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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Medicamentos antigos - Sal de Glauber


Antigamente, o sal decahidratado era chamado de Sal de Glauber, em homenagem a Johann Glauber, e tem efeitos laxativos.
O sal de Glauber puro é obtido pela dissolução do sulfato de sódio cru na água mãe, pela remoção das impurezas, pela clarificação e pela cristalização. A solução é então tratada por uma pasta de cloreto de cal, seguida de leite de cal em quantidade suficiente para neutralizar a solução. As impurezas de ferro, magnésio e cálcio precipitam, sedimentam, e a solução límpida é transferida, mediante aberturas laterais, para o cristalizadores. A lama precipitada é lavada com água, e a água de lavagem é usada como compensação no processo. Quando a solução arrefece até a temperatura ambiente, o cristalizador é purgado e os cristais são recolhidos e centrifugados. A demanda de sulfato de sódio anidro puro é crescente por parte da indústria de papel kraft. O sal anidro é feito pela desidratação do sal de Glauber num forno rotatório revestido a tijolo, ou pela cristalização a partir de uma solução a quente, ou pela congelação e desidratação.

Indicação: Purgativo e Laxante.

Modo de Usar: (Adulto) Tomar em água, dose única
ou a critério médico.

Composição: Sulfato de Sódio Seco.

Cuidados de Conservação: Armazenar em ambiente fresco e seco.

Precauções: Manter fora do alcance de crianças. Mantenha a embalagem original até o fim de cada uso.

Os 30 remédios essenciais para salvar mães e bebês

Soro caseiro, vitamina A e paracetamol estão elencados entre as drogas que salvam vidas

Saúde de mães e bebês seria garantida pelo acesso a medicamentos essenciais, diz Organização Mundial de Saúde

No início de abril, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou uma lista de medicamentos essenciais para garantir a saúde das mães e dos bebês, em especial dos que moram em países em desenvolvimento (como o Brasil).

Segundo os números divulgados pela OMS, 8,1 milhões de meninos e meninas com menos de 5 anos de idade morrem todos os anos e, nada menos, do que mil mulheres perdem a vida a cada 24 horas por complicações no pós-parto, doenças infecciosas e crônicas.

“Uma parte destas vidas poderia ser salvas caso as mães e as crianças tivessem acesso gratuito à medicações simples”, afirmou a OMS que elaborou a lista de remédios essenciais com ajuda da Unicef.

É importante ressaltar que todas as medicações listadas pela OMS só podem ser oferecidas pelo médico e em unidades de atendimento que fazem o tratamento das grávidas, crianças e mulheres que acabaram de ter filhos. Veja algumas recomendações da lista.

Medicamentos para as mães

Para hemorragia no pós-parto

A estimativa é que 127 mil mulheres morram todos os anos por causa de hemorragia obstétrica, a complicação mais recorrente nos casos. Para este problema, a indicação medicamentosa da OMS é a oxitocina.

Pré eclampsia e eclampsia

Segundo a OMS, esta é a maior causa de morte materna em países em desenvolvimento. Uma das causadoras desta condição é a pressão alta na gestação. Para esta doença, a indicação são os sulfatos de magnésio e injeção de cálcio.

Infecção materna (sepse)

Pode provocar abortos, o nascimento de crianças mortas e também aumentar a mortalidade das mães. De acordo com a OMS, 15% dos casos de mortes de mulheres no pós-parto estão relacionadas à sepse. Os medicamentos para prevenir estas complicações indicados pela OMS são ampicilina, gentamicina, metronidazol e misoprostol.

Doenças sexualmente transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são perigosas em qualquer fase para as mulheres, mas durante a gestação aumentam o risco de infecção e também de contágio dos bebês. Além do HIV (o vírus causador da aids), a OMS alerta para a necessidade de tratamento da sífilis – e para isso indica o remédio benzilpenicilina – , da gonorreia, sendo neste caso listada como essencial a medicação cefixima – e da clamídia (o remédio é a azitromicina).

Medicamentos para crianças

Parto prematuro

A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que entre 6 e 7% das crianças nasçam antes dos 9 meses de gestação e a prematuridade está relacionada a 24% dos casos de mortes neonatais. São listadas duas medicações para evitar as complicações dos partos prematuros, sendo elas a betametadona e a nifedipina.

