é enfatizar o que o profissional espera da empresa e citar um valor médio da sua pretensão. "É fundamental que ele não coloque isso como prioridade."

Depois da entrevista

- Espere para pedir um feedback: é costume de algumas empresas darem um feedback, negativo ou positivo, após a entrevista. Quando isso não acontece, o candidato pode ligar na empresa para saber se a vaga já foi preenchida.

No entanto, é preciso ter calma e esperar pelo menos 15 dias. "Não pode ficar ligando todos os dias na empresa, ou no dia seguinte à entrevista, para saber se foi aprovado. Mas se já passou um tempo e ninguém ligou, aí sim o candidato pode entrar em contato", afirma Rachel.

Carla ressalta ainda que o profissional pode enviar uma mensagem agradecendo a oportunidade e se colocando à disposição. "Durante a entrevista, ele também pode perguntar quando voltarão a conversar ou qual o próximo passo do processo."