Pneumonia

É a principal causa da mortalidade infantil no mundo, sendo responsável por 1,6 milhões de mortes de crianças com menos de 5 anos. São indicados cinco remédios para tratar a pneumonia, sendo eles amoxicilina, a ampicilina, o gás oxigênio medicinal, a ceftriaxona, o gentamicina e a penicilina procaína.

Diarreia

É a segunda causa de mortalidade infantil, responsável por 1,3 milhões de mortes por ano no globo. Para evitar a desnutrição das crianças, a OMS sugere como medicamento essencial o zinco e o soro caseiro

Malária

A cada 45 segundo, uma criança morre de malária na África. Para esta doença, a OMS indica a combinação terapêutica de artemisinina e artesunato

HIV

A OMS diz que, atualmente, 2,1 milhões de crianças convivam com o vírus HIV no mundo. Para esta doença, o tratamento mais eficiente é o com antirretrovirais.

Deficiência de vitamina A

A deficiência de vitamina A esta associada às complicações de rubéola em crianças e, por isso, a OMS indica a suplementação.

Dor e cuidados paliativos

As dores agravam outras doenças e trazem limitações para as crianças. Além da morfina, a OMS indica também o paracetamol.

Vitamina A: maioria das mulheres não precisa de suplemento

Suplementação não reduziu índice de mortalidade de bebês ou de gestantes, revela estudo

Vitamina A: suplementação pode não se aplicar à grande maioria das gestantes

Um novo estudo de Bangladesh leva especialistas à conclusão de que a maioria das mulheres do mundo não precisa de suplementos de vitamina A.

Na zona rural desta nação asiática emergente, a suplementação de vitamina A em gestantes não reduziu o índice de mortalidade dos bebês ou das mulheres por problemas relacionados à gravidez, é o que mostra o novo estudo.

Entretanto, os pesquisadores afirmam que garantir que as gestantes recebam a quantidade necessária de vitamina A através da dieta ou de suplementos é “um importante objetivo de saúde pública” por outras razões. Mas, especialistas questionam se os suplementos são realmente úteis.

“Em minha opinião, existem muito poucas evidências no momento em prol da suplementação de vitamina A em mulheres”, disse Anthony Costello, do University College London Institute for Global Health, em entrevista à Reuters Health.

“Aparentemente, ou a suplementação não surte efeito ou o mesmo só pode ser observado em populações com níveis de vitamina A extremamente baixos. Para grande parte das mulheres do mundo, isso provavelmente não se aplica”, disse Costello, que já realizou pesquisas sobre o tema, mas não participou do estudo atual.

No estudo de Bangladesh, publicado no periódico Journal of the American Medical Association, a equipe liderada por Keith West, do Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, de Baltimore, acompanhou uma população de aproximadamente 60.000 pessoas por mais de cinco anos.

A equipe de pesquisa identificou todos os domicílios da região onde residissem mulheres casadas entre os 13 e os 45 anos de idade. A cada cinco semanas, pesquisadoras visitavam tais casas para verificar – através de conversas e de exames de urina – se alguma das mulheres estava grávida.

Em caso afirmativo, as mulheres recebiam doses semanais de vitamina A, betacaroteno, ou pílulas de placebo, ministradas até a décima segunda semana após darem à luz. Elas também recebiam material educativo sobre cuidados e alimentação durante a gravidez. Os grupos eram designados aleatoriamente, com base na localização dos domicílios.

Em torno de 60.000 gertações foram observadas durante o período de estudo, com as mães distribuídas uniformemente entre os grupos que receberam suplementos de vitamina A, betacaroteno ou placebo.

Um total de 138 mulheres participantes do estudo morreu por causas relacionadas à gravidez. Este número representou um total de 20 a 25 mulheres em cada 10.000 gestações, independentemente do tipo de suplemento que receberam.

Os índices de partos de natimortos e mortalidade de bebês também não apresentaram variações com base no tipo de suplementos ministrados. Em cada um dos três grupos ocorreram entre 45 e 51 casos de partos de natimortos para cada 1.000 nascimentos, e entre 65 e 70 mortes de bebês nas 12 semanas após o nascimento para cada 1.000 nascimentos.

Mudanças necessárias?

A deficiência de vitamina A vem sendo relacionada à cegueira noturna em gestantes e também à morte delas em algumas regiões. A Organização Mundial de Saúde informa que tais riscos são mais altos nos últimos três meses de gestação. No estudo de Bangladesh, nenhuma mulher com cegueira noturna foi tratada com vitamina A, independentemente do tipo de suplementação que recebida durante o estudo.

Costello, porém, acredita que a deficiência de vitamina A no mundo emergente se tornou um problema menor nos últimos 30 anos, com mudanças econômicas e agrícolas – que afetam também a nutrição. Estudos anteriores, incluindo aquele liderado por West, analisaram o efeito da suplementação de vitamina A em gestantes de Gana e do Nepal, não encontrando quaisquer efeitos nos índices de partos de natimortos ou de mortalidade de bebês. Entretanto, os estudos conduzidos no Nepal revelaram um número menor de mortes entre gestantes que recebiam suplementação de vitamina ou betacaroteno.

Na opinião de West, pode ser que as mulheres de Bangladesh tenham um consumo maior de alimentos ricos em vitamina A do que as nepalesas. Elas também apresentam chances geralmente menores de morrer na gravidez por outras razões – por exemplo, talvez por terem maior probabilidade de darem à luz com acompanhamento de um profissional de saúde.

Costello diz que mesmo que a deficiência de vitamina A esteja se tornando menos comum, a suplementação é importante – principalmente para afastar as infecções – em pessoas deficientes, dentre elas as crianças.

“Acredito que a suplementação em crianças ainda seja necessária. Mas, devemos estar atentos a mudanças que podem levar a um declínio nos benefícios dos programas de suplementação”. Costello complementa: “Não há necessidade de pressa em prescrever vitamina A para todas as mulheres do planeta”.

West também acredita que a alimentação esteja melhorando em muitas partes do mundo emergente, possivelmente transformando a suplementação de vitamina A menos essencial em algumas regiões - dentre elas a zona rural de Bangladesh.

“Este ainda é um nutriente vital. Se ele não é ingerido, juntamente com outros micronutrientes, as coisas não irão bem. Mas, o perfil nutricional está mudando. Estaria isso ocorrendo por toda parte? Eu diria que não, mas provavelmente é uma tendência geral”, disse West à Reuters Health.

Porém, ele complementa que devemos nos manter vigilantes às necessidades nutricionais da população pobre das zonas rurais do mundo emergente para evitar deficiências.

Sem solução mágica

Prakesh Shah, que também estudou a suplementação de micronutrientes e a gravidez, vê uma mensagem diferente nas descobertas.

“Analisar a relação entre um único nutriente e a morte de gestantes é esperar demais de um estudo”, disse Shah, pesquisador da Universidade de Toronto que não participou do estudo. Ele complementa que se mães e bebês terão benefícios de algum suplemento, este deve conter mais nutrientes – dentre eles a vitamina D, o ácido fólico e o ferro.

O índice de mortalidade entre gestantes e bebês ainda é bem mais alto no mundo emergente do que em países como os Estados Unidos e o Canadá. Ele complementa: “Será que iremos encontrar uma única solução, como a vitamina A, para curar todos os males? É bem provável que isso não aconteça.”

Aprenda a diferenciar as doenças do frio e a se prevenir

Saiba quando você está com gripe, resfriado, rinite, sinusite, asma ou pneumonia


Basta uma mudança de temperatura mais brusca para começarem as manifestações de tosse, espirros e coriza. Com a chegada do outono, elas tendem a ser mais frequentes, pois os dias quentes do verão dão lugar às tardes amenas e noites bem frias, um prato cheio para as doenças respiratórias.

As mais comuns nessa época do ano são o resfriado, a gripe, seguidas da sinusite, rinite e da pneumonia. E para quem já sofre de asma, bronquite e enfisema pulmonar, as crises tendem a piorar. Isso acontece porque as pessoas passam a se isolar em locais fechados para se preservar do frio, o que facilita a transmissão das doenças virais e bacterianas, explica o pneumologista José Miguel Chatkin, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Pneumologia.

- A diferença brusca de temperatura faz com que as defesas do pulmão funcionem com menos eficiência. Somado a isso, como as pessoas estão em ambientes mais fechados e menos arejados, têm mais chance de se contaminarem, desenvolvendo o resfriado, a gripe e outras infecções bacterianas.

E se esses locais estiverem cheios, a possibilidade dessas doenças se espalharem é ainda maior, afirma Chatkin.

Gripe ou resfriado?

Além de poucos se atentarem a esses detalhes, outro problema que acerca as doenças do frio é saber identificá-las e fazer os tratamentos mais adequados. Afinal é bem comum as pessoas confundirem o resfriado com gripe ou a rinite com sinusite. Diante disso, pedimos para o pneumologista Alex Macedo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e para Chatkin apontarem as diferenças entre as doenças respiratórias, descrevendo seus sintomas e tratamentos mais adequados. Veja abaixo.

Resfriado - infecção viral de via área superior que causa congestão nasal (nariz entupido), espirros, tosse seca, coriza, dor de cabeça, e às vezes febre baixa, com duração de três a cinco dias em média. Apenas os sintomas devem ser tratados, ou seja, antitermal em caso de febre e remédios para dor.

Gripe – com sintomas muito semelhantes ao do resfriado nos primeiros dias, é uma infecção viral de via aérea superior que se agrava e tem duração maior, podendo durar até uma semana. Além da tosse seca, coriza e do nariz entupido, o doente tem febre alta, dores no corpo e nas articulações, moleza e vontade de ficar na cama. Apenas os sintomas devem ser tratados, ou seja, antitérmico em caso de febre e remédios para dor.

Rinite - a infecção de causa bacteriana inflama a mucosa do nariz, causando repetitivos espirros e muita coriza (aguada ou mais espessa). Quando a inflamação está muito intensa, faz com que os seios da face fiquem obstruídos, causa que predispõe a sinusite. Deve ser tratada com antibiótico.

Sinusite – a infecção bacteriana causa uma obstrução nasal que tem como consequências as dores na face (bochechas e testa), tosse seca muito repetitiva e coriza mais espessa (amarelada). Deve ser tratada com antibiótico.

Bronquite e asma – a bronquite se caracteriza por uma inflamação nos brônquios que tem causas diferentes. Pode ser causada por infecção (aguda) ou pelo cigarro (crônica). Já o termo bronquite asmática, por exemplo, significa o mesmo que asma, isto é, uma inflamação nos brônquios que dura algum tempo (crise), com episódios de tosse, sibilância (chiado no peito) e dispneia (falta de ar). Desencadeada como uma alergia, ela costuma aparecer quando a pessoa predisposta entra em contato com poeira, produtos químicos com cheiro muito forte ou se fica muito tempo em ambientes frios ou úmidos. O tratamento de ambas deve ser feito por um pneumologista.

Pneumonia – é considerada a mais grave entre as doenças comuns do frio, pois é uma infecção bacteriana no pulmão, que causa um comprometimento geral da saúde. Os sintomas mais comuns são febre alta, perda da vontade de se alimentar, uma forte tosse com secreção amarelada e dor no peito. Deve ser tratada imediatamente com antibióticos depois de feito o diagnóstico. A doença é mais comum em idosos, mas também pode acometer crianças, sendo mais grave em menores de um ano e em adultos acima dos 65 anos, fumantes e portadores de problemas cardíacos, renais e diabetes. Pode levar a internação e mesmo a morte se não tratada logo.

Estados Unidos registram três suspeitas de contaminação pela E.coli

Centros de Controle e Prevenção de Doenças fará testes de sangue para determinar causa da contaminação

Autoridades de saúde afirmaram nesta quinta-feira que três pessoas nos Estados Unidos podem ter ficado doentes por contaminação pela bactéria Escherichia coli (E.coli), que matou 18 na Europa. As pessoas teriam sido contaminadas em viagem à Alemanha.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estão aguardando amostras de sangue antes de confirmar a causa da enfermidade, disse o porta-voz Tom Skinner à France Presse. Os casos suspeitos não foram fatais.

Mais cedo, foram registrados sete casos de pessoas contaminadas com a bactéria no Reino Unido, sendo três britânicos que recentemente viajaram para Alemanha e quatro alemães. As informações são da Dow Jones